Ultraviolence
3 Money Power Glory
Notas iniciais
I want money, power and glory. I want money, and all your power, all your glory. Alleluia! I wanna take you for all that you got.
Quando estava a dezenas de quilômetros de distância da minha casa que eu realmente fui perceber aonde eu tinha me metido. Eu estava nervosa, sentia minhas mãos soarem, então logo tratei de esfregá-la no tecido macio do meu vestido. Meus pés batiam com ritmo no tapete do carro de Percy Jackson e que carro... Era um daqueles que eu nunca teria na vida. Uma adorável 4x4 que eu não tinha ideia de qual era o nome, aparentemente parecia blindada. Era de última geração, eu acho.
–Gosta de rock, Annabeth? –Ele perguntou e antes mesmo de me dá a chance de responder uma banda famosa de rock indie começou. Sorri, confirmando sua pergunta.
Percy deveria ter seus vinte cinco anos ou mais, tinha uma postura adulta. Era forte, apesar de usar o terno. Seu rosto era limpo, e a barba bem feita. A boca parecia uma fina linha desprovida do excesso de carne, os olhos verdes eram penetrantes enquanto eram negros e lisos.
–Por que você não me leva para casa? –Questionei.
–Você mora em um buraco do Brooklyn, sem ofensa. E são três da manhã, eu não vou para o Brooklyn três da manhã, meu doce.
Rolei os olhos.
–Vamos deixar claro que o Brooklyn é um ótimo bairro.
–Não tenho do que reclamar, lá tenho um ótimo comércio. –Percy era um mafioso, conhecido nacionalmente pelo narcotráfico, então vamos dizer que ele não tinha nenhuma lanchonete por lá, e sim... Tráfico.
–Você mora só, Annabeth? –Concordei, apesar de suspeitar que ele sabia a resposta. –Eu moro com minha mãe. –Encarei a cara dele chocada. E antes que diga algo, ela é um ótima pessoa. Uma verdadeira lady.
Eu ri.
–Um filhinho da mamãe é? –Ele rolou os olhos. –Mas, sim... Caso queria saber de algo a mais aqui vai o resumo de minha vida: Eu nunca conheci me pai, morava com minha mãe e meu irmão mais velho. E decidi morar aqui em busca de um estudo melhor... O que obviamente não aconteceu. Moro em um buraco, em um galpão para ser precisa, trabalho no Starbucks e era sustentada pelo cara que me batia.
–Eu sabia de tudo, menos da última parte. –Ele comentou. –Você não merece uma vida dessa, Annabeth. Você é linda, inteligente, sagaz, tudo que eu admiro em uma mulher... E carrega esses olhos cinzas que são incríveis.
–Não mais que os seus, mas obrigada, Percy. Mesmo, por me salvar de Luke e tudo. — Ele sorriu. E eu o imitei.
* * *
Quando Percy disse que aquilo era a casa dele, logo estranhei. Aquilo era um forte. Um muro enorme foi erguido de mais ou menos uns cinco metros. Um portão de aço preto estava ali, e havia uma cabine com um vidro onde se encontrava um homem, assim que o carro de Percy se aproximou o enorme portão se abriu lentamente para encaminhando para a esquerda. Percy buzinou e adentrou por dentro do muro.
Aquilo era lindo.
Uma enorme casa senhorial fora erguida no meio do perímetro, tinha quatro andares e uma decoração rústica – nem nos meus sonhos mais sonhadores eu sonharia com uma casa daquele jeito -. Percy parou o carro e um homem se aproximou. Não tinha luz suficiente para mim observar seus traços, Percy desceu do carro e deu a volta vindo até a minha porta e abrindo para mim.
–Vamos, Annabeth. –Ele falou, a falta de luz o deixava ainda mais misterioso. Ele me ajudou a descer. E segurou minhas mãos, sua pele era macia de mais para algum que mata pessoas. –Bem vinda a Quinta Coorte. Existe inúmeros locais por aqui, mas o único no qual é de seu interesse é a casa. Deixe te avisar sobre algumas coisas, Annabeth. Eu nunca trago mulheres aqui, mas estou dando um voto de confiança a você. Então, o primeiro andar e o segundo passe direto, não há nada de interessante lá. Agora o resto é a casa. — Ele se aproximou de meu ouvido e tirou alguns fios loiros que haviam ali, acariciando a minha pele em seguida. –Acho que meu quarto será o único cômodo na qual você irá se interessar.
Ele puxou minha mão pela entrada, havia pequenos canteiros de flores e uma fonte. Mas, isso não ocultava o barulho de máquinas que parecia vim do chão. Algumas conversas eram nítidas ao longe. Entramos na enorme casa, eu não prestei atenção, estava nervosa, eu só havia transado com Luke, apenas com ele. E nunca foi aquela coisa mágica, o loiro era agressivo e só estava satisfeito com o próprio prazer. Quando dei por mim, já estava no terceiro andar, de frente para uma enorme porta de madeira com um grande J na frente. Percy bateu três vezes até alguém abrir.
Uma mulher morena com um roupão de dormir e camisolas surgiu na nossa frente, seu cabelo estava enrolados em bob’s e tinha uma cara de sono.
–Boa noite, Pers... –Ela falou enquanto entravamos. –Olá,garota. –Ela falou para mim, acenei timidamente com a mão, e sorri. Eu nunca tinha feito isso. Nunca tinha dormido na casa de outra pessoa, nem ter feito sexo com outra pessoa... Nem nada.
–Silena, por favor... Separe um par de roupas para minha adorável companhia e coloque em cima do consolo amanhã cedo. Pode ir, eu fecho. De um beijo em Rebekah por mim.
–Tudo bem. Boa noite. –Então, ela saiu. Rebekah era filha dela? Parecia bem nova para ter uma filha. Percy se virou e apertou algumas teclas de um painel. E me puxou, após um cinco metros, Percy abriu uma porta e chegamos ao quarto dele. A porta se fechou e encostei-me nela. Eu respirava fundo em uma tentativa falha de me acalmar.
–Annabeth. –Ele disse se aproximando de mim. Tirou o paletó em seguida tirou uma arma da calça o que me fez arregalar os olhos. –Você tem duas opções: pode dormir no lado esquerdo da cama e amanhã cedo eu mandar alguém te levar para a sua casa... Ou, podemos nos divertir bastante agora. –Ele falou bem próximo da minha boca.
Eu não tinha nem para onde ir direito, sem dúvidas o pouco dinheiro que havia juntado daria só para voltar para San Francisco e olhe lá. Mas...
– Quem está na chuva é para se molhar... –Respondi, encostei nossos lábios e fechei meus olhos. Assim, que minha boca abriu, Percy aprofundou o beijo. Sua língua explorava minha boca e lutava contra a minha em busca de espaço. A mão dele apertou minha bunda em cima do vestido, e eu dei meu primeiro gemido da noite. O cheiro de maresia dele me embriagava. Joguei meu salto para algum canto do quarto quando ele beijou meu pescoço. Em seguida, pulei para o colo dele que logo me segurou prensando com força meu corpo.
Ele beijava super bem. Às vezes, carinhoso outros furiosos. Eu sentia uma parte racional do meu cérebro dizendo o quão errado era aquilo, mas eu estava pouco me lixando para aquilo. Eu o queria, sentia meu coração bater ainda mais forte a cada aperto dele em meu corpo. Cada beijo ou mordida me levava ao delírio.
Percy Jackson era a tentação. E eu cedi a ela. Me perdoe.
Ele me colou no chão. E tirou meu vestido de uma única vez o jogando em algum lugar. Dessa vez, eu quis desistir. Percy me encarava com aqueles olhos verdes e eu não conseguia decifrar o que ele dizia. Olhei para minha lingerie azul com detalhes brancos como se estivesse algo errado.
–Você é linda. –Ele comentou antes de me puxar para um beijo, eu tirei a blusa dele e desabotoei a calça deixando-a cair. Agora, era a minha vez de encarar ele.
Que deus grego é esse...
Percy era magnífico. Eu não tinha palavras para descrever. Minhas mãos foram levadas para seu peito atrás de sentir o calor e a definição dos músculos. Arranhei o suas costas com minhas unhas e vi ele ranger os dentes. Uma fina linha de pelos começava um pouco acima do umbigo e ia até dentro de sua box que tinha um enorme volume. Do tipo, enorme mesmo, do jeito que eu nunca, na minha curta vida, tinha visto. Nem em filmes pornôs, e olha que eu já vi muitos.
Foco Annabeth. Foco.
Eu passei a boca pelo peitoral dele descendo cada vez mais, inclinando meu corpo e mostrando cada vez mais minha bunda. Descia a cueca dele com os dedos, e seu membro saltou para fora, o que me fez ficar paralisada por alguns instantes.
–Você já está assim? Ual! –Falei, eu ia masturbar ele, mas meus cabelos foram puxados com força e me colocando em pé. Ele me jogou na cama, que por sinal era mega macia, e ficou por cima de mim. Sua boca beijava todo meu corpo, seu membro roçava em minha pequena calcinha. Ele abriu meu sutiã e eu tratei de tirar logo a calcinha.
–Você não tem noção do poder que tem Annabeth...-Ele falou em um sussurro rouco.
Meus seios foram abocanhados pela boca dele, aquilo era tão bom... Alguns ruídos escapavam de minha boca, mas ele continuava. Lambia, chupava um e massageava o outro. Não doía, ele então fez o mesmo com o outro. Seus beijos desceram pela minha barriga e sua mão penetrou meu sexo.
Eu vi constelações. Percy me masturbava e me levava a loucura... Meu clitóris era acariciados com um de seus dedos e com outro ele penetrava minha entrada. Eu gemia. Gemia alto e baixo. De todo jeito. Agarrava minhas mãos em seus quadris, enquanto meu corpo subia e descia em um ritmo ditado pelo homem nu a minha frente. Quando meu corpo começou a dá sinal que meu orgasmo estava vindo, ele parou. Sem nem sequer avisar.
Eu tinha perdido qualquer noção, se duvidar nem sequer sabia como era meu nome, mas uma coisa eu sei. Eu quero aquele orgasmo. Eu quero aquele homem.
–Vamos lá, Percy... –Balbuciei. –Estou quase lá. –Ele riu e começou a esfregar o meu sexo no membro dele, meu corpo subia. Ele parou mais uma vez. Se esgueirou mais um pouco e mexeu em uma gaveta que havia ao lado da cama, pegou uma camisinha, abriu e desenrolou pela extensão seu pênis ereto. Então, ele estocou. E eu gritei.
Percy era forte, bruto e grosso. Meus lábios foram apertados um contra o outro na tentativa de suprir um possível grito, minhas mãos apertaram ainda mais os lençóis e ele percebeu. Eu não estava acostumada com ''aquele tipo’’. Ele manteve o pênis dele dentro de mim até que eu pudesse me acostumar com aquilo, foi então quando eu dei a primeira rebolada, e eu percebi que gostava da sensação.
Continuei rebolando e ele a ter um ritmo de estocada, gemíamos juntos. Meu orgasmo chegou rapidamente, mas o dele não. Continuei rebolando ainda mais rápido e puxei a boca dele para um beijo voraz, como aquilo podia ser tão bom? Meus cabelos estavam soltos e grudados na minha testa por causa do suor, eu sentia um calor imensurável por todo o meu corpo, principalmente no meu sexo.
Percy perdeu o equilíbrio por um instante e eu encontrei minha deixa. Em um movimento rápido, fiquei por cima. Arrancando a camisinha e mexendo na gaveta em busca de outra, achei e refiz o mesmo processo. Então, me sentei em cima de uma vez nele. Comecei os movimentos de cavalgadas nele e ele parecia gostar mais assim, ele se encostou na cabeceira ficando quase sentados. As mãos dele apertavam minha bunda, acelerando o processo e as minhas ao redor de seu pescoço, trazendo um apoio.
Ele gemia cada vez mais conforme o ritmo ditado, então ele fechou os punhos e gozou, e eu me senti satisfeita fazendo um homem daqueles se derramar por mim. Cai do lado dele, me deitando na cama macia com os lençóis bagunçados. Eu estava desfalecida, minha respiração descontrolada, meu coração a qualquer momento poderia sair da minha boca.
–Você é incrível, Annabeth... –Ele falou. Eu não respondi, apenas me aproximei do peito dele que estava um pouco mais calmo do que o meu, e encostei a cabeça ele acariciou meus cabelos. E eu pensei como um dia terrível me rendeu uma transa tão boa com um homem daquele nem nos meus melhores sonhos... Então, me entreguei a escuridão.
* * * * * *
Meus olhos estavam cansados e insistia em não querer abrir. Mas, forcei eles. A pouca claridade acabou me ajudando, um pouco, não muito. Me sentei na cama, e percebi que estava nua. Puxei as cobertas até em cima de meus seios e ouvi a gargalhada melodiosa de um homem.
Ele estava na frente de um espelho enorme que havia em uma parede ali no quarto. Usava calça e blusa social. Sorri para mim trazendo um pequeno pacotinho.
–Bom dia, Annabeth. Pode vestir essas roupas, são suas... –Ele falou dando um beijo em meu cabelo. Oh que deveria tá um ninho.
–Posso usar o banheiro? O seu? –Pedi.
–Claro, tem toalhas embaixo da pia. Estarei de esperando aqui.
Levantei-me da cama enrolada nos lençóis, enquanto senti o olhar de Percy me seguindo. Dei uns doze passos até entrar em um closet enorme cheios de roupas masculinas gravatas separadas por tons do branco ao preto. Do mais claro ao mais escuro. As calças e o blazer eram dividido no mesmo modo, um outro espelho estava ali. Sapatos sociais a chinelos de praia também estava ali. Percy tinha muitas muitas peças de roupas.
–Será que ele divide as cuecas por cor também? –Perguntei, mas não tive resposta.
Havia duas portas, tentei a primeira estava trancada. Logicamente, encaminhei para a segunda, era o banheiro. Era imenso, tinha uma banheira e um chuveiro com um box de vidro. A pia de mármore negro formava junto um balcão com várias toalhas. Encaminhei para o chuveiro e deixei o lençol na qual enrolava meu corpo em cima de um encosto. Liguei o registro e deixei a água descer... Lavei meus cabelos com o shampoo dele que mais parecia água do mar.
Quando sai de toalhas ele estava lá, sentando em uma escrivaninha me encarando com uma caneta na mão. Eu sorri tímida e ele indicou as roupas na qual eu vesti. Havia uma lingerie branca lá com etiqueta e um vestido azul de cintura alta com um cinto preto embaixo dos seios. Voltei ao closet e penteei meus cabelos.
–O que quer falar comigo? –Perguntei e ele se levantou trazendo uma pasta com si e parecia ler.
–Annabeth Parthenos Chase, dezessete anos. Cursa arquitetura em NY, nascida na Califórnia. Branca e loira. Inteligente. Sagaz. Sem oportunidades. –Ele fechou a pasta e jogou em um canto qualquer. –Você não faz dezessete daqui a alguns dias e sim meses, dois na verdade. Eu conheço gente como você, Annabeth. Tem tudo para ser grandiosa, mas não tem nenhuma oportunidade na vida. Mas, eu estou disposto a te dá essa oportunidade... –Ele falou e eu e sentei com medo de perder o equilíbrio, meu cérebro trabalhava tentando prossegui as informações daquela conversa. –Eu preciso de uma mulher, Annabeth. E quando eu vi você em uma festa com Luke há alguns meses me interessei logo. Uma mulher como você. Você sabe com o que eu trabalho? São drogas, casas de prostituições com mulheres acima de dezoito e direitos assegurados, deixar claro; armas, corrupção... Pode parecer coisa pesada, mas eu preciso de alguém com um par de seios para lidar com alguns homens ou de uma companhia para eventos ou de alguém para incorporar a boazinha.
–Percy... –Comecei sem nem ter ideia do que dizer.
–Eu posso te dá tudo, Annabeth. Apenas me escute. Te darei tudo desde essa casa, a uma ótima condição financeira, uma boa faculdade se você quiser, uma família... Você sai do Brooklyn e entra em Manhattan, você será conhecida, e não uma Maria Ninguém. Eu posso te dá tudo desde joias a viagens. Basta você aceitar ficar comigo. –Ele falou e eu arregalei os olhos.
–Um casamento de fachada? –Perguntei.
–Não existe amor à primeira vista, você não me amará só com uma noite. Isso é paixão ou atração. Amor é construído aos poucos com pequenos detalhes do dia a dia, vai se fortalecendo... Isso é amor. Basta querer. Mas, lembre-se... Isso é uma máfia, uma organização. É você vai ter que aprender de tudo, Annabeth desde atirar a torturar, matar e esconder corpos. Aprender tudo até poder virar... –Ele pareceu pensar. –A primeira dama do narcotráfico ou das máfias americanas, ou algo mais. Então, aceita? Caso não, te mandarei de volta para o Brooklyn e você com certeza terá uma falta no mês o que diminuirá uma quantia no seu misero trabalho no Starbucks. A escolha é sua, estou te dando a chance basta você aceitar.
Fale com o autor