Notas iniciais
Capítulo atrasado, mas acho que vou demorar menos para postar o próximo! Espero que gostem!

Malfoy não queria admitir, mas estava furioso por não ter entrado no time da Sonserina, e decidiu provocar Harry após o jantar naquela noite.

Harry estava colocando a 5ª tortinha de abóbora na boca, quando ouviu alguém tossir atrás de si, e Ron se levantou da cadeira. Hermione cruzou os braços.

"É claro que a nossa nova celebridade entraria no time de Quadribol, não é mesmo? Afinal, as regras da escola não se aplicam para você".

"Draco, você sabe muito bem o que aconteceu. Eu ser relativamente muito famoso não teve nada a ver com isso. A Mcgonagall viu a jogada, e o time estava com a vaga aberta. Além disso, nada impede que no próximo ano a vaga da Sonserina seja sua. Até onde eu sei o apanhador está no último ano da escola..."

"Muito bem, Potter. Melhor treinar bastante, porque ano que vem vou estar no time". E fez aquele clássico movimento com as sobrancelhas que apenas ele sabia fazer, indicando ser o perigo em pessoa.

"Até lá, torça por mim!". Harry disse sarcasticamente. "Pelo menos nos jogos contra a Lufa-Lufa e Corvinal...?"

Ron murmurou algo sobre achar Malfoy insuportável, quando ele se retirou.

Hermione observou, e Harry foi obrigado a concordar com ela, quando disse que Malfoy morria de inveja da fama e sucesso dele. Todas as vezes que se aproximavam e os garotos tinham um bom momento juntos, só Harry chamava a atenção, e isso deixava o outro transtornado.

Não era algo intencional ou de qualquer forma planejado... Só acontecia.

Aquela versão da Hermione parecia muito mais sensitiva e madura do que a anterior, com 11 anos, mas permanecia muito chata. Harry atribuiu isso ao fato de terem se tornado amigos antes da hora... E pensando no passado...

Naquela mesma noite, Harry planejou ir ao corredor do terceiro andar. Seu plano era simples e nem um pouco ousado. Pregaria uma peça em Quirrell. Faria algo que denunciaria o professor.

Enquanto saia de fininho do Salão Comunal, Ron se aproximou, e insistiu em acompanhá-lo. A princípio, Harry recusou, disse que faria algo perigoso, que só quem sabia conjurar um Patrono corpóreo poderia fazer. Mas Ron não se convenceu.

"Seja lá o que for, Harry, eu vou com você".

Ron era realmente corajoso como um leão... Ou apenas muito burro, mas era um amigo inacreditável.

Então Harry percebeu que se não deixasse Ron participar, e o garoto não recebesse alguns créditos e parabéns, e ficasse para sempre conhecido por apenas "ser o melhor amigo de Potter", ele acabaria rancoroso e ciumento igual Malfoy. Aceitou a companhia. Apesar de estar indo fazer algo perigoso, e ser irresponsável de sua parte levar uma criança consigo, agora ele era um bruxo definitivamente mais poderoso do que parecia, e poderia proteger o amigo, se precisasse.

Antes de sair, uma Hermione furiosa tentou mantê-los ali, em segurança.

"Hermione, vamos fazer algo extremamente perigoso e arriscado, e podemos ser expulsos se nos encontrarem... Mas seria muito bom a ajuda de alguém inteligente como você... Ei, Neville! Vamos todos?"

Neville havia esquecido a senha para entrar no salão comunal, e por isso estava deitado em frente ao quadro da Mulher Gorda, que naquele instante saiu para visitar uma amiga, em outro quadro.

Hermione tentou voltar, mas era tarde.

"Vamos, vai ser divertido e vou provar que estou certo. Quirrell é o culpado, vocês vão ver. Alguém aqui tem problemas com cachorros?"

"O cachorro da minha tia me perseguiu uma vez... Ele correu uns 10 minutos atrás de mim. Foi horrível". Disse Neville.

"Bom, o que vocês vão conhecer hoje se chama Fofo, ele é muito, muito... Peculiar".

Os 4 garotos se entreolharam, e seguiram Harry em direção ao 3º andar. Ali, Harry pediu para Neville ficar atento a qualquer sinal de Filch, enquanto ele lançava um feitiço de proteção sonora temporária no corredor.

Então, voltou-se à porta mais imponente que havia ali, e puxou a maçaneta.

"Não entrem. Apenas olhem o que há dentro e se afastem rapidamente."

Os garotos obedeceram, fechando a porta assustados e em choque após se depararem com um raivoso cão de três cabeças, e gigante.

"Por que uma criatura dessas dentro da escola, Harry!? Por que? E COMO você sabia?". Perguntou Hermione.

"Porque obviamente Hagrid me contou. É dele, o Fofo. Por favor não digam que eu contei. Ele está guardando algo de Dumbledore e Nicolas Flamel. Hermione, sabe alguma coisa sobre ele, o Flamel?"

Hermione estava assustadíssima. Aquela "coisa" poderia ter matado a todos se tivessem se aproximado alguns centímetros a mais. Ela estava lutando internamente contra a curiosidade intensa que fora plantada nela. Queria saber quem era Flamel, e principalmente, como ela mesma pontuou, o que estava sendo protegido pelo cão, dentro do alçapão que havia ali.

Enquanto os três amigos discutiam teorias mirabolantes, Harry começou a lançar um feitiço na porta, que os outros jamais haviam ouvido antes. Terminou a magia e soltou uma risadinha maldosa.

"Hermione, você é genial, sabia?".

A garota pareceu profundamente aborrecida.

"Seja lá qual o plano, Harry, eu não quero me envolver".

"Eu tou dentro". Disse Ron. "O que você fez ai?".

"Vocês vão ver. Só esperar o dia das bruxas, e vocês vão ver."

Um pouco antes do primeiro treino de Quadribol, enquanto os garotos tomavam café da manhã junto com Neville, Fred e George, lindas corujas voaram sobre as mesas e deixaram um longo pacote cair próximo ao local onde estavam. Harry pegou o embrulho sem se conter de felicidade. Sua boa e velha Nimbus 2000, inteira, novinha em folha. Os garotos queriam que ele abrisse o presente ali mesmo, mas Harry sabia que McGonagall não queria que todos soubessem. Disse que abriria após o café.

Hermione não contara para ninguém, mas estava buscando informações sobre Flamel desde aquela noite no terceiro andar. Harry só sabia disso porque a garota andava demonstrando um comportamento muito estranho naqueles dias, o que ela só fazia quando estava tentando descobrir algo, como tantas vezes fizera no passado.

Neville também se interessara pelo caso, mas jamais iria para a biblioteca procurar algo sobre isso. De todo modo, gostava do jeito como Harry era educado e considerava ele um amigo, e por isso estava sempre próximo — as vezes incomodando um pouco Ron e Hermione.

Fred e George adoravam a rebeldia e sarcasmo daquele Harry tão convencido e tão disposto a descumprir as regras da escola, e por isso passavam um tempo com ele sempre que podiam.

Saindo do salão principal, Harry abriu o pacote, e todos soltaram uma exclamação ao se depararem com a vassoura. Hermione resmungou que mais uma vez ele era premiado por descumprir regras.

O resto do dia correu sem surpresas. A aula do professor Flitwick foi ok, já que Ron e Hermione não brigavam com tanta frequência, e ele nem se sentia mais tão ofendido pela garota ser estupidamente esperta. No final da aula, como de costume, apenas Harry e Hermione conseguiram fazer as coisas levitarem com perfeição.

Quem estragou o humor de Hermione foi Malfoy, que ao sair da sala de aula com seus amigos, comentou algo bem maldoso sobre o fato da menina ser uma sabe tudo muito feia.

Os olhos da menina se encheram de lágrimas, mas Harry foi ligeiro, conjurou um bouquet de margaridas e entregou para a amiga.

"Hermione, não liga pra ele. Ele não é nada, mas você é um gênio. Ele só disse isso porque sabia que você estaria ouvindo. Você viu o que aconteceu com a pena dele durante a aula? Exatamente, nada!".

A menina continuou mordida o resto do dia, mas Harry não estava tão preocupado com isso, contanto que ela não fosse chorar em nenhum banheiro prestes a ser invadido por um trasgo idiota. Ele estava ansioso para o jantar, e não por ser Halloween, com o costumeiro banquete, e sim porque Quirrell iria ganhar um presentinho.

Notas finais
E ai? O que acharam?