Ultraviolence
32 Cool Kids.
Notas iniciais
I wish that I could be like the cool kids
Cuz all the cool kids, they seem to fit in
O telefone tocou pela décima vez e eu ignorei. Todos os meus músculos estavam relaxados enquanto uma Annabeth nua repousava em cima de mim, percorria meus dedos no caminho da coluna vertebral, ela estava agarrada ao meu corpo e eu adorava a sensação de tê-la assim, tão perto de mim.
–Seu telefone não para de tocar, Pers. — Ela diz o obvio. Sua voz continua manhosa e desgastada e eu toco a ponta de meus dedos em sua bochecha.
–Não se preocupe com isso, não se preocupe com nada, estou resolvendo tudo. –Eu falei aquilo mais para ela do que para mim. Nunca durante meus anos de Submundo, eu havia passado por uma crise tão grande na máfia como agora. Meus carregamentos estavam sendo confiscado e eu tinha que subornar a federal para poder liberar a mercadoria. Meus homens da rua estavam sendo preso em flagrante e eu estava vendo já o futuro para o EUA.
–Você disse que iriamos sair hoje, para onde vamos? –Ela perguntou erguendo seu corpo e sentando-se em cima de mim. –Eu não gosto de surpresa, Pers.
Eu sorri para ela e toquei seus lábios com meus dedos e ela sorriu. Seus cabelos loiros estavam mais bagunçados do que de costume, os seios estavam maiores e mais duros, o corpo mais cheio de curvas e havia perdido alguns quilos que havia recebido da gravidez.
Levanto-me ao mesmo tempo em que seguro o corpo leve e delicado dela entre minhas mãos e levo minha boca para suas bochechas, beijando-a. Sinto a pele de Annabeth se arrepiar e suas mãos irem para minhas costas apertando com mais força de acordo com a frequência de beijos em seu rosto. Finalmente, paro de tentá-la e selo nosso lábios de uma única vez e sinto-a arfar em cima de mim.
Seu corpo estava nu em cima do meu com algum lençol entre nós. Sua língua serpenteava pela minha boca e ela beijava como uma deusa. Annabeth não beijava carinhosamente, não era mansa, tinha algo dentro dela que gritava por liberdade, algo quase selvagem. Ela mordeu meu lábio inferior e puxou enquanto sorria.
Sua testa encostou-se à minha e nós recuperamos o folego do beijo passado e ela alisava meus braços com firmeza.
–Vamos da uma volta no Rio Hudson... –Conto-lhe meus planos e ela sorri.
–Não sabia que você gostava de passeios marinhos. –Ela diz sorrindo e passando seus dedos pelos meus cabelos negros.
–Você ainda não sabe muita coisa sobre mim. Mesmo estando há quase um ano juntos... –Digo, vejo um brilho falhar no rosto dela e me arrependo de ter dito. Mesmo que Annabeth queira, ela nunca poderá conhecer a mim por completo, ninguém conhece. Meus instintos, minhas vontades e meus anseios mais profundo são guardados a sete chaves não posso me dá o luxo de ser derrotado por meras emoções que me fizeram perder tudo. Annabeth nunca poderia me conhecer como queria.
–Eu fico realmente com muita raiva de você, mas aí eu me lembro de tudo e fico com raiva de mim mesma. Porque, você não me ama, Perseu. Eu venho até a sua casa, nós fodemos e você vai embora. Eu me sinto uma prostituta perto de você, ganhando carros, joias e dinheiro... Você nunca está do meu lado e nunca me deixa estar do seu lado. Você é tão solitário que ergueu a porra de um muro envolta de você e eu nunca vou conseguir uma brecha... Nós tivemos um filho e eu nem sequer sei sua cor favorita. Você pode me entender?
Eu entendia. Eu entendia Annabeth perfeitamente, mas isso era o máximo que eu poderia dá para ela.
–Isso é tudo o que eu posso te dá. Eu não posso estar contigo o dia todo, eu não irei para o centro escolher sofás e televisões para nossa casa, eu não vou jantar com você e você não irá perguntar como foi meu dia, porque eu não sou esse tipo de homem. Eu não vou te dá flores durante certo dia de todo mês, eu não vou te beijar até você dormir, porque eu não sou esse homem e você sempre soube que eu não era assim. Mas você não é essa mulher, Annabeth... Você carrega fúria e raiva em seus olhos. Você tem uma selvageria dentro de si que está presa desde sempre. Você não suportaria viver com um homem, ser uma arquiteta e ter dezenas de filhos para levar a escola, porque você não é esse tipo de mulher. Você não é assim, Annabeth e nem eu sou assim.
Aquelas palavras a deixou estupefata por um instante, mas ela recobrou a consciência momentos depois.
–Se você conhecesse um cara hoje, um homem comum com um trabalho comum, você iria larga-lo, como largou Luke sem pensar duas vezes. Porque eu te ofereço tudo o que você anseia desde menina... Um amor que te consuma, uma paixão dolorida e algo inconstante. No final de tudo isso, ainda estaremos juntos. A rainha sempre protege o rei, é assim no xadrez e será assim conosco.
A garota sorriu para mim e logo devorou meus lábios com força e rapidez. Acompanhei seu ritmo e nossas línguas ganharam um trabalho delicioso que logo fora bem prestado. Sentia Annabeth em cima de mim dava-me a sensação de estar alcançado ao máximo de tudo, tudo valera a pena porque eu estava com a filha de meu inimigo em cima de mim, prestes a fazê-la gritar por um orgasmo enquanto ela pediria mais...
Ela foi para baixo do meu corpo sem reclamar. Durante algumas transas, Annabeth queria mandar, ficar por cima, mas às vezes ela ia para baixo de mim por livre e espontânea vontade. Meu corpo se apoiou em cima do dela, dividindo meu peso entre meus braços enquanto eu beijava seu pescoço. Ela aceitava o meu carinho de bom grado, esfregando suas pernas grossas na lateral do seu corpo e eu aplicava mais pressão em seu corpo.
–Sem enrolação, por favor. –Ela pediu.
–Calada, Annie. –Digo, ela tenta reclamar, mas eu não vou deixar de chupá-la por um mero aperreio dela. Capturo a calcinha jogada dela que estava perto da cama e viro o corpo dela para baixo, ficando em cima da enorme bunda da garota. Prendo a calcinha pequena e fina em sua boca, dando um nó firme atrás e ouvindo-a resmungar e tentar soltar.
–Se você tocar nessa boca, eu vou te encher de tapas. –Ameaço. Ela não se move e eu desço meu corpo, minhas mãos afastam a cascatas douradas das suas costas enquanto eu começo a beijar toda a pele ali exposta. Arrasto meus dentes pela extensão e ouço-a murmurar. Minhas mãos agora esticam os braços dela a deixando cada vez mais libertos para mim até que eu saí de cima dela e dou um tapa na bunda dela, ouvindo algo sair de sua boca, um barulho de protesto. Viro-a e trago suas pernas para perto de mim, arquejando-as com força, sem preocupar-me com as marcas que logo estarão deixadas ai.
Beijo a parte internas de suas coxas e vejo remexendo os quadris, em uma tentativa falha de se aliviar, abro ainda mais as pernas dela, deixando toda sua boceta rosada e encharcada a minha frente e sinto meu pau pulsar. Sinto minha boca salivar por alguns instantes e eu não aguento a tentação e logo levo minha boca para a sua região de prazer. Minha língua percorre lentamente, quase uma tortura, todo aquele local e sinto Annabeth remexer avidamente. Ela rebola com força, mas eu me ergo e bato em suas coxas, fazendo com que ela se comporte.
O liquido quente da boceta de Annabeth serve como mel para minha boca e todo o local parece guardar as maravilhas do universo. O gosto doce e leve é viciante e eu não canso de chupá-la. Ela não aguenta ficar parada e logo começa a rebolar em minha língua, principalmente quando sua vagina começa a contrair.
Prendo o clitóris dela entre meus lábios com uma leve pressão, mas qualquer aperto naquele local causa esparmos em qualquer mulher. Ela bate as pernas com força no colchão, ela está segurando se para não gozar na minha cara e eu rio, soltando ar quente em sua boceta encharcada.
Minha língua retornar a chupa-la e ela geme sofregamente suas mãos apertam meus cabelos, fazendo que meus movimentos sejam mais rápidos e percam o ritmo.
Ela diz meu nome, mas é complicado de entender com um pano na boca. Então, quando minha língua invade a vagina dela, ela arqueia o corpo, levando-se e goza. Todo o corpo dela treme com o orgasmo avassalador e eu sinto o liquido descer rápido da boceta para minha boca, continuo chupando-a com força e ela continua a rebolar com força, muita força.
Meu pau já doía de tanta excitação e Annabeth remexia loucamente. Minhas mãos recorrem para a parte interna das suas coxas e elevo o corpo dela ainda mais. No momento, em que meus lábios encostam-se a seu clitóris, ela parece ser injetada para a estratosfera. Faço questão de explorar cada pedacinho da doce e deliciosa boceta dela e o mundo parece está focado bem ali, naquele momento como se o que houvesse entre as pernas de Annabeth fosse o centro do universo e somente nós dois pudéssemos alcançar esse objetivo.
Ela grita de prazer, levanta as pernas e as bate no colchão com força a ponto de eu ter que segura-las e seus dedos apertam minha cabeça com mais força em sua intimidade. Isso tudo antecede o orgasmo avassalador que está por vim, mas eu me levanto deixando-a tesa e furiosa.
–Cont...inuaa com essa ling-gua ai, put-ta que pariu! –Ela balbucia.
Eu rio da expressão dela. Ergo-me sobre ela e beijo seus lábios, de inicio ela não aceita meu carinho de bom grado, mas logo enrola suas pernas em mim e começa a esfregar-se sobre mim.
–Uma ninfeta você, garota...
–Me fode logo. –Ela sussurra entre meus lábios.
Apoio minhas mãos na cama e seu corpo sobre o meu e enterro-me nela lento, sutil e prazerosamente. Um gemido manhoso escapa de seus lábios e ela dá a primeira rebolada. A sensação de foder Annabeth é muito mais extraordinária do que qualquer pessoa pode imaginar. Não há palavras suficientes, nem adjetivos suficientes para descrevê-la.
Uma de minhas mãos fica ao lado da cabeça dela e a outra se apoiam na cabeceira, ela rebola incentivando minhas investidas e eu logo dito o ritmo, exageradamente lento. O ritmo frenético feito por nós é incrivelmente satisfatório e durante aquele momento só existe nós dois no mundo todo, em uma bolha mágica e eu esqueço de todos os meus problemas, toda a crise, o caos, as brigas, as lutas, as mortes... Com Annabeth, sou só Pers.
Esse pensamento me espanta por um instante e eu prendo minha respiração, não ajudou nenhum pouco quando os lábios dela tocaram o meu e iniciou-se um beijo sensual e entorpecente.
Eu me empurro dentro dela, mas ela não aguenta mais aquele turbilhão de sensação e solta um grito bestial no momento em que se entrega a um orgasmo devastador e parece se derreter debaixo de mim.
Continuo investindo dela mesmo com o corpo quase desfalecido abaixo de mim por alguns instantes até que eu gozo dentro dela, achando minha liberdade e quase perco o equilíbrio com um gesto da perna de Annabeth. Nossas testas se encostam e meus olhos verdes encontram-se com os olhos cinza dela. Quebro nosso contato visual e levo minha boca, depositando um beijo na sua pele macia e marcando-a com um chupão.
–Acho que esse foi o nosso melhor sexo... –Ela comenta com um sorriso no rosto. Deito-me na cama, apoiando-me todo e ela deita em cima de mim. –Tudo está tão estranho, Pers. Parece que a qualquer instante o chão que se firma sobre nós poderá cair.
Ela está certa.
–Nada irá acontecer com você, Annie... Eu prometo que vou te manter segura, mas você precisa me prometer algo, tudo bem?
Ela ronrona em baixo de mim, e sinto-me suar frio.
–Caso tudo vire merda e as coisas percam o controle, você sairá do país e ficará segura, mas você precisa levar Rebekah com você. Se tudo der errado, Silena vai perder o controle, tudo desandará e essa menina precisa ficar segura e você é a única pessoa em que eu confio para ficar com minha... –Eu mordo a língua. –Ela é como uma filha para mim, Annie, cuide dela, ok?
–Mas para onde eu irei? Todos irão atrás de mim, caso tudo dê errado. –Ela diz para mim.
–Você tem que buscar segurança e um modo de continuar viva e poderosa, quando chegar a hora você vai saber...
Ela parece digerir a ideia, mas eu sei que Annabeth entendeu. Ela é esperta o suficiente para compreender toda a situação, mas algumas vezes eu temo no que ela pode ser transformar depois de tudo.
Athena a machucou. Malcolm a machucou. Frederick a machucou. Eu a machuquei, será que tem alguém nesse mundo que não fez Annabeth sofrer? Que tipo de mulher Annabeth se transformará quando perder tudo e renascer das cinzas?
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