Notas iniciais
OI, PESSOINHAS. Voltei super feliz pelos comentários de voces, gente. Recebi inumeras ameaças de mortes, pedido de abraços, elogios.. Voces são otimos e fico muito feliz por Ultraviolence causar esse efeito em voces. Eu decide fazer essa parte, III, em 3º pessoa. Porque se eu aprofundar no povs de algum personagem pode acabar prejudicando o modo como voces verão a situação toda. Enfim, essa é a ultima parte da fic, chamada Paradise e eu espero que voces gostam tanto quanto as outras e nos vemos lá embaixo. Boa leitura MÚSICA DE deus chamada Castle da Halsey, dona de mim. Vou colocar a tradução em portugues a partir de agora, adeus.

ULTRAVIOLENCE.
PARTE III.
Paradise.

'' Eles querem me fazer sua rainha
E há um velho homem sentado no trono
Dizendo que eu provavelmente não deveria ser tão má...''

A enorme e onipotente Londres crescia ao redor do maior prédio da cidade, a vista do apartamento mais caro do país era simplesmente de tirar o folego. Ali em meio aquela enorme cidade que crescia com o passar dos séculos era possível sentir a sensação de grandeza e realização, era como se observar os prédios cinzas e cheios de vidros espelhados tornasse a quem morasse ali, o dono do mundo.

O apartamento era o local favorito de Annalise Shax na Cidade Cinza, ela amava como aquele local a fazia forte e a dava um sentimento de onipotência. Ali ela sabia quem era e não precisava de nada nem ninguém. Olhar Londres crescer ao seu redor durante os últimos dois anos na nova perspectiva era algo realmente transformador.

Doze anos foi o que tempo em que ela levou para se erguer em meio ao maior império do planeta. Diversas dores e angustias foram vivenciadas para que ela estivesse ali, naquela posição. Tudo que Annalise lutou, batalhou e enfrentou era o reflexo de sua astucia, determinação e ousadia.

A mulher era loira, os cabelos ondulados e com raízes escurecidas. Tinha o corpo definido devido aos dez anos de treinos constantes e intermináveis, o rosto era fino e delicado com traços bem definidos e afemininados. Carregava nos olhos cinzas como nuvens Cúmulos Nimbos, uma frieza e fúria. Era a mulher mais temida do planeta. Vestia uma roupa formal, um terno feminino e com uma saia apertada, a blusa fina e quase transparente estava com os botões abertos dando a visão de seus seios avantajados e a barriga chapada.

Carregava no pescoço um colar de corrente grossa e uma enorme pedra vermelha, brilhante e escarlate. A joia havia sido um presente de alguém importante na vida dela e ela já planejava o futuro da pedra enquanto sorria minimamente. Nos dedos finos e pequenos, havia inúmeros anéis espalhados, mas apenas um se destacava. Era do mesmo material do colar, mas na parte superior havia uma grande placa com ouroboros em cima. Eram duas cobras, condenadas a um circulo eterno, uma comendo o rabo da outra, condenada-as aquele circulo sem fim. Significava o poder, a sabedoria e o infinito.

Aquele era o símbolo da maior máfia do planeta. Shax. Criado desde a era de ouro da rainha Elizabeth I e se perpetuava até agora, era a monarquia do tráfico.

O celular da mulher tocou, o som era doce e ameno. O aparelho estava sobre a mesa de vidro da sala de jantar do local. Ela olhou o visor do aparelho e revirou os olhos por um instante antes de atender.

–Annalise Shax.

A voz soou forte e calma. O timbre da mulher era relaxado e as palavras saiam pausadas, tentando ao máximo, manter o sotaque americano oculto. Não era uma mulher muito alta, deveria ter mais que 1,65 e menos que 1,70. Mas carregava dentro de si uma presença que fazia a todos ao seu redor se encantar... Ou pelo amor ou pelo ódio.

–Senhora, desculpe-me interrompe-la quando você pediu para que isso não acontecesse. Mas acabei de ser notificada pela senhora Johanna, diretora da C.I.A, que a presidiária chamada Silena Beauregard fugiu da cadeia junto com mais de vinte detentas e a diretora afirma que isso é de assunto de seu interesse e que pretende conversar com você sobre esse assunto em breve.

Annalise suspirou irritada, não acreditava que logo agora, ela teria que lidar com esse problema. Beauregard era apenas uma lembrança de um passado distante de uma garota que nem sequer existe mais, ela não precisava daquele problema.

–Zoe, faça o seguinte, retorne para Johanna e mande-a localizar a presidiária, ela tem o prazo de uma semana para acha-la, caso contrário mandarei meus homens fazer isso e diga que isso é inadmissível, essa mulher é um perigo para a sociedade e que ela deveria estar em uma cadeia de segurança máxima. –Annalise disse, os olhos cinzas se tornaram ainda mais furiosos quase combinando com a tempestade que estava se formando no céu.

–Johanna afirmou que só foi permitida a permanência da presidiaria em uma prisão daquela categoria devido ao pedido do senhor Alan...

A mulher loira bufou, já cansada de ouvir a mulher falando aquelas tolices. Silena solta era um problema que precisava ser eliminado urgentemente.

–Mande Johanna fazer o trabalho dela e achar a presidiaria, eu não quero saber de quem é a culpa, eu só quero Silena Beauregard dentro de uma cela para apodrecer lá dentro.

Ela logo desligou a chamada e suspirou. Caminhou até um pequeno criado mudo da sala, um suporte para bebidas e serviu-se de seu inseparável whisky inglês e bebeu tudo de uma única vez, sentindo a bebida descer pela sua garganta e estomago ardendo. Ela se perdeu em seus pensamentos por algum tempo, mas logo retornou a esse plano quando ouviu o trinco da porta abrir-se e inclinou a cabeça ver quem era, apesar de já ter uma ideia de quem seria. Ela logo viu o homem branco de cabelos negros e lisos a sua frente e largou o copo no suporte indo em direção dele.

–Querida, cheguei. –A voz grossa e rouca dele se espalhou pelo cômodo e ela sorriu. Passou as mãos por seu cabelo e então, os olhos dos dois se encontraram. –E trouxe um presente para você...

Antes mesmo que ela pudesse tirar os olhos do rosto do homem, uma figura pequena e magra adentrou do corredor escuro e pulou nas costas da mulher com uma animação quase invejável.

–SURPRESA!!

Annalise riu, uma risada que se espalhou por todo o cômodo. Ela virou o corpo, passou os braços por trás do corpo da menina e apertou em seu corpo, beijando o topo de sua cabeça.

–Eu estava com saudades de você, Eves. –A mulher disse colocando a menina no chão, mesmo agarrada a ela. –Eu ia para a mansão passar esse fim de semana com você, podíamos tomar banho na piscina, fazer piquenique e andar a cavalo...

–Mackenzie avisou que a mansão está com um problema no aquecedor e você sabe como está frio os arredores de Londres nesse mês, Lise. –O homem disse, ele voltou-se para ela e beijou seus lábios de leve e adentrou na casa já conhecida por ele. A mulher virou-se para ele com uma expressão descontente, o cenho se franziu e as sobrancelhas claras quase se uniram em uma expressão descontente.

–Como assim o aquecedor de uma casa dá problemas, Alan? Irresponsabilidade..

O homem virou-se para ela com uma expressão divertida quase rindo da sua pergunta obvia. A menina que estava agarrada com ela gargalhou e Annalise a encarou com a cara fechada.

–Ora, mamãe... Dando. Além do mais, eu estou com saudades de andar em shoppings, eu estou cansada de estudar... Quero ir ao cinema, ir ao Mcdonalds, comer croissants em uma Starbucks e ir a uma peça de teatro de uma escritora local... Com você.

A menina parecia empolgada em meio à ideia de programação que tinha e a Annalise somente sorria.

–Além de que... Teremos maratona Harry Potter!! Já combinei tudo com Alan... –A menina disse com o tom mais alterado, Alan riu da animação da garota e Annalise sorriu. –Vamos lá, mãe. Eu sei que você prefere os livros, mas podemos pedir pizza e refrigerante enquanto vemos o Potter lutar contra o Voldemort.

–Evangeline, suas provas finais começam daqui a dois dias, você deveria estar pedindo minha ajuda para matemática e não pensar em um filme que você sabe de cor e salteado...–Ela disse e a filha bufou.

–Minha nota em Biologia cobrirá a dessa maldição que você chama de matéria e estamos em Londres, Harry Potter é quase obrigação ser visto toda semana e ser lido todo os dias. É quase a bíblia daqui, por favor... –A menina suplicou com os enormes olhos verdes brilhando. Annalise mordeu os lábios em descontentamento, ela odiava aquilo. Quando ela suplicava algo e ficava parecida com ele.

Annalise riu de modo forçado, tentando afastar todas aquelas ideias de sua cabeça e foi em direção ao celular, olhando as horas, passava das nove da noite e ela via que a filha estava com o pique total e sorriu para a menina.

Evangeline Lilly era a composição de toda a perfeição existente e não havia palavras para definir o quanto a beleza da garota era extraordinária. A menina tinha treze anos e era o que Annalise considerava a coisa mais importante e bela de todo o mundo. Seus olhos eram verdes e brilhantes como a mais bela esmeralda do planeta. Seus cabelos bem cuidados eram negros e com cachos bem formados, seu rosto era pequeno e bem delicado, tinha os lábios finos e pequenos, quase em forma de um botão. Apesar da dificuldade em cálculos, era uma menina inteligente, sua paixão pelos livros era algo que deixava Annalise incrivelmente feliz. Devorar livros era a paixão da menina e que era prontamente incentivada pela mãe.

–Alan, fará pipoca enquanto eu peço pizzas, sanduiches e batata fritas para comermos... –Ela disse e a menina deu pulinhos, tirando o tênis de marca e colocando no canto da sala, porém logo ela viu o olhar torto da mulher e levou-o para o quarto no fim do corredor.

Alan voltou para a cozinha, já estava de bermuda e blusa mais fina, a tatuagem dos braços estavam em destaque e os músculos eram bem acentuados. Ele aproximou-se da mulher por trás e passou os braços pela sua cintura, levando a cabeça para a curva do pescoço dela. Annalise sentiu a pele arrepiar e os pelos arrepiarem, sorriu automaticamente.

–Estou te achando meio tensa, ocorreu algo? –Ele perguntou próximo ao ouvido dela, ela virou-se rapidamente e apoiou os braços nos ombros dele.

–Nada que deva ser discutido com Evangeline em casa, estou só com alguns assuntos na cabeça, mas posso adiá-los para segunda feira e passar um tempo com minha filha.

Ele sorriu, levou a mão direita para o rosto dela e acariciou suas bochechas. Ela gostava do modo como abaixo da cara de malvado e das tatuagens, Alan escondia um ser romântico da mais alta categoria como um dos personagens da literatura inglesa antiga, quase um Mrs Darcy, menos dramático, obviamente.

–Um tempo só para Eves, uau! –Ele diz já levando a boca para próximo aos lábios dela. –Isso que é ser deixado de lado.

–Minha menina precisa de atenção, passa o dia na escola e eu sempre estou na cidade e ela na mansão. Já você está comigo o dia todo, tem toda a atenção que necessita, meu bem... –Ela diz sorrindo maliciosamente e logo encostando os lábios de ambos, o contato é macio e conhecido. Ela beijara essa boca nos últimos anos e a conhecia tão bem quanto a sua própria.

–Bom ponto... –Ele se separou quando ouviram a voz de Evangeline voltando para a sala. –Eu também estava com saudades dela, a casa parece enorme sem ela. Além do mais, você sabe que ela já está grandinha e começa a ter vontades próprias e.. –Ele falava calmamente, como quem não quer nada, fazendo a mulher desconfiar. -Ela quer ir em uma excursão para os E.U.A...

Annalise virou-se de uma vez para o homem, seus olhos se arregalaram e a boca abriu e fechou por vários instantes.

–Terá um passeio na escola e eles passarão três dias lá e ela pediu que eu conversasse com você, mas eu sei qual é sua resposta e eu entendo, mas ela é quase uma adolescente, e você sabe que eles não entendem isso.

–Por que raios ela quer ir a América quando eu posso leva-la para qualquer país da Europa? –A mulher perguntou, o tom era mais baixo, para evitar que a menina ouvisse.

–Eles só querem o que não podem ter. –Alan diz simplesmente e a mulher suspira. –Vou pedir a comida, vá tomar seu banho e pensar sobre esse assunto com carinho.

–Já tenho minha resposta, Alan... Não preciso pensar mais nesse assunto. –A mulher cortou rapidamente.

Quando Annalise retornou para a sala, Evangeline e Alan já tinham arrumado tudo. Os dois sofás estavam forrados por mantas e almofadas coloridas e fofas, a comida estava na mesa de centro disposta e as bebidas também. A garota já colocava o filme e o único trabalho da mulher foi pegar um dos copos servidos e capturar uma fatia de pizza.

Ela sentou-se em um dos sofás e esticou as pernas, momentos depois Alan já com um copo nas mãos e um sanduiche fez ela erguer as pernas para que ele pudesse sentar.

–Você sabe que tem um chão enorme e limpo para sentar? –Ela o questiona e ele sorri.

–Então, porque você não senta nele? -Ele rebate.

–Porque eu sou Annalise Shax, meu bem... –Ela diz sorrindo e ganha um ‘shiu’ da filha que pede silencio.

Evangeline se aproxima da mãe e sorri.

–Será que eu posso ficar nesse sofá com vocês?

Annalise sorriu assentindo, levantou-se do sofá, dando-se por vencida e a menina aconchegou-se perto dela e de Alan. O filme começou, o logo da Warner surgindo na tela grande e a mulher levou a fatia da pizza a boca. Aquilo ia começar mais uma vez, nem mesmo depois de tantos anos, Evangeline conseguia deixar aquele bruxinho de lado.

Ela lembrou-se da primeira vez que viu o filme com a menina, quando ela tinha apenas quatro anos de idade e Annabeth ganhava dinheiro lutando em lutas ilegais, só de lembrar ela conseguia sentir a cabeça doer. As lembranças da infância da filha eram tão reais para ela como o primeiro passinho, o primeiro mama e o primeiro ‘‘Eu te amo, mamãe..’’, mas ela conseguia lembrar-se também do dia em que quebrou braço lutando com Tori e não tinha dinheiro para poder ir ao hospital e ficou aos cuidados da pequena menina..

Annalise balançou a cabeça tentando afastar as lembranças do passado de perto, terminou sua fatia de pizza, não queria mais, aquelas malditas lembranças estavam deixando-a enjoada e irritada. Ela olhou para a televisão vendo Harry, Hermione e Rony no trem indo para Hogwarts, momentos antes de um dementador enorme invadir o local. Por fim, ela alisou o cabelo negro da filha e beijou o topo da cabeça da garota.

Evangeline Lilly era sua desde o momento em que ela entrou no helicóptero junto com Frederick há doze anos, ela não deixaria que nada e nem ninguém tomasse para si, nenhuma ameaça a relação dela com a filha seria permitida. A mulher levantou-se com cuidado, deixando a filha e Alan no sofá comendo as guloseimas e foi até a cozinha, ficando um pouco mais afastado.

Ela sabia que a fuga de Silena era um péssimo agouro, que não era uma coincidência em meio aquela situação. Ela teve doze anos para fugir da prisão e quando foge leva quase trinta presidiarias juntas?

–Não isso não pode acontecer, é improvável. –Ela sussurra, a mente dela trabalha a mil processando aos poucos tudo o que havia acontecendo no ultimo mês. Os carros roubados no Brooklyn, o carregamento de cocaína que ela mandou para California interceptado por uma gangue local e agora a fuga de Silena, não.

Ela pegou o aparelho celular e ligou para a única pessoa em que ela podia contar nesse momento, seus dedos discaram o numero conhecido e nunca gravado na sua agenda e ela não gostava da atuação desse grupo, mas mesmo que ela quisesse mandar alguém dos Shax, ela teria que notificar o Pequeno Conselho e Alan não poderia saber disso.

Ela esperou a chamada ser atendida e no segundo toque isso aconteceu. Ela suspirou e falou com a voz firme:

–Aqui é Annalise Shax, localizem duas mulheres para mim. Calypso Mercedes e Silena Beauregard. Eu quero saber cada passo dessas mulheres, cada respiração e cada moviemento delas e quero dossiês completos, ligue-me quando acha-las e não comente nada sobre isso com ninguém.

–Sim, senhora Inquisidora. –A voz respondeu e logo a chamada foi encerrada. Annalise suspirou e voltou para a sala, aconchegou-se no sofá e acomodou Evangeline em seus braços.

–Mamãe ama você. –Ela sussurrou e a menina sorriu.

–Eu também te amo, mãe...

Notas finais
Aqui em baixo, colegas. Enfim, quero agradecer aos comentários e a quem me desejou saúdes e melhoras, OBRIGADA EM TRIPLO. gente... Voces sabem quem é essa tal de Annalise? E esse tal Alan, quem hei de ser? O que voces acharam de Evangeline, hein? Quero ver a opiniões de voces, bem direitinho, viu? Próximo capitulo, voltaremos doze anos antes e a história começará de fato, mas ela terá um ritmo bem agil, afinal são DOZE ANOS. Silena tá solta galera... Cuidado!