Ultraviolence

24 Dark Paradise.


Notas iniciais
Oioioi, Braseeel! Ah tive uma semana beem cheia, mas mesmo assim aqui estou. Como vão voces depois do impacto do último capitulo? Espero que melhor do que eu. A partir do capitulo 26, Ultraviolence entrará para a Parte II, que é chamada de Born To Die e como eu já avisei anteriormente, é narrada por Perseu e Nico. E Annabeth,não. Mas,quando Annabeth voltará a narrar MrsPassion? Queridos, gafanhotos, ela voltará no ultimo capitulo da Parte II, onde uma personagem MUITO importante surgirá e salvará ela, então ela começará a narrar, que será a Parte III que é chamada de Paradise. Façam suas apostas sobre as proximas duas partes de Ultraviolence e eu me remoerei por dentro pelo bebe Aaron. Ah, algumas pessoas me perguntaram do porque desse nome, será dito, nas proximas partes.

Everytime I close my eyes

It's like a dark paradise

Eu não sei em qual dado momento Nico tirou seus braços do meu redor e me tirou aos prantos da sala, eu sentia uma dor descomunal em meu peito. A cada batida do meu coração era como se fosse estocada uma faca enferrujada, doía tanto e fazia-me querer gritar a todo instante. Todos na sala de espera deve ter visto meu estado deplorável, mas eu não me importei. Meu filho estava condenando a morte e nem que eu derrubasse o céu, ele poderia ter a chance de ter um cérebro.

Eu nunca imaginei que meu pequeno Aaron pudesse ter essa doença. Eu nunca imaginei que eu estaria naquela situação, afinal quem se imagina? Quem se imagina carregando um filho incapacitado de viver dentro de si? Quem imagina ter seu filho quase morto dentro de si? Ninguém em sua sã consciência.

Nico me coloca dentro do carro e eu ponho as mãos no painel, assim como encosto minha cabeça. Rebaixando meu corpo, caio novamente aos prantos. Sou entrega a tamanha onipotência, a toda inutilidade de meu corpo por não poder fazer nada pelo meu próprio filho. Eu que temia condená-lo a uma vida miserável por seu pai ser um mafioso, agora choro por ele nem sequer poder crescer.

–Annabeth, você quer ir para o seu apartamento? –Nico pergunta. –Eu posso resolver tudo com Perseu e mandar as coisas para você.

–Eu n-não vou supor-rtar ficar só. –Minha voz sai tão falha que nem sei se Nico entende. –Eu prec-ciso contar para Percy, mesmo que ele não se importe.

–Annabeth... –Nico diz. –Percy se preocupa, do jeito dele, mas se preocupa. Ele também irá ficar abalado.

Balanço minha cabeça, não me preocupa mais se Percy se importa ou não comigo. Paro por um instante e a opinião de Percy não é mais importante. Na verdade, nada é importante.

....

Eu passo um longo tempo até que tomo coragem para entrar na Quinta Coorte, de início ninguém repara em mim. Clarisse estava sentada na mesa junto com Chris e algumas pessoas que não conheço. Silena está no chão em cima de uma toalha rosa repleta de brinquedos em cima e... Rebekah estava do seu lado, rindo. Seu sorriso era idêntico do da mãe.

Nico percebe para onde minha visão está focada e toca no meu ombros, lágrimas ainda irrompem dos meus olhos. Mas meu choro é silencioso, apesar de minhas pernas está a um passo de ceder. Nico percebe isso e me leva até uma poltrona um pouco afastada de todos, mas Silena me ver e percebe que estou chorando. Viro o rosto em milésimo de segundo e desabo na cadeira. Nico sai por alguns instantes e volto com um copo de agua, não percebo que estou tremendo até que minhas mãos não consegue segurar o copo sem a ajuda da mão dele.

–Respire, Annie. Toda essa sua agonia será pior para o bebe. -Ele fala, sigo sua dica respirando mais calmamente e tomo a agua em um único gole. –Também não se engasgue.

Olho ao redor e derrubo minha cabeça para trás, suspirando. Cada suspiro vinha recheado de dor, e eu não sei quanta dor alguém é capaz de suportar.

Sally surge na minha frente, já arrumada, vem com um sorriso enorme no rosto. Seus cabelos negros e cacheados vem acompanhados por seus olhos maternais.

–Então, Annie... Vamos conte, qual o sexo? –Ela pergunta empolga, até mesmo bate palminhas. Seu entusiasmo é como facadas por todo o meu corpo. Ela percebe meu rosto e uma mecha de preocupação surge. –Vamos garota, nós precisamos comprar o enxoval para esse nenenzinho...

Não sei como dizer a ela tudo isso, não sei como pronunciar a sentença de morte do meu filho e neto dela. Quero gritar com ela e manda-la sair daqui e me deixar só... Mas não terei coragem.

Ponho as mãos no rosto e começo a ladainha repleta de choro, quero gritar, berrar para todos e fazer com que toda aquela minha dor saia de mim e irrompa meu ser.

–Nico, meu filho, o que houve? Annabeth, não me deixe aflita, pelo amor de Deus!! –Meu choro continua. –Silena, pegue água com açúcar para Annabeth... OU MELHOR, TRAGA UNS DOS MEUS CALMANTES.

Não sei se Silena foi, mas sinto os braços de Sally me apertar por cima do meu corpo, em um abraço tão apertado e recheado de carinho. Um abraço de mãe.

Silena estendeu um copo de agua branqueado.

–Não se pode dá calmante para uma grávida sem orientação médica, Sally. –Reprova Silena. -Aqui, Annie, não se preocupe. Tudo sempre acaba bem, eu mesma tive pressão alta, e afastamento da placenta... Fiquei de repouso absoluto por quase três meses, e olhe Rebs... Sempre podemos resolver os problemas. Ainda mais com a Addison, ela é a deusa dos bebes. –Ela fala sorrindo. –Acalme-se. Em breve, você terá seu bebe correndo pela casa.

Essa é a gota d’agua.

Um grito quase animal surge na sala, um grito que escapa pela minha boca, sinto meu corpo desabar no momento em que Nico me segura. Tento me reerguer, mas não consigo me manter em pé. Nico me pega no colo, suas mãos seguram a curva das minhas pernas e a do meu pescoço e sinto a náusea sem fim.

Escuto as vozes perdidas de Silena, escuto Clarisse berrar contra mim, mas não me importo. Sally e Silena gritam para saber mais informações. Dói tanto que parece se espalhar pelo meu corpo junto com a corrente sanguínea, Nico assopra levemente em meu ouvido o que me acalma, até que eu desmaio.

....

Quando eu acordo, eu já estou com outra roupa. Um dos vestidos de grávida que Silena me dera está no meu corpo e meus cabelos estão soltos, sinto minha barriga já grandinha dolorida, mas acho que é dor psicológica.

Não tenho coragem de abrir os olhos, e fico repetindo para mim mesmo que não terei outro ataque e que guardarei minha dor para mim. Não posso ser um escorvo. Não posso me sentir pior do que já sou.

Quando finalmente abro os olhos, arrependo-me no mesmo instante, Perseu está ali. Como ele esteve a meses atrás no hospital no México, quero que ele saia, mas não tenho coragem de expulsá-lo.

–Annie, Nico me contou sobre... o bebe. E eu sinto tanto, querida. –Ele diz, suas mãos estão juntas e um aperto firme e acho que ele está tremendo. Suspiro e toco minha barriga, sento meu corpo e percebo que estou no quarto de Percy.

Não sei o que responder. ‘‘Tudo bem...’’ ou ‘‘Certo.’’, me mantenho calada e fazendo círculos na minha barriga. Acho que meu bebe merece mais carinho do que eu dou, acho que eu devo começar a ler historinhas e até cantar para ele... Ele deve saber que é amado pela mamãe dele, e não é um cérebro que irá impedir esse amor.

O ser humano é tão complexo e cheio de erros, que a alguns meses atrás eu chorava por estar gravida, chorava com a reação de Perseu que poderia ferir a mim e a meu filho e até mesmo pensei na possibilidade de abortar meu próprio filho. E agora, choro por tudo que é contrário ao primeiro momento. Choro por que sou tão incapacitada que nem sequer pude formar um cérebro para meu filho, sou tão inútil que não posso fazer nada além de chorar pela vida do meu filho... Sou tão desprezível que depois de ter matado, roubado e ser mulher de um assassino, peço a Deus que conceda vida a meu filho.

–Se você quiser, nós podemos ir a outros médicos... Especialistas, mãe de santo, qualquer coisa...

–Ele não tem cérebro, Pers... Não há expectativa, só terá no máximo alguns dias de vida. Ou pior, poderá morrer no parto.

Quem se cala é Perseu agora, ele vem até a mim, em um ato surpreendente. Ele levanta meu corpo com todo o cuidado que ele consegue e beija minha bochecha. Coloca o meu corpo sobre o dele e pela primeira vez, durante minha gestação, ele abraça minha barriga. Prendo minha respiração, no momento em que ele levanta meu vestido até em cima na minha barriga e toca a pele nua com suas mãos.

–Eu sinto muito, Annie...-Ele diz, e continua com as mãos ali e eu mesma não quero que ele tire.

–Dói tanto em você quanto dói em mim? –Questiono, ele suspira.

–Dói. –Dessa vez, eu acho que ele não mentiu.

....

No dia 3 de Fevereiro, Aaron nasceu. O parto fora induzido com a ruptura da membrana amniótica. Addison, minha médica, explicou que um instrumento parecido com uma agulha de tricô seria inserido no meu útero e iria estourar a bolsa, o que induziria o parto.

Percy estava comigo, e até Addison estranhou sua presença ali, ela reexplicou tudo para ele e como seria o procedimento, não foi fácil ouvir aquilo da primeira vez e menos ainda, na segunda...

Aaron nasceu a noite do dia 3, foi o horário que eu e Percy decidimos. Eu senti as contrações virem como pontadas e doía, mas eu já tinha passado por dores piores. Percy ficou ao meu lado o tempo todo durante o parto, segurava minha barriga e unia as nossas mãos.

–Agora, é com você, Annie... Empurre quando estiver preparada e não precisa se esforçar.

Eu não cheguei a gritar em nenhum dos empurrões, mas senti a minha mão apertar a de Percy muito muito forte. Não tive vontade de chorar, eu só queria que Aaron nascesse e que Addison estivesse errada, eu só queria que ele sobrevivesse. Eu sentia o desconforto, a dor. Mas no momento em que Addison esticou o embrulho eu senti o meu mundo cair. Ela deu para mim e eu sorri, apesar de tudo eu sorri ao ver o meu menininho. Ele era tão pequeno, tão magro e Addison teve o cuidado de não deixar mostrar o vazio na cabeça dele.

–Eu te falei que era um menino... –Disse Perseu sorrindo, ele me abraçou por trás e passou uma de suas mãos no tecido que envolvia o bebe.

Ficamos assim por um bom tempo, eu me sentia realizada sentindo tudo aquilo e eu desejava tanto ter mais daquilo. Então, ele apertou meu dedo indicador e moveu os lábios inclinando o lado esquerdo. Igual ao pai.

Quando Aaron soltou meu dedo, o seu coraçãozinho parou e eu comecei a chorar. E Percy me abraçou tão forte que se fosse em circunstâncias normais ele teria me quebrado, mas não eram circunstancias normais

....

Aaron Chase Jackson viveu quarenta e dois minutos e eu tenho certeza, assim como o Sol nasce todas as manhãs, que eu nunca irei me esquecer daqueles minutos ao seu lado.

Quando saímos do hospital, não fomos para Quinta Coorte. Percy me levou para meu apartamento e eu fiquei agradecida por isso. Não queria conversar com ninguém, nem ver ninguém... Só queria dormir.

Percy me banhou, lavou meus cabelos, deu comida em minha boca e me pôs para dormir aninhada em seus braços. Cuidou bem de mim e até puxou conversa, mas eu não estava interessada.

–Voce precisa de alguma coisa, Annabeth? –Ele perguntou, eu estava deitada na cama, afinal estava no período de repouso após o parto.

–Voce pode preparar alguma sopa para mim? –Peço, Percy assente. Ele vai mandar alguém deixar esse sopa, afinal ele não sabe cozinhar. No instante em que ele sai, pego meu celular e disco o número já conhecido.

–Alo? Estou precisando de você, mamãe...

Notas finais
Oláaa, de novo! Estou com o humor um pouco melhor do que o da semana passada, já que eu ainda não vi Greys Anatomy. Enfim......... Todos os recos já foram ditos lá em cima e proximo capitulo temos: ATHENAAAAAAAA e suas loucurass. Bjão e até.