Uchiha and Haruno
23 Doce Vingança
Notas iniciais
Doce Vingança
スウィートリベンジ
Não tinha a mínima vontade de trabalhar!
Deixou a cabeça cair sobre um processo trabalhista, grande o suficiente para usar de travesseiro nas horas vagas. Encarou a parede de vidro ao lado, podia ver todo o centro de compras de Tokyo e desejou não ter que pisar lá tão já, afinal, acabara de voltar da última prova do vestido da noiva, onde viu Ino esgoelar-se dando ordens a torto e a direito, segundo ela, o casamento do século tinha que ser impecável.
Como se aquele realmente fosse o casamento que Ino tanto exaltava.
–- Sakura -- Tsunade apareceu a porta impecavelmente arrumada como sempre, ao contrário de Sakura, ela adorava os dias quentes.
Não que ela não gostasse da primavera, mas sentia saudades de seus casacos pesados nessa época do ano. Eles eram tão elegantes.
–- Diga! -- Ergueu a cabeça sem vontade e fitou a loira
–- Fugaku na linha dois, você está bem? -- Perguntou curiosa
–- Cansada -- Murmurou e tocou no telefone -- Algo grave? -- Referiu-se ao telefonema do Uchiha.
–- Não delineou o assunto, seja o que for, quer tratar apenas com você!
–- Que ótimo! -- Sorriu minimamente e viu Tsunade deixando-a só, suspirando tirou-o da base e atendeu -- Ohayo Fugaku-sama
–- Ohayo Sakura – Estava aparentemente animado, mas algo pesava em sua voz -- Desculpe telefonar no meio de seu expediente, mas estou com um pequeno problema burocrático -- Murmurou e Sakura jurou ouvi-lo suspirar.
–- Como posso ajudá-lo?
–- Você poderia vir até aqui Sakura? Preciso realmente que confira alguns documentos e não é algo que possa fazer uma cópia.
–- Claro, estou saindo agora, talvez demore um pouco a chegar pelo trânsito, mas logo estarei ai. – Disse olhando pela janela, os carros abarrotavam-se nas avenidas, cruzar a cidade não seria tarefa rápida.
–- Estarei te esperando, obrigado! – Desligou antes de obter novas respostas
Sakura levantou-se vestindo o casaco e arrumando os sapatos, jogou o que podia dentro da bolsa e suspirou, depois do fim de semana com Sasuke a última coisa que gostaria de fazer é trabalhar, mas ver o moreno em seu ambiente de trabalho também não lhe parecia muito interessante.
Havia decidido que o lugar onde eles melhor se relacionavam, era no quarto.
***
–- Sei que está ajustando as coisas de seu casamento, mas precisava realmente de você -- Sentou-se e apontou a cadeira à frente de sua mesa.
–- Estou sempre a disposição Fugaku-sama, como posso ajudá-lo? -- Respeitava muito o patriarca Uchiha e o considerava um pai, agora mais ainda por ser seu sogro.
–- Aqui -- Estendeu uma pasta preta que foi prontamente pega por ela -- O que vê de errado aqui.
Sakura não era de exatas, mas não precisou de muita análise para notar algo numérico errado.
–- Esse desvio... -- Apontou -- Um desvio de verba para o H@runos? -- Indagou surpresa -- Pelo seu semblante devo supor que não tem conhecimento de como isso ocorreu.
–- Sakura, sempre nos ajudamos mutuamente, mas nunca transferi uma quantia tão alta a seus pais -- Recostou-se -- Preferi falar com você primeiro, pois Raiden iria a polícia e... e bom, logo o relátorio final do mês chegará até ele e será inevitável que não note.
–- Então sabe que não foram meus pais a dar um golpe, não é?
–- Claro que não! -- Sorriu -- Os Haruno são a extensão dos Uchiha, colocaria a mão no fogo por cada um de vocês.
–- Obrigada! -- Murmurou e sorriu levemente
–- Sakura, agora entende por que preciso de você? -- Recolheu a pasta -- Alguém teve acesso ao financeiro do U_chihas, e sei que sua especialidade são crimes virtuais -- Ela tentou argumentar e ele riu -- Aposto que você não sabia que sabíamos que é uma grande hacker. Bom, mas não deviamos esperar menos de uma garotinha criada em meio a softwares.
–- Já faz tanto tempo Fugaku-sama -- Sorriu nervosamente, era um segredo muito bem guardado, invadir contas bancárias e quebrar o sistema do governo não era algo para colocar no curriculum, o doutorado em Direito Virtual veio graças a seu interesse no assunto, mas não passava de um diploma. -- O senhor me chamou aqui por que sabe que eu poderia fazer isso... Fazer esse desvio.
–- E com a mesma competência que você poderia fazer, mas não fez tenho certeza -- Sorriu -- Tem a habilidade necessária para descobrir quem fez... Acho Sakura, que alguém além de mim sabe sobre seu passado e querem que eu acredite que você está envolvida nisso. Para mim, alguém quer destruir os laços dos Uchihas e Harunos, é uma boa hipótese, não é? – Piscou – Assisto muitos programas investigativos.
–- Acho que não preciso pesquisar muito para saber quem foi -- Suspirou e atraiu a atenção dele -- O senhor tem tempo?
–- Todo que você precisar! -- Suspirou e ouviu a narrativa sobre o suborno vindo do Japão para acusá-la de um crime ético em Portugal. As informações ligavam-se demais em um curto período de tempo.
Não precisava ser nenhum gênio para saber que novamente, Orochimaru havia mexido seus peões.
***
–- Hey irmãozinho -- Itachi não batia na porta da sala do escritório de Sasuke nunca, apenas entrava e jogava-se sempre na mesma poltrona -- O que Sakura está fazendo na sala do Otousan?
–- Sakura está aqui? -- Levantou os olhos do documento -- Desde quando?
–- Desde muito tempo, estão fechados há algumas horas -- Deu de ombros, Itachi confiava na rosada para resolver assuntos de qualquer complexidade -- Enfim, o que vai ter pro jantar na sua casa hoje, meu noivado anda de mal a pior sabe? Não quero sair com ela hoje, mas tenho que comer e...
–- Horas? O que será que aconteceu? -- Levantou-se deixando Itachi falar sozinho.
Seguiu até a área do café, que ficava próxima à porta de seu pai no último andar. Sasori e Deidara conversavam animados sobre o fim de semana enquanto entupiam-se de Macchiato
–- Meu pai já saiu? -- Perguntou e viu Itachi parar a seu lado em seguida
–- Não que tenhamos visto -- Negaram -- O que foi? Parece preocupado.
–- Nada demais -- Pegou um cappuccino da máquina e recostou-se a mesa. Esperaria Sakura sair para saber o que estava acontecendo de fato.
Mas como a Lei de Murphy — e mulheres impertinentes — não o abandonavam, não se surpreendeu quando Misaki, a nova secretaria o abordou repentinamente aproximando-se mais do que permitiria em qualquer situação. Os olhos deslizaram para o café na mão que ameaçou cair, mas por puro azar a direção que olhava também era a direção do decote depravado da empregada.
Piorou apenas quando a porta já aberta de seu pai revelava a mulher de seus sonhos com a cara amarrada.
Ah que merda!
–- Sai Misaki -- Afastou a mulher e jogou o copo para cima de Itachi -- Livre-se disso – O irmão não soube precisar se era do copo ou da secretária.
Então se livraria dos dois.
Sasuke já havia passado por diversas humilhações, mas sair atrás de uma mulher, era a primeira vez...
***
–- Sakura escute... -- Como podia andar tão rápido em cima de saltos tão altos
–- Poupe-me do discurso repetido e clichê, por favor -- Tirou a chave da bolsa -- Não foi isso que vi, entendi errado, não é nada do que estou pensando -- Destravou o carro e antes de entrar sorriu sarcástica e completou -- Não se preocupe pois não estou pensando nada
–- Seja razoável...
–- Aliás, estou pensando em algo sim -- Frisou fechando a porta e baixando o vidro -- Estou pensando que alguém vai dormir na sala hoje -- Acelerou e sequer olhou para trás.
Sasuke não reclamou, pois poupou a humilhação de ser visto chutando o chão.
–- O que foi? Voltem ao trabalho -- Rosnou para meia dúzia de funcionários que o encaravam e voltou a subir no elevador.
Misaki estava definitivamente, demitida!
***
–- Sasuke, não sei se isso vai dar certo -- Naruto resmungou ao lado de Itachi -- Tente colocar juízo na cabeça do seu irmão!
–- Devia ter trazido a cama elástica do Gaara – Itachi murmurou vendo o irmão e Naruto arrumando a escada.
–- Sabe Sasuke, se a Sakura trancou a porta do quarto era para que você não entrasse, não acha?
–- Cala a boca Naruto, chamei você aqui para me ajudar, não para ficar dando palpite – Resmungou vendo a luz do banheiro acesa.
–- Então sobe logo essa bunda gorda antes que meu pai chegue e dê falta da escada, vai vai vai.
–- Sasuke, quando você for jogado pela janela, tenta cair dentro da piscina, que tal um salto duplo carpado de costas em? – Itachi contorcia-se demostrando a posição do pulo – Será bonito, quer que filme?
–- Assim que eu entrar tirem a escada – Ignorou as bobeiras de Itachi – Antes que ela me faça descer pelo lugar que subi – Balbuciou mal humorado subindo até o segundo andar. Tinha muita sorte pela casa não ser tão alta.
Caiu dentro do quarto, não tão sutilmente quanto gostaria, mas havia sido eficaz. Levantou batendo as calças e com um sinal de mão dispensou Naruto e Itachi que saíram arrastando a escada e rindo.
Mais uma humilhação para sua lista.
–- Que barulho é esse? – Sakura arregalou os olhos ao encontrar Sasuke sentado no braço da poltrona – Como você entrou?
–- Sabe, pensei ter ouvido nossos pais dizendo que a chave de todas as portas abriam nosso quarto – A encarou – Mas acho que alguém mudou as fechaduras, não é?
–- Hm... – Mordeu o lábio – Talvez. – Foi até o banheiro onde colocou a toalha de banho e voltou – Mas se eu tranquei a porta, tinha motivo, não tinha?
–- Que motivo?
–- Você não entrar aqui dentro, não é óbvio? – Olhos negros encararam os verdes. – Sasuke, fora!
–- Sakura, não pulei a janela para você me colocar para fora pela porta! – Levantou-se da poltrona a cercando
–- Então devo joga-lo para fora pela janela mesmo?
–- Você esta com ciúmes de Misaki, mas já dei um jeito nela, fique...
–- Ciumes? – Sorriu – Não meu querido, são negócios, e não foi só a Misaki – Murmurou cruzando os braços
–- Além dela teve mais? Alias, mais o que?
–- Me diga, qual foi sua relação com nossas empregadas nesse mês que passei fora? – Sasuke sorriu levemente – Não ria, é uma pergunta séria!
–- Sequer vejo as empregadas, fujo delas na verdade...
–- Percebi quando uma delas quase deitou em seu colo hoje cedo – Sarcástica como uma boa Haruno.
–- Qual delas?
–- Para o inferno Sasuke, como vou saber? São gêmeas!
–- Você fica magnifica corada – Aproximou-se mais e a viu escorregando para o outro lado, ela estava bem ágil. – Vamos conversar mais próximos, pare de fugir mulher.
–- Não estou fugindo, quem disse? – Cruzou os braços e um pensamento terrível a acometeu – AI QUE NOJO SASUKE! – Levou às mãos ao rosto o assustando, olhou ao redor, seria uma barata?
Odiava baratas!
–- O que foi dessa vez?
–- E se você dormiu com alguém nesse mês que estive fora? – Resmungou – Dormimos juntos no fim de semana, ai que nojo, por favor...
–- Sakura, que hipótese maluca é essa agora? – Ele estava cada vez mais confuso, tinha subido pela escada para resolver a pendencia da tarde, não arrumar outras.
–- Hipótese? – O encarou – Pode ser um fato, seu imbecil. Como pode fazer isso comigo?
–- Isso o que? – Ela estava o testando, não era? – Sakura, presta atenção que eu vou dizer só uma vez.
–- Você não dorme mais nessa cama esta ouvindo? Vou joga-lo no sofá e...
–- Sasuke Jr. nunca tinha... tinha ficado com ninguém – Se um dia na vida houve a possibilidade de ficar corado e passar vergonha era agora. Ele calou-se, ela emudeceu e o encarou.
–- Como? – Foi a única coisa que pode proferir
–- Eu era virgem, inferno – Resmungou mal humorado
–- Sasuke Jr? – Apontou sutilmente para as calças dele – Você dá um nome para o seu...
–- Eu disse que sou virgem e você entendeu só o nome do meu... – Apontou para baixo – É brincadeira não é?
–- Essa conversa esta ficando constrangedora demais, melhor parar – Apontou displicente para a janela – Volte do lugar que você veio.
–- Um momento – Bagunçou os cabelos – Te digo tudo isso e você me joga pra fora?
–- Quer o que mais? Você soube que eu era virgem também, não entendo como você pode ter se mantido assim, mas...
–- No dia do casamento Sakura – Não soube quando Sasuke a alcançou, mas estava prensada entre a porta do quarto e o corpo dele – No altar, vou te mostrar porque me mantive assim... Não, melhor... Vou provar.
–- Como assim?
–- Você nunca mais vai esquecer das minhas palavras naquele altar, e eu, nunca vou me arrepender de tê-las dito – Aproximou os lábios dos dela – Agora, vamos parar de ter conversas constrangedoras e confusas?
–- E o que faremos? Tentarei te jogar pela janela o resto da noite? – Ansiou pelo momento que as mãos dele escorregariam por seu corpo.
–- Não, vamos antecipar a Lua de Mel – Sorriu travesso e a puxou pela mão até o banheiro, batendo a porta em seguida.
No fim, tinha sido uma ótima ideia trocar a fechadura da porta.
***
SÁBADO – 11h55 DA MANHÃ
–- Você tem 5 minutos Sakura, colocou os sapatos? – Sayuri chamou pela filha que prontamente apareceu.
Sakura estava magnifica.
O vestido branco fazia um belíssimo contraste com o cabelo rosa que soltava-se em cascata nas costas e era moldado por uma singela coroa http://migre.me/pJzpL, tudo parecia angelical e delicado na jovem noiva, Mikoto e Sayuri não esconderam as lágrimas e foram prontamente socorrida por Ino, que chorava e distribuía lenços as demais madrinhas.
–- Gostaria de ficar um pouco sozinha – Sakura sorriu, gostaria de ver-se e sentir os últimos minutos de solteira. Não sabia exatamente o que Sasuke e ela tinham, além do desejo mutuo um pelo outro e do amor desenfreado de sua parte, era, apenas bons amigos e amantes.
–- Claro querida, seu pai estará te esperando na porta da lateral, já sabe não? O carro dá uma volta e para na porta, como ensaiamos.
–- Sei Okaasan, claro que sei – Sorriu – Preciso de 5 minutos, nada mais que isso.
–- Vamos meninas! – Suspirou – Vamos nos organizar à porta da igreja, venham.
–- Até daqui a pouco Sakura – Tenten sorriu
–- Você esta linda, extremamente linda – Hinata acenou e logo, viu-se sozinha na sacristia.
Estava mais para um quarto da noiva, pois tinha uma cama de casal onde antes todos os vestidos estavam enfileirados, um tapete felpudo branco, um espelho de corpo inteiro vitoriano e penteadeiras clássicas com perfumes antigos e bíblias. Da janela podia ver as costas da igreja e o movimento intenso de carros, estava um dia bonito, levemente ensolarado e com uma brisa quente que agitava-lhe os cabelos. Caminhou até o buque http://migre.me/pJzIE e sentiu seu perfume, da bolsa retirou a foto que Sayuri havia dado a ela e Mikoto tinha tirado, eles sorrindo um para o outro, jovens ainda. Será que hoje poderiam tirar uma nova foto assim?
Olhou para seu reflexo no espelho e gostou do que viu, os brincos, pulseira e gargantilha de diamantes brilhavam majestosamente, fora com eles que sua mãe e sua avó haviam casado, era com ele que ela casaria.
Quem sabe tivesse sorte como as matriarcas da família?
Deu um passo para trás pronta para deixar a sacristia, mas foi surpreendida pela porta abrindo, sorriu pensando ser sua mãe, mas tão rápido quanto o sorriso veio, sumiu.
Na porta, três pessoas passaram, um era extremamente pálido, outro tinha cabelos azulados e a última, era ruiva. Orochimaru, Suigetsu e Karin sorriam dissimuladamente e naquele momento, ela soube que talvez, por problemas técnicos, seu casamento devesse ser adiado mais uma vez.
–- Surpresa? – Orochimaru sibilou e ela sorriu, espantando-os.
–- Para dizer a verdade, nem tanto! – Não sabia os planos que eles tinham e na realidade, nem os esperava por motivos bem óbvios, não haviam sido convidados. Mas devia ser rápida, pois era 8 ou 80, não havia meio termo nessa situação.
***
12h05
–- Calma Teme, às noivas se atrasam mesmo, é algo comum, não é? – Naruto o animava, mas Sasuke sabia que Sakura era maluca o suficiente para invés do buque ter pego o passaporte.
–- Sakura não é uma mulher comum, porque se atrasar seria? – Resmungou
Itachi tentava distrai-lo, com certeza ele estava nervoso por bobagem. Mas quando o relógio alcançava quase 12h15 Sayuri irrompeu em lágrimas pela igreja.
–- Sakura, levaram minha musume – A voz desesperada misturava-se as lágrimas e uma onda de choque tomou os convidados.
–- Como levaram? – Sasuke perguntou alto já descendo os degraus do altar e a resposta veio da emocionada Temari.
–- Destruíram a sacristia, há sangue para todo lado – Amparou Sayuri e a multidão irrompeu em questionamentos.
Sem entender completamente e com o coração acelerado, Sasuke correu para o quarto da noiva na sacristia, ao abrir a porta, seu coração perdeu uma batida.
No chão, o tapete estava manchado de sangue, assim como o buque de flores brancas de Sakura, pedaços do vestido espalhavam-se rasgados e completamente irreconhecíveis, o espelho havia recebido um impacto de algum corpo, pois no vidro quebrado via-se manchas vermelhas escorrendo e milhares de cacos espalhavam-se pelo chão.
As plumas dos travesseiros ainda voavam no ar para depositarem-se em algum canto, uma penteadeira estava virada e no chão, em meio aquela confusão intensa Sasuke viu a foto dos dois rasgada ao meio, a parte onde Sakura aparecia estava pisava e a dele, havia sumido.
Agarrando-se a fúria incontida e aos sentimentos que não conseguia organizar, recolheu a foto do chão e com olhos marejados a apertou entre os dedos.
–- Orochimaru – Fui a única coisa que saiu de seus lábios antes de sumir pela porta sem rumo.
–- Meu Deus – Itachi foi o última a entrar e com uma pontada de desespero pegou o telefone – Vou chamar a polícia!
"Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui." Ana Jácomo
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