Notas iniciais
Cheguei. Apenas amando a participação de voces na fic, dando opiniões e tudo. Me pediram para mudar o POV, o próximo pode ser do Percy, querem? Obrigado pelos comentários, favoritamentos e acompanhamentos. Boa leitura.

'Cause you're young, you're wild, you're free
You're dancin' circles around me
You're fuckin' crazy
Oh, you're crazy for me

Depois que saímos da sala, não vi ninguém tirar o corpo de Charles usando o caminho da Casa Grande, que era o nome na qual Percy tinha se referido a mansão. Desci as escadas e me sentei no sofá em um sinal claro de não saber o que fazer. Alguns minutos se passaram e eu fiquei pensando nesse meio tempo o que droga eu estava fazendo da minha vida, tinha acabado de ver um homem morrer, acabado de ver a vida sucumbir dos olhos de Charles.

Um saco foi jogado em minha cara por Nico. Rasguei o plástico antes de olhar para a cara dele e havia duas peças de roupa, um fone de ouvido e uma arma. Senti minhas mãos gelarem ao tocar no metal daquilo, era um toque frio, como se o peso da vida ou da morte estivesse ali.

–Perseu disse que você irá ao treinamento e eu serei quem irá te ensinar tudo, Annabeth. Desde usar essa arma vagabunda aí até assaltar bancos mundiais. Vista-se e eu estarei te esperando aqui, a arma deve ser guardada na bainha da calça e coberta pela blusa. Há um banheiro na porta seguinte a aquele quadro horroroso ali.

Guardei as coisas com cuidado na sacola dando uma atenção extra para arma e fui até lá, podia sentir o olhar de Nico me acompanhar como se observasse cada passo meu em busca de algum erro, endireitei as costa e fui até o banheiro.

Definitivamente esse banheiro é menor que o Percy, havia um grande espelho e eu tirei o vestido dobrando com cuidado. Encarei meu corpo vestido com a lingerie no espelho, minha pele era branca um tom mais escura do que a de Nico e meus cabelos eram cacheados e loiros. Eu tinha uma boa altura e algumas curvas. Valia a pena o que eu estava fazendo?? Tendo que ceder o meu corpo a um homem para ter dinheiro como uma puta de luxo? Sendo Alguém sustentada por alguém?

Ou era isso ou era passar fome.

Vesti a calça, era de parecia couro e ficou coladíssima em minhas pernas. Mas, elas davam uma mobilidade maior, aquilo não era couro. Havia também uma blusa branca folgada e uma jaqueta. Vesti. Uma pequena sapatilha estava lá, número 36, calcei-as. Ainda me perguntando como aquele monte de roupas coube ali dentro.

A arma.

Eu a segurei, deixando-a nos meus dedos e encarei meu reflexo no espelho. Aquilo não era eu, eu não uso essas roupas. No máximo um jeans frouxo e um moletom barato. Aquilo me deixava com curvas que eu não tinha visto momentos antes, me davam pernas que eu não lembrava serem minhas. Aquilo era eu, e ao mesmo tempo não era.

Fiz como Nico mandou, coloquei a armas no cos da calça e ela não me trouxe desconforto. Olhei mais uma vez no espelho.

–É não tem mais volta. –Sussurrei para mim mesmo, tentando convencer que aquilo era o melhor, não o certo, o melhor.

Guardei o vestido e a sandália que eu estava na sacola. E voltei para sala encontrando Nico aonde ele estava a algum tempo atrás.

–Muito bem, Annabeth. Pelo modo como colocou a arma, já sei que foi a primeira vez que segurou uma. Assim... –Ele puxou minha jaqueta e levantou minha blusa mostrando um pedaço da pele, retirou a arma de lá e colocou no outro lado. Senti os dedos frios dele tocar minha pele me causando arrepios. –Você é direita, será mais ágil se a arma estiver aí. Tudo bem?

Assenti, tentando não pensar.

–Vamos. Você é a novata. Não há ninguém começando o treinamento agora, e como eu estou com bastante tempo livre de acordo com Perseu devo usá-lo para te ensinar.

Saímos da Casa Grande, e fomos para o primeiro andar da casa aonde Percy disse que não havia nada do meu interesse lá, mas pelo visto agora tem. Acompanhei os passos de Nico, o seguindo. Passamos por portas fechadas negras, o piso era xadrez em uma alternância de preto e branco. Podia ouvir vozes alegres outras de lamentos, gritos e telefone tocando, gargalhadas. Fomos até a última porta do primeiro corredor, havia ali um balcão com vários quadros, e eu não pude observar minuciosamente, já que todos pareciam querer me ver e eu estava com vergonha.

–Entre. –Obedeci, ele trancou a porta fazendo eu arregalar o olho. –Olhe para mim, loira. Você é uma Chase. Chase. –Ele repetiu meu nome fazendo-me arregalar o olho. –Enquanto você estiver nessa casa, não use seu sobrenome Chase, não use caso queira viver. Use Parthenos, não Chase. Seja uma Parthenos.

–Por que? –Questionei encarando seus olhos negros.

–Chase não é um nome muito adequado para alguém como você será, se alguém souber que você é uma Chase além de mim e quem mora na Casa Grande vai ter motivos suficientes para jogar uma faca no seu peito.

–Mas, Chase é o meu nome paterno. É a única coisa que eu tenho do meu pai.

–Loira, existe muito Chase por aí, tenha certeza. Mas, eu estou dizendo, não use. Por que você acha que Clarisse te ignorou e te tratou mal? Você é uma Chase, mas... Isso não é importante agora. Mas, será... Não agora.

–Por que? –Fiz uma careta, Nico estava causando um nó em minha cabeça. E ele percebeu.

–Isso você pergunta ao seu futuro marido... Mas, ele já avisou a todos da Casa Grande. Ele colocou a Marca de Caim em você, loira. Aquele que te machucar será punido sete vezes. –Ele falou.

–Por que? –Repeti novamente.

–Alguns segredos só depois do casamento, mas tenha certeza de uma coisa, loira, Perseu não te escolheu só por ser gostosa... Ele não correria esse risco. Agora, olhe ao redor. Pegue essa arma e só sairemos daqui quando você ser uma atiradora tão boa quanto eu, é eu sou esplendorosamente bom.

Pela primeira vez, eu olhei ao redor. A sala era enorme. Havia um grande balcão negro com divisões, sete ao todo, de madeira. Observando bem podia se ver uma parede azul bem escuro ao fundo com bonecos de papelões, que tinham apenas da cintura para cima. A luz era branca, peguei os fones de ouvido dados por Nico e coloquei envolta do meu pescoço.

–Atirar é a coisa mais simples do mundo. É simplesmente respirar. –Nico falou. –Olhe. –Ele retirou a arma do cós do jeans e inclinou as mãos nos balcão apoiando o peso do corpo. –Suas mãos tem que ficar na horizontal, os cotovelos apoiados na superfície dura, respire inspire e atire. –Ele apertou o gatilho e um estrondo irrompeu a sala, quase me assustando. –De novo. Cotovelos. Superfície. Respirar. Inspirar. Atirar. Sua vez.

Arregalei o olho e franzi o cenho.

–Já?

–Claro, loira. Olhe isso não é a escola ou a faculdade onde aprende a teoria e como fazer. Aqui é fazer. Venha.

Me aproximei do balcão e inclinei meu corpo assim como Nico havia feito. Minha perna direita foi dobrada e a outra foi esticada, apoiei meus cotovelos na superfície, aquela posição era realmente comprometedora já que minha bunda deveria esta tipo, super apertada naquela calça e eu estava de costas para Nico, mas irei acreditar na boa fé dele.

Respirei e olhei ao redor. Senti a mão de Nico mexer no meu pescoço com dedos pesados e colocando os fones em meu canal do ouvido. Qualquer zumbido que não fosse de dentro de mim, eu não escutava. Respirei, fechei os olhos e inspirei. Encarei o papelão e seu grande círculo pintado alternadamente de vermelho e branca. Respirei, inspirei e atirei, foquei no círculo. Foco, apertei o gatilho e soltei. Uma força sobrecomum escapou de minhas mãos como se eu jogasse uma bola de aço. Não acertou o alvo. Passou bem longe para ser sincera.

–De novo. Agora, tente acertar o boneco. –Falou Nico rindo.

Refiz o mesmo processo, mas uma vez. Tentei respirar, mas veio a chance daquela bala ali pequenina acabar machucando alguém e eu não conseguir me perdoar, aquela minúscula coisa causaria um estrago enorme. Um frio bambeou minhas pernas, e eu cedi. Larguei a arma em cima do balcão e me apoiei com as mãos na superfície afim de não cair de nenhum jeito. Respirei, inspirei.

–O que foi, Annabeth? Alguma dor? –Questionou Nico vindo até mim.

–Não é só que... Eu deveria estar em meu trabalho medíocre a esse horário, servindo café e anotando pedidos. E quando enfim, o Sol se fosse, eu iria para a faculdade. Então, eu chegaria em casa tarde da noite e dormiria na minha cama. Mas, sabe o que estou fazendo?

–Tendo aulas de tiro. –Falou ele com sarcasmo. –Olhe, eu vou me arrepender de estar sendo legal com você. Mas, aqui vai a verdade: Eu que fiz o dossiê que o Jackson pediu sobre você. Eu passei duas semanas te seguindo na sua rotina medíocre, eu invadi a sua casa e me desculpe por isso, mas eu vi a sua realidade, loira. É não é fácil, eu vi aquele monte de contas em cima do que você deve chamar de geladeira. Percy acabou de te entregar o ouro. Sou ótimo com metáforas e aqui vai uma: Imagine Percy como um príncipe que logo irá subir ao poder e você é a mera plebeia que não tem nenhuma porcaria de chance de ser uma grande aristocrata. Mas, o príncipe te ver e sente um grande vínculo com você, que pode ser chamado de tesão ou arrisco-me a paixão. É nesse nível.

Que porra de metáfora.

–Eu sei, eu entendi. E só que...

–Loira, tenha certeza... Isso é uma via de mão dupla, a vida é uma via de mão dupla. Você não vai se casar com Percy agora, só se você se mostrar boa suficiente. Não boa, ótima. –Ele falou elevando o tom. –Mas, você vai ter que dá algo para ele, e não será sexo. Não é algo muito caro. Aqui vai outra metáfora... –Ele pareceu pensar um pouco. -Você é uma pedra preciosa em estado bruto seus antecedentes são ótimos, mas existe um risco de você ser destruída no processo.

Arregalei o olho.

–Percy vai me matar? Por que destruir...?

–Garota... –Ele falou como se estivesse cansado daquela conversa e quisesse acabar logo de uma vez, entendendo que eu jamais iria entender. –Apenas atire.

Me posicionei, cotovelos sobre a superfície, imaginei naquele boneco todos os meus problemas, dores e angustias. Atirei na cabeça.

Eu passei um dia todo atirando em bonecos de papelão, de acordo com Nico em menos de uma semana eu seria uma atirada profissional devido ao minha ótima coordenação motora. Eu estava destruída, minhas pernas doíam devido a posição dolorosa que eu havia me submetido a manhã toda, minha mão tinha calos devido a aspereza da arma, e minha cabeça parecia explodir devido ao barulho.

–Eu jurei que passaria no mínimo, duas semanas para tentar de ensinar. Mas, você me surpreendeu, loira. Hoje, aprendeu com essas armas para iniciantes. Amanhã, uma arma verdadeira. E se cada dia seu progresso for notável, subiremos um calibre de cada dia. E então, você irá a uma missão comigo. –Ele falou, enquanto me levava de volta a Casa Grande.

–Qual? –Na verdade, só perguntei porque era no mínimo minha obrigação de saber o que Nico e Percy guardariam para mim, mas eu não estava afim de saber e muito menos entender.

–Iremos roubar o dinheiro de uma pequeno mercadinho ali no Brooklyn aonde você mora.

–Roubar? No Brooklyn? Cadê a originalidade?

–É loira, seu noivo que mandou. E eu só obedeço. –Ele falou dando ênfase no ‘‘Seu noivo’’.

–Quero ir para casa. –Falei enquanto entravamos. Meus cabelos estavam um ninho, meu corpo parecia em chamas devido ao calor.

–Acho que o motorista de Percy pode te levar... Recolha suas coisas e eu vou tentar falar com Percy, loira.

–Me chame de Annabeth. –Pedi.

–Até amanhã, loira.

Subi para o quarto de Percy, apesar de saber que eu não deveria fazer isso. Abri a porta e entrei. Meu vestido e as roupas que eu usava estava lá, com uma outra lingerie por cima. Havia um pequeno cartão com uma caligrafia desleixada.

‘‘Tome um banho demorando, você deve estar um caos.’’

Fiz o necessário, peguei a roupa e rumei até o banheiro, atendendo a súplica do meu corpo por agua. Novamente havia duas portas praticamente idênticas, mas como da outra vez aquela estava trancada e não havia uma chave ali, ignorei esse detalhe e fui para a segunda porta, na qual eu sabia ser o banheiro. Dessa vez pude prestar ainda mais atenção nos detalhes. Era bem espaçoso, e metade das paredes era na porcelana negra e o resto pintado por branco, o piso era da mesma porcelana. A pia era enorme e tinha um pequeno armário com toalhas de banho e de rosto. Tirei minhas sapatilhas e deixei em um canto. Eu vi a banheira e ela me viu, ela pareceu tão convidativa naquele momento, eu só havia usado banheira uma vez e com Luke, mas meu músculos pareciam clamar por um banho naquela redoma que irá de me proporcionar um baita de um prazer.

Me desculpe, Percy Jackson. Mas, antes de firmar esse casamento eu preciso experimentar sua banheira.

E assim foi, fechei a porta, mas não ousei trancar o que me pareceu bem estupido por dois motivos plausíveis, aquilo é uma máfia e se houver um ataque eu quero fugir o mais rápido e me amordaçar dizendo que o Jackson me mantinha em cárcere privado, o que graças a Constituição é crime. Mas, também havia o fato de ali ser uma máfia e seria melhor fechar a porta. Segui meu último conselho até perceber que a chave não estava na maçaneta.

Cadê a chave dessa droga? Não sei. Mas, no trinco, que por sinal, era aonde ela deveria estar, ela não tá.

Ignorei o fato, e abri as duas torneiras, que logo fez água começar a encher a banheira. Me despi, arrancando cada pedaço daquele maldito tecido do meu corpo. Nem sequer tive coragem de ver meu reflexo no espelho. Joguei um monte de sais que haviam na borda da banheira dentro da mesma. Uma espuma foi criada ao e eu coloquei meu pé dentro, a água estava perfeita. Afundei meu corpo lá dentro, era enorme para mim. Meus pés cansados não chegavam a outra borda. Inclinei minha cabeça na borda e fechei os olhos. Senti meus músculos relaxarem, minha cabeça ficar mais leve...

Acordei sentindo as mãos de alguém tocar minhas costas com destreza. Abri meus olhos e me virei rapidamente. Era Percy, assim com a proximidade os olhos dele parecia ainda tão lindos. Suas expressões eram de divertimentos.

–Me desculpe se te acordei, você tirou uma soneca de dez minutos na minha adorável banheira importada da França.

–Espero que não tenha se importado. –Falei me desculpando.

–Não, não. –Olhei para ele, estava apenas de calças sociais, sem blusa e sem sapato.

–Sem querer ser audaciosa, contudo não gostaria de entrar? –Questionei.

Ele pareceu pensar por um instante no qual eu encostei a cabeça novamente e fechei os olhos. Ouvi o barulho dele tirando o resto de suas roupas, mas permaneci em meu estado anterior. Pelo barulho ele adicionará ainda mais sais e entrará. Abri meus olhos e ele me encarou com aquelas imensas pupilas verdes.

–Por que me escolheu no meio de tantas mulheres? –Perguntei. –Eu sou comum, pálida demais para alguém que veio da Califórnia. Loira demais para ter algum respeito exterior. Jovem demais para casar. Sem nenhum atrativo para ser mulher de alguém como você.

–Nico me contou que você fez essas mesmas perguntas a ele. –Ele disse com sua típica voz rouca como se tentasse me seduzir.

–Desculpa, mas a vida me ensinou a desconfiar de tudo. –Respondi.

–É horrível se sentir sozinho, Annabeth. Como se ninguém precisasse de você. –Ele disse como quem não quisesse nada.

–Então, você está me usando para não se sentir só?

–Eu estou te usando tanto quanto você está me usando. –Ele respondeu. Ele me daria uma boa vida e o que eu daria para ele? Sexo todas as noites? Um corpo pra ele trocar calor a noite. –Eu construir a Quinta Coorte em sete anos, Annabeth. Era apenas eu, Nico, Silena e Clarisse. Eu tinha dinheiro, Nico um facilidade para encontrar drogas, Silena seduzia pessoas para aceitarem nossos acordos e Clarisse entrou com as armas. Eu levei sete anos para construir isso e Zeus Grace todos os dias ameaça colocar para baixo, eu tenho uma ficha criminal tão extensa quanto o número de pessoas vivas no mundo.

–Zeus Grace ameaça colocar a Quinta Coorte para baixo e mesmo assim comparece as festas dele? –Questionei, passei minha pernas por entre as de Percy e ele começou a massagear meu calcanhar, algo que nunca passou pela minha cabeça.

–Mantenha seus inimigos ainda mais perto de você... Todos os anos ele prepara um dossiê sobre mim e os líderes da Quinta Coorte, todos os anos eu compro esse dossiê por uma fortuna. Zeus Grace não sustenta a família dele pelo trabalho, Annabeth. E sim por corrupção. Corrupção move a economia. Por que? –Ele me perguntou e eu sorri.

–Corrupção gera ainda mais dinheiro, quantidades exorbitantes de dinheiro em caixas particulares em contas estrangeiras.

–Garota inteligente. De fato, eu poderia olhar para você o dia todo, Annabeth. Mas, eu quero algo mais. –Ele disse, dessa vez ele não tentou me seduzir, ele já havia me seduzido.

–Vamos, me beije. –Mandei. E ele obedeceu.

Notas finais
POVS Percy no proximo rola? E aí, topa uma reviews?