Notas iniciais
Olá, selvagens. Como voces estão?


''Everything inside makes me wanna stay

But everything you've done makes me wanna run.''

O cheiro de sexo se espalhou por todo o quarto de Perseu e já estava embriagando-me. Nossas roupas – ou o resto dela – estavam jogados em cantos variados pela extensão do quarto. Meus cabelos estavam espalhados e bagunçados em cima das minhas costas nuas e provavelmente, marcadas e pelos dedos firmes e brutos de Percy. Meu corpo estava em cima do dele, meus seios eram esmagados pelo peitoral firme e a minha respiração assim como a de Percy estavam sincronizada, de forma lenta e pesada.

Meus dedos encostavam no peito do pé dele e ele massageava a pele das minhas costas e eu sorria, movendo apenas o alto da curva dos lábios. Estava ignorando tudo que Perseu havia feito de ruim para mim, pensei na boa que vida que ele poderia me dá. Dinheiro, festa, luxo, sexo, poder... Talvez atenção e em uma estatística quase nula, amor. Tudo que uma suburbana californiana precisava para manter seu ego inflado.

Senti a boca carnuda e inchada de Percy beijar meu pescoço e meus ombros, e vez ou outra, distribuir chupões lentos e fortes. Ele sentia uma enorme vontade de fazer meu corpo sentir prazer... E ao mesmo tempo, sentir dor. Não muita dor, ele não era Christian Grey*. – E eu nem queria que ele fosse — Seus movimentos não eram rápidos, mas eram brutos e fortes e eu tentava ao máximo, deixar que ele levasse a situação ao seu comando, principalmente quando ele estava afim.

Percy era, como não me canso de elogiar, dono de um corpo esculpido por Michelangelo. Com tudo nos locais certos e com até mesmo uma bundinha deliciosa. Posso reparar nos detalhes e cicatrizes que ele tem abaixo do cotovelo e esfrego a ponta do meu nariz no seu peito, ansiando por carinho que logo é concedido por Perseu.

Não há nenhum ferida de bala, nem uma cicatriz de esfaqueamento, nada. Sinto-me agradecida por isso.

Ele desce meu corpo, jogando-me no colchão super mega confortável e acabo soltando uma risada boba que arranca um breve sorriso de Percy. Sinto o calor emanar do quarto, apesar de o sistema de ar condicionado está ligado. Sabendo que uma nova sensação de carícias dará início, aceito-a de bom grado. O peso do corpo dele é jogado em cima do meu e sinto seu pênis perto do final do meu abdômen. Nego a vontade de apertá-lo para vê-lo crescer em minha mãos enquanto aceito os beijos de Percy em meus seios. Ele leva seus lábios a ponta dos meus mamilos e os suga com força e também massageia-os em movimentos circulares. Arqueio minha cabeça e sinto a umidade se abranger cada vez mais. Choque térmicos percorrem meu corpo e eu me entrego aquela ladainha sexual que está sendo proposta por Percy.

Levanto minha perna esquerda em um ângulo de 90º, e nesse instante sinto o pênis dele – já se tornando ereto – tocar minha intimidade, começo a levantar meus quadris e nossas intimidades se roçam e eu escuto ele, baixinho, gemer.

Começo a sorrir com o feito que acabo de consegui e levo meus dedos até seus cabelos, arranhando o couro cabelo e puxando alguns fios, trago sua cabeça de volta para mim e unifico nossas bocas. Beijo seus lábios com voracidade e ele consegue ser ainda mais voraz do que eu. Nossas línguas batalham no mesmo ritmo, um tentando superar o outro, em uma dança rítmica. Passo para cima dele, aproveitando a vulnerabilidade nesse momento. Seus olhos fechados. Seus cabelos bagunçados. O suor pendendo na testa bronzeada. O abre e fecha da sua boca fina.

Não passo nem sequer mais do que um minuto em cima dele e de repente, ele me derruba no colchão. Ele deve ter tido muita prática. Ele aperta minha bunda com força, cada uma de suas mãos espalmam uma das minhas nádega e isso fez com que todo o meu corpo arqueasse para ele.

–Podemos fazer algo tão divertido com essa sua bunda... Tão deliciosa, meu bem. –Ele sugere baixinho no meu ouvido e eu arregalo o olho. Mordo o ombro dele e nego com a cabeça.

–Você não merece um anal, Jackson. Aceite isso. –Respondo e ele gargalha alto, como se estivesse em um stand-up.

–Como assim, Chase? Vai me negar um pedido desses? –Ele falou, sussurrando em meu ouvindo. Suas sílabas eram pronunciadas pausadamente, como uma música lenta que merecia ser apreciada. –Eu quero tanto...

–Não vamos conversar sobre anais. Vamos lá, Jackson... Estávamos nos divertindo tanto. –Engatinho na direção dele e vejo-o lambendo os lábios, e sorrindo malicioso para mim. –Você gosta que eu me submeta a você, não é? –Sussurro enquanto brinco com os bicos dos meus seios, já duro. Parto para cima do seu colo e enlaço minhas pernas na cintura dela. –Vamos lá, Jackson. Eu adoro brincar com você, mas... Nada de anal, amor.

–O que? –Ele pergunta novamente, mordendo o lóbulo da minha orelha. –Do que você chamou-me?

–Amor. –Repeti já meio incerta se deveria ter falado aquilo para ele. –Não deveria ter chamado você assim?

Ele sorriu e afagou meus cabelos. Trazendo algumas mechas em suas mãos enrolando fios nas pontas dos meus dedos. Ele trouxe seus lábios para minha testa e beijou-a.

–Pode me chamar do que quiser, carinhosamente. Óbvio. Eu tenho armas. –Dessa vez, eu gargalhei e ele beijou meus pescoço. Derrubou-me de uma vez e novamente, nós entregamos aos beijos.

–Tão ameaçador... Estou morrendo de medo. –Ironizei, mas me calei com um novo beijo avassalador.

Beijos doces e vorazes. Com uma mistura de salivas e toques, ele veio atrás de mim e abriu minhas pernas com força e colocando cada uma de um lado da cama, com brutalidade. Ele apertou meus seios uma última vez até descer seus lábios pela minha intimidade, depositando um beijo ali que me fez ver estrelas.

Ele segurou minhas pernas com força, separando-as ao máximo que minha pele permitia e estocou. Seus pênis já ereto a bastante tempo, entrou em mim, fazendo-me crispar os lábios evitando um suspiro. O preenchimento fora total. Vi estrelas, constelações e toda a Via Láctea. Levava meus quadris de um lado a outro e de cima para baixo. Os movimentos de Perseu eram firmes e brutais, seus dedos apertavam minha cintura com firmeza exagerada e seus olhos estavam fechadas, privando-me da imensidão verde.

Ele não fora delicado, não houve ''devagar amor''. Fora puro, direito, grosso, brutal. Simplesmente foi...

–Abra os olhos, amor. Deixe-me ver seus olhos. -Peço pausadamente, enquanto aprecio as sensações elétricas que cada estocada causa em meu corpo. O formigamento nos pés, os pulos do meu coração, o sofrimento do meu coração, a dor na cintura, a lentidão do cérebro e a vontade enorme que todo o corpo unido e desorganizado implora. Mais.

Mais sexo, mais Percy. Mais é melhor!

Ele aumentou o ritmo, fazendo-me gemer alto e em bom tom. Sentia choques curtos e fortes ultrapassarem todo o meu corpo. Esparmos de prazer fazia minhas pernas subirem e descer até que eu finalmente, pude acumular toda a firmeza e colocá-las enlaçadas na cintura de Perseu. Dessa forma, a penetração foi funda, longa e lenta.

Ele abriu os olhos após algum tempo, seu corpo estava tão suado assim como o meu. Sentir durante todos os momentos a cama mexer e fazer barulhos inconstantes abaixo de nós. Vai acabar quebrando. Eu estava com a respiração tão sôfrega. Percy juntou novamente nosso lábios, piorando – ou melhorando – todas as sensações que espalhavam-se sem pudor pelo meu corpo.

O meu corpo avisou que o orgasmo estava a caminho. Senti meu ventre se contorcer dentro de mim e virar, dando uma grande e exagerada volta. Arqueei minha cabeça e meu corpo e Percy colocou minha cabeça em seus ombros. Inclinei-me praticamente gritando enquanto eu me derramava para ele, piedosamente e gloriosamente.

Arfo, bufo, gemo, solto palavras baixas e Percy continua intacto, impassível com apenas suor na extensão do corpo.

Ele continuou estocando, mesmo eu estando praticamente jogada feita uma boneca de pano na cama. Então, ele se derramou dentro de mim até a última gota de gozo.

–Feliz aniversário. –Ele anunciou após algum tempo de silencio, ele voltou-se para meu rosto, sorrindo e eu agarrei a face dele com as duas mãos, trazendo para o meu.

–Obrigada. –Respondi. –Depois de semanas de espera, finalmente completei meu tão esperado dezoito anos.

–Metade das garotas fazem festas e bebem até cair nos seus dezoito anos... Já você, está aqui engolindo minha porra.

–Eu sou diferente, Jackson. Não percebeu ainda? –Questionei sorrindo e ele assentiu.

–Tenho algo para você, lá em cima. Seu presente.

Ele levantou-se e colocou a cueca box, pegando-a de uma das poltronas. Procurei minha calcinha pela quarto, e achei perto da porta. Vesti, mas não achei meu sutiã. Decidi colocar a blusa social que Percy estava vestindo anteriormente.

Ele me levou até dentro do closet, onde havia duas portas e apenas uma ficava aberta que era a do banheiro. Percy sorriu para mim e mexeu em uma de suas gavetas e capturou uma chave.

A chave negra de boa aparência e cara balançou perante seus dedos, sorriu para mim encarando descaradamente meus seios brancos expostos pela abertura da blusa. Enfiou a chave com precisão e girou-a, pegando no trinco em seguida.

Uma enorme escada de granito negro se erguia em seu esplendor na minha frente. A cada degrau era refletida por um pequena luminária e uma lâmpada branca estava pregada na parede. Percy sorriu para mim novamente, tão sorridente, e fez um gesto com as mãos indicando para que eu entrasse na frente.

Tão cavalheiro.

Subi as escadas, sentido o solado do meu pé se chocar com o granito negro, tão gelado. Percy vinha em meu soslaio, respirava baixinho junto comigo e quando chegamos ao topo, seu braço direito tomou posse da minha cintura.

–Feliz aniversário.

Olhei para frente, uma nova porta estava ali. Dessa vez, era branca com alguns detalhes cinza. Dois arranjos bonitos e ornamentais se erguiam aos lado da porta e eu encarei Perseu.

–O que é isso?

–Seu presente. –Ele respondeu. –Por mais adorável que aquele apartamento seja, fica muito distante para que possamos nos encontrar.

–Quer dizer, que agora eu vou morar no porão da sua casa? Para rolar sexo direto? Vou ficar assada, estou falando sério. –Perguntei sorrindo divertida.

–Sinta-se honrada, meu bem.

Abri a porta, curiosa, e tomei um sobressalto. Um quarto mobiliado se erguia bem ali, ao alcance da minha vista. Uma cama king ocupava o meio do quarto e do jeito mais que eu mais adorava, recheada de travesseiros e almofadas de diversas cores claras. Um tapete nude estava abaixo da cama e eu imaginei-me esfregando meus pés sobre ele ao amanhecer. Um enorme guarda-roupas embutidos em cores singelas estava ali e aposto como deveria estar cheio de roupa. Uma escrivaninha composta por um computador e alguns livros estava ali e olhando bem, eram livros de Arquitetura. Sorri só de lembrar na minha faculdade fajuta, mas faculdade.

Era lindo, uma mistura de cores singelas e amenas, nada extravagante. Era daqueles tipos de locais exalavam paz e simplicidade. Era cordial, nude e delicado.

–Obrigada, Percy. Primeiro, um apartamento e agora um quarto em sua casa, estou realmente me sentindo honrada, hein? –Senti minha pele corar.

Ele me encarou, adentrando no quarto e olhando os detalhes.

–Que bom que gostou. Silena achou que você gostaria de algo mais forte e pop rock, já eu pensei em algo assim... –Ele confidencializou, tocando em um pequeno abajur do criado mudo.

–Eu amei demais, obrigado.

–Agora, tenho que resolver umas coisas com uma adorável visita chamada Reyna e apesar de saber que hoje é seu aniversário, quero te pedir duas coisas e não espero que você negue, OK? Primeiramente, quero sua companhia para um jantar chato na casa de Apollo, preciso que ele assine um contrato para Silena, mas os dois não se batem muito bem, algo relacionado a Aphodite... Não importa. Enfim, será por volta das vinte e duas horas, Silena trará uma garota para te ajudar a se vestir e com a maquiagem, então aproveite o seu quarto e durma um pouco, talvez melhore essas olheiras. Segundo, eu quero conhecer sua mãe e nem venha reclamar por dois motivos: você já conhece a minha e segundo, eu vou conhecê-la mesmo que você não queira.

–Percy... Não vejo nenhum cabimento nisso. -Tento explicar, mas sou logo cortada.

–Annabeth... Vamos morar juntos, você sera minha esposa, estou fazendo tudo como mandar a ética e a boa-fé, a maioria das mães não gostam de mim, mas tento ser ao menos amigáveis com as filhas dela. Sairemos daqui a dois dias e nada de surpresinhas. Agora preciso ir.

Pisquei o olho confirmando. Percy deu um beijo em meus lábios e encarou meu corpo, aparentemente arrependido por ter que sair e deixar-me ali. Sorri ao ver ele passar pela porta, saindo do quarto dando-me oportunidade para conhecer meu novo cômodo.

Deveria haver um banheiro, sim. E foi isso que partir a procura, e achei. Uma porta de madeira guardava o banheiro. E devo dizer, um senhor banheiro. Não tão belo quanto o de Perseu, mas não muito inferior. Dezenas de cremes hidratantes, perfumes, maquiagens estavam pendurados em prateleiras ao redor do espelho. Toalhas brancas e outras coloridas eram exposta em formato de cilindro debaixo do lavabo de madeira. O chão brilhante e liso, fez minha mente se tocar que eu teria que tomar cuidado com acidentes por ali, muito cuidado. Mas apenas uma coisa chamou minha atenção. A banheira, uma enorme banheira branca e lustrosa, daquelas que você ver em seriados americanos e sente inveja, mas agora... Meu bem, eu tenho uma.

Abri o registro das torneiras que estavam ali e olhei os sais que estavam apoiados no canto. Li os rótulos e achei um de rosas vermelhas e camélias, joguei na água que ainda se enchia e algum tempo depois, me debrucei lá dentro. Sentido a água em todos os locais do meu corpo, ao mesmo tempo. A espuma só estava em cima, deve ser alguma propriedade desse sais, já que a água é um solvente universal. Meus cabelos loiros estavam amarrados e para fora da banheira e fechei meus olhos. Sentindo os músculos relaxarem e meus sentido oscilarem após alguns minutos. Minhas pernas que ardiam parecia entrar em atrito com a espuma e arder um pouco mais. Dor suportável. A melhor de todas.

Elevo meus sentidos psicológicos e relaxo os meus corporais. No aniversário do ano passado, eu havia ganhado de presente de Luke uma maratona de sexo e agora, com Perseu Jackson ganhei um quarto, uma visita a minha nada adorável mãe e provavelmente, tudo o que eu quiser.

Tudo.

* * *

Silena entrou no quarto como um furacão invade uma localidade, recheado de fúria. Usava calças justas valorizando tudo demais e cabelos amarrados, carregava no colo uma Rebekah chorando desesperadamente e parecia frustrada com o choro da filha. A menina estava mal posicionada em seu colo e parecia que a qualquer instante iria cair.

Silena parecia bêbada.

–Vamos entre, Hazel! -Ela gritou, fazendo surgir uma garota negra de cabelos cacheados e olhos machucados. -Meu Deus, Rebekah cale a porra dessa boca.

Levantei-me da cama aos pulos, assustada com todo o circo que havia se formado ali e respirei fundo, esfregando meus pés no tapete macio. Preparando-me para o festival de sofrimento que iria começar.

–Quer que eu fique com ela por um tempo, Silena? –Ofereci, já agoniada com aquela situação e olhe que ela mal começou.

Ela não respondeu, praticamente jogou a menininha no ar e me deu. A menina continuou chorando desesperadamente no meu colo e eu apertei-a no meu colo. Estava banhada de suor e as roupas sujas de papinha.

–Vou dá um banho nela, espero que não se importe. Fiquem a vontade.

Rebekah já era durinha, bem desenvolvida. Dava raiva só de pensar na malvada da Silena com ela. Banhei Rebekah na pia mesmo, não havia logica em colocar uma bebe debaixo do chuveiro e nem de jogá-la em uma banheira enorme. A menina parece um patinho, começa a tentar pegar a agua que desce pela torneira com as mãos pequenas e frágeis e sorri. O choro já havia cessado e eu sorri com o feito que consegui, brinquei com ela por alguns instantes e a enrolei em uma toalha limpa, voltando a colocá-la em meus ombros.

Volto para o quarto onde Silena parece está dando uma brinca na garota negra, suspiro. Coloco Rebekah no meio da cama e armo um cerco com almofadas grande, para impedi-la de cair. Ela dormiria só, estava refrescada.

–Hazel irá maquiar você, o vestido será entregue daqui a algum tempo. Vou ficar com Rebekah, faze-la dormir.

A menina maquiou-me com todos os produtos que estavam na maleta, pó, lápis, delineador, sombra, blush, batom, gloss, iluminador e afins. Todos os preparos, a mãos de Hazel tremiam e tinham marcas pesadas e firmes, além de andar dolorosamente.

Demorou muito tempo para fazer tudo, pode ouvi Silena cantarolar baixo e suspirar na poltrona ao lado. Até que Hazel tomou minhas mãos e entregou-me um papel entre meus dedos e apertou meus dedos.

–Vá se ver no banheiro, senhora Jackson.

–Eu não sou a senhora Jackson... -Rebati rapidamente.

–Mas será.

Andei até o banheiro, apesar de haver um espelho no quarto. Assim que entrei fechei a porta e li o bilhete.

POR FAVOR, NOS AJUDE. PASSAMOS FOME, APANHAMOS, SOFREMOS E SOMOS VENDIDAS, AJUDE-NOS!

Eu li aquelas palavras outra vez e outra até o ponto de já decora-las na minha mente. Amassei o papel e joguei no vaso sanitário dando a descarga em seguida. Olhei-me no espelho. Estava lindo. Maquiagem preta e batom claro, blush em destaque e cabelo amarrado com cachos bem formados.

–Estou linda, Hazel. Adorei, muito obrigada. -Respondo sorrindo, assim que saiu do banheiro e confirmo a leitura do papel com um gesto. Ela sorri tristemente e suspiro. -Vá na cozinha coma algo e pode dizer que a senhora Jackson que está mandando.

***

–Então, como foi passar algumas horas com Silena? –Perguntou Perseu sorrindo enquanto engatava a ignição, usava um terno negro com pequenas e delicadas listas brancas quase desbotadas, dando um ar mais gangster.

Silena havia sido uma filha da puta durante todo o tempo em que passamos juntos, tinha até me perguntando onde estava aquela Silena que eu havia conhecido a meses atrás. Quanto tempo leva para uma pessoa mudar?

–Legal. Rebekah está cada dia mais linda. –Respondi e vi um sorriso nascer no rosto de Percy. Eu estava usando um vestido vermelho longo. Lembrei-me da garota que havia me arrumado e da sua suplica de socorro e suas feições. Seus olhos marcados parecia querer saltar das orbitas e o modo como seus lábios tremiam.

Por falar de Silena, passou a tarde com um mal humor terrível e um sarcasmo nojento. Reclamou porque Percy não havia chamando-a para ir com eles para a festa de Apollo. Porque Apollo era um dos homens mais belos que ela já tinha conhecido, que Apollo era um deus grego e tão bom na cama.

Definitivamente, ela superou o luto.

Rebekah era cativante, não estranhava a mim e sorria quando eu passava a ponta do meu nariz pelo rosto branco e delicado dela. Suas mãos apertavam um pano rosado bordado com o nome dela diversas vezes.

Rebekah J. Beauregard.

–Pensei que ela seria uma Beckendorf... –Comentei enquanto a segurava.

–Eu e Charles nunca nos casamos e ela não é registrada com o nome dele, se não... A mãe dele poderia querer toma-la de mim. –Respondeu.

– J de que? –Perguntei curiosa.

–Quanta curiosidade, Annabeth. Deuses! Julie. Rebekah Julie Beauregard. Mais algo?

–Não. Desculpe se fui intrometida.

Ela fez um gesto de desdém com a mão e a conversa acabou, e eu agradeci por isso.

–Apollo é um dos maiores empresários do ramo da moda americana, mas tudo fachada. Um dos maiores compradores de armas do país e manda a maioria para a África, explorando as riquezas por lá.

–É ninguém percebe? –Questiono. Perseu avança na rua iluminada pelos postes de luz, algumas pessoas caminham por ali, mas tenho convicção que são todos fachadas. Pessoas que são pagas para vigiar o forte, minha casa, de todos os ângulos e maneiras possíveis.

–Annabeth não tem como você esconder um navio ou caixas de madeiras cheios de fuzis. Não há maneira de camuflar, não se esconde nada, Annabeth. Segredos não existem no submundo, todos somos conhecidos e um ajudamos os outros.

–Sempre colaborando? Parecem uma comunidade hippie. -Zombo.

–Claro que não. Somos os primeiros a meter as facas nas costas dos outros, mas temos um inimigo em comum. O governo americano é tão imundo e corrupto quanto qualquer membro do submundo. Zeus Grace se acha dono da razão, mas é um salafrário que somente está no poder graças ao poder do irmão. Nada é conquistado só com trabalho. Todos nós usamos uns aos outros de escada. Você está me usando como escada para ter tudo o que consegue, e eu estou usando você também. Nico e Silena usaram pessoas como escadas. Zeus usou. Sua mãe usou. Mas algumas pessoas são boas e não conseguem ser tão perspicaz e pertinente a esse ponto. Como minha mãe que sofreu e foi humilhada pelo imundo do meu pai e seu irmão que teve todas as chances do mundo, mas preferiu viver na vida medíocre dele. Pessoas boas sofrem, Annabeth, e usam como consolo uma vida pós essa para querer derrubar as ruins. Mas nós somos o que acreditamos e ninguém poderá nos tirar disso.

Calei-me.

–Você acredita em Deus? –Pergunto hesitantemente.

–Todo Poderoso? Se Ele existir, Annabeth, creio que ele já desistiu de mim há muito tempo. Algumas pessoas nascem ruim, outras tornam-se.

Uma maça podre no pé, muitas vezes surgem do nada e acabam por infectar outras, puras e saudáveis. Tornam-se ruins.

–Por que você citou o meu irmão?

–Eu sei tudo sobre sua família, Annabeth. Cada detalhe, e pretendo de contar a verdade que ninguém nunca te contou. Esse dia está perto, você acabou de entrar em um caminho sem retorno. Uma vez no submundo, sempre no submundo.

***

A festa de Apollo foi uma chatice, exceto em dois atos. O primeiro foi quando Perseu me elogiou para todos. Exibindo e apresentando-me para todos seus ‘‘amigos’’. E o segundo, mas não menos importante, foi quando Luke Castellan, meu ex namorado moribundo e nojento, chegou na festa e deu de cara comigo, toda preparada no vestido de festa, cabelo loiríssimo e bem penteado. Uma maquiagem marcante nos olhos proibido ao toque.

–Ora, ora, ora se não nossa queridíssima Annabeth Chase. Como está minha amiga tão querida? Abandonou-me logo que foi embora do nosso ninho de amor? Cuspindo no prato que comeu, que feio.

–Luke, jamais cuspirei no pranto que comi, e como você está? –Pergunto sorrindo, a prepotência em forma de macho vem até mim, e beija minhas bochechas como se nosso fim de relação tivesse sido o lance mais amigável possível. Como se ele não tivesse comendo outras e depois vinha me comer, como se fosse uma mera prostituta. Mas certas coisas a gente não esquece, acumula.

–Não tão bem quanto você, definitivamente. Creio que conhece Thalia Grace, minha... Namorada. Uma garota maravilhosa, devo dizer. –Ele expressa e Thalia parece ser desperta de seu transe, sorri para mim e eu correspondo.

–Lembro-me de vocês juntos, lembranças que desejo muito apagar da minha mente, mas creio ser impossível. Mas devem conhecer Perseu Jackson, meu adorável acompanhante.

A mão de Percy apertou minha cintura com firmeza e um sorriso se forma no meu rosto. Perseu não move um músculo sequer para cumprimentar Luke, mas deu um aceno para Thalia Grace o que me fez franzir o cenho por alguns instantes.

–Então, você será a nova integrante da Elite Nova Iorquina, Annabeth? De acordo com minha madrasta, é uma elite muito pura e dedicada, deve-se tomar conta do peso que vem com um encargo desse. -Começou Thalia sorrindo para mim. Seu vestido azul turquesa era do mesmo tom dos olhos, tão brilhosos e elétricos convertidos em uma maquiagem negra. Curvas delineadas, nem parecia uma louca.

Nem parecia Thalia Grace.

–Sabe Thalia, eu particularmente, prefiro colocar a mão na massa... Mas, um pouco de nobreza deve cair bem comigo, não acha? –Rebato e ela sorri, amigavelmente. Não disse nem que sim e nem que não. Não me importa.

–Precisamos ir, Annabeth. Temos que resolver algo ainda.

Assenti, voltando a me despedir do casal do ano. Thalia me abraçou e mandou um adeus para Percy que devolveu com um aceno, novamente, já Luke ignorou-o e beijou-me no canto dos lábios.

–Você está condenando sua vida a uma eternidade de sofrimento, Annabeth. Perseu Jackson é amaldiçoado, aniquila tudo que toca. Caso queira saber mais, pergunte a ele quem é Rachel Dare e se ele responder com sinceridade, pode casar-se com ele. Esse é meu último aviso, você não é burra, apenas se faz.

Notas finais
Lembrete do dia: ULTRAVIOLENCE NÃO É CINQUENTA TONS DE CINZA! Nyah cortou minhas notas. Fatos rapidos: Estou totalmente sem tempo para postar e nem mesmo entrar no computador, preciso de mais horas durante meu dia. Meu carnaval foi maravilhoso e o de voces? Tentarei postar mais rapido, tentarei. Enfim.... Toda vez que Annabeth aceita a atual condição de ''mulher'' de Perseu mal Jackson, algo acontece que fará repensar em tudo que está acontecendo euheueheu Athena no proximo capitulo. Reyna já chegou. Apollo não tem importancia aqui. Mas ele é um tesão. Thalia meu bem, vai dá certo. O que voces acharam do capitulo? Bom, ruim? Pessimo ou desiste de escrever MrsPassion? Beijo e amo voces