Tudo que Vai Volta Ii
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Viu? eu disse que não demorava He he he
Agora é q vou demorar pq tenho q escrever mais capítulos, mas vou ver se escrevo hoje mesmo, ok???
Bjuuus e deixem reviews!!! Eita, como sou exigente XD
Claudia olhou sem graça para o Gerard por quase ter dado de cara com o peito dele já que não era tão alta. Eu disse um “droga” mentalmente quando o vi ali. O que todos iriam pensar agora? O que a Claudia ia pensar de mim agora? Com certeza vai achar que eu menti pra ela. Depois do pequeno incidente, Gerard sorriu pra ela abaixando os braços que ele suspendeu pra não derrubar os copos que trazia quando ela quase esbarrou nele, como se não tivesse sido nada e ela disse um “com licença” toda sem graça. Eu me levantei e cruzei meus braços tentando uma pose intimidadora, ele me olhou rapidamente antes de se virar e fechar a porta com um chute já que suas mãos estavam ocupadas. Então ele finalmente pôde me olhar e ficou um tanto sem jeito quando me viu naquela pose. Eu já devia desconfiar que ele estava ali por perto pra vir me ver, mas o que ele queria? Exigir desculpas pelo que aconteceu na festa? Me dar um convite de casamento? Só faltava essa. Ou só veio pra rir da minha cara?
- Bom dia. – Ele disse me estendendo um copo. – Eu trouxe um capuchinno pra você. Eu passei na cafeteria por não ter tomado café ainda, quando me lembrei que você gostava.
- O que você quer? – Fiz aquela pergunta na lata. Ele continuou estendendo o copo sem me responder, então eu peguei logo aquela droga de capuchinno e coloquei sobre a mesa. – Veio reclamar de alguma coisa que saiu na revista, não te mandaram uma grátis pra sua casa, ou o que?
- Eu adorei o que colocaram na revista, e me mandaram um exemplar, chegou hoje cedo. – Ele batucou rapidamente duas vezes no copo, então continuou. – Eu vim conversar com você sobre a festa.
- O que aconteceu, não recebeu o pagamento? – Eu dei a volta na mesa e recolhi algumas folhas que estava sobre a mesa. Eu sabia que não era sobre isso que ele falava, mas mesmo assim continuei procurando por informações sobre o pagamento à banda dele naqueles relatórios. – Aqui diz que está tudo certo. – Eu o informei em alto e claro som enquanto analisava as informações.
- Você sabe que não é sobre isso que eu vim conversar. – Ele alterou a voz alguns tons. Eu joguei as folhas pro lado que caíram na mesa desalinhadas, então me virei pra ele. – Eu quero falar sobre o que aconteceu entre a gente e sobre a Jasmine.
- Eu não quero saber. – Eu disse irritada. Eu não queria saber de mais nada sobre o que fosse a respeito dele, eu prometi a mim mesma que não pensaria mais nele.
- Mas nós temos que falar sobre isso algum dia.
- Não vai ter algum dia, Gerard, por que eu decidi que não vou mais ficar esperando você tomar uma decisão certa e querer ficar comigo, eu não vou mais esperar por você, acabou. Eu não agüento mais ver você fazer sempre a mesma coisa comigo sempre. Você me ilude, usa e logo depois me estraçalha. – Eu disse ríspida.
- Não seja tão dramática.
- Ah, mas eu sou dramática. – Eu ri irônica. – Eu sempre fui assim. A minha vida se tornou um drama depois que te conheci, Gerard. Esse é o ponto.
- Se eu te larguei na segunda vez foi por que você mentiu pra mim. Você me fez acreditar que estava tudo bem quando na verdade escondia a verdade sobre nossa filha.
Eu me estremeci com a última frase dele. Não só por ele tocar na Nicole, mas por que ele disse NOSSA filha. Algo que era de nós dois, e pensar em nós dois me doía ainda.
- Você não tem que falar nisso. – Eu disse desconcertada. – Já passou muito tempo e agora não quero mais saber sobre isso, o momento que deveríamos discutir sobre essas coisas foi há um ano atrás.
- Eu não vim falar sobre isso, você está me fazendo falar sobre isso. – O modo como ele sacudiu as mãos com raiva fez com que o copo se abrisse e um pouco do café entornasse no chão. Eu ignorei esse fato.
- Então sobre o que você veio falar? – Ele olhava pra camisa tentando secar alguns respingos. — Se não é sobre a revista, se não é sobre a gente, veio aqui por quê?
- Eu não disse que não era sobre a gente.– Ele levantou o olhar pra mim esquecendo sua camisa molhada de café. – Eu quero falar sobre a gente. Eu quero falar sobre o nosso beijo.
Eu cruzei meus braços com teimosia. O que ele falaria sobre isso? Foi maravilhoso, delicioso e se eu pudesse repetiria agora mesmo. Era isso que ele falaria também, ou ele ia dizer que eu não beijava mais tão bem por falta de prática? Ele se aproximou de mim em passos largos, pensei que ele fosse me beijar então me desviei, mas na verdade ele só pretendia colocar o copo sobre a mesa ao meu lado. Então ele apoiou todo o peso de seu corpo sobre as mãos repousadas sobre a minha mesa e me perguntou de cabeça baixa.
- O que você sente por mim?
Aquela pergunta me pegou de surpresa. Eu nunca nem planejei o que responderia se ele me perguntasse isso até por que ele nunca teria coragem de fazer uma pergunta daquelas, pelo menos não no meu pensamento. Meu coração voltou a bater mais rápido, tão rápido que eu pensei que estava prestes a ter um piripaque em junção à falta de ar.
Eu estava ficando sem ar. Eu coloquei uma mão no peito e respirei algumas vezes com dificuldade. O que ele estava me pedindo pra responder era muito sério. O que eu iria responder pra ele? Eu o amava, isso com certeza, mas eu devia dizer aquilo? Pra que ele queria aquelas informações.
- Por que você quer saber sobre isso? – Eu perguntei com receio.
Ele voltou a ficar de pé e se aproximou alguns passos de mim.
- Por que se você realmente ainda me ama você precisa me dizer antes que as oportunidades de ficarmos juntos se acabem. – Eu olhei espantada pra ele. Então ele continuou. – Eu estou falando sério, Natasha. Da ultima vez que conversamos no natal, depois de você fugir de mim naquela cafeteria, nós não tivemos um bom final, e eu realmente quero saber o que vai ser agora da gente. Eu quero ouvir de você se você tem vontade de ficar comigo.
Como assim? Ele falava como se tudo dependesse de mim, mas e dele?
- Eu estou falando sério, o que vai ser da gente, Natasha?
Ele não podia estar jogando tudo pra cima de mim. Não mesmo.
- Você não pode estar falando sério.
- Por que não?
- Diz como se tudo dependesse de mim, mas você também tem que estar de acordo pra darmos certo.
- Mas eu estou, eu sinto alguma coisa por você ainda, quando eu te vi de novo eu me senti aquele adolescente bobo, você ainda desperta sentimentos em mim.
- Com certeza sou só uma lembrança da sua adolescência radical, Gerard. – Eu fiz um sinal de surfista sendo irônica. Eu tomei distância dele indo pra perto da porta, mas ele me seguiu.
- Você é mais do que isso, Natasha, você sabe que é mais do isso pra mim. Eu não te beijaria na festa se não fosse isso.
Eu joguei meu cabelo pra trás ficando ainda mais nervosa. Meu futuro ao lado dele estava nas minhas mãos, era tão mais fácil quando as pessoas decidiam isso pra você. É lógico que eu ainda queria ficar com ele, mas não podia ignorar o fato de que ele estava noivo, ainda mais quando olhei pras mãos dele e avistei aquela cintilante aliança em seu dedo.
- A Jasmine. – Eu disse como se perguntasse sobre a futura esposa dele, e ele entendeu sobre o que eu estava querendo saber.
- Nós ainda estamos juntos, — Eu ri ironicamente fazendo ele ficar nervoso. -, mas dependendo da sua resposta isso não será mais a realidade.
- Você está me pedindo pra decidir sobre uma coisa sem nem mesmo ter terminado com a sua noiva? – Eu perguntei nervosa.
- Ela sabe o que eu sinto por você, ela nos viu juntos naquele dia...
- Ela acabou de perder um filho seu! Que tipo de homem insensível é você pra vir me pedir uma coisa dessas quando sua noiva está lá na casa dela achando que está tudo bem depois de ter levado um baque desse e vindo aqui me iludir que poderíamos voltar a ficar juntos, pra depois resolver que iria se casar com outra e me deixar na merda de novo?
- Não é assim. A Jasmine já se conformou.
- Não foi você que perdeu o filho. – Eu disse inconformada com a naturalidade que ele falava como se tivesse perdido uma chave na rua. – Foi um filho não um objeto. Pode não ser grandes coisas pra você, Gerard, mas não é assim que as coisas funcionam pra quem é mãe.
Ele me olhou espantado, como se eu estivesse dizendo a coisa mais absurda do planeta, como se eu estivesse dizendo que papai Noel existe e ele achasse que eu estava com sérios problemas de cabeça.
- Eu não te entendo. Eu realmente não te entendo. – Ele balança a cabeça dando as costas pra mim. Então se vira com as mãos na boca e depois aponta na minha direção voltando a me acusar. — Você diz que me ama, você diz que tem medo de me perder e então quando venho até aqui pra gente tentar ter uma coisa de novo você vem me acusar de estar feliz por perder mais um filho, é isso?
- Eu não estou te acusando de nada, mas é o que você faz parecer.
- Eu amava aquele filho, eu estava feliz em ser pai, mas infelizmente a coisa não aconteceu do jeito que eu queria. Eu sofri é claro, mas o que eu estou tentando aqui não é fazê-la sentir pena de mim e sim decidir algo que mudará nossas vidas daqui pra frente. O que eu estou querendo é que você decida se ainda me quer.
- Não!- Eu gritei desesperada. – Não, Gerard. Eu não quero mais. A gente realmente acabou. Nunca daria certo. Você está me deixando louca.
Então senti novamente aquela mesma dor que eu senti na ultima vez que discutimos esse assunto. Senti que estava perdendo ele. E eu realmente estava, mas dessa vez era eu que estava afastando ele de mim.
- Observe, essa é a ultima vez que venho fazer papel de babaca na sua frente, se você não quiser voltar eu saio por aquela porta e nunca mais você me verá novamente. Eu vou sumir do seu caminho pro resto da sua vida. Eu vou me casar com alguém que não amo e tentarei ser feliz. – Eu sentia a falta de ar tomando conta de mim, o choro subindo pela minha garganta. — É isso mesmo que você quer? – Ele perguntou me encarando fixamente. E o que eu nunca esperei dizer antes, saiu da minha boca como um jorro de palavras.
- Vai embora, Gerard. – A minha voz saiu trêmula. Sentia minhas mãos frias, as pernas bambas, meu queixo começava a tremer.
- Responde. – Ele veio até mim e me segurou nos braços quase me beijando. Senti minhas pernas fracas como se eu fosse desmaiar. – É isso que você quer? – Os olhos dele brilhavam já marejados de lágrimas. Eu sabia que iria sofrer com essa decisão, mas eu sofreria muito mais se dissesse que não.
- Vai embora, Gerard. – Repeti de olhos fechados pra não olhar mais pro rosto dele e ver aquela expressão de horror que tinha nele. — Pra sempre.
Ele deixou escapar um gemido como se estivesse prestes a chorar o que fez minha vista se embaçar no exato momento. Ele soltou meus braços e deu meio volta batendo a porta com bastante força o que fez um quadro ao lado dela tremer com tamanha violência.
E a dúvida pairava na minha mente, o que foi que eu fiz?
Agora já estava feito.
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