Notas iniciais
"Booa noite pessoal... Isso, vai chegando, vai chegando, vai dançando, vai ficando à vontade". Hahaha ;D
Sinto que estou deixando vocês mal acostumadas! Postando todo dia... Sei não! Hehehe A verdade é que alguns capítulos já estavam prontos, por isso postei num curto intervalo de tempo. Não posso prometer que será sempre assim por um único motivo: tempo. Coisa que eu, muitas vezes e literalmente, não tenho! Mas nada de sofrer por antecipação, né? Deixaremos isso pra personagem loira (e super hot!) da fic!
Enjoy ;)

O resto do dia na aldeia foi tranquilo e divertido, como de costume. Eles nunca poderiam ficar cansados disso tudo. Santana e Brittany apareceram praticamente na hora do almoço. Quinn sabia que a culpada disso era uma ressaca violenta! Em primeiro lugar, quando as duas chegaram, Santana estava de óculos escuros e com uma expressão séria no rosto, para não dizer carranca. Brittany, por outro lado, estava doce como sempre. Cumprimentou os amigos com abraços e beijos e sorria para todos.

- Você devia ser mais como a sua namorada! – Quinn sussurrou apenas para Santana.

- Não enche o saco Fabray! – Respondeu irritada. A loira sorriu.

Depois do almoço, os quatro amigos se juntaram em uma conversa animada, que poderia durar o dia inteiro, considerando que eles sempre tinham assunto. As garotas e Puck contaram para Quinn como havia sido a festa. Santana repetia incansavelmente que Quinn não sabia o que tinha perdido e bla bla bla. A loira, em resposta, revirava os olhos toda vez.

- A Blair perguntou de você Quinn! – A latina deu um sorriso cheio de significados.

- Que Blair? – Perguntou tentando dar um rosto ao nome.

- Blair Collins, a cheerio!

- Ah, aquele clone de plástico da Megan Fox! – Puck brincou, arrancando risinhos de Quinn.

- Ela é quente! – Brittany comentou de forma inocente.

- Eu sou obrigada a concordar com a Britt-Britt! – Santana falou balançando a cabeça. – Sinceramente Quinn, ela tem uma queda por você! Na verdade acho que chega a ser uma obsessão. Ela sempre pergunta de você e eu já peguei ela dando uma conferida nas suas pernas várias vezes...

- Nas pernas? Ela confere você todinha! – Brittany riu e a namorada lhe acompanhou.

- Viu só? Não fui a única que percebeu...

Quinn apenas sorriu na direção das amigas, mais com a interação das duas do que com os comentários. Ela não poderia estar mais desinteressada por essa tal de Blair, de quem mal se lembrava.

- Você não vai dizer nada? – Santana perguntou como se fosse a coisa mais anormal do mundo.

- O que você quer que eu diga Santana? Eu não estou interessada!

- Quinn, qual é! Eu não tenho olhos para ninguém... E Britt-Britt também não. – Nessa hora, a loirinha deu um beijo carinhoso no ombro da namorada, como se quisesse reafirmar o que esta havia acabado de dizer. Santana sorriu. – Você por outro lado, poderia dar uma checada nela. – Terminou com uma piscadinha.

- Não, obrigada! Já falei que não estou interessada. – A latina bufou um pouco irritada.

- Você nunca acata minhas sugestões!

- Se elas ao menos fossem boas... – Quinn provocou.

- Oh Fabray, você-.

- Ok, vamos mudar de assunto antes que a discussão se torne insuportável. – Puck finalmente se manifestou.

Santana ficou calada durante um tempo, enquanto Brittany comentava sobre coisas aleatórias. A latina voltou a participar da conversa quando se lembrou de Sandy Ryerson. Ela disse sobre as fofocas que tinha ouvido a respeito do homem enquanto os amigos faziam caras e bocas e soltavam risadas a cada comentário maldoso da amiga. Brittany a observava com orgulho e admiração. E também com amor. Tanto, tanto amor. Quinn percebeu e todos os seus pensamentos imediatamente se voltaram para certa morena.

______________________//_______________________//_______________________

O dia terminou com uma festa em volta da fogueira. Repleta de histórias, músicas e bebidas gostosas. Havia cerca de trinta pessoas ali, mas era tão íntimo e familiar. Quinn adorava isso, adorava cada uma daquelas pessoas. Naquele momento, ela estava sentada entre Frannie e Puck. Repousava sua cabeça no ombro do rapaz, enquanto com uma das mãos, entrelaçava seus dedos aos da irmã. Ela de repente desviou o olhar para onde Brittany e Santana estavam sentadas e percebeu a interação entre as duas.

- Sant, eu espero que você saiba que eu só tenho olhos para você!

- Eu sei Britt-Britt! – A latina sorriu com todo seu amor. Brittany segurou seu rosto com as duas mãos e uniu suas testas, num gesto carinhoso.

- Eu tenho tanto orgulho de você! E eu te amo tanto... – Ela sorriu.

- Eu te amo também B.!

As duas se beijaram com carinho, sem vulgaridade ou excessos, mas ainda assim, de forma apaixonada. Quinn não ouvira a conversa, mas sabia que elas tinham trocado palavras de amor. E quando o beijo teve início, se sentiu uma intrusa no momento, desviando o olhar rapidamente. Mas pensando no quanto queria ter isso!

Quando a reunião em volta da fogueira terminou, todos foram se despedindo. Alguns moravam ali e se dirigiam até suas casas. Os que moravam na cidade, se dirigiam até seus carros. Quinn se despediu de Santana e de Brittany carinhosamente, desejando-lhes boa noite e juízo. Russell, Judy e Frannie também se despediram das meninas. Puck acompanhava Quinn até o carro, os dois andando de mãos dadas, longe da família da loira.

- Eu queria te agradecer por hoje! – Ela quebrou o silêncio. – Você realmente me ajudou!

- Ta tudo bem... Eu sou seu amigo! Sempre que precisar...

- Pois é essa a questão! Eu sempre preciso... – Ambos deram risada.

- Vai ser sempre um prazer Quinn! – A loira apenas olhou para ele sorrindo, então o rapaz resolveu continuar. – Eu pensei que você fosse contar a elas... Você sabe... Quando começaram os comentários sobre a Blair e tudo mais...

- Eu senti vontade de contar várias vezes durante o dia... Mas ao mesmo tempo, não me senti preparada.

- É normal! Você não precisa fazer por impulso Q., mas lembra que quanto mais cedo você disser, mais cedo elas começam a te ajudar com isso...

- Tudo bem! Eu estou pensando nisso também! – Os dois já estavam na frente do carro. Puck pegou a loira em seus braços e a apertou com carinho.

- Se cuida princesa... Quer dizer, rainha! – Ela riu em seus braços. Puck adorava provoca-la por causa de seu nome, sempre fazendo o mesmo trocadilho, desde que eram crianças! Ao soltá-la, cumprimentou seus pais e Frannie, lhe desejando boa viagem, caso os dois não se vissem mais.

______________________//_______________________//_______________________

O caminho até a casa foi tranquilo. Os quatro permaneciam em um silêncio confortável dentro do carro, apenas ouvindo música e relembrando os bons momentos do dia. Quinn repousava a cabeça no ombro de Frannie, enquanto essa mantinha um dos braços ao redor da cintura da irmã, quase como uma forma de proteção, mesmo que inconsciente.

Ao chegarem a casa, desejaram boa noite uns aos outros e Quinn e Frannie foram para o quarto. Depois de se prepararem para dormir, as duas estavam sentadas frente a frente na cama, conversando sobre o dia. Frannie estava especialmente animada por ter encontrado com amigos que não via há algum tempo. O assunto foi morrendo, mas ficaram em silêncio apenas por alguns segundos. Até que a mais velha recomeçou:

- Você e Puck foram conversar, não foram? Logo depois que nós chegamos...

- Fomos... Ele percebeu que eu tava mal e me deu segurança dizendo que eu podia conversar com ele sobre qualquer coisa. Então eu resolvi falar... Precisava desabafar com ele também sabe...

- E como foi? – A irmã perguntou percebendo que Quinn já não se sentia mais tão desconfortável.

- Foi mais fácil do que ontem Frannie... Eu sei que a nossa conversa terminou de forma bem intensa, mas você me ajudou muito, com todas as coisas que me disse e tudo mais...

- Eu fico feliz em saber disso Quinnie! – Ela segurou a mão da irmã. – Segunda eu vou embora com o coração na mão, porque eu queria tanto poder ficar pra te ajudar a passar por isso... Eu quero tanto ir sabendo que você vai ficar bem!

- Eu vou ficar...

- Vai mesmo Quinn? – Algumas lágrimas caíram dos olhos de Frannie e Quinn sabia de onde vinha a preocupação. Ela tentou dizer alguma coisa, mas não conseguiu. – Eu nunca consegui entender porque você tem tanta dificuldade em se aceitar... – Quinn sabia do que ela estava falando e apertou os olhos com força, numa tentativa frustrada de impedir que as lágrimas caíssem. – Você é tão especial... É a garota mais maravilhosa que eu conheço! Não é possível que você não veja isso em si mesma! Tem tanta gente que te ama e te admira e que vem me dizer o quanto você é especial! Aquela garota vai perceber isso também...

- Você acha? – Perguntou num tom de voz melancólico. – Frannie ainda chorava, mas repousou suas mãos em ambos os lados do rosto da irmã e com os polegares, começou a enxugar as lágrimas desta. Abriu um sorriso e disse:

- Eu tenho certeza Quinn!

______________________//_______________________//_______________________

No dia seguinte, as garotas acordaram cedo, pois não queriam perder tempo na cama. Prepararam o café e foram acordar seus pais. Entraram com cuidado no quarto, mas ao se aproximarem da imensa cama de casal, pareciam duas crianças dando gritinhos e pulando, numa tentativa de acordá-los. Enquanto Judy bocejava, Russel se levantou e as expulsou com um sorriso sonolento no rosto, dizendo que não demorariam a descer. E ele cumpriu sua promessa. Em menos de dez minutos estavam todos sentados à mesa do café e começavam uma conversa animada.

Depois de organizarem a cozinha, foram se arrumar. Saíram para fazer compras para o almoço. Judy havia prometido um prato especial de salmão. Demoraram cerca de trinta minutos no supermercado e então voltaram para casa.

Enquanto Russel ajudava a esposa na cozinha, Quinn e Frannie começaram uma sessão de filmes que duraria até a hora do almoço. Mas depois de comerem, todos decidiram assistir mais filmes e foi assim que passaram o resto do dia. Em determinado momento durante a tarde, Quinn foi até a cozinha pegar alguns doces e outras porcarias para eles. Entre risadas e conversas, resolveram sair para jantar. Foram se trocar e cerca de uma hora e meia depois, às oito horas da noite, estavam saindo de casa novamente. O jantar foi um momento de tranquilidade. Conversaram pouco, preferindo apenas apreciar a companhia uns dos outros.

Voltaram para casa cerca de onze horas e foram dormir, pois no dia seguinte teriam que acordar cedo. Quinn e Frannie conversaram por quase duas horas antes de pegarem no sono. Ambas sabiam o quanto sentiriam falta uma da outra.

______________________//_______________________//_______________________

Segunda-feira, segunda semana de aula.

- Você promete que vai se cuidar? Por favor! – Frannie sussurrou perto do ouvido da irmã.

- Eu prometo! E você se cuide também! Diga ao John que senti falta dele nesse final de semana...

- Eu falo! – Suspirou. – Vou sentir saudades Quinnie... Eu amo você!

- Eu te amo também! E vou morrer de saudades... Mas vamos nos falando! – Sorriu.

Frannie apenas concordou com um sorriso e foi se dirigindo ao carro de seu pai, onde Judy e Russel esperavam por ela. Olhou para trás mais uma vez e jogou um beijo no ar para Quinn, sorrindo tristemente. Quando viu o carro indo embora, a loira finalmente deixou algumas lágrimas escaparem. Ela não queria que Frannie a visse chorando. Já tinha preocupado demais a irmã durante o final de semana e não queria que esta pensasse que Quinn não conseguiria lidar com tudo o que estava acontecendo. Mas a verdade é que nem ela mesma sabia se conseguiria.

Pare com esse pensamento agora mesmo! Você é Quinn Fabray, você consegue fazer isso!

Estúpida consciência otimista!

Hey! Eu ouvi isso!

Calada! Você está me atrasando para a aula...

______________________//_______________________//_______________________

No momento em que a loira pisou no McKinley, ela sentiu como se fosse a primeira vez, embora já fizesse isso há um ano. Mas só que agora a percepção de tudo e todos ao seu redor era diferente. Era tudo tão novo, como se fosse um recomeço. Talvez fosse de fato. Logo que entraram naquela escola, Santana e Brittany a haviam convencido de que entrar para as líderes de torcida seria uma boa ideia. Quinn aceitou, não tão de bom grado, mas ainda assim... Suas amigas não tinham do que reclamar.

Os testes eram difíceis, verdade seja dita. Mas a treinadora fria, escandalosa e perversa parecia ter gostado delas. Afinal de contas, as três foram aceitas. Quinn não estava tão empolgada como Brittany e Santana na época, mas ela não ficava reclamando o tempo todo. Sabia que aquilo era importante para as amigas e além de tudo, não poderia ser tão ruim.

Fazia pouco mais de dois meses que as três haviam se juntado às cherrios e foi quando a capitã, Samantha George, mudou-se para Minnesota com a família. Sue colocou Quinn em seu lugar, causando surpresa e é claro, inveja em muitas das outras garotas. Principalmente porque ela estava no primeiro ano e juntamente com Brittany e Santana, tinha menos experiência do que qualquer outra ali. Quinn também foi pega de surpresa. Sabia que a treinadora, por algum motivo, tinha certa simpatia por ela. Quase não escutava tantos insultos como as outras e uma vez fora elogiada (sim, elogiada!), por seu equilíbrio e condicionamento. A treinadora justificou sua escolha dizendo que Sue Sylvester faz o que quer e sabe o que faz! E não cansou de vomitar insultos em cada garota que lhe perguntava sobre a escolha de colocar uma novata como capitã das líderes de torcida. Sue fez questão de deixar claro que ela não deveria ser questionada! Nunca! “Sue Sylvester não liga para o que você pensa! Pegue suas opiniões e leve-as até o inferno e não se preocupe em voltar!”. “Eu sou a treinadora, você não passa de uma adolescente com muito busto e pouco cérebro! Comece a treinar como um ser humano, não como uma hiena aleijada! E aí nós podemos conversar!”. “Você quer exibir sua opinião Hanna Smith? Eu darei a minha: faça um regime! Aí você terá seu corpo para exibir!”.

As garotas já estavam acostumadas. Demorou apenas uma semana para que as três amigas se acostumassem também. Que mulher incansável! Apesar de tudo, Quinn sabia que ser chefe das líderes de torcida tinha seus benefícios. Ela passou a ser respeitada, os jogadores se jogavam aos seus pés, dispostos a fazer qualquer coisa que ela quisesse. A escola possuía sua hierarquia e as cheerios, juntamente com os jogadores, estavam no topo. E Quinn era a capitã das cheerios, então ela estava acima de todos ali. Mas ao mesmo tempo em que era bom ser respeitada, ela não ligava para nada disso. Lógico que era uma verdadeira massagem ao ego a forma como o corredor se abria para que ela passasse. Ou quando algum jogador afastava a cadeira ou até se levantava para que ela sentasse.

De qualquer forma, naquele dia, ela pisava naquela escola com a mesma pose superior de sempre. Não era arrogância, era confiança. Mas a diferença era que dessa vez, por dentro, estava morrendo de medo. Por dentro, a “Rainha” do McKinley não sabia o que fazer ou como fazer. Mas ela não demonstraria isso. Quinn estava acostumada com máscaras e sabia o quanto poderiam ser úteis. Foi com esse pensamento que ela se dirigiu ao seu armário, a fim de pegar os materiais da primeira aula. “Droga!”, se repreendeu mentalmente ao lembrar que não tinha feito a lição de casa. Sorriu levemente pensando no motivo. Começou a sonhar acordada, até que alguém teve a ousadia de lhe acordar.

- Psiu! – Escutou perto de seu ouvido. Revirou os olhos, um pouco indignada, se virando para ver quem era o atrevido prestes a se arrepender. Mas quando seus olhos encontraram os dele, ela só pode sorrir.

- Heeeey! – Exclamou alegremente, se jogando em seus braços para um abraço, que foi carinhosamente correspondido.

- Senti saudades também!

- Ontem mesmo falamos de você Mike! Como foi no Japão?

- Foi ótimo... Trouxe um presente pra cada!

- Obrigada! Uau, quanta saudade eu senti! Vamos fazer alguma coisa essa semana, todos nós!

- Seria ótimo! – Ele sorriu.

- Legal! Mas me conta... Você chegou quando?

- Domingo! Passei o dia inteiro descansando e-.

- Ora ora...Vejam quem está de volta! Espero que tenha trazido um presente agradável para mim. E não estou falando de árvores minúsculas ou bichinhos esquisitos!

- É bom te ver também Santana! – Mike falou com um sorriso.

A latina lhe deu um abraço apertado e depois foi a vez de Brittany.

- Lord Tumbington pensou que você não fosse voltar, ele me disse que o Japão é muito mais legal do que aqui. E eu acreditei, porque ele entende de geografia. – Quinn sorriu com o comentário da amiga.

Continuaram conversando perto dos armários e quando Puck chegou, em cima da hora, como sempre, a “festa” estava completa. Ele e Mike já combinavam milhares de coisas e Quinn aproveitou para convidá-los para sua casa, dizendo: “Qualquer dia dessa semana!”.

Quando o sinal tocou, indicando o início das aulas, eles se despediram e cada um se dirigiu a sua sala. Brittany e Santana dividiam a primeira aula. Mike e Puck também. Quinn estava sozinha.

______________________//_______________________//_______________________

No momento em que a loira entrou na sala, ela viu que Rachel estava lá. Seu coração disparou. Não se lembrava da morena nessa aula, mas de qualquer forma, elas estavam apenas na segunda semana. Quinn respirou fundo, nervosa, mas disposta a colocar seu plano em prática. Sorriu, satisfeita com si própria. Dirigiu-se até a mesa da morena, que ficava na última fileira da sala. Percebeu que Rachel estava distraída, com a cabeça baixa e escrevendo alguma coisa em seu caderno. Quinn ficou de frente para a cadeira vazia e falou suavemente:

- Oi, bom dia! Eu posso me sentar aqui? – Ela fez seu melhor para não demonstrar o nervosismo. Rachel ergueu seus olhos na direção da loira e sorriu levemente.

- Bom dia! É claro que pode, por mim tudo bem... Mas geralmente quem senta aqui é o Jason Reeves. Você pode falar com ele.

- Eu tenho certeza que não vai ser um problema. – Sorriu de forma doce. Rachel devolveu o sorriso. – Quando o Jason entrar na sala, você se importa de me mostrar quem ele é? Não me lembro de seu rosto...

- Tudo bem! – Rachel concordou educadamente. Quinn começou a pegar seu material pensando em como puxar assunto depois. Foi quando o tal do rapaz entrou na sala e Rachel inclinou a cabeça na direção da loira, usando um tom de voz baixo para dizer:

- Ele acabou de entrar... É aquele ali de camisa xadrez, com a mochila preta.

Quinn se arrepiou com a voz da morena. A fim de disfarçar, ergueu os olhos rapidamente na direção da porta e viu um rapaz magro, com os cabelos bagunçados, caindo por cima dos olhos pequenos e a barba por fazer. Ele tinha um ar de garoto despreocupado e um sorriso charmoso estampado no rosto. “Ele é bonito!”, a loira pensou.

Não se preocupe! Vamos lá cortar o mal pela raiz...

É assim que se fala!

- Obrigada! – Falou para Rachel, já se levantando e indo em direção ao rapaz. – Jason Reeves?

- Oh meu Deus, Quinn Fabray sabe meu nome! – Respondeu em tom de brincadeira. A loira sorriu educadamente.

- Pois é... E ela estava se perguntando se você poderia trocar de lugar com ela! – A loira brincou também, o que fez Jason sorrir.

- Qual o problema com o seu lugar? – Perguntou normalmente.

- Nenhum, eu apenas prefiro o seu! E se não for um incômodo, gostaria muito que trocássemos definitivamente!

- Por mim tudo bem Sua Alteza, é você quem manda! – Ele fez um gesto exagerado com uma das mãos e Quinn se perguntou se Rachel acharia atraente o jeito brincalhão do rapaz. De qualquer forma, ela estava feliz por poder sentar perto da morena e com isso, ter afastado dela um possível concorrente.

- Obrigada Jason!

Enquanto voltava para seu novo lugar, não percebeu o rapaz acenando na direção de Rachel, que sorriu timidamente em resposta. Sentando-se, apenas comentou:

- Ele aceitou trocar de lugar comigo. A partir de hoje, dividiremos essa mesa em todas as aulas, tudo bem pra você Rachel? – A morena se sentiu feliz ao constatar que a garota mais popular do McKinley sabia seu nome. Ela estranhou o comportamento gentil da loira, pois sempre ouvira coisas terríveis a respeito dela nos corredores da escola. Mas Rachel sabia melhor do que qualquer pessoa que não se deve julgar ninguém. Então ela fazia questão de conhecer melhor antes de formar uma opinião errada ou de simplesmente acreditar na opinião dos outros.

Quinn Fabray sabe meu nome...

- Rachel? – Ela perguntou de repente.

- O que? – A morena parecia estar acordando de um devaneio. Quinn achou adorável.

- Uau, onde você foi agora?

- Desculpa, eu só estava distraída! O que você disse?

- Está tudo bem! Eu disse que o Jason aceitou trocar de lugar! Você se importa em dividir a mesa comigo de agora em diante?

- Não, é claro que não! – Sorriu.

- E tudo bem se eu te chamar de Rachel?

Que pergunta foi essa Fabray? Do que mais você a chamaria?

Quinn se repreendeu mentalmente por isso.

- Fique a vontade para usar qualquer um dos inúmeros apelidos criativos que suas subordinadas inventaram para mim!

Não! Você não falou isso Rachel Berry!

Rachel se chutou mentalmente por isso.

A cheerleader ouviu aquilo com tristeza. Primeiro por saber que a garota por quem ela estava apaixonada era alvo das cheerios e também por perceber com clareza a amargura no comentário da morena. Aquilo a atingiu sem aviso algum, fazendo com que a loira abrisse a boca várias vezes, pensando no que dizer, mas não conseguiu. Desviou o olhar e abaixou a cabeça antes de conseguir olhar de novo para Rachel e finalmente dizer:

- Quem?

- O que? – Perguntou confusa, desejando mais do que qualquer coisa voltar atrás e mudar seu comentário inoportuno.

- Quem é que chama você por apelidos? – A morena se arrependeu mais ainda e ficou completamente sem graça. “Eu e minha boca grande!”, pensou.

- Deixa pra lá... Está tudo bem, eu não deveria ter dito isso. Me desculpa, foi um comentário grosseiro e extremamente inoportuno. Você não tem nada a ver com isso, pelo contrário, até agora só foi gentil comigo!

- Eu quero saber! Me fala quem tem feito isso, por favor! Elas te incomodam de alguma outra forma? – Perguntava verdadeiramente agoniada.

- Quinn, é sério, está tudo bem! – A loira fechou os olhos ao ouvir seu nome saindo dos lábios da morena, mas respirou fundo, sem querer perder a concentração.

- Não Rachel! Elas não podem simplesmente fazer o que quiserem com você ou com qualquer outra pessoa aqui! Se você não me disser, eu vou acabar descobrindo de um jeito ou de outro. – Estava morrendo de raiva por dentro, mas não deixava transparecer. Ela não estava sendo grossa, seu tom de voz era apenas inconformado. Rachel percebeu e Quinn ganhou alguns pontos com ela.

- Obrigada por isso, mas será que eu posso te pedir pra não fazer nada? Por favor? – Seu olhar era suplicante e Quinn sentiu uma vontade angustiante de abraça-la. Vencida, respondeu:

- Só porque você está me pedindo, mas se eu presenciar qualquer tipo de ofensa contra você ou qualquer pessoa aqui, eu vou fazer algo a respeito! – Respondeu em tom de promessa. Rachel apenas assentiu, escondendo sua admiração pelo gesto da loira.

É claro que é porque ela está te pedindo. Desde sexta passada você é capaz de fazer qualquer coisa que ela te pedir!

Cale-se! Aqui não é lugar pra você me tirar!

O professor já havia entrado na sala e começava a falar com os alunos quando Quinn se virou para Rachel novamente e falou:

- Sabe Rachel, eu sei o que as pessoas falam de mim pelos corredores. Espero que você não acredite nelas...

- Tudo bem, eu não me deixo levar pela opinião de outras pessoas! – A morena sorriu e Quinn ficou satisfeita com a resposta, sabendo que estava disposta a conquistar a confiança da outra com atitudes, e não apenas com palavras.

###

Notas finais
E aí, que tal? Interação Faberry nesse capítulo! Finalmente, né? Hehehehe Mas ainda devagar... Vamos com calma, tudo tem seu tempo! É sempre legal ler o que vocês pensam, principalmente porque me ajuda a saber se estou fazendo tudo certinho.
Jason Reeves, como eu o imaginei: http://i2.listal.com/image/1092722/936full-john-patrick-amedori.jpg
Xoxo :)