Notas iniciais
Puta q parobas!!! Meninaaas, dessa vez eu demorei meeesmo. Eu peço muitas desculpas pra vcs q acompanham a fic, principalmente a Lully q está sempre me dando uma chamada lá no Orkut :D
Hoje consegui terminar o capítulo, está uma droga, mas o próximo está melhor!
Eu tenho q postar rápido antes q minha net vá embora. Ela entra e sai, entra e sai toda hora, não aguento mais ficar sem net!!! Isso me lembrou uma letra de funk.
Ok... bjuuuuus e juro q posto o prox cap se não nessa semana na outra!!!!

Era sábado à noite. Eu tinha acabado de sair do salão de festa carregando a Jasmine com a ajuda do Ray. O escândalo que ela fazia chamava atenção por onde nós passávamos. Para minha sorte o Bob não tinha visto nada, eu não faço idéia do porque, mas ele estava fazendo alguma coisa que o distraia o bastante para não enxergar a irmã se debatendo no meu colo com o Ray segurando seus braços para que ela não me acertasse mais socos. Quando chegamos do lado de fora do salão eu finalmente a deixei ficar no chão. Ela gritou um “otário” e então me cuspiu na face. Eu virei meu rosto pro lado, enojado, passando a mão para secá-lo. Ray tentava acalmá-la em vão. Eu tinha vontade de socá-la de tanta raiva, mas felizmente tive uma ótima educação dada pelos meus pais e nunca bateria em uma mulher. Ela tinha sorte.

Fiz sinal para um táxi que parou no mesmo instante, então pedi que Ray a colocasse dentro do carro enquanto eu entrava pra avisar ao pessoal que eu já estava indo embora. Assim que voltei Ray tinha convencido ela a entrar no táxi. Quando chegamos em casa foi aquela confusão, ela esperou quieta todo o trajeto pra descontar tudo quando chegássemos. Assim que fechei a porta ela voltou na minha direção e começou a me estapear.

- Seu vagabundo! – Ela gritava enquanto me batia. Eu segurei-a pelos pulsos com força. – Está me machucando.

- Então para! – Gritei pra ela que começou a chorar.

- Como você pôde fazer isso comigo, como?

- Eu sei que eu errei, mas foi você mesma que disse que o meu caminho estava livre.

- Eu falei aquilo da boca pra fora. Você sabe que eu te amo e não quero te perder.

Eu fiquei sem palavras. Ela me encarou mais alguns segundos, mas visto que eu não falaria mais, foi se sentar no sofá. Eu me aproximei e me ajoelhei na frente dela pegando em suas mãos. Por mais que eu estivesse com raiva por ela ter me batido entre outras coisas, eu estava com pena por ela ter me descoberto com a Natasha atrás daquele palco.

- Me desculpa, está bem?

- Você ainda a ama? – Ela me perguntou cerrando os dentes. – Você me disse que não sentia mais nada por ela, que tudo era coisa da minha cabeça, mas me diga agora a verdade. Você ainda ama aquela... – Ela fez um grunhido de raiva se contendo pra não xingá-la. -... Aquela garota?

- Não vamos falar disso agora. – Eu disse beijando as mãos dela. Ela já tinha sofrido demais pra eu admitir aquilo.

- Não, Gerard. – Ela puxou as mãos e se levantou. – Eu quero saber agora.

Eu respirei fundo afundando minha cabeça na poltrona então quando a levantei me virei pra encará-la.

- Sim.

Jasmine fez cara de decepcionada, então se virou indo pro quarto. Eu fiquei ajoelhado olhando pro nada pensando na merda que tinha acontecido. Ray era o culpado. Eu tinha pedido pra ele cuidar da Jasmine, se ele tivesse feito como eu mandei nada disso estaria acontecendo agora. Seria bem mais fácil pra todos nós, pra mim, pra Jasmine, pra Natasha. Nada disso estaria acontecendo. Natasha. Seu rosto me veio nos pensamentos. Como ela devia estar agora? Jasmine acabou com a produção dela pra festa. Eu tive vontade de ligar pra pedir desculpas, mas minha noiva voltou do quarto carregando uma mochila que ela jogou fazendo-a bater na minha cabeça.

- Ficou maluca? – Perguntei com raiva.

- Sai da minha casa! – Ela apontou em direção à porta.

- Tem certeza que é isso que você quer? – Eu perguntei me levantando e recolhendo a mochila do chão.

Ela nem me deu uma resposta, se virou e bateu a porta do quarto com toda violência que conseguiu. Peguei minhas coisas, a chave do carro, documentos, e então saí de casa. Fui pra casa do meu amigo Frank. Ele não havia chegado da festa ainda quando estacionei em frente a sua casa. Acabei pegando no sono dentro do carro e acordei quando ele bateu no vidro do carona. Ele ficou surpreso ao me ver ali. Parece que ninguém da banda sabia o que tinha acontecido, com exceção do Ray. Depois de contar tudo que aconteceu ele disse que eu podia dormir ali. Passei a noite no sofá dele. Naquela altura eu não culpava mais o Ray. Ele não tinha culpa de nada. A culpa foi toda minha. Até mesmo a Natasha tinha sido injustiçada por minha causa. Se eu não tivesse ido lá pra trás do palco com a Natasha, Jasmine não estaria sofrendo agora, e se eu não tivesse fugido e abandonado a Natasha, eu não estaria sofrendo também. Dei um profundo suspiro e me virei ficando de lado. Dificilmente eu pegaria no sono naquela madrugada.

- Em dois minutos. – Avisou meu empresário com dois tapas seguidos no batente da porta. Eu voltei a me olhar no espelho. Dei um gole no copo de água sobre a penteadeira. Natasha não me saia da cabeça. Não sei o que seria daquele show, eu não tinha a mínima vontade de cantar.

Frank entrou no meu camarim com uma folha em suas mãos.

- Gerard, o que está pegando? – Ele perguntou enfurecido. – Está todo mundo sem entender. Você mudou a Set-List em cima da hora sem nos consultar?

- Sim, o que tem isso? – Perguntei seguido de mais um gole em meu copo de água tranquilamente. – São as músicas que sinto vontade de cantar hoje.

- Mas você sabe que deve nos consultar antes pra ver se estamos de acordo. Devemos escolher as músicas juntos.

- Serão essas, ou não farei esse show. – Eu disse impaciente olhando para a expressão no rosto do meu companheiro de banda pelo espelho.

Frank saiu do camarim pisando fundo. Eu não dei muita atenção pra irritação dele. Aquele show seria repleto de músicas depressivas, só tinha vontade de cantar músicas desse tipo. O dia não estava bom para canções mais animadas. Coloquei o copo de volta na penteadeira e meu celular tremeu. No começo achei que fosse pelo contato do copo com a bancada, mas então ele voltou a tremer. Alguém estava ligando, lembrei que havia posto no vibratório no ônibus do grupo.

- Alô. – Eu disse sem muita emoção quando vi quem estava ligando.

- Gee. – Gemeu Jasmine. – Me perdoe, por favor, me perdoe pelas coisas que eu te disse.

Eu fechei meus olhos bem apertados ao ouvir a voz suplicante dela.

- Eu te amo, Gerard. Eu não agüento ficar longe de você. Eu disse aquilo por que estava com raiva, mas mesmo depois de tudo eu quero que você saiba que eu não ligo, eu só quero você. Eu te perdôo, Gerard.

Eu passo uma mão no rosto desconcertado.

- Eu te perdôo por amá-lo demais.

- Jasmine...

- Só me prometa que ainda estamos juntos. – Ela diz me cortando. Eu continuei calado. – Por favor, não me deixe. Eu te amo.

Eu me sentia num beco sem saída. Não gostava de conversar sobre assuntos sérios por telefone. Eu não queria dizer nada para prejudicar a Jasmine, até por que não sabia do que ela seria capaz se eu dissesse que não tinha mais vontade de ficar com ela. Acabei concordando com ela no final, só pra que ela desligasse o telefone.

Eu fiz o show naquele dia. Não foi um dos melhores, mas pelo menos consegui cantar até o final. Eu fui embora naquele mesmo dia de lá. Aluguei um carro e dirigi de volta para Los Angeles. O pessoal da banda ainda tentou conversar comigo, mas eu prometi que conversaria com eles outro dia, pois eu precisava fazer uma coisa importante.

Eu estacionei o carro em frente à empresa que a Natasha trabalhava. Sim, eu estava ali pra vê-la. Eu precisava conversar com ela, não consegui dormir com aquela idéia martelando na minha cabeça. Fui até a cafeteria que eu me lembrava que ela adorava comprar seus capuchinos. Comprei para agradá-la, mais como um pedido de desculpas pelo incidente na festa. Eu esperava que ela fosse me perdoar, não pelo copo de capuchino, mas por que eu a amava. Eu estava disposto a me abrir com ela e se ela quisesse voltar pra mim eu largaria tudo, até mesmo a Jasmine, mesmo que isso fosse difícil para esta aceitar.

Quando o elevador se abriu, e eu saí deste, todos os funcionários por onde eu passava me olhavam curiosos. Talvez seja por eu ser famoso!? Eu não sei. Nem precisei perguntar pela Natasha, eu já sabia o caminho e como ela era a chefe daquela empresa, eu não vi mal nenhum em ir direto pra sala dela sem antes me apresentar na recepção, aquela coisa toda. Eu ia bater na porta quando esta se abriu e alguém veio de encontro comigo, eu suspendi os copos no alto a tempo, evitando um estrago. Eu a reconheci, Claudia, era esse o nome dela, eu me lembro que ela era a secretária da Natasha na época que eu trabalhava aqui. Eu sorri pra ela querendo cumprimentá-la, mas ela pareceu ficar sem graça e se afastou rapidamente fugindo pra sua mesa de trabalho após pedir desculpa. E a Natasha. A Natasha estava lá, próxima à mesa dela, de braços cruzados e um olhar fulminante na minha direção. Eu já sabia que ela devia estar morrendo de raiva de mim, só não sabia que isso tornaria tudo tão difícil assim.

“Não, Gerard. Eu não quero mais. A gente realmente acabou. Nunca daria certo. Você está me deixando louca.” Essas foram às últimas palavras dela, o veredicto final, antes de ela me colocar pra fora da sala dela.

- Gee! – Gritou Jasmine dando um salto do sofá e vindo parar na minha frente com seus braços envolvendo meu pescoço. – Me desculpa.

- Ta, agora me deixa ir ao banheiro, eu preciso de um banho.

- Eu só quero dizer que eu estou muito feliz por você ter voltado. – Ela disse toda emocionada, lágrimas começavam a embaçar sua vista, mas eu agi friamente, não estava com humor para aturar aquilo.

- A gente se fala depois. – Eu disse tirando os braços dela e indo pro banheiro.

Como eu poderia suportar tudo isso nos próximos dias? Me olhei no espelho e bufei, não gostava do que eu estava vendo refletido nele. Aquilo não estava certo, por mais que eu não quisesse fazer aquilo, eu não podia continuar me prejudicando pra evitar machucar outra pessoa. Do que adiantaria isso? Eu nunca poderia amá-la. Eu nunca a faria feliz. Eu precisava acabar com aquilo. Com Natasha ou sem Natasha, Jasmine e eu nunca teríamos um futuro juntos. Eu abri a porta do banheiro e ela me esperava de pé próximo a porta com uma feição de dar dó, mas eu não podia continuar a enganar a nós dois. Aquilo nunca daria certo, nunca deu certo.

- Você esqueceu a toalha. – Ela disse cuidadosa me estendendo uma toalha que eu não peguei. Eu via seu medo em seus olhos, medo de que eu a abandonasse.

- Jasmine... – Eu sussurrei com pesar e ela balançou a cabeça.

- Por favor, não faça isso que está pensando em fazer, por favor. – Suplicou ela.

- Eu não tenho escolha.

- É claro que tem. – Lágrimas escorriam em seu rosto nesse momento. – Fica comigo. É o que você deve escolher. – Ela disse com a voz trêmula.

- Me desculpa. – Eu respondi antes de ir pro quarto para recolher o restante das minhas coisas.

O elevador se abriu no hall do prédio. Andei em passos rápidos, o salto do meu sapato chicoteava pelo caminho fazendo um estrondoso barulho. Eu estava com tanta pressa que não vi a merda da plaquinha amarela indicando que o chão estava molhado, foi um senhor tombo o que eu levei, eu voei literalmente e minhas pernas foram parar no ar. Droga! Como se meu dia não tivesse sido ruim o bastante. O segurança do prédio imediatamente correu até mim para me ajudar a levantar, um senhor que trabalhava no décimo andar, que segundos antes estava no mesmo elevador que eu, me estendeu a mão.

- Você está bem? – Perguntou o senhorzinho e eu balancei a cabeça que sim com um sorriso sem graça nos lábios.

- Tudo bem, senhora? – Perguntou o segurança nos alcançando finalmente.

- Está, obrigada. – Eu respondi. Então ouvi algumas pessoas perguntando “O que aconteceu?” “Ela caiu?” “Ela está bem?” e quando dei uma breve espiada a minha volta fiquei realmente envergonhada com tanta gente ao redor. Eu não me lembrava do Hall do prédio tão cheio quanto agora, exceto pelo horário de entrada lá pras oito horas, todo mundo querendo subir de elevador ao mesmo tempo para o início de trabalho. Parece que todo mundo resolveu passear para esfriar a cabeça, ao mesmo tempo. Outro segurança trazia a servente que carregava uma vassoura com um pano surrado enrolado nesta, a mulher que devia ter um metro e meio, me olhou hostil, eu consegui ler os lábios dela falando para o segurança “Ela não viu a droga da plaquinha? Essa gente mesquinha...”. Eu tive vontade de dizer “Tudo o que eu queria era um simples capuchinno, droga!”. Primeiro fui cantada por uma criança e eu quase tive um surto pedófilo ao pensar em considerar o convite dele para sairmos, depois meu capuchinno caro esfria e eu o jogo fora, então como se eu tivesse acordado com o pé esquerdo, Gerard aparece na minha sala após eu descobrir pela Claudia que todos na empresa achavam que ele e eu estamos de caso, ta, nós realmente ficamos na festa atrás do palco, mas a noiva, ou ex-noiva, totalmente atrapalhou tudo e agora provavelmente, apesar das minhas investidas em convencer a Claudia do contrário, todos estariam crentes de que estão certos. Ao certo, agora que resolvi dar uma escapulida do trabalho, estariam todos fofocando pelas minhas costas. Bom, essa é a intenção da fofoca, falar pro trás.

Depois de agradecer a ajuda do Senhorzinho e a gentileza do segurança de largar seu posto e vir correndo na boa intenção de me ajudar, eu peguei um táxi ali em frente do prédio. Tirei o celular da minha bolsa e disquei o número da empresa.

- Claudia. – Eu gritei depois de ela enunciar o nome da empresa. Deus! O que estariam fazendo os funcionários depois que eu saí? Estava um falatório que ela mal pôde me ouvir. – Claudia, sou eu, Natasha.

- Natasha! – Ela gritou como se quisesse alertar alguém e então o ambiente que ela se encontrava pareceu ficar mais calmo, sem falatório. – Oi, tudo bem?

- Na verdade não. Estou indo pra casa.

- Mas já? – Ela fez uma pausa antes de continuar. — Ainda nem são onze horas. – Então ela fez outra pausa. – Me desculpa, eu não deveria estar contestando, você é a minha chefe.

- Tudo bem, olha, eu preciso que você tome conta de tudo hoje por mim. Eu prometo que amanhã estarei aí.

- Não precisa prometer nada, Natasha. Você é a chefe. – Ela me alertou. – Pode deixar que eu farei o possível e impossível para que nada esteja muito louco quando você voltar.

- Se possível nem um pouco louco, só normal.

- OK. – Ela riu.

- Tchau.

Então eu desliguei o celular. AAAArgh! Eu precisava urgente afundar minha cabeça numa banheira transbordando de uma água quentinha.