Ultraviolence

34 Everybody Wants To Rule The World.


Notas iniciais
Oi, gente. Voltei rapidinho porque eu super amei os comentários de voces, li todos e respondi os que estavam atrasados e eu só quero dizer muito obrigada mexxxxxmo. BOA LEITURA E ATÉ AS NOTAS FINAIS.

Help me make the most of
Freedom and of pleasure
Nothing ever lasts forever
Everybody wants to rule the world

O caos se espalhava tão rápido quanto um tsunami, ele parecia devastar cada legionário que lutava até o fim pela Quinta Coorte, mesmo seus esforços parecendo em vão. O local, o grande e intocável covil da maior máfia da América, era pisoteado e massacrado por um grupo de homens e mulheres silenciosos, encapuzados e mortais. Os ingleses estavam vestidos em um simples era padrão. Roupas negras e flexíveis, calças com muitos bolsos e jaquetas cheias de suprimentos, andavam em pequenos grupos de quatro pessoas e partiam para cima de qualquer outra pessoa. A ordem, ninguém era para viver, exceto Annabeth e Perseu.

Mas o mafioso era astuto e maldito. Havia previsto que o ataque estava cada vez mais próximo e tentou organizar o máximo tudo o que estava acontecendo. Aumentou o número de medidas de seguranças e de armamentos. Colocou mais homens e mulheres na vigilância e suspendeu os carregamento evitando um boicote e mesmo assim, era quase humilhante o modo como os legionários caiam.

Claro que não era um massacre de americanos, muitos gringos estavam ao chão. Quando o desespero rompeu o local, as armas eram disparadas sem a menor preocupação, a meta era manter-se vivo e defender-se. Um grande numero de integrantes da máfia inimiga já estavam jogados ao chão com várias balas na cabeça.

Esse era o diferencial enquanto os legionários atiravam várias vezes para matar devido ao nervosismo ou até mesmo o despreparo ou ingleses atiravam com uma precisão de causar inveja a qualquer assassino de aluguel de categoria, os locais eram demarcado e certos. Cabeça e peito.

O barulho de tiros e de bombas eram perturbadores e nauseantes. Parecia uma orquestra feita para destruir com qualquer fio de sanidade que há em você, era como um agouro da sua própria morte. Além do cheiro da morte misturado com do sangue e o da carne queimada que misturavam-se com o gás das bombas e causava ânsia em todos e uma vontade tremenda de por até o intestino grosso no chão.

Mas o barulho da área externa não era nada comparado ao choro desesperado de Rebekah que estava apertada ao colo de Annabeth que sussurrava uma velha cantiga. A mulher não sabia o que fazer, havia aceitado o pedido de bom grado de Perseu para cuidar da menina pela manhã enquanto ele e Silena resolviam algo e de repente, elas estavam presas no quarto com um ataque ocorrendo nos jardins da casa. O cérebro de Annabeth não sabia nem o que pensar, ela pensava em Perseu querendo saber se ele já tinha voltado com Silena ou algo do tipo, se ele estava na casa... Se Sally estava na casa também.

Annabeth que crescera cercada de limites e pudores, nunca conhecera a verdadeira liberdade, nunca sentira a satisfação de uma paixão avassaladora até conhecer Perseu com seus belos olhos verdes. Ele dera a ela uma montanha russa de emoções da maior felicidade a pior tristeza. Do melhor grito de orgasmo até o pior tapa... Em um jogo de xadrez, Annabeth estava só, a Quinta Coorte havia perdida e tudo o que ela tinha era uma arma ao seu lado e uma criança chorando desesperada em seu colo. Era o fim, seu fim.

Nico já tinha perdido a conta de quantas vezes havia recarregado a sua arma e quanta munição ele ainda tinha. Ele respirava fundo – não tão fundo – quando um grupo de ingleses passava a sua frente e por fim, apertava o gatilho liberando as balas em trajetória certeira para o peito ou cabeça. Ele estava estrategicamente posicionado a parte escadas, em busca de proteger a Casa Grande. Sangue parecia querer formar um rio ou um enorme caminho vermelho servia como um aviso — inútil — para os homens encapuzados que insistiam em querer passar por ele.

Mas ele também estava ferido. Uma bala estava entranhada na carne de sua perna e ele lutava para se manter em pé. Encostava-se no corrimão de madeira da escada, um pouco escondido par não mostrar sua falha na estabilidade e já ficava com a arma posicionada. Ele rezava para que Clarisse estivesse ainda em seu posto inteira na parte inferior da casa, defendendo mais um ponto de acesso a aquele salão.

O tempo era algo realmente engraçado. A dor excruciante na perna de Nico fazia tudo durar longas e intermináveis horas, aliada com as explosões e tiros incessantes era como se o tempo estivesse parado e tudo se resumisse a aquele momento, longo. Ele ignorava a cada instante as pontadas de dor que a bala fazia em sua carne e mantinha se em pé, em seu posto até que Silena surgiu com dois brutamontes do tamanho do monte Everest.

O grito de Silena o desestabilizou, ela foi trazida para o salão pelos dois e jogada no meio do salão em um instante e logo, foi jogada no chão. Como se fosse uma boneca de pano. Os homens tinham aparência de hipopótamo vestido uma meia na cabeça e ele se controlou para não descer, quando por fim dois homens entraram ali. Bem vestidos com ternos finos e gravatas retas e discreta. Um deles, ele já conhecia por anos, seus cabelos brancos eram quase recordável e sua expressão rígida também. Tão bem falado nas festas da alta sociedade nova iorquina e nos jornais e ali estava ele, Zeus Grace, ao lado do maior mafioso do planeta.

–Eu não sabia que o Governo se aliaria a uma máfia como o Shax... Pelo visto o feriado de 4 de Julho é totalmente inútil, não é mesmo? –Nico disse do alto da escada, tirando outra arma do cós de sua calça. Posicionou duas armas a sua frente e fechou a cara.

–É, foda-se a América, bastardos. –Silena gritou, virando o corpo e chutando a cabeça de um dos brutamontes. Com uma elasticidade quase impossível, uma de suas mãos se apoiaram firmemente ao chão e o seu corpo tomou impulso para trás e ela se ergueu com classe.

–Não adianta fugir, minha querida. –Respondeu o outro homem. –Voce não tem para onde fugir. –Ele deu dois passos e afastou os brutamontes que foram para a porta a fechando. –Agora somos só nós. Escutem-me bem... Mesmo que vocês consigam fugir da morte e escapar, a polícia de NY formou um quadrado em volta desse forte e vocês serão vistos por eles. Há helicópteros no céu e meus homens tem ordens de matar qualquer pessoa que não seja Annabeth e Perseu.

Silena segurou a respiração por alguns segundos e fechou os olhos.

–Eu reconheço os esforços de vocês para vencer conosco, mas a realidade é dura e vocês são grãos de poeira perto de meus pés. Voces são nada para comigo. Eu mando nisso e eu digo que acabou o tempo de vocês. A Quinta Coorte encontrou seu fim, fim de papo, como vocês dizem por essas terras.

Ali era Frederick, em seu terno a risca, cabelos bem penteados e boa pinta. Era um homem que aparentava ter tido uma beleza jovial e dá até mesmo para notar algumas semelhanças com Annabeth. Um ódio cresceu dentro de Nico e ele desejou a todo custo atirar nos homens a sua frente, mas ele não conseguiu pensar por muito tempo. Uma explosão gigantesca aconteceu o que o levou para chão e alguns minutos depois a parte inferior irrompeu de gringos vitoriosos.

–Qual sua ultima palavra, garota? -Ele perguntou, enfiou sua mão em seu terno negro e tirou uma arma brilhante.

–Minha filha... Deixe-me despedir-me dela. –Silena implora. Frederick a puxa para o chão e ela bate seus joelhos na superfície. –Você matou mais de 500 pessoas para resgatar sua filha, deixe-me despedir da minha. –Ela pede. Sua voz é quase falha e lagrimas ameaçam irromper seus belos olhos.

–Onde ela está? –Ele pergunta agarrando os cabelos dela com força e puxando-os.

–Com sua filha. Lá em cima.

–Pois iremos juntos.

Um nervosismo bateu no corpo de Nico, instante em que ele percebeu que Frederick iria ao encontro de Annabeth. Ele pensou em atirar, mas só Deus saberia das consequências desse ato. O homem ergueu Silena e a arrastou para cima, indo na direção de Nico.

–Com licença...

É automático, na hora em que essas duas palavras saim da boca de Frederick em um tom tão gélido como a fria Londres, ele decide que o melhor e obedecer. Dói admitir, mas foi-se. Enquanto Frederick subiu com Silena ao seu encalço, Nicolas se juntou e caminharam juntos, mesmo com a dor latejante.

–Perseu fugiu, não foi? –O homem perguntou e nem sequer esperou a resposta antes de continuar. –Eu avisei que ele não deveria tocar em minha filha. Eu sou um homem de valores, eu jamais deixaria isso em branco.

–Eu não vejo nenhuma diferença entre você e Perseu. Dois cães perdidos, rebeldes sem causa, loucos, psicopatas. –Silena responde quase gritando. Frederick vira-se para ela, puxando a trava eletrônica da porta e sorri.

–E você é o que, garota? Madre Teresa?

Silena balança a cabeça e libera a nossa entrada no dispositivo. Antes mesmo de aproximar-me da sala, o choro de Rebekah é nítido. Silena arranca o braço de Frederick de seu ombro com agilidade e joga seu corpo para cima de Nico, causando-lhe uma perca de equilíbrio devido ao ferimento grave na perna. Ela captura uma arma da mãos do homem e vira-se em tempo recorde, tentando atirar no peito de Frederick e sorri. Ela erra por um um momento, o homem abaixou-se e a bala encontrou um dos vasos de Sally.

–Voce não tocará em nós. –Ela levanta a arma querendo uma segunda tentativa e então, tudo toma um rumo completamente diferente.

–Solte essa arma agora ou eu atiro em sua filha –Uma Annabeth desce as escadas com um embrulho no vertical de seu corpo e arma preferida de Perseu na mão direta em direção a cabeça da criança. A loira diz causando uma supresa até mesmo em Nico que a treinou. Ela aproxima a arma da cabeça da menina que ainda chora em seu colo em uma cena quase traumatizante e eu Nico tenta se aproximar. Silena cai no chão em pleno desespero.

–Zeus está lá embaixo? -Ela pergunta.

–Es-tá. -Silena responde.

Annabeth se aproxima de Silena mais uma vez.

–Voce sabe o que vai acontecer, não é? A rainha vai proteger o rei... Voce caiu, Silena.

Nico ficou confuso com a interação das duas mulheres e mais confuso ainda com a calma que Frederick aparentava na presença da filha bastarda.

–Zeus levará alguém para ser o Judas, alguém que será punido por todos os crimes da Quinta Coorte com risco de pegar até pena de morte. -A loira explica e Nico começa a entender a situação. -Voce sempre esteve ao lado dele. Levou-o a construir tudo isso e agora irá cair. Voce sempre foi a rainha dele e chegou a hora de protege-lo. -Annabeth jogou a arma que carregava na mão longe e inclinou Rebekah para a mãe. Silena beijou a filha, o rosto da mulher desesperado e cheio de lágrimas e então, Annabeth puxou de uma vez.

–Eu carregarei esse fardo por ele.

–Eu sei que sim e ele também... -Com sua mão direita, ela enfiou os dedos nos cabelos de Silena e puxou de uma vez, em seguida puxando o corpo pra frente. –Xeque Mate.

–E Rebekah? -Nico perguntou, ignorando os prantos de Silena no chão. Era a pior dor do mundo, a dor de perder um filho.

–Eu vou leva-la, eu vou cuidar e tomarei conta dela. Vou tentar conseguir bons advogados para voce, Silena... Mas minha promessa foi feita para Perseu, eu prometi a ele que cuidaria da menina e irei cumprir, não se preocupe.

Annabeth olha pro lado, finalmente vendo Frederick, mas ela o ignora. Dá alguns passos e fica a frente de Nico, a cabeça dela bate no queixo dele e ela sorri, mas seus olhos esbanjam tristeza.

–Venha comigo, vamos fugir... Podemos ter outra vida. -Ela pede. -Longe de tudo isso.

–Não faço parte desse time, Annabeth. -Nico toca o rosto e suspira. -Eu sei onde estão minhas lealdades.

–Voce também a prefere, não é?

Então, Nico sorri. O tipico sorriso cheio de ironia que ela tanto gostava. Ele aproximou-se de Rebekah que já dormia em meio aquilo tudo e beijou a cabeça com poucos cabelos e por fim, aproximou-se de Annabeth e tocou a pele de suas bochechas com carinho. Ela fechou os olhos por alguns segundos e e inclinou a cabeça para ir de encontro ao corpo dela, fagulhas de fogo correram pelas veias dele no instante em que os lábios foram unidos e ela correspondeu. O choque de Nico foi esse, ele nunca imaginou que ela corresponderia aquele ato. Ela se separou instantes depois e sorriu.

–Eu sempre estarei esperando voce, Nicolas... Não demore. -Ela sussurrou, causando um arrepio no homem.

Por fim, Annabeth virou-se para o homem que era seu pai, ela sorriu. Seus músculos se tencionaram por alguns instantes e então, o homem ergueu seus braços como quem acolhe um ente querido. Ele sorri, eles tem o mesmo sorriso e covinhas. Ele quer um abraço da filha bastarda que nunca conheceu, um sentimento de medo do desconhecido passa pelo corpo de Annabeth, mas ela não pode desistir, não restou mais nada para ela, todo o futuro que ela poderá ter está ali, a sua frente. Ela também sorri e o corpo pequeno dela vinculado ao da pequena menina é jogado ao dele e eles se encontram em um primeiro contato de pai e filha. Ela sente um arrepio, como se pela primeira vez, estivesse em casa.

–Já estava na hora de nós conhecermos, minha menina... -Ele sussurra espalmando suas costas em um gesto de carinho e afeto. Ele beija a testa dela quando eles se afastam e ela sorri com os olhos marejados.

–Eu estava há sua espera a um longo tempo, pai...

FIM DA PARTE II

Notas finais
bloquinho de notas da MrsPassion: 1) e ai, viadoooooooooooos? O que foi que voces acharam hein? 2) Assim eu não sei qual o meu problema, mas meus capitulos estão bem curtinhos. Voces acham isso ruim? 3) Tadinha da Silena, gente... Qual vai ser o futuro dela, hein? 4)E ESSE BEIJO? me tremi toda 5)gente, to super mega doente... To com a doença mais brochante do planeta. :( 6)O que voces esperam da próxima parte? 7) A parte III, Paradise, voces querem que narre Annabeth diretamente ou terceira pessoa? 8) Enfim, eu devo ter falado por aqui por uma fic nova de PJO, então galera.. UV é minha ultima fanfic, não pretendo continuar postando fics no Nyah! não tenho um retorno esperado e não tenho tempo para isso, afinal prox ano é ano de vestibular e eu tenho que estar focada. Além do mais, eu vou investir em algo de minha autoria totalmente brasileiro e cheio de traição, corrupção, morte e nada de sexo explicito :( 9)comente comente comentem comente