Ultraviolence

21 Brooklyn Baby.


Notas iniciais
Gente, sério... Eu estou frustada passei nada mais nada menos que quase quarenta minutos tentando ajeitar a formatação do capitulo. Já que metade dele estava com a letra normal e a outra uma letra normal e a outra ultrapassava a pauta do capitulo, o que tornava ilegivel. Mil perdoes se a resolução ficou ruim, tentei o máximo. Capitulo betado enquanto eu comia, ou seja, não é muito confiavel. Enfim, alguém assiste The 100 da CW? Proximo capitulo, só Deus sabe... Boa leitura...

They say I'm too young to love you
I don't know what I need

Os meses estão se passando rapidamente, posso ver isso pela janela do meu quarto. As árvores estão mudando e a vida começa a se agitar pela Quinta Coorte, os legionários estão trabalhando com mais afincos e rigor. Consigo até mesmo escutar os tiros sem cessar durante a madrugada, as mesmas madrugadas em que durmo embrulhada aos braços de Perseu.

As feições do moreno de olhos verdes estão mais leves, principalmente quando está comigo, sorri mais e de vez em quando até saímos para nos divertir. Jantar fora com ele é algo único, seu paladar é tão rico e leva-me para comer as mais diversas comidas, mas senti-me obrigada a pedir que nunca mais me levasse em um restaurante tailandês.

Já Nico está cada vez mais ocupado com suas rápidas e constantes viagens e vejo o semblante dele mudar e de vez ou outra, algumas discussões dele com Perseu acontecem, são tão curtas e furiosas que chegam a deixar Silena e eu frustradas. Apesar de todo o clima da Quinta Coorte ter mudado entre Junho e o meio do outono, nada mudou mais do que a personalidade de Perseu comigo. Seus beijos se tornaram mais frequentes, assim como pequenos e caros presentes, que tento negar, mas é inútil. Raramente ele deixa permite que eu durma em meu quarto, o que me faz perguntar por qual motivo ele o construiu. Contudo, meus momentos preferidos com ele, são sem dúvidas, as aulas que antes eram com Nico. Não que Nico fosse um instrutor ruim, mas qualquer simples tarefa com Perseu esbanja sensualidade e excitação.

Além de sempre terminar comigo parcialmente ou totalmente nua escorada em uma parede com ele segurando minhas pernas.

São várias aulas que decorrem de acordo com o tempo livre de Perseu, aulas de tiro, de estratégia, de lutas diretas e de como estar preparada para se infiltrar dentro do sistema computacional de segurança norte-americana, sinceramente a complexidade do site é tanta que fiquei nada mais nada menos do que duas semanas tentando simplesmente, achar a lista de procurados. Eram aulas nas quais Perseu dizia ser essencial para que eu pudesse me tornar uma mafiosa de primeira. Graças a Deus, poucos jantares ocorreram nesse meio tempo, e fui sortuda a ponto de nem ver a cara de maracujá seco de Luke Castellan assim como a de Zeus Grace e agradeço a Perseu por isso. Percebo que cada vez mais sua confiança está sendo depositada em mim, e isso foi concretizado com dois episódios únicos.

Pelo que eu pude compreender, Perseu sempre parte em missões com Silena ao seu lado para ser a apaziguadora, afinal qual marmanjo não cai na lábia daquela mulher? Mas isso mudou, há alguns dias, quando Perseu me chamou para ir ao México para visitar um importante líder do Narcotráfico de lá.

Ele havia me convidado para ir no meio da madrugada, depois do sexo e como eu estava tão cansada naquele momento, nem havia me dado conta do que realmente estava acontecido. Na minha mente quase inconsciente, ele estava combinando alguma aula para depois do almoço, mas jamais iria imaginar que almoçaríamos com um dos líderes do narcotráfico mexicano.

Como se minha confusão não tivesse sido suficiente, ainda teve o ataque de Silena, que aparentemente adoraria viajar com Perseu para o México e cantar alguns mafiosos com chapéus grandes... Ou pênis. Nunca vi o chapéu ou pênis de um mexicano.

–Percy, mas nós sempre vamos juntos. Além do mais, Annabeth não os conhece o suficiente, você sabe como os Stolls odeiam gente nova. –Falou Silena adentrando a porta do quarto com tudo. Seus pés batiam firmemente no chão e seus lábios estavam crispados com tanta força que eu achei que eles iriam sangrar.

Não estávamos em uma cena constrangedora, onde meu corpo nu estava encima de Percy ou o contrário. Na verdade, eu até mesmo estava vestida e sentada na cama enquanto Perseu arrumava as malas com o seu vício de que nada pode estar fora do seu respectivo local.

–Si, há alguns dias você me pediu uma, vamos dizer, folga. E eu realmente achei que nessa folga encaixasse nada de viagens sobre transporte de maconha e anabolizantes do México. –Falou Percy enquanto selecionavam um conjunto de gravata no mesmo tom de azul, para mim, contudo eu jamais diria isso para ele.

–Eu não estava referindo folga sobre a máfia, Perseu. Não se finja de estúpido, porque você não é. Sua cabeça não é cheia de algas, por mais que você finja. –Ela falou furiosa, havia um pequeno sinal acima da boca de Silena que se tornava nítido quando ela estava furiosa.

–Silena, a única folga que eu posso te dá, é da máfia. Onde você pode pegar sua filha e viajar pelo mundo, quem saiba seu pai não deseje conhece-la. Leve Rebekah a Disneyland, não deve ser saudável criar uma criança nesse mundo no qual pertencemos.

–Ah, Jackson. Você pensa que eu sou sua mãezinha que aceita tudo o que você quer? –Ela falou com a voz cheia de desdém. -Você pensa que eu sou Nico que sabe as merdas que você faz e não faz nada? Pois eu não sou, eu sou Silena Beauregard, eu te ajudei a levantar isso quando você não era nada além de um alcoólatra de pinga barata. E você não vai conseguir isso, você não vai me derrubar aqui dentro, Perseu. –Ela gritou.

–Eu não estou fazendo nada, Silena. Apenas irei levar Annabeth ao México. –Disse Perseu cínico, continuava a pôr as camisas, perfeitamente dobradas, na mala como se a presença de Silena não fosse nada.

–Não, Perseu. Você apenas levará ela para um ninho de cobras, sabendo que Reyna está aqui, porque você sabe o que ela veio fazer aqui e você não pode tocar em um fio de cabelo negro e liso daquela mulher, não é mesmo? Então, você ficará nessa ladainha sem fim.

Eu só posso ter feito uma careta muito feia, porque Silena olhou para mim assustada, e então sorriu.

–Mas não se preocupe, futura rainha... –Ela falou em um tom tão falso que chegou a dá nojo, e fez uma reverencia. -Ninguém ousaria tocar em você, afinal você é duas vezes amaldiçoada. E, Perseu, eu me darei a folga... A folga que eu quiser. -Ela falou bruta e Perseu parou de mexer nas malas.

–Não faça isso, Silena. Não me desobedeça.

–O que eu faço na minha vida, não te diz respeito, Jackson. Se você quer brincar com fogo, prepare-se para queimar e Rebekah não estará aqui para queimar conosco. Minha filha merece uma vida, assim como Annabeth também merecia... Vocêb e ele são iguais.

–Silena, não comece com isso, novamente. Foi você quem tramou tudo, foi você quem matou Charles. Não eu, não coloque essa culpa sobre mim. Foi você que armou tudo, se formos compara-nos com cobras, tenha certeza que você é a pior, fez tudo para que seu marido não descobrisse o que você fazia pela madrugada quando fingia não dormir, a culpa não é minha!

–Você não vale nada, Jackson. Merece o fim que terá.

Ela saiu do quarto, deixando a porta entre aberta. E Perseu fechou-a.

–Estou perdendo a cabeça com essa criatura. Ela faz as porras dela e coloca a culpa em mim. Ela que quis, não eu. Foi ela, Annabeth! –Ele falou raivoso e eu me levantei do meu estado, quase uma prostrada vendo a cena.

–Tudo bem, Pers. Acalme-se, tanto você como Silena estão com raiva, a gente viaja e quando chegarmos resolvermos tudo isso. Tudo se tem um jeito, só não tem para a morte.

–Eu não morrerei. -Ele falou no meu ouvido.

–E eu serei a próxima rainha da Inglaterra... -Desdenhei e ele sorriu.

Ele beija os meus lábios em seguida, suas mãos tomam posse da minha cintura, sinto os dedos de Percy brincarem com minha pele e sorri. O hálito de hortelã que emanava de sua boca era delicioso e seu toque me causava um arrepio. Eu já estava viciada por seus beijos, seu corpo... Por ele.

–Teremos tempo de sobra, mas vá arrumar suas coisas. Estarei esperando no primeiro andar, segunda porta a esquerda.

Ele deu-me um último beijo e voltou a mexer na mala enquanto eu ia para meu quarto.

Piper já estava lá, sentada em uma das cadeiras e com uma vassoura na mão e o celular na outra.

–Ainda irá para o México? –Ela perguntar sem tirar os olhos do smartphone.

–Daqui a quatro horas, pode arrumar minha mala enquanto eu tomo um banho?

–Qualquer coisa menos aguentar a mãe de Percy, aquela mulher é uma tagarela... Annabeth? Eu queria saber se eu poderia sair daqui enquanto você e seu namoradinho estão fora.

Arregalei o olho.

–Perseu não quer tirar o olho de você, Piper. Você só está aqui por eu gosto de você, se não estaria sendo vendida por Aphodite.

–Não precisa me lembrar desse pequeno detalhe, Annabeth.

Sinto-me mal por ter tocando nesse assunto, afinal era doloroso para Piper tudo isso. Viver presa a mim, como se nossa ligação fosse a única coisa que a mantivesse viva. E era.

–Vá, mas você tem que estar aqui todas as noites, se qualquer um deles descobrir contarão de imediato a Perseu que brigará comigo.

–Obrigado, Annie. Sério... Voce será uma ótima primeira dama. –Ela fala dando pulinhos e abrindo o guarda roupa.

–Arrume logo essa mala, McLean. –Falei indo para o banheiro e ela sorriu.

–Vou colocar várias lingeries azuis, soube que são as preferidas do seu futuro maridinho... –Ela fala enquanto eu fecho a porta do banheiro, acabo não negando um risada. Eram as favoritas de Percy mesmo.

***

México, definitivamente, não é um dos meus locais favoritos. E seus vilarejos, menos ainda. O ar é cheio de areia, que faz com que óculos escuros sejam essenciais. O vento quente irrompe de todos os lados e aparentam queimar a pele em conjunto com o Sol fumegante. Califórnia perde para o calor dos arredores do norte mexicano.

–O que nós estamos fazendo aqui? –Pergunto a Perseu, que para dá uma variada básica, utiliza seu terno à risca e me orienta a continuar andando pela rua de areia e sem qualquer indício de pavimentação.

–Hoje terá um ritual de iniciação de novos integrantes para o tráfico dos irmãos Stolls, dois satanás em forma de gente, poderosos em distribuição de drogas fáceis, mas são fracos em tamanho.

–Se a mercadoria deles é fácil por que estamos aqui? –Pergunto passamos por diversas crianças que jogam futebol e Percy encara uma menina ruiva sentada em um tronco de madeira envelhecido. A menina brincava com uma boneca de pano, com os cabelos bagunçados e parecia emburrada com algo. Perseu a encarava com ternura, quase como se sorrisse.

Uma mulher de cabelos negros surgiu na porta, gritando algo em espanhol e fazendo a menina correr para dentro, esquecendo a boneca de pano para trás. Perseu continuou o caminho, como se nada estivesse acontecido. -Eles são bons aliados, Annabeth. Vendem maconha e trafico por um preço baixo e ainda compram as melhores mulheres.

–Acho que você deveria parar de traficar mulheres, elas não merecem isso.

Perseu me olhou por um segundo e sorriu.

–Diga isso para Aphodite e Silena, elas que comandam isso. Mas particularmente, tráfico de mulheres não gera muito dinheiro como drogas. Afinal, uma mulher dura muito mais... Aqui, pegue.-Ele esticou um revolver e guardei na calça sorrindo. -Tente não errar, ok? –Ele falou sorrindo, e eu bufei. –Aqui. –Novamente ele estirou duas facas curtas, e eu guardei-as. Uma na bainha da cintura e a outra na bota.
Andamos retos por mais alguns metros, até que vi a enorme mansão levantada ali. Branca, de aspecto teatral. Tão bem protegida como a Quinta Coorte, o portão se abriu com nossa chegada já esperada e vi os dedos de Percy procurarem timidamente os meus, uni-os.

Dezenas de guardas se prostraram ao nosso redor, tinham feições indígenas e eram mal encarados, mas isso não parecia intimidar o homem ao meu lado, na verdade parecia divertir.

–O grande Perseu Jackson, é uma honra receber aqui, em minha casa.

Um homem surgiu a nossa frente, deveria ter seus quarenta anos e tinha um sorriso trapaceiro nos lábios, Perseu foi até ele, onde ocorreu um abraço de velhos amigos com direito a tapinhas nas costas e risadas baixas.

–Vejo que sempre anda bem acompanhado, Perseu! Você é? –Ele falou sorrindo para mim.

–Annabeth... Chase. –Ele arregalou os olhos e deu um sorriso.

Sorriu. A mera pronuncia do meu sobrenome causa um impacto momentâneo no homem a minha frente, Perseu balançou a cabeça como se tivesse reprovado minha atitude. Mas, é a verdade. Chase.

Annabeth Chase.

–É um prazer imenso conhece-la, senhorita... Chase! Tão bela quanto o próprio sol, se me permite dizer.

–Onde está a estonteante Silena? –Perguntou outro homem chegando, era idêntico a que estava já presente.

–Annabeth, meu bem, esse são Travis e Connor Stoll, grandes amigos meus! –Falou Perseu apresentando-me. –Silena está cuidando da garotinha dela e disse que não tem tempo para você, Connor. Onde está Katie, Travis?

–Lá dentro, tenho certeza que adorará conhecer Annabeth. Voce sabe, mulheres... –Disse Travis sorrindo e eu arregalei o olho.

–Ah, mas minha Annabeth não é dessas não...

–Nem minha Katie, agora entre... –Ele falou com sarcasmo.

Seguimos eles, diversos carros importados e homens armados estavam ali postos, mal encarados e nada receptivos.
–Mexicanos não são muito simpático, querida. –Falou Connor.
Perseu pigarreou e segurou minha mão firmemente.
–Não me chame de querida. –Respondi e Perseu sorriu.
–Não a chame de querida. –Ele encerrou e Connor levantou as mãos, em sinal de rendição.
Ao entrarmos, na casa tudo que exalava era ostentação que emanava para todos os lados. Quinta Coorte era um forte militar comparado com isso. Quadros de todos os tipos lotavam as paredes com tons coloridos, o piso era de porcelana branca tão brilhoso e vasos ridículos estavam postos aos cantos.
–Gostou? –Disse Perseu ao meu lado.
–Sinceramente, não. –Respondi baixinho e Perseu sorriu, como se ele também não tivesse gostando do exagero de enfeites.
–Daqui a pouco começaremos o ritual, Perseu...Vista seu melhor vestido, Annabeth. –Disse Connor voltando, seu sorriso era tão diabólico quando o de um matador em série e eu senti a coluna arrepiar. –Ethan irá leva-los ao quarto.

Perseu sorriu e nenhum momento ele abandonou o toque de nossas mãos, ali era um ninho de cobras e ele sabia que a qualquer momento eu poderia ser a vítima.

O homem de aparecia cansada surgiu, usava calca e blusa negra e tinha um olho roxo, além de mancar. Ele surgiu da nossa frente do que eu acredito ser do nada, então ele começou a andar pelas enormes escadas e seguimos.

–Arrancaram a língua dele. Foi pego tentando fugir com Katie, mulher de Travis e então, ele foi punido para nunca mais falar. Há boatos que Travis quando descobriu obrigou ele a assistir enquanto estuprava Katie. -Sussurrou Percy ao meu lado.

–Deuses! É você me traz pra cá? Por que diabos Silena gosta daqui?

–Porque ela não pode trazer Rebekah. Aqui Silena lembra de como a vida dela era antes de Rebekah. Sexo, drogas, bebidas.
–Se Silena não queria abandonar a vida de boemia, por que engravidou? –Perguntei no momento em que Ethan abriu a porta do quarto.

–Pergunte a ela, se tiver coragem, é claro. –Ele falou sorrindo.

–Acho que prefiro ficar na dúvida.

–Agora, eu preciso te contar algo, Annabeth. Há alguns dias você me perguntou sobre Rachel e se eu e você vamos levar essa relação para frente, preciso tentar ser o mais honesto possível com você. Voce irá ouvir e ficará calada, e só perguntará algo se não for estúpido, ok?

Assenti vendo Percy se servir de uma dose exagerada de Whisky.

–Sente é uma longa história. Rachel foi... meu primeiro amor, eu amei desde que era um garoto e ela era a minha melhor amiga. A melhor amiga que alguém pode ter. Ela tinha cabelos tão vermelhos como sangue e a pele tão branca como a sua, era tão bela. A menina mais bela do Brooklyn, morava com a mãe e os pais dela eram divorciados. O pai era um contador desonesto, não era rico, mas tinha um bom dinheiro guardado. É foi com o dinheiro dele que eu, Si e Nico levantamos a máfia. Mas eu nunca quis ser um criminoso, fui obrigado. Rachel engravidou com dezoito anos e eu tinha dezenove, éramos do Brooklyn faculdade foi descartada na hora em que ela me contou, não tinha como pagar. Aceitei um emprego qualquer, então... Alugamos uma casa minúscula e fomos morar, não tínhamos nada, só amor mútuo e uma filha para confirmar isso. Eu trabalhava, Rachel também, mas então... Uma noite, quinze de dezembro de 1999, Rachel acordou gritando de dor, ela ainda estava no sétimo mês, levei ela ao hospital às pressas de taxi, que demorou pra caralho para chegar. Levaram Rachel para a sala de cirurgia e ela nunca mais saiu de lá... Nem Lyanna. Eu enterrei minha filha e minha mulher no mesmo dia, eu as perdi no mesmo instante e isso me destruiu. Perder um filho destrói qualquer ser humano. -Ele deu uma pausa demorada, como se tivesse digerido as próprias palavras. Sua voz era mais rouca que a habitual e tão dolorosa que dava pena. -Eu caí nos bares e não tive dinheiro para pagar os hospital, então... Silena me achou, jogado e eu contei que estava devendo, ela tomou as providências e com o dinheiro e alguns quilos de droga, levantamos a Quinta Coorte.

Eu não sei o que fazer nesse exato momento. Agora eu pude entender porque Percy precisou sair do país para me contar isso, para se sentir preparado para contar sobre a história dele. Deuses! Perder a mulher e a filha ao mesmo tempo é algo tão torturante, mas isso não significa o rumo que ele tomou na vida, isso não significa a quantidade de vida que ele estragou no seu caminho.

–Eu tive uma vida, Annabeth... E ela acabou no instante em que pedir Rachel, mas eu estava desistindo quando encontrei você, em um Starbucks e eu reconheceria seus olhos cinzas em qualquer local do mundo. Os olhos cinzas de Frederick Chase Shax.

–Você foi em um Starbucks? -Perguntei, afim de quebrar o clima. Apesar de saber que era esse tipo de pergunta que Percy havia pedido para eu não fazer.
–Infelizmente não foi você que me serviu, você fica espantosamente gostosa com aquele uniforme, seria capaz de foder com você em cima da mesa, se você quisesse, claro. -Sorri cínica, mas não nego o apreço que senti pelas palavras.
–Vai falar sobre meu pai?
–Você quer mesmo saber?
–Serei mais útil para você sabendo das coisas do que trancada em um quarto só para se fodida.

Um sorriso torto surgiu no rosto dele, instantaneamente cínico.

–Imagine-me com sessenta anos, dez vezes mais sanguinário. Vinte vezes mais assassino. Cem vezes mais poderoso. Frederick Chase. Ele é um inglês charlatão, vem de uma linhagem nobre e de uma família repleta de mafiosos. Ele é o diabo em pessoa.

–E ele é meu pai? -Eu perguntei e Percy assentiu.

–Sua mãe era uma estudante em um intercambio inglês, conheceu ele, se foderam e nasceu Malcolm. Seu pai mandou-a ir embora, ele já tinha uma mulher com filhos, não queria mais nada com sua mãe. Mas um dia, um ano e pouco depois, ele foi atrás dela e puf! Você foi concebida, querida.

–É por que você me escolheu? Ele não tem outros filhos?

–A uns anos, um ou dois, ele foi atrás de Malcolm recrutando-o para a máfia para ensinar tudo o que ele sabia. Ele queria Malcolm junto com ele, mas seu irmão é um bundão de primeira! Então, negou. E você era muito nova para ser recrutada, então eu tinha esperança que se chegasse primeiro do que ele, você seria minha. Unicamente minha. -Ele falou tocando minha bochecha e alisando meus cabelos, em seguida. -Tirei Luke do caminho e te botei debaixo de mim. Voce vai me ajudar a derrubar o homem que te ignorou a vida toda, você vai me ajudar a tomar os Shax, e principalmente você será uma Chase Jackson para toda a inglória de seu pai.

–Então, é esse seu plano de vingança, maltratar meu pai... –Falei sorrindo e indo para cima dele. –Esse lance deChase Jackson é um pedido de casamento, hein?
–Quando tomarmos os Shax somente um Chase de sangue pode assumir e como você será uma Jackson, poderei comandar por baixo dos panos. Soltei um muxoxo enquanto parti para cima de Perseu Jackson. Ele estava me usando e eu, apesar de ir contra toda moral e bom senso, não conseguia negar um pedido dele.

Eu havia caído nas garras de Perseu Jackson, estava começando a aceitar cada defeito maléfico dele. Cada erro, eu sentia pena por ele ter perdido tudo o que tinha e ter caído no crime. Afinal, a rede criminosa é composta por garotos pobres e sem chance alguma de vida, oprimido pelo sistema capitalista, deveria ser por isso que ele era assim. Culpa do sistema opressor.
Então, o oprimido começa a oprimir...

Eu aceito os beijos carinhosos que ele distribuem em meu rosto, eu aceito os dedos dele percorrerem minha pele como se eu já fosse dele, toda dele.

Eu sorrio com os toque arrepiantes e excitantes em meu corpo. As mãos dele arrancam minha roupa sem que eu preste muita atenção aos detalhes, eu estou totalmente jogada aos encantos e a beleza de Perseu, eu aceito. Aceito tudo que vem com ele, seus lábios, seus olhos incrivelmente verdes, seu sorriso torto e cheio de malicia. Aceito a maldade que vem dele, os seus erros e seus pecados.

Eu aceito Perseu Jackson e me entrego totalmente a ele.

E que Deus perdoe todos os meus pecados...

Notas finais
Olá de novo. Amei as indicações de fics de voces, mas sinceramente, nenhuma me agradou. Eu não consigo achar uma fic de Percabeth com filhos boa e que não esteja abandonada. AHHHHH!! Acho que vou escrever uma... De percabeth após a guerra contra Gaia. lá lá lá. Quem vai ler? Enfim, eu não sei quando vai sair o proximo capitulo, pois irei viajar na proxima semana, então... É pessoal, não tá facil para ninguém. Espero comentario de voces e expectativas e opnioes de Ultraviolence... Beijõões!!