Ultraviolence

18 Once Upon A Dream.


Notas iniciais
Olá, amorecos da minha vida. Como voces estão? Algo pertuba ooração de voces? Algum namoradinho novo? O que voce aprontou nessas festas de fim de ano? Pegou algum priminho gato? Hmmmm.. Contem para mim. Sou ótima com segredos. Enfim... ESPERO QUE TODOS ESTEJAM BEM. Agora, minhas aulas começam dia 20 desse mes. Chorem comigo. E, eu tenho que me dedicar pra caralho esse ano para conseguir uma boa pontação no ENEM. E eu não poderei manter o mesmo fluxo de postagem que eu tenho. Voces vão ter que esperar. CAPITULO BABADO, VIU? Lana não ganhou o globo de ouro, to bolada.

I know you, I walked with you once upon a dream
I know you
The gleam in your eyes is so familiar, a gleam
And I know it's true

Naquela noite eu dormi, mas antes de conseguir o tão sonhado repouso, eu fiquei remoendo as palavras que Zeus proferiu para mim. O tom de voz autoritário como se cada sílaba que ele dissesse fosse a verdade mais crua e pura, e como se a voz que ele direcionasse a mim não fosse o bastante ainda havia aqueles pares de olhos. Olhos tão azuis, tão límpidos e frios que chegavam a congelar qualquer coisa que ele quisesse. Sinceramente, acho que se Zeus quiser pode, até mesmo, substituir Medusa.

‘‘-Você vai amar Perseu Jackson – isso se já não amar -, vai casar com ele e ser feliz. Vai se preocupar todas as noites se ele irá chegar vivo em casa ou se eu não terei mais piedade dele e o prenderei. Você comandará a Elite de NY, fará festas e encantará a todos, amará ele e isso atacará seu pai, afinal ele fez de tudo para que você e seu irmão não se envolvessem e você acaba casada com o cão sardento do Jackson.’’

Meu pai era Frederick Chase, aparentemente era um homem importante e um típico narcisista que impunha regras para todos. E nunca o conheci.

Então, eu me lembrei. Natal de 2004.

‘‘Minha mãe sempre realizava uma ceia de Natal junto com a vizinha, Ártemis – uma mulher com seus trinta e poucos anos, solteira e dona de diversos gatos -, Athena reclamava durante a maior parte da preparação da ceia, dizia que não teria condições de trabalhar por muito tempo e que já estava se cansando de alimentar duas bocas, além da sua. Contudo, Ártemis dizia que eram os filhos dela e ela tinha obrigação de cuidar de cada um, e se por algum acaso, ela não aguentasse mais deveria dividir a responsabilidade com o pai das crianças.

No instante que tais palavras saíram da boca da mulher, uma tigela de vidro que minha mãe segurava caiu no chão e a expressão de Athena foi de horror.

–Eu prefiro matar as duas crianças de fome do que entregá-las para aquele maldito.

Ártemis não disse nada como se não acreditasse que aquela mulher, sua vizinha, fosse capaz de dizer aquilo. ’’

Eu lembrava-me daquela conversa pelo simples fato de estar de castigo naquele mesmo dia e no quartinho ao lado da cozinha. A primeira coisa que veio a minha cabeça foi: eu tenho um pai. E depois, foi minha mãe nunca vai permitir que eu o conhecesse.

Se houvesse uma coisa que eu sempre tive certeza nessa vida era que minha mentalidade sempre fora superior a de Malcolm. Meu irmão se contentava com a mesmice e com as palavras da minha mãe. Ludibriava-se. Malcolm se entorpecia com o que Athena dizia, acreditava em cada frase que ela dizia, era Deus no céu e Athena na Terra. Já eu, não.

Meus pensamentos acabaram por se tornar perdidos e sem nexo em seguida, frases soltas ditas pelas minha mãe surgiram na minha cabeça, o que me deu uma tontura e em seguida eu me lembrei da briga que Malcolm e minha mãe havia tido um anos antes de eu ter arrumado minhas bugigangas e saído de casa dizendo para minha mãe que buscava novas oportunidades. Eu não me lembrava realmente do motivo da briga, apenas algumas frases que ficaram nítidas na minha mente embriagada de vodca, mas minha atual consciência vagava tão distante que cai no sono antes mesmo de lembrar de uma frase que meu irmão havia dito a minha mãe.


Naquela noite, eu sonhei.

‘‘Um grito escapou pelos meus lábios quando meus pés tocaram o azulejo frio. Eu estava descalça e o chão era uma alternância entre azulejo preto e branco. Formando uma enorme tabuleiro. Haviam oito fileiras com oito colunas. Uma forte intuição me levou para a frente, andando seis azulejos a minha frente, afastando do meu ponto inicial, então quando voltei olhar para onde estava, uma voz bradou por todo o tabuleiro de xadrez.

–Mate. Xeque-mate, Jackson.

Olhei ao redor, o dono da voz não estava no perímetro. Tentei me afastar do azulejo onde eu estava, mas algo como uma força mais forte do que a gravidade me prendia ali. Eu ouvi um tirou. Não. O barulho fora muito explosivo – a ponto de fazer-me tampar os ouvidos – fora uma bomba. Vi um corpo inerte caindo no chão, era Perseu, estava com uma coroa na cabeça.

Sendo assim, fiquei horrorizada e tentei correr para ele. Ajudá-lo, mas quando dei o terceiro passo, eu caí no chão me contorcendo com uma dor dilacerando meu ventre. Parecia que uma mãos estava arrancando minhas vísceras e esmagando elas. Gritei, gritei de dor. Então, o sangue desceu minhas pernas se espalhando por todo o tabuleiro. Sangue negro, imundo, descia como ácido e eu continuava a me contorcer no chão gritando por uma ajuda, mas Percy permanecia quieto em seu canto, os olhos vidrados em mim, observando meu estado agonizante. O sangue se transformou em, basicamente, um riacho e se entendeu por todo o tabuleiro e parou em frente a Perseu, o rodando. Seus olhos parados e frios, suas mãos inchadas e sem firmezas. Ele estava morto e eu continuava sangrando.’’

Acordei ofegando e me tremendo. Um frio percorria todo o meu corpo e eu sentia vontade de chorar, estava embolada em todos aqueles lençóis e travesseiros que não tinha parado para observar na noite passada. Um sonho terrível, uma voz fria e consciente. Balancei a cabeça, sentindo-me enojada e corri para o banheiro que, graças aos deuses, estava à frente da cama, e despejei todo o sanduiche que Piper havia me convencido a comer. Segurei meus cabelos evitando que eles sujassem com o vomito e despejei tudo para fora, de joelhos no banheiro com uma mão apoiada e firme no vaso sanitário.

–Xeque mate... –Sussurrei.

***

Depois de tomar um banho e tirar aquele cheiro nojento e imundo de vomito, olhei para a janela ainda era noite e a York Avenue estava ali a minha frente, brilhando. O trânsito não estava caótico, era calmo e os carros mantinham certa distância uns dos outros. Alisei meus cabelos, enfiando os dedos entre as mechas e suspirei.

O homem negro estava sentando de olhos abertos. Seu terno continuava perfeito e seus olhos pareciam saltar das orbitas. Encarei ele e levantei o queixo, esperando que ele não tenha ouvido meus gemidos de dor enquanto expulsava do meu corpo toda a comida.

–Queria saber se você pode me levar para casa. Agora.–Disse. Usei uma voz controlada e encarei seus olhos de lascas de carvão. Ele olhou para mim e não disse nada, nem sequer expressou nada, apenas levantou-se do sofá onde ele estava e saiu na minha frente, permitindo que eu o seguisse.

A sensação de ardência não abandonava minha garganta por qualquer instante, não tive coragem nem papo de provocar a atendente que estava quase dormindo em cima do telefone, continuei meus passos até sair de vez daquele hotel e jurar para mim e mesmo e todas aquelas estrelas do céu que Perseu Jackson jamais saberia da minha conversa com Zeus e do meu sonho.

–Sabe onde é o Forte da Quinta Coorte? Leve-me para lá. –Pedi entrando no carro e batendo a porta.

Sinceramente, não sabia o que me levava para a sede da máfia americana, mas creio que devo cumprir a minha parte do plano o mais depressa possível, afinal eu já aceitei, apesar de uma parte consciente da minha mente, ainda não. Eu cai em um buraco sem fim e nada estará caindo comigo. Ninguém. Eu estou só e tenho pessoas ao meu lado capaz de me esmagar como se eu fosse uma mísera formiga.

A avenida principal estava calma e excessivamente brilhosa. Algumas buzinas podiam ser ouvindo ao fundo, mas creio que o motorista de Zeus não se preocupava com a lentidão em que dirigia e principalmente com a fúria de alguns motoristas cansados.

–O senhor sabe que dia é hoje?

–Estamos na segunda hora do dia doze de julho, senhorita Parthenos. –Ele respondeu e eu sorri agradecida, e cruzei os dedos, então olhei para janela encostando a cabeça no vidro.

–Feliz Aniversário, Annabeth... –Murmurei baixinho.

–Falou algo senhorita? –Perguntou o homem novamente, ele parecia mais receptivo.

–Não era nada de importante, não se preocupe.

***

O carro do motorista de Zeus me deixou na porta do forte. O muro cinza e robusto se estendia verticalmente e era formados por blocos de cimentos, o homem que estava na cabine me observou por uns segundos e abriu o portão, ou uma parcela dele.

Dois homens armados estava parados ao lado do portão, só que do lado de dentro. Eles encararam-me por alguns instantes até que mexi o ombro e sai dali. Apenas sentindo o olhar deles sobre mim.

Continuei o trajeto solitária até a enorme mansão. O jardim muito bem trabalhado e aparado estava cercado de flores e carros estavam enfiados aos montes nas áreas das garagens.

Engoli em seco no momento em que abri as portas de madeira da grande casa, nunca estava fechado. Ninguém ousaria atacar a casa de Perseu Jackson, não em sã consciência.

Três guardas estavam de soslaio ali perto da escada e mandaram sorrisos para mim, a escada ainda permanência a mesma que eu tinha visto na última vez que estive aqui. E eu me lembrei do recado que Percy havia dado a mim há semanas.

–O que a senhorita quer? –Falou um dos guardas. –O local onde as prostitutas dormem é depois das garagens.

Prostitutas dormem aqui?

–O que te faz pensar que eu sou uma prostituta? –Perguntei baixinho com um sorriso no rosto, indo até ele ao invés de subir as escadas como pretendia.

Os três guardas riram e eu rolei os olhos.

–Suas roupas, sua aura, seu horário. São três da manhã, querida, nenhuma mulher que se preze está na ruas as três da manhã. –Falou um, os cabelos negros eram oleosos e mal cuidados. O pescoço estava cheio de cicatrizes e eu sorri.

–Acho melhor a querida ficar aqui e esperar pelo fim do nosso turno, podemos fazer uma festinha lá trás. –Respondeu o outro.

–Infelizmente garotos, eu não posso...

–Annabeth! O que raios do inferno está fazendo aqui, mulher? –Brandiu a voz de Clarisse, usava roupas elegantes e Chris ao seu lado, usava terno com gravata borboleta. Sorri para eles.

–Vim conversar com Perseu sobre algo que eu tive que fazer hoje, mas esses senhores acabaram de dizer que eu tenho aura, roupa e horário de prostituta e seria muito benéfico eu fazer uma festinha com eles lá atrás com ele. Mas, sinceramente, eu acho que Percy não gostaria.

Chris riu e Clarisse rolou os olhos.

–Deixe de ser estúpidos, a única porra que Annabeth aceita no corpo dela é a de Perseu e tenho certeza que vocês não querem desrespeitar, ainda mais, a mulher de Perseu Jackson.

Os homens balbuciaram algo e eu sorri feito louca e subi as escadas, ignorando Clarisse e Chris que estava a alguns degraus de diferencia. Eu estava tão cansada que quando cheguei já estava ofegando baixinho.

Clarisse tomou a frente e bateu três vezes na enorme porta de madeira trabalhada, esperamos dois minutos ouvindo uma Silena exasperada, perguntando quem atrapalhava o sono de Rebekah.

Silena abriu a porta, dessa vez, não usava bob’s nos cabelos, eles apenas caiam em suas costas. Os olhos estavam inchados, como se estivesse parado de chorar a pouco tempo.

Não disse e nem expressei nada.

Ela olhou surpresa para mim e sorriu fraco, não dirigiu nenhuma palavra para nós. Saiu em seguida.

–Ela sempre abre a porta? –Perguntei enquanto entrávamos.

–Silena não consegue dormir à noite, por isso Perseu confia a entrada de pessoas dentro da casa a ela, ela já matou uns quatro traidores nesse meio tempo. Nenhum guarda tem permissão de subir a esse andar, apenas o pessoal da casa.

–Se você for ao quarto de Silena agora, ela deve estar assistindo algum seriado e observando Rebekah dormir, ela faz isso todas as noites. Nunca dorme.

Não falei nada, Silena sempre pareceu disposta durante as manhãs na semana em que eu passei aqui. Quando ela dormia?

Despedi-me do casal e fiz o percurso que conhecia até o quarto de Perseu, bati a porta com o nós dos dedos com um pouco de força, caso ele tivesse dormindo.

–Entre. –Disse ele com a voz grossa. –Pode entrar, não sendo a Silena.

–Por que não quer falar com Silena? –Perguntei entrando, ele se assustou por alguns segundos, juro. Ele me encarou rapidamente e se levantou. Estava em uma escrivaninha rodeado de papéis e canetas. –Como foi a noite, Percy?

–Annabeth, já tive melhores, caso queira minha sinceridade. –Ele indicou uma poltrona no canto e pediu para que eu sentasse, ele trouxe a cadeira dele – com rodinhas – até mim, e sentou na minha frente.

–Eu sempre vou querer sua sinceridade, Percy. –Respondi e ele sorriu. Bocejei e ele arregalou o olho, peguei minhas pernas e coloquei em cima das deles, em uma tentativa de invadir o espaço dele, ele não reclamou.

–Como foi a sua noite? Lembre-se da sinceridade. –Ele falou e um nó se formou no meu estômago.

–Se serve para algo, devo te dizer que acabei vomitando no fim de tudo que tive com Zeus. –Falei, não estava mentindo, ainda não.

Percy pareceu querer perguntar algo, mas desistiu. Acho que ele não queria saber a resposta. Olhei para ele e sorri.

–Eu estou bem, não é nada que eu não possa superar. Estou banhada e se você parar de perguntar sobre esse assunto, eu esquecerei a conversa que tive com Zeus.

Eu falei conversa, mas Percy entendeu como transa.

Ele bufou e assentiu.

–Está com fome?

–Estou um pouco. Sinceridade, lembra. –Percy riu e eu acompanhei.

–Vou pedir para alguém trazer algo para nós. Você está mais magra do que nas últimas semanas em que esteve aqui, Annabeth.

Sorri enquanto ele pegava minhas pernas com cautela e as colocou no chão, levantando e saindo do quarto em seguida, fechei meus olhos até que Perseu voltasse.

Demorou um pouco menos do que cinco minutos para que ele voltasse, ele sentou o mesmo local onde estava anteriormente, dessa vez ele que colocou as minhas pernas em cima das dele. Sorri com o gesto.

Ficamos em um silêncio confortável e ele pegou uma folha começando a lê-la, fechei meus olhos, só iria abrir quando a comida chegasse, e ela chegou.

Batidas na porta me assustaram e eu me recompus em instantes enquanto Percy ia abri-la. Acho que estava babando, limpei minha boca, caso esse fato fosse verídico.

Percy entrou no quarto carregando uma bandeja e levou para cama, e deu duas palmadas no colchão de colcha azul, indicando para que eu sentasse.

–Não quero sujar sua cama com migalhas... –Assumi enquanto sentava, ele rolou os olhos e fez um sinal de desdém. Ele serviu o suco para mim e para ele, em um mesmo copo, e rapidamente devoramos tudo que haviam na bandeja.

–Você estava com fome mesmo, hein? –Ele perguntou caçoando de mim enquanto levava a bandeja para longe da cama.

–O sentimento de fome era reciproco, afinal você devorou tudo comigo. –Ele deu de ombros e voltou para cama, tinha largado tudo que estava fazendo desde que eu cheguei e eu suspirei.

–Annabeth, eu queria pedir desculpas pelo o que eu te fiz há algumas semanas, por ter sido rude e violento com você. –Ele falou, a voz dele tendeu a um sussurro. Creio que se eu não estivesse do lado dele, nem sequer teria escutado.

–Tudo bem, Percy. Só não faça mais isso, dói pra caralho. –Confessei e ele sorriu. –Eu posso dormir aqui, só hoje? –Questionei.

Ele assentiu.

–Dormir, dormir ou dormir depois de um sexo selvagem? –Ele perguntou, mas ele já sabia a resposta.

–Dormir, dormir. Acho que o sexo renderá mais pela manhã. Vou até poupar trabalho e dormir só de lingerie, essa roupa apesar de curta é quente.

–Você é quente, Annabeth.

Gargalhei.



Naquele resto de noite, que já era quase dia, dormi ao lado de Percy. Ele ficou do lado esquerdo da cama e eu no direito, vários centímetros nos separavam um do outro. Vários.

Acordei com batidas na porta, eram forte e incessantes. Assustei-me primeiramente, mas ouvi a porta se abrir e vi o vulto de Nico, ele estava com os ombros curvados e os lábios crispados, eu fechei os olhos rapidamente quando ele olhou para mim.

–O que diabos você fez, Jackson? Você se livra da porra de Zeus Grace e traz Reyna para cá? Como refém? Puta que pariu! –Gritou Nico.

–Fale baixo, Reyna estava xeretando e eu odeio pessoas que xeretam minha vida, principalmente para ele. Mandei Clarisse e Chris pegá-la.

–Você está irritando ele, Perseu... Você está extrapolando da porra dos limites e você o conhece, ele vai te derrubar como ele derrubou seu pai e vai acabar com você, com sua mãe e com Rebekah... –Ele sussurrou o último nome. –E aquela loira ali vai pagar pelas consequências das tuas merdas, porque você está destruindo tudo que está na sua frente. Então, tenha o mísero de consciência e pelo menos, reforce a segurança. Vou dizer-lhe uma coisa: se você continuar como está, a Quinta Coorte vai cair e você vai junto e assim como ela, nunca conseguirá se reerguer.

–Nico, suma da minha frente. Eu sei o que estou fazendo e no momento, eu estou ocupado para pensar nele. –Respondeu rudemente Percy.

–Pense bem, Jackson. Você está fodendo com tudo por orgulho. –Ele saiu e bateu a porta com força.

–Annabeth, eu sei que está acordada. Ninguém dorme com um olho aberto e outro fechado, sua boba. –Ele implicou e eu sorri corada, com vergonha. Sentei-me na cama e deixei que o lençol caísse do meu corpo.

–Desculpe, ouvi sua conversa. –Confessei e ele sorriu, deitando-se na cama novamente. Usava uma calça de moletom e deixava seu abdômen incrivelmente sarado totalmente a mostra, sorri.

–Não é como se Nicolas tenha falado baixo, então... Como passou a noite, a parte em que dormiu aqui? –Ele desconversou e eu franzi o cenho.

–Boa. Recebeu o dossiê?

–Estava lendo quando você chegou, ele tem umas quinhentas páginas. Zeus Grace teve uma puta de uma trabalheira investigando cada membro da Quinta Coorte.

–Não tem medo que ele tenha uma cópia ou algo do tipo? –Questionei Perseu e ele passou seu polegar pela minha bochecha.

–Não há nada para você se preocupar, Annabeth... Piper trouxe algumas roupas suas para cá e estão no closet. –Ele tocou meus lábios com seus dedos e sorriu. –Apesar de achar que eu ainda posso aproveitar um pouco com essa sua falta de roupa.

Notas finais
Aqui em baixo; Como sempre cortam minhas notas iniciais, venho aqui reforçar o que eu disse lá em cima e colocar outro avisos. 1) Tentarei postar outro capitulo até o dia vinte, mas acho muito dificil. 2) A partir do dia 20, o ritmo de postagens irá diminuir e eu irei estudar. ENSINO MEIO, AMORES!! 3)tOMEI UMA DECISÃO. Ultraviolence terá tres partes. Não temporadas. Partes. A primeira será Ultraviolence, assim como o título da história e como já sabem será narrado pela Annabeth. A segunda parte será chamada de Born to Die, e não será narrada pela Annabeth por motivos psicológicos da personagem, será ou em terceira pessoa ou uma alternância de ponto de vista entre Percy e Nico. A terceira e ultima parte, a narração voltará a ser principalmente da Annabeth. Mas, poderá ter bonus de Nico ou de Percy. 4)O que acharam da ideia? Não será longa demais demais. 5)Para quem não sabe Born to die, Paradise, Ultraviolence são albuns da cantora Lana Del Rey e aconselho a ouvirem suas musicas e se fundirem na depressão que ela traz. 6) A partir da segunda parte, os nomes do capitulos não serão mais com nomes de musicas da Lana Del Rey, por motivos de não ter musicas com sentido para a historia. 7)Amo voces