Uchiha and Haruno

24 Sasuke... Obrigada!


Notas iniciais
Hi o/ Boa Leitura!

Sasuke... Obrigada

ありがとう

–- Não temos muito tempo -- Suigetsu rosnou trancando a porta -- Logo podem dar falta da cadela.


–- É um prazer vê-lo também -- Sakura sorriu, o medo lhe afogava as entranhas, mas havia aprendido muito bem esse jogo mental de confiança -- Pensei que estivesse preso, mas enfim, não podem dar falta de mim, VÃO dar falta de mim, afinal, não sei se notou – Apontou para si mesma – Sou a noiva, a estrela da festa.


–- Cala a boca – Rosnou caminhando em sua direção – Melhor, deixa que eu calo! – Os acontecimentos posteriores foram rápidos demais.


Quando a sombra de Suigetsu aproximou-se perigosamente, Sakura deslizou pelo quarto deixando o buque cair no caminho para segurar o vestido e virando a bolsa em cima da cadeira achou o objeto de desejo, no segundo seguinte tinha uma pistola .40 em mãos apontada na cabeça do invasor.


–- Sempre disseram para não andar sozinha -- Deu de ombro com o braço firmemente estendido, a peito subindo e descendo em uma respiração nervosa -- Mas eu sempre soube que minha melhor companhia sempre fui eu mesma – Sorriu

Não tinha intenção de atirar, a única coisa que desejava era conseguir escorregar pelo quarto e alcançar a porta, do lado de fora poderia correr até a igreja e o dilema teria fim, mas quando Suigetsu estendeu o braço para tocar o cano da pistola percebeu que nada seria tão fácil como gostaria.

Ele puxou o corpo feminino para si, mas antes que ela perdesse o equilíbrio, foi agraciado por uma joelhada certeira no meio de suas pernas, curvou-se para frente, soltando-a tão rápido como havia lhe capturado e dando uma coronhada em seu pescoço o viu despencar a seus pés.

Estava determinada a casar e queria acreditar que nada no mundo poderia detê-la.

Orochimaru avançou com um lenço em mãos, aparentemente nenhum deles trazia armas, e por isso ficou contente consigo mesma de nunca deixar de lado a sua. Apontou a arma para o homem pálido, e foi imprudente ao pensar que Suigetsu estava fora de combate.


O corte em sua costela superior direita fez o braço da pistola cambalear e antes que percebesse tudo o que acontecia, notou o agarre e o viu ser torcido para trás, sentiu-o estralar fortemente e gemeu de dor. Irada e machucada jogou-se para trás, ambos caíram no espelho, mas felizmente, Suigetsu foi o mais prejudicado.

Sentiu o sangue quente espalhar-se pela coluna, seu vestido estava arruinado e piorou apenas quando o próprio sangue do inimigo espirrou nela. Olhou ao redor e viu a bagunça formar-se, pequenos fragmentos de caco rasparam sua bochecha fazendo cortes finos e ardidos.


A arma caiu no chão junto com uma rosada desnorteada, foi encurralada no canto do quarto, em um último esforço apoiou-se na penteadeira e jogou seu corpo para baixo fazendo o móvel ser virado. Perfumes, quadros, souvenir e um espelho pequeno espatifaram no chão, tentou levantar e seguir até a porta, mas seu vestido foi puxado e pode ouvir nitidamente o som do tecido rasgando, virou-se e conseguiu acertar um soco em Karin, mas recebeu um chute nada amigável de Orochimaru na costela ferida e voltou a cair sentada, sentiu o gosto metálico no canto dos lábios e percebeu, a contragosto obviamente, que tudo estava perdido.

Vislumbrou a pistola que a acompanhara desde sua formação e em um último esforço esticou o corpo até ela, sem medo de acertar qualquer um deles, segurou com as duas mãos e disparou, fechando os olhos devido a dor que isso lhe causava nas costelas. Por puro azar, acertou apenas os travesseiros e o colchão, no quarto tiro, ouviu um grito de dor, as plumas que rodopiavam no ar embaçavam sua visão, seu corpo doía, o sangue antes quente agora lhe gelava os ossos e o medo apoderou-se de si quando a fraqueza lhe atingiu como um soco na cara.

Em um último momento socou Orochimaru que lhe puxava pelo braço e correu até a porta, mas foi firmemente agarrada por ele, que estava determinado a não deixar sua presa fugir, antes de apagar por completo graças a um pano sobre sua boaa e nariz ouviu nitidamente


–- Diga adeus!


E dormiu, um sono que talvez não tivesse dormido em semanas.


***

–- Sabia que te encontraria aqui – Itachi tossiu propositalmente chamando a atenção do moreno sentado nas escadarias da igreja.

Todos haviam ido embora consternados, as mulheres choravam compulsivamente enquanto os homens ligavam para todas as pessoas possíveis que não haviam comparecido ao casamento.

Mas ninguém sabia nada de Orochimaru

A polícia chegou e depois da analise do local do sequestro e das intermináveis perguntas, prometeram iniciar a investigação o mais rápido possível para encontrar a mulher com vida.

Sasuke manteve-se silencioso o tempo todo, e deixou que seu pai e Raiden acompanhassem os policias até a casa dos Uchiha, onde seria montada uma central para rastrear possíveis ligações.

–- Sasuke, é difícil para todos nós – Itachi tinha os olhos molhados, amava Sakura como uma irmã, e agora, depois de ver as várias faces que possuía, a admirava mais ainda. – Vamos encontra-la, e vocês poderão ficar juntos.

–- Devia ter dito – Murmurou após alguns minutos silenciosos, os olhos negros presos ao chão – Mas eu queria que fosse especial para ela Itachi, queria que ela se lembrasse pelo resto da vida – O irmão mais velho viu quando uma lágrima escapou dos olhos do mais novo e caiu sobre o tapete vermelho da igreja – Devia ter dito quando tive a chance.

–- Dito o que? – Perguntou

–- Que a amava! – Sasuke levantou-se parando em frente ao irmão – Que sempre amei.

–- Sasuke – Itachi parou a seu lado em um único pulo – Você vai poder dizer isso a ela – Sorriu apertando o ombro de Sasuke – Escute seu irmão, vamos encontra-la e você vai poder dizer isso a ela esta me ouvindo?

–- Confio em você – Murmurou e sorriu levemente para o irmão e antes que recusasse, sentiu-se abraçado e involuntariamente retribuiu.

A cena dos irmãos Uchihas abraçados em meio a catedral fez Naruto e os demais abaixarem as cabeças e secarem os olhos, Sakura era uma amiga preciosa e juntos, encontrariam a rosada o mais rápido possível.

Era uma promessa.

***

Abriu os olhos devido a claridade do quarto, com dificuldades sentou sobre a cama e olhou ao redor ainda desnorteada, a cama era macia e limpa, por mais que seu sangue tivesse tingido parte dos lençóis de vermelho, no chão um tapete simples deixava o pequeno quarto aconchegante.

Um armário, uma mesa com cadeira e uma porta de banheiro completavam o local. A janela era coberta por tábuas, mas pela desformidade delas, a claridade entrava por vãos e buracos. Lembrou-se de tudo e ficou razoavelmente satisfeita por não ter sido jogada em um buraco.

No fim, percebeu que eles haviam planejado tudo muito bem, era óbvio que procurariam primeiro nos casebres, e constatou pelo buraco na madeira que a casa possuía até um jardim, era uma ótima jogada. Ninguém desconfiaria.

Tocou sua costela direita e rasgou um pouco mais a lateral do vestido para ver o estrago, havia participado de alguma aulas complementares de Medicina Legal, sabia identificar lesões e até tratar poucas delas, claro que aquele corte precisaria de pontos, mas lava-lo seria o máximo que podia fazer.

A pia e a toalha verde e de qualidade duvidável terminaram totalmente avermelhadas. Rasgou uma boa faixa da barra do vestido e amarrou nas costelas, não sangraria mais e agora, com o ferimento limpo poderia ficar livre de uma infecção, se tivesse sorte.

Até o momento, não havia qualquer movimento na casa, pelo menos nada perceptível, incomodada pelos antes lindos, mas agora trapos da calda do vestido longo dedicou-se ao árduo trabalho de rasga-lo, não soube quanto tempo demorou, mas foi o suficiente para o sol baixar e dar lugar a lua.

Encarou os pedaços no chão e o que sobrava no seu corpo, que lhe atingia metade das coxas sobrando linhas e mais linhas, suspirou aborrecida antes de notar a porta abrindo.

Para seu total desagrado Karin apareceu, mas sorriu em seguida notando o imenso roxo no olho da ruiva, acabará de descobrir que tinha uma mão bem pesada.

–- Aqui – A ruiva jogou uma bandeja sobre a mesa, Sakura vislumbrou de longe um pedaço de pão e um copo de água.

–- Andam assistindo muitos filmes americanos – Murmurou e notou a fragilidade de sua voz – Estão fazendo um bom trabalho de cárcere.

–- Vá para o inferno! – Rosnou batendo a porta atrás de si

Sakura teve vontade de responder que já estava, mas preferiu beber a água, quanto menos tempo passasse sentada, menos pensaria em Sasuke e em sua família.

Era realmente, uma péssima filha.

***

–- Isso mesmo senhora, eles me entregaram esse convite, no carro tinham três pessoas muito bem vestidas, um tinha o cabelo por aqui – Mostrou o cumprimento – Escuro e era bem pálido, a moça era ruiva e usava óculos e o terceiro cara – Coçou a cabeça – Ah, o terceiro tinha o cabelo meio azul e olhos violeta, era um cara bem exótico.

–- Suigetsu – Tsunade murmurou levando as mãos a boca – Meu Deus, esse crápula esta no meio disso.

–- E depois, o que aconteceu? – Sayuri murmurou, a voz fraca e um lenço azul marinho em mãos.

–- Eles entraram e outras pessoas passaram com o carro também, eram muitos na verdade – Respondeu – Depois troquei de posto, fui para a porta da igreja e o Inari aqui assumiu – Apontou o rapaz alto do lado que logo encarou Sayuri.

–- Assim que eu assumi a guarita eles saíram, o cara de cabelos compridos falou que o outro tinha dado um mal jeito no braço – Murmurou – Estavam bem descontraídos até, o cara de cabelo azul segurava o ombro, mas vi apenas de relance, nada que me chamasse a atenção. Lamento tanto – Baixou a cabeça e sentiu a mão de Raiden em seu ombro.

–- Vocês não tem culpa – A voz baixa – Aconteceria estando qualquer um de vocês lá, obrigado por colaborarem. – Os viu saindo e sentou-se ao sofá junto com Fugaku

–- Então Orochimaru, Karin e Suigetsu estão juntos nisso... – Jiraya mexia no cabelo nervoso – 24 horas já se foram e até agora nenhuma ligação. O que eles querem de nós?

–- Que estejamos muito desesperados – Sasuke murmurou de uma poltrona da sala, os cotovelos apoiados aos joelhos e os olhos negros fixos em algum ponto do tapete – Por culpa dos Uchihas a Sakura foi pega e esta correndo perigo agora.

–- Sasuke, querido – Sayuri murmurou – Não pense assim, não foi culpa de vocês, a família Uchiha é nossa própria família, nunca culparíamos ninguém. – Limpou as lágrimas acumuladas nos olhos verdes – Foi uma fatalidade.

–- Ele queria isso desde o início – Respondeu – Separar as famílias, nos ver sofrer, me ver implorar – Levantou-se

–- Onde vai musuko – Mikoto ergueu-se junto com Itachi

–- Fazer o que aquele miserável quer – Rosnou dando passos firmes até a porta mas vendo o irmão e os amigos surgirem em sua frente – Não ousem me segurar.

–- O que você pretende fazer? Se ajoelhar? Implorar? – Naruto rosnou

–- Quero fazer o que for possível, o que estiver a meu alcance – Gritou – Saia da minha frente antes que eu quebre sua cara Naruto.

–- Sakura não gostaria de vê-lo rebaixando-se a Orochimaru – Revidou no mesmo tom de voz – Não vou deixar você sair daqui e colocar tudo o que ela fez naquela sacristia a perder, ela lutou até o final Sasuke!

–- Cala essa maldita boca Naruto – Encarou-o próximo o suficiente para os demais tentarem separa-los, sendo segurado por Shikamaru e Sai deixou os músculos relaxarem baixando os olhos para o chão – Conheço Orochimaru, ele vai mata-la, na primeira oportunidade que tiver, ele vai mata-la Naruto.

Sayuri foi amparada por Raiden que trincava os dentes de raiva, a agonia da espera e os humores conturbados tornavam a situação insuportável e em silencio, em uma oração, pediu a Kami que desse forças a Sakura, pois estava de mãos e pés atados.

***

Pela fresta da janela já havia visto o sol nascer e se por três vezes, até quando ficaria ali? Até agora sua vigília na porta não revelava nada, apenas alguns passos, alguns sussurros, hora ou outra uma campainha tocando e nada mais, deduziu então que não haviam pedido nenhum resgate.

Não aceitaria ficar presa mais de uma semana, não havia livrado-se de acusações faltas em Portugal para acabar morrendo de inanição em um quarto qualquer, negava-se.

Sentou-se na cama e encostou-se na parede, a cabeça apoiou-se em uma das madeiras da janela e permitiu-se, por apenas um momento, pensar em sua mãe, em seu pai e em Sasuke. Sentia-se culpada por causar tanta preocupação e inútil por não ter até agora conseguido pensar em nada para livrar-se disso.

Dentro de todo esse tempo ocioso, lembrou do colégio, da faculdade, das encrencas que meteu-se na vida e nos pensamentos constantes voltados a Sasuke, analisou a si mesma por várias horas e pode ver mais um dia nascer e morrer, até que sentiu-se confusa, não sabia mais precisar que dia era hoje.

Suspirou resignada e convencida, eles não queriam um resgate, queria apenas o sofrimento das famílias, Orochimaru tinha dinheiro suficiente para sumir do mapa depois e sabia que ele era capaz de deixar os outros dois imbecis para trás.

Deixariam as famílias sofrerem o suficiente, ligariam e o máximo que faria era deixar todos ouvirem o tiro em sua cabeça, muito animador.

Encarou o próprio corpo e sentiu-se envergonhada, estava encardida e bagunçada, alisou o cabelo antes tão sedoso e agora sujo e deteve-se em algo no meio dos fios. Puxou dois grampos e sentiu depois de dias um fio de esperança.

Não que gostasse de admitir, mas tinha aprontado algumas quando jovem, no colégio aprendeu uma coisa ou outra sobre hackers e tendo uma família aficionada por tecnologia, não pode deixar de se especializar e qual era o melhor lugar para treinar senão computadores compartilhados? Onde ninguém descobriria a sua identidade.

Aprendeu a hackear câmeras e as desligava pelo Smartphone, invadia o colégio abrindo portas com cartões e grampos e depois, entrava em sites governamentais, bancos, descobria fraudes e as denunciava aos órgãos responsáveis. Sentia-se uma grande vingadora e por repudiar a impunidade, continuou com seus esquemas na faculdade.

Especializou-se em tudo relacionado a área e viu muitos banqueiros e políticos sendo presos e esse era um dos motivos por não fazer amigos, não podia ter testemunhas, pois se seus tios descobrissem, estava morta.

Sabia estar errada, e só desistiu de tudo isso quando quase foi pega na sala de controle da faculdade no último ano, decidiu que não arriscaria mais sua cabeça para desvendar a falcatrua dos outros e com isso, tornou-se uma mulher e advogada normal, fazendo o possível para fazer justiça pelos modos corretos.

Até hoje

Esperou até a noite inquieta, sabia que ninguém ficava de vigia pois vivia olhando por debaixo das portas, em busca de pés, luzes ou sons.

Ajoelhou-se segurando a costela e depois de quase 15 minutos de empenho, ouviu o “click” que destravava a porta, mordeu o lábio inferior sentindo a adrenalina que a bastante tempo não lhe acometia.

Já havia visto de relance no abre e fecha das portas uma pequena central de computadores, com modificadores de áudio, um telefone, um monitor e celulares espalhados por cima da mesa. Respirou fundo e percebeu, tinha apenas aquela oportunidade, se falhasse, a morte seria o último grande evento a ser convidada.

***

Oitos dias haviam passado e até agora nada, sem telefonemas, sem cartas, telegramas, qualquer noticia. A polícia empenhava-se em encontrar sinais de Orochimaru e dos demais, mas eles tinham sido espertos de não deixarem qualquer pista.

O jornal havia sido fechado, até que encontrassem o dono, todos os empregados estavam dispensados e todos os arquivos eram revirados dia a dia. No Japão, a população prestava homenagens a Sakura e mandava força aos Uchihas e Harunos, o rosto da mulher estampava jornais e revistas, na TV sempre havia um momento em que comentavam das buscas e investigações, mas sempre completavam com “Até o momento, não há mais informações”.

Era doloroso para ambos os lados, amigos e familiares passavam os dias amontoados na sala dos Uchiha, onde monitoravam seus telefones e as noticias da polícia e não adiantaria dispensa-los dali, estavam determinados a continuar esperando qualquer sinal. Os homens eventualmente saiam para procurar pela cidade, mostravam fotos de Sakura e dos sequestradores, mas ninguém nunca sabia, ninguém havia visto nada.

Em frente ao sofá, a imensa televisão sempre mantinha-se ligada, assistir os jornais havia se tornado um hobby para todos.

Jiraya conversava com Raiden e Fugaku em um canto da sala atrás do sofá, falavam baixo para não acordarem as mulheres que cochilavam encostada em seus noivos e rodeada de almofadas, mas calaram-se quando a TV começou a ter alguma interferência que a fazia piscar.

Sasuke abriu os olhos e sentou-se melhor na poltrona, estava a caminho de levantar e desliga-la quando todos os celulares apitaram em um único momento. Todos levantaram-se com aparelhos em mãos assustados.

–- É a Sakura! – Ino gritou com os olhos já cheio de lágrimas, a TV finalmente estabilizou-se mostrando uma tela esverdeada e preta, letras brancas surgiam dela enquanto o cursor piscava a cada letra digitada.

“Respondam”

Ino tremia com o celular em mãos, e foi Sasuke que respondeu primeiro, sua mensagem aparecendo na tela da televisão.

“Sakura?”

“Graças a Kami... Consegui!!”

Sasuke engoliu em seco, a foto do aplicativo mostrava ser ela, mas como acreditar?

–- Por Kami, ela conseguiu – Fugaku sorriu animado aproximando-se da TV com o celular em mãos – Vamos Sasuke, responda logo moleque.

“Onde você esta? Por Kami, Sakura você esta bem?

Temari enviou antes do moreno compreender o que acontecia

“Tema... Estou bem, mas não tenho muito tempo...”

“Me diga onde esta, vou busca-la”

“Sasuke... não ouse aparecer aqui sozinho...”

“Onde?”

“Vou mandar a localização para o celular de vocês... Prestem atenção... Onde quer que eu esteja, não venham por mim, mandem a polícia, qualquer coisa, mas não apareçam aqui.”

“Por que?... Sakura, me diga logo onde você esta, inferno!”

“Ainda estou rastreando o local, não sei onde estou... Mas vou me encontrar! Suigetsu esta ferido, posso dar conta de Karin, mas Orochimaru não quer negociar... Não quero que vocês saiam feridos, nenhum de vocês”

“Vamos te trazer de volta, logo!”

“Acho que sim... Mas se não conseguirem, queria dizer que sinto muito por não poder me despedir dignamente...”

“Não fale besteiras, por favor...”

“Preciso ir, desculpem... Sasuke...obrigada!”

“Sakura... Sakura, responde... Por favor!”

A TV voltou ao normal, nenhum celular mais apitou e a sala caiu em profundo silencio, antes de ser quebrado por Raiden

–- Como? – Encarou Fugaku que sorriu orgulhoso

–- Você deveria saber que sua filha é muito melhor do que imagina – E antes que o Haruno questionasse, todos os celulares voltaram a vibrar.

–- Temos a localização – Itachi não conteve a alegria na voz – Vou ligar para a polícia.

–- Sakura – Sasuke murmurou encarando o celular e deslizando pela sala sorrateiramente enquanto todos comemoravam – Vou protege-la, de qualquer modo!

"Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!" Sigmund Freud

Notas finais
E então? Sasuke muito introspectivo sempre e Sakura... vocês imaginavam que ela manjava das tecnologias? Quero ver quando a Tsunade descobrir Hahahaha' Enfim, gostaram do capítulo? Deixem o review maroto aqui para que eu saiba, e capítulo que vem tem resgate, olha, nem fui muito cruel na espera em, só três capítulos de aflição, tô ficando muito mole mesmo Hahaha'. Um ótimo domingo para todos e até semana que vem. Bye o/