Ultraviolence

4 Fucked My Way Up to the Top


Notas iniciais
NUNCA NA MINHA VIDA PENSEI QUE IA PASSAR POR ESSA SENSAÇÃO DE GANHAR UMA RECOMENDAÇÃO NOS TRES PRIMEIROS CAPITULOS DA FIC!! NUNCA!! ~desligando o caps lock~ Meus Deuses! Quero agradecer a Sizzy Percabeth que me presenteou com essa magnifica recomendação, garota... Voce ganhou meu amor. Quero agradecer a todos que estão comentando e lendo a fic, muito obrigada.

I'm a dragon, you're a whore. Don't even know what you're good for.Mimickin' me's a fuckin' bore.To me, but babe

Sabe aquele momento que você não sabe o que escolher e você quer ansiosamente perguntar a uma segunda pessoa o que ela acha? E quando ela faz isso, inevitavelmente a resposta dela acaba influenciado a sua.

Infelizmente, eu não tenho essa segunda opinião.

Quando eu era menor, por volta de uns sete anos, eu não tomava nenhuma decisão. Nas brincadeiras, eu nunca era a quem escolhia as pessoas e sim, elas que me escolhia. ''Annabeth é magrinha e corre rápido'' ''Annabeth luta bem.'' Sempre usava uma de minhas características para algo. Para benefício próprio ou do grupo. Então, cheguei na adolescência junto com Malcolm, que é um ano mais velho que eu, ele começou a lutar artes maciais. E queria ‘‘treinar em casa’’, ou seja, eu passei três meses sendo saco de pancadas. Até que um dia, Athena decidiu pagar algumas aulas para meu luxo. E eu era melhor que Malcolm, bem melhor. E ele começou a me usar como adversaria porque eu era boa.

Isso estava acontecendo novamente.

Percy estava me propondo um casamento. Transamos uma vez e ele já propôs um casamento. Nem namoro e nem noivado. Casamento. Matrimonio. Quem homem é esse?

Eu tenho uma série de motivos para aceitar. E mais motivos ainda para negar. Eu teria tudo que ele tem, mas eu seria feliz? Ele me faria feliz? Será que minha mãe que passou por inúmeras dificuldades para sustentar a mim e ao meu irmão gostaria disso de saber que a sua única filha casou-se com um mafiosos, assassino? Será que eu teria orgulho de mim em um futuro distante? Será que Percy me trataria bem, afinal... Meu pai me largou, Luke me batia e Percy, o que ele vai fazer? Eram tantos ''E se'' que eu sentia minha cabeça estourar...

Mas, falando a verdade. Se eu perguntasse é Annabeth Parthernos Chase aos meus vizinhos ninguém teria a menor ideia, afinal quem presta atenção em uma garota de dezessete que trabalha no Starbucks queimando a barriga em uma fogão para esquentar alguns tipos de café e serve pão? Quem prestaria atenção em alguém insignificante como eu? Já Percy Jackson, qualquer americano já ouviu falar dele. Eu me casar com ele teria uma boa vida, mas teria uns riscos... Mas, teria uma boa vida.

Virei-me para Percy encarando seu rosto. Seu rosto transparecia nenhuma emoção como já esperasse minha resposta, olhei ao meu redor. Eu poderia ter tudo, mas uma voz na minha cabeça dizia que eu deveria negar. Negar isso a um homem como aquele.

Eu seria uma pessoa melhor se escutasse essa voz.

–Eu aceito. –Disse.

Pena que eu não escuto.

–Algumas coisas, eu não sei como isso vai funcionar, nem tenho ideia. Mas, se você vai fazer de mim sua mulher, eu quero que você seja meu homem, só meu. –Falei com o dedo erguido, enquanto ele arregalava o olho. –Eu não sei como você faz dinheiro, como é seu negócios, mas você vai ter que me ensinar. Não serei mais uma daquelas dondocas como Hera Grace que só serve para pintar as unhas e fazer jantares. Eu quero participar, eu quero ser Annabeth Chase. E eu quero ser tudo o que você é.

Ele sorriu, mostrando dentes brilhantes e perfeitamente brancos. Seus ombros relaxaram e ele suspirou.

–Eu posso te transformar no que você quiser, Annabeth. –Ele disse se aproximando de mim, seus dedos acariciaram minha bochecha com carinho e eu pensei que talvez me casar com Percy Jackson não algo tão ruim. –Mas, tenha paciência. Você só tem dezessete anos e precisa aprender tudo. Mas, antes... –Ele colou nossos corpos e agarrou minha cintura com suas mãos firmes, meu corpo inclinou para ele e fui beijada. Eu senti meu cérebro derrete aos poucos com aquele beijo, levei as mãos aos seu peito me apoiando. O ar faltou e nos separamos, sorri para ele e ele balançou a cabeça. –Olhe, para qualquer efeito conheço você a alguns meses já e você tem dezoito, eu confio em todos que moram aqui na Casa Grande, mas existe outros homens lá fora... Homens que são proibidos de sair do Forte exceto por duas vezes no ano, que não ver uma mulher de fora a anos.

–Então, eu não saio daqui, da casa?

–Não, você não é prisioneira. –Ele falou pegando a arma que estava em cima do encosto. -É uma convidada, e quem perguntar quem é você e tentar algo diga que é a mulher de Percy Jackson. Agora venha tomar café, você deve estar faminta.

–É estou mesmo. –Ele segurou minha mão e eu senti meu rosto corar, saímos do quarto dele. Agora eu podia ver a decoração já que antes um breu se instalara devido à escassez de luz. Os moveis era todos de cor escuras e o chão era um branco. Quadros preenchia as paredes brancas e havia alguns arranjos de flores. Podia ouvir vozes nítidas e fui levada por Percy até lá. Uma mesa enorme ocupava o centro de uma sala, era de madeira negra e tinha uma enorme quantidade de comida. Sem duvidas, abundância é o que não falta nessa casa. –Sabe meu café da manhã normalmente é um café preto e duas rosquinhas de procedência duvidosa. -Sussurrei para ele.

–Não mais. –Ele respondeu. –Bom dia. –Ele falou para todos indo até uma mulher de uns quarenta anos, deve ser a mãe dele. E beijando-a no rosto. –Venha, Annabeth. –Eu corei, e sorri tímida indo até ele. –Essa é Annabeth Chase, pessoal. Uma amiga.

Ok, ele me chamou pra ser a mulher dele e agora me chama de amiga.

–Oi. –Falei.

–Annabeth, essa é minha mãe. –Ele falou indicando a mulher de uns quarenta anos que ele havia falado antes. Eu a abracei e ela me sorriu com carinho. Seus cabelos eram cacheados e negros e tinha uma pele branca, Percy era muito parecido com ela. –Essa é Silena. Aquela de roupão de cupcukes. –Ela deu a língua para Percy e me mandou um aceno. Ela era realmente bonita, cabelos negros com cachos bem feitos, olhos grandes e chamativos. Carregava um embrulho no colo. –Aquela garotinha no colo dela é minha princesa Rebekah, e ali é o marido de Silena, Charles. –Ele tinha uma carranca e era forte, mas me mandou um sorriso. –Ali é Chris, um ótima pessoa pena que namora com Clarisse, aquela. Não se meta ela mata um só com um polegar. –Eu arregalei o olho, espantada e ele riu. –Brincadeira, querida. Clarisse é um doce. –Falei um oi e ela ignorou. Respirei. –Aquele é Nico DiÂngelo, meu braço direito. –Nico era sem dúvidas tão bonito quanto Percy. Tinham o mesmo porte físico, mas Nico tinha os cabelos grandes que estava amarrado em um rabo de cavalo. Tinha a pele muito branca e algumas cicatrizes nos braços nus, usava uma camiseta negra onde eu era capaz de visualizar cada músculo definido.

–Sabe Annabeth. –Ele falou e a voz dele era rouca, grossa e nítida. Como um sussurro. –Percy e eu dividimos tudo. –Então, ele mordeu uma torrada em um ato incrivelmente sexy, mastigou e eu podia ouvir o barulho da respiração tensa do resto.

–Sério? –Falei. Encarei Percy que rolou os olhos. –É verdade?

–Quase tudo, Annie. Algumas coisas não estão nesse quesito, DiÂngelo.

Annie. Annie. Annie. Ninguém nunca me chamou de Annie.

–Menos mal. –Comentei antes que corasse.

O resto do café foi normal. Tomei apenas café puro com um pouco de açúcar e um pequeno pão de leite. Clarisse devorava tudo, e ela era bem magra para comer assim, desesperada.

–Então, Annabeth o que você faz? –Perguntou Nico DiÂngelo.

–Curso arquitetura. –Ele arregalou os olhos e curvou a boca em um sinal de surpresa.

–Seus pais moram aqui? –Falou a mãe de Percy, Sally, pelo que eu tinha ouvido.

–Nunca conheci meu pai, e eu morava na Califórnia com minha mãe, mas vim para NY a pouco tempo para a faculdade.

–Ah, sim.

Quando todos terminaram, Percy saiu da sala por alguns instantes e Silena veio até mim com a pequena Rebekah no colo. Eu brincava com a garotinha e ela ria.

–Percy a chama de Branca de Neve. Pele branca como a neve, cabelos negros e boca vermelha. Sabe, apesar de Charles ser o pai, quem escolheu o nome foi Percy, ele e o padrinho e tudo.

Silena era bem legal, gente boa. Continuei falando e descobri que ela tinha a vinte e dois anos, bem nova e o marido na casa dos trintas. Quando Percy chegou, ela o encarou e balançou a cabeça.

–Será hoje, colocarei Rebs para dormir e levarei para o sótão. –Ela falou, o que me deixou atordoada.

–Tudo bem. –Percy respondeu. Ele viu me cara de confusão e esperou Silena sair do cômodo para me responder. -Silena está enlouquecendo. O marido dela, Charles, é um traidor, Annabeth, um agente da CIA... E de acordo com as regras do Forte, quem traz um traidor para a Quinta Coorte, deve matá-lo. Então, fique bem longe de FBI, CIA e Interpol. É lei nem mesmo eu posso me intrometer nisso.

–A Lei é dura, mas é a Lei. –Disse e ele concordou.

Ele assentiu.

–Agora vamos, você começará seu treinamento. Nico te ensinará tudo.

–Qual a primeira tarefa?

–Atirar. Boa sorte, Annie. Nico não pega leve com ninguém. Mas, antes vamos ao sótão.

Nico estava atrás de nós, mas não me importei. Percy segurou minha mãe e caminhamos até a porta onde Silena havia aberto na noite passada. Ao lado da enorme porta havia uma escada, Perseu abriu a porta e indicou para mim a escada. Eu subi.

Quando cheguei lá, me assustei. Não havia paredes e sim vidros, dando visão de toda a região, assim creio eu caso alguém tente ‘’ invadir’’ quem está lá pode ver antes que ocorra. Subiram umas vinte pessoas e meia hora se passou. Sentia Percy atrás de mim, e todos me encarando, eu era a novata estranha. Foi quando Charles subiu ele assobiava em uma calma incomum como nada fosse acontecer com ele, me assustei. Então, ele mostrou uma feição surpresa quando viu aquele monte de pessoas reunidas, ele arregalou os olhos. E foi quando Silena entrou.

Eu não havia reparado nas roupas dela, mas ela usava uma calça de couro e blusa folgada, os cabelos estavam de lados e seus braços estavam segurando uma arma na posição vertical, meu coração acelerou, aquilo era cruel. Eu pude ver os olhos dela por alguns instantes eram vermelhos, ela queria chorar. Mas, ela estava ali. Firme e forte. Ela levou a arma em direção a ele que logo tentou tomar dela. Inutilmente.

A morena era bem ágil, quando Charles tocou no cano da arma para poder tomar. Ela passou por trás e deu um chute em uma panturrilha, o que fez perder o equilíbrio e ficar de joelhos.

–Silena, por favor... Eu te amo. –Ele suplicou chorando. –Pela nossa filha.

Eu vi uma lágrima cair dos olhos dela, ela respirou e levou o dedo anelar com força fazendo pressão no gatilho.

–Eu amo você, Charles. Mas, a Quinta Coorte é minha família. Rebekah é minha filha. É você é uma ameaça, eu te dei a chance e você não valorizou.

–Eu te amo, Silena. Sempre te amei, amo nossa menininha. –Ele gritou. Ela soltou o gatilho e arma disparou. A bala foi bem na testa dele, guardei um grito dentro de mim. Meu coração estava louco, aquilo era cruel. Eles se amavam.

–O amor nunca é suficiente nesse ramo. –Ela jogou a arma no chão e desceu as escadas de volta para a sala.

Alguns segundos se passaram até Percy se dirigir a mim.

–E aí, ainda está preparada para isso?

–Sim. –Menti.

Notas finais
Obrigada Sizzy mesmo garota. Quem topa imita-la e ganhar um capitulo bem rapidão? Quem topa uma review?