Notas iniciais
Oi meninas! Bom, paracem q vcs estão gostando da fic!!! Que boooom, fico muito feliz! XD
Eu vou postar mais um capitulo bem rapidinho pq eu tenho q ir estudar! bjusss

- Toma, beba esse copo com água. – A Kate me exigiu enfiando o copo na frente do meu rosto. Eu peguei o copo com minhas mãos trêmulas, eu tive que segurá-lo com ambas já que quase o derrubei quando segurei com apenas uma delas. Eu bebi todo o copo de uma vez o que quase me fez botar tudo pra fora quando a água entrou em contato com meu estômago vazio.

- Onde está minha mãe? – Perguntei devolvendo o copo vazio pra ela.

- Ela saiu pra caminhar.

- Caminhar? – Eu perguntei surpresa. – Desde quando ela caminha?

- Desde ontem. – Ela disse rápido enquanto lavava o copo na pia. – Está se sentindo melhor?

- Estou, quero dizer, um pouco. – Eu disse jogando meu cabelo pra trás. – Eu quero te pedir uma coisa.

Kate terminou de lavar o copo e sentou-se na cadeira ao lado da minha.

- Por favor, não conta pra minha mãe.

- Tudo bem, mas, — Ela fez uma pausa fazendo cara de quem estava confusa. — por que ela não deve saber?

- Eu não quero encher a cabeça dela com isso. Ainda mais por que agora ela nunca mais terá que se preocupar comigo, o Gerard não vai mais voltar e... E... – Então lá veio mais uma sessão de choradeira. Por que eu tinha que me sentir tão mal toda vez que eu me lembrava dele? Por que eu sentia essa sensação de culpa como se eu tivesse feito alguma coisa de errado? Eu não fiz nada de errado, eu apenas distanciei da minha vida uma pessoa que estava me fazendo mal. O que eu deveria ter feito? Ter dito sim a ele quando me perguntou se eu queria ele de volta? Eu com certeza sofreria ainda mais se eu tivesse feito isso. Ele com certeza não largaria a Jasmine e depois viria me dar a notícia, ou melhor, ele sumiria como das outras vezes e só depois de algum tempo eu descobriria, talvez numa matéria da revista, que ele se casou e teve filhos com a outra.

Apesar do meu estado emocional totalmente abalado, eu fui trabalhar. Quando desci do táxi fiquei numa briga incessante com o meu interior para entrar na cafeteria. O Wallace, o gerente, estava lá no balcão como no dia anterior. Eu não sei por que me sinto assim tão envergonhada em encará-lo de novo. Só por que ele me convidou para sair? E daí? Isso não tem nada a ver. Eu disse que não podia, que eu estava ocupada, nada além da verdade, ele entendeu e ponto final. Está tudo bem. OK, respirando... Agora soltando todo o ar e... Entrei! Por que essa porta tem que ter um sininho que faz barulho toda vez que ela se abre. Ai meu Deus, ele é tão bonito. E esse sorriso todo sedutor do tipo eu sou um galã da novela das oito?

- Bom dia. O de sempre? – Ele disse em seu tom educado.

Eu balancei a cabeça em concordância como uma boba, sem nem conseguir dizer sim. Ele gritou o pedido para uma das atendentes e então voltou a me olhar com um sorriso sereno nos lábios. Eu arregalei os olhos enquanto espremia os lábios, como se o cumprimentasse. Eu já podia sentir minhas bochechas corando. Mas ele não estava fazendo absolutamente nada, fora o fato dele estar me encarando com esse sorriso desde que eu cheguei, mas ele está me tratando como faria com seus outros clientes. Ele nem tocou no assunto, estou falando sobre o pedido de sairmos, acho que ele aceitou minha desculpa numa boa. Ah, finalmente, o meu capuchinno já está pronto. Será que vai ser sempre assim tão fácil daqui pra frente? Sem mais conversas e pedidos pra sair? Que ótimo! Tudo o que eu não preciso agora é de alguém dando em cima de mim, pois do jeito que as coisas andam, eu irei acabar aceitando. Não me entenda mal, eu sei que eu disse que amava o... Prefiro não comentar o nome, mas eu sou um ser humano e desde que eu fui abandonada por este indivíduo que eu prefiro não pronunciar, eu estou totalmente na seca, eu até achei que havia desaprendido a beijar, mas na festa eu vi que ainda mantinha isso no controle, esse dia também é algo que eu não quero pensar agora por que aí aquela pessoa virá na minha mente de novo e eu estou tentando esquecê-la.

- Seu capuchinno. – Ele disse me estendendo o copo e quando eu estiquei minha mão para recebê-lo ele continuou: — Minha proposta ainda está de pé.

- Proposta? – Eu perguntei como se eu não entendesse.

- Sim, amanhã durante a tarde estarei livre e se você quiser podemos sair pra fazer alguma coisa diferente.

- Alguma coisa diferente? Que tipo de coisa diferente? — Eu perguntei desconfiada.

- Você está precisando de uma diversão, e não há nada mais divertido do que irmos pra um parque. Abriu um parque aqui perto. – Ele debruçou-se no balcão fazendo seu rosto ficar próximo ao meu. – Se você quiser, amanhã, assim que você sair do trabalho nós podemos ir lá.

- Irmos ao parque?

- Sim. – Ele balançou a cabeça enquanto respondia.

Agora minha mente está uma confusão por que por um lado eu quero dizer não, e por outro eu quero sair com ele. Talvez seja bom sair com alguém novo, e o Wallace era até divertido.

- Eu sinto muito, mas amanhã tenho trabalho até tarde. Mas deixa pra próxima, não é? – Eu disse sem deixar brecha pra que ele falasse, então me virei e praticamente corri da cafeteria. Por que eu tive que dar uma esperança pra ele? “Deixa pra próxima”?

A empresa estava aparentemente normal quando eu cheguei. A Claudia se levantou da cadeira e enquanto eu caminhava em direção a minha sala, ela me informava sobre tudo o que aconteceu no dia anterior. Quando entrei na minha sala, deixei-a entrar, então fechei a porta. A Claudia ainda falava quando eu coloquei meu copo de capuchinno na mesa, tirei meu blazer e o coloquei na cadeira, e pendurei minha bolsa. Peguei o copo de capuchinno e depois de um gole fiquei mordiscando a tampa dele enquanto deixava minha mente fluir. A Claudia me gritou pela segunda vez quando eu percebi.

- Oi? – Perguntei avoada.

- Bom, você vai poder participar da reunião com o senhor Calvin da linha de produtos de higiene feminina? – Minha cara devia estar transparecendo minha confusão, pois ela explicou. – Você sabe, ele está querendo fazer um acordo pra que a nossa revista publique algumas propagandas sobre os novos absorventes com gel.

- Ah. – Eu disse voltando ao mundo real. – Sim, pode ser.

- Está bem. – Ela disse atrapalhada tentando escrever em uma folha de papel. – Eu posso usar a...? – Ela apontou para a minha mesa.

- Claro. – Eu disse me afastando para dar mais espaço, mesmo que já tivesse espaço suficiente antes para que ela pudesse escrever. Quando ela terminou de escrever ela me olhou curiosa.

- Está acontecendo alguma coisa?

- Comigo?

- Sim. Você parece preocupada.

- Ah, não. – Eu disse naturalmente colocando o copo sobre a mesa.

- Então eu vou voltar pra minha mesa.

- Ta. – Eu dei a volta na minha mesa, mas desisti de me sentar e voltei atrás. – Ah, Claudia.

- Sim. – Ela recuou já próxima à porta.

- O que você acha sobre isso, — Eu me aproximei dela. -, é que eu tenho uma amiga que está um bom tempo separada do... Marido. Ela tem filho e um carinha a chamou pra sair, sendo que o marido queria reconciliar o que eles tinham junto, mas ela não aceitou e agora ela recebeu um convite de um carinha muito simpático e bonito, mas ela está indecisa se aceitando isso ela esteja fazendo a coisa errada.

- E por que estaria fazendo a coisa errada?

- Eu não sei, me diz você.

- Eu não vejo mal algum se ela aceitar.

- Mas e o marido? Ele pediu pra voltar e ela recusou e no dia seguinte já aceita sair com outro assim?

- E o que tem isso? Eles não têm mais nada juntos e parece que sua amiga já o esqueceu, pois ela não quis uma reconciliação.

- Mas e se ela ainda o ama, só que não queria mais sofrer por ele e está tentando buscar algo diferente?

- Então sair com outro cara seria o ideal, pois além dela se esquecer do marido com outra pessoa, ela também vai estar seguindo um caminho diferente do habitual.

- OK, então se eu aceitar, digo, se ela aceitar, ela não será vista como uma vadia?

- Por que você, quero dizer, ela, seria vista como uma vadia por querer se divertir um pouco? – Ela disse irônica. – Natasha, um pouco de diversão não mata. – Ela me disse com ar de sabedoria e piscou pra mim antes de sair da sala.

OK, eu acabei de me entregar para a Claudia, minha secretária, que eu sou uma necessitada, e sobre o que o Gerard veio fazer aqui ontem. Eu sou uma burra mesmo.

Eu me sentei na minha aconchegante cadeira e disquei o número de casa.

- Kate, Kate, Kate... – Eu dizia enquanto o telefone chamava. Para a minha sorte a voz dela soou do outro lado da linha. – Ah, Kate, ainda bem que foi você que atendeu.

- Natasha? Aconteceu alguma coisa?

- Não, eu só não queria que minha mãe atendesse, você sabe como ela é, ela me encheria de perguntas, enfim, eu estou ligando pra te pedir um conselho.

- Um conselho sobre o que?

- O que você acharia se eu aceitasse um convite para sair com um cara, que não fosse o Gerard? – Droga! Por que eu tive que pronunciar o nome dele?

- Eu acharia legal, sei lá, por quê?

- Essa sua resposta não foi tão boa quanto eu recebi da Claudia. – Eu disse desanimada, mais pra mim mesma do que pra Kate. Eu gostaria de ter ouvido mais empolgação no tom de voz dela.

- Eu não estou discordando, eu só queria saber por que a pergunta. Eu acho que você não deve nada a ninguém, a não ser sobre aquele assunto em questão que você sabe e eu não preciso mencionar, mas você sai com quem você quiser, beija quem você quiser.

- Mas você não acha que está muito cedo?

- Cedo? Faz mais de um ano que você não sai com ninguém. Se isso é cedo, eu estou perdida, eu não vou agüentar ficar tanto tempo sozinha.

- Tudo bem, então se eu aceitar sair com alguém eu vou estar fazendo a coisa certa?

- Lógico que vai estar. Mas quem é o cara?

- Depois eu te conto.

- Ah, e você vai contar, com certeza.

- Quando eu voltar pra casa. Beijos, tchau.

Assim que eu desliguei o telefone me levantei e corri pra fora da sala. O elevador pareceu demorar mais do que o normal, assim como o semáforo. Quando eu finalmente pude atravessar a rua, entrei na cafeteria as pressas.O Wallace me olhou assustado, pois eu parecia um foguete de tanta pressa. Eu bati as mãos no balcão, sem intenção de ser tão bruta, e então respirei fundo recobrando o fôlego.

- O pedido ainda está de pé? – Perguntei depressa e ele finalmente sorriu desfazendo sua feição de assustado.