Ultraviolence
31 Highway To Hell
Notas iniciais
Hey Mama! Look at me
I'm on my way to the promise land. Wow!
I'm on the highway to hell
Nico.
Quando meu porteiro anunciou que Perseu Jackson estava pedindo permissão para subir até meu apartamento, eu temi pela minha vida e poucas vezes isso aconteceu, quer dizer, que eu me lembre, essa é a primeira.
As regras eram claras, qualquer pessoa acusada por traição a máfia, deve ser punidas por morte e nem mesmo eu posso negar que minha atitude com Reyna será declarada como traição. E traição é paga com morte, é simples.
O submundo é tão obscuro e impiedoso quanto à descida para o inferno. Mas é uma descida empolgante, excitante e poderosa. Você se apaixona pelos privilégios dado por ser um integrante de uma determinada máfia ou quartel. Você torna-se alguém importante, você vira alguém a ser respeitado e a ser temido. Um dia você não é nada além de um bostinha desprivilegiado, no outro você conhece uma boca de fumo e começa a ser fornecedor de drogas no seu bairro... Depois, as coisas ficam maiores, o negócio cresce. A excitação pela grandeza material toma conta de você, você quer mais... Vende mais, leva mais pessoas a esse mundo cria uma pequena rede, se integra em uma máfia próxima e sobe na vida. Se você for bom, ganha respeito. Se for leal, ganha tudo.
Eu esperei a chegada de Perseu deliciando-me com um copo servido de uma dose dupla de uísque, o gosto amargo desce a minha garganta arranhando-me e eu tinha plena ideia de aquilo não estava nas recomendações médicas. Quando o som da campainha tocou, rapidamente abri a porta, já sabendo que Perseu odiava esperar.
Não posso dá mais motivos para minha morte.
Ele estava vestido o mesmo estilo de roupa que vem usando nos últimos anos. Ele não demostrava nenhuma expressão e eu fiz o gesto para que ele entrasse em minha casa, não era a primeira vez que ele ia ali, mas eram raras as vezes que eu recebia visita, principalmente por raramente está aqui. Faço da Quinta Coorte minha casa e agora... Estou a um passo de perder tudo por um mero capricho.
–Temos uma conversa pendente, DiAngelo... Acredito que o curto diálogo que tivemos no hospital não foi suficiente para definirmos sua situação, acredito que você precisa de um... Ultimato. –Ele começa, ele pega o meu copo e bebe o resto do uísque que havia ali. Seus olhos verdes estão cobertos por um óculos aviador escuro e eu consigo sentir o cheiro de nicotina, agora misturado com álcool.–Ao menos tem bom gosto para bebidas, ponto para você.
Ele fica em pé diante do sofá e antes de sentar retira duas armas de dentro do cós da arma e mais uma do paletó, colocando-as sobre o meu sofá. Ele olha para mim e sorri do estilo Vamos conversar sobre como você vai morrer.
–Não seja ingênuo a o ponto de achar que irá escapar dessa traição sem nenhum dano. Você traiu, desobedeceu as ordens minhas e tanto eu como você temos plena ciência do que acontece com traidores em minha máfia e em todas as máfias. O submundo não perdoa ninguém e você não pode esperar um perdão meu, eu não sou Deus e nem quero ser. Compaixão, perdão e misericórdia não serão encontradas em mim ou na minha máfia–Ele diz. –Sirva-me outra dose, por favor. –O tom dele não havia nenhum pedido e eu logo obedeci. Não havia porque negar isso, principalmente com o humor nada estável de Perseu Jackson. –Agora, eu não vou matar você, não se preocupe com isso, então seja o Nicolas Lucas DiAngelo normal e não esse cachorro albino com o rabo entre as pernas com uma coleira de cruz. –Ele aperta a palavra Lucas na língua, dando uma ênfase maior, por impulso toco meu colar de cruz prata no meu pescoço, quase sentindo arder. –Por falar nisso, não gostei nenhum pouco que o seu nome Lucas esteja no nome de meu filho com Annabeth.
Sorri, ouvindo a ponta de ciúmes em sua voz.
Aaron Lucas Chase Jackson.
Sento-me a frente dele e sorrio.
–Quem escolheu o nome foi à mãe, e não eu. Se você estivesse presente por mais tempo, talvez fosse Perseu Aaron ou algo do tipo, mas... Você é melhor na ausência do que na presença, as suas mulheres sabem bem disso e Annabeth logo descobrirá.
Ele gargalhou. Nada do que eu dissesse o faria se irritar comigo. Ele levava tudo na brincadeira... Ou caso, eu passasse dos limites, na bala.
–Você não vai morrer, mas eu não posso deixar um traidor como você debaixo do meu teto em um momento tão instável como esse. Annabeth é uma bomba prestes a explodir em todos os sentidos. Silena está sendo Silena. Poseidon está me pressionando para manter o controle nos guetos, eu já mandei matar mais pessoas essa semana do que morreram soldados americanos do Vietnã. –Ele me encara rapidamente e se ajeita no sofá, cruzando as pernas.
Deve ser bem complicado mesmo, você manter duas mulheres como Annabeth e Silena na mesma casa. Ainda mais uma louca pelo poder e controle como Silena...
–E como fica minha situação? –Pergunto.
–Eu sei que Annabeth e você tem algum tipo de ligação, o que deve ser de seu conhecimento que eu não gosto nenhum pouco dessa... Amizade de vocês, mas eu preciso contornar a situação. Aqui nos EUA e no México, eu e Silena podemos controlar a situação, mas as coisas estão pegando na Colômbia e na América Central, Calypso precisa de ajuda e eu não posso largar tudo e ir dá uma... –Ele sorri para mim e passa a mãos nos seus cabelos, um sorriso malicioso surge em seu rosto e eu engulo um riso. –Mãozinha a ela. Então, você irá para a Colômbia ficará lá e tomará conta de tudo por lá. Mas DiAngelo lembre-se a América do Sul tem como segunda no comando Calypso, ela é muito mais instável e perigosa do que Silena, não a irrite e não a faça vim aqui, já estou tendo problemas suficiente com Silena e Annabeth... Não preciso de Calypso aqui. –Ele explica.
Calypso era uma colombiana de fazer você ficar de quatro por ela. Era o poço de fúria, perdição, poder e perigo. Comandava a América Latina com mãos de ferro, era o que chamávamos de Dona da porra toda.
Encaro-o e levanto-me indo até a janela de vidro da sala.
–Não dá conta das três, Jackson? Deveria dá Annabeth para mim... Tenho certeza, que ela ficaria muito bem servida. –Atiço, agora que já tenho minha segurança de vida, posso me arriscar um pouco.
Perseu fecha a cara em instantes.
–Você não encosta um dedo em Annabeth Chase enquanto eu estiver vivo. E não se encoste em Calypso também, todo mundo sabe que Leo não tem um pau muito satisfatório para ela, afinal já fodi tanto ela que o pau do coitado fica folgado naquela boceta. Então, mantenha seu pau dentro da sua cueca e fique longe da minha colombiana.
–Talvez você devesse cortar alguns luxos de Calypso, tenho certeza que aquela mansão não é necessária. Nem a mansão, nem os iates, nem os helicópteros.
–Calypso tem tudo o que ela quer, porque ela governa aquilo com mãos de ferro, ela tem aquilo porque merece. –Ele fala levantando-se. -Se você fizesse um bom trabalho, eu expulsava Barack Obama da Casa Branca e te colocava lá... Mas, você não faz. Calypso tem autoridade para fazer o que quiser, você só vai dá um apoio moral para ela. Não enfie seu pau nela, eu sei que Calypso é fogosa demais, portanto controle-se.
Afirmo, sabendo que não terei como me livrar dessa situação e talvez eu devesse manter distancia de tudo que está acontecendo.
–Voce terá que fazer mais uma coisa para mim. Irá dizer a Calypso que ela deve por o plano Gangster em pratica a partir da próxima semana, o carregamento não tem data para chegar, mas quando ele chegar, tudo tem que estar preparado. Diga assim para ela. Nem mais e nem menos. –Ele ordena.
–O que é o plano Gangster? –Ele recolhe suas armas e guarda onde estava, exceto uma.
–Nada do seu interesse, eu estou de olho em você, DiAngelo. Cuidado com o que você faz.
***
–Annabeth? –Chamo quando a chamada no telefone é atendida. Escuto-a com sua voz mansa e delicada dizer um olá do outro lado. –Não sei se Perseu te disse, mas te liguei por precaução. Tenho que viajar para Colombia e estou indo agora. Até pensei em dá uma passada ai, mas você sabe como está os ânimos de Silena comigo.
Annabeth suspira.
–É ela anda meio histérica esses dias, Rebekah até esta no apartamento comigo. Perseu deu uma missão para ela que a deixou enfurecida e ele deixou Rebekah aos meus cuidados.
Sorri imaginando a cena.
–Está na hora mesmo dessa menina ter um bom exemplo. –Comento e ela sorri.
–Rebekah, solte meus cabelos. –Ela diz. te esperando. –Vou sentir sua falta, Nicolas. Espero que você volte logo, ficarei te esperando.
–Eu sempre voltarei para você, Annabeth. –Ela fica calada e eu prefiro pensar que ela está sorrindo. –Adeus.
**
O Jardim Botânico José Celestino Mutis, em Bogotá, estava repleto de pessoas aproveitando as inúmeras fontes, bancos, mesas e luzes noturnas. Era algo relativamente calmo e todos falavam o espanhol, obviamente. Eu estava sentado debaixo de uma imensa arvore repleta de pequenas luzes e aguardava ninguém menos que Calypso, dona da América do Sul.
Eu aguardei a chegada da loira por quarenta minutos, com certeza pontualidade não era o forte dela. Minhas malas estavam ao meu lado e eu observava um cantor com um violão na mão, cantando musica do Romeo Santos.
Com um atraso inegável, Calypso surge no Jardim às 19h52min e eu sorrio ao vê-la. Ela tem cabelos loiros em um corte curto e usa um vestido que fazem todos os homens do jardim pararem para apreciar a sua passagem. Quatro homens estão próximos a ela, seus seguranças. Dois a sua dianteira e dois atrás. Ela se equilibra em cima de um salto alto e parece vestida para matar.
Ela se aproxima de mim e eu me levanto, redijo um sorriso para ela e passo as mãos em meus cabelos. Ela estica a mão para mim e eu beijo seus dedos repletos de anéis de ouro.
– ¿Cuáles son los vientos que traen la mina? (Quais são os ventos que te trazem a minha terra?) –Ela pregunta, seu espanhol é apenas um completemento a toda a aura de deusa que ela carrega. -Perseu dijo que necesita mi ayuda y yo soy un siervo a su servicio, Señora. (Perseu disse que voce necessita de minha ajuda e eu sou um servo ao seu dispor, Senhora. )
Ela sorri para mim, não é tão joven como Annabeth e tem a idade de Silena, deve estar na casa dos trinta e cinco bem vividos. Ela mexe nos seus cabelos loiros e sorri.
– Me encantó tu español , Nicolas . Tengo grandes planes para nosotros. Ahora vamos, tener un gran día mañana y te voy a mostrar cómo una mujer gobernante de un continente. (Eu amei seu espanhol, Nicolas. Tenho grande planos para nós dois. Agora vamos, temos um dia grandioso amanhã e eu te mostrarei como uma mulher governa um continente.)
Ela deu o braço para mim e eu prontamente o segurei, ela me guiando até a parte externa do parque. Ela mantinha uma área de imponente. Caminhamos por alguns metros e ela nem parecía pisar no chão. Ao chegamos encontrei dois carros 4X4 e uma Ranger Rover prata no meio. Ela indicou o carro prata e caminamos até ele.
Os seguranças foram em outros dois carros, divindo-se na frente e atrás do carro onde Calypso entrou e eu sorri quando ela pediu para que eu entrasse junto com ela. Um motorista negro recebeu ordens dela de levar-nos até a mansão branca e rapidamente demos a partida.
– Tengo dos problemas principales, DiAngelo . Primero, necesito que los envíos llegan sin los federales saben y segundo, tengo que terminar los condenados del Mercosul y sus prácticas contra el tráfico de drogas. (Tenho dois grandes problemas, DiAngelo. Primeiro, eu preciso que os carregamentos cheguem sem que os federais saibam e segundo, eu preciso acabar com o maldito do MercoSul e suas práticas contra o narcotráfico.) –Ela explica, seu sotaque é carregado e logo vejo uma faisca de obsessão em seus olhos. — Juntos lo haremos el sábado en una reunión con los líderes de ese maldito grupo. No son locos para acabar conmigo, pero si quieren poner límites a mi tráfico , prepara sus armas , rodarán cabezas. (Juntos iremos no sabado, a uma reunião com os lideres desse maldito grupo. Eles não são loucos para acabar comigo, mas se eles quiserem por limites no meu tráfico, prepare suas armas, cabeças irão rolar).
Ela sorriu para mim, no exato momento em que passamos por um túnel, tudo ficou escuro em questões de segundos e eu posso jurar pela minha vida que alguma coisa apertou o meu pau por cima da minha calça e eu sorri.
Desculpe-me, cara.
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