Notas iniciais
Voltei amores, aeee Capítulo maior da fic, mais de cinco mil, espero que gostem pois meus dedos estão doendo de tanto escrever. Agradeço a todas vocês que comentaram e favoritaram a fic pois ela chegou a 200 comentários, 124 pessoas acompanhando, 45 favoritos e 1 recomendação Serio, to muito feliz. Obrigado mesmo pelo voto de confiança que deram a fic quando decidiram ler o primeiro capítulo que saiu de uma ideia numa noite sem energia, obrigado por terem me acompanhado em todos os capítulos e a cada comentário que me ajudou muito, a cada um que lê me da mias vontade de seguir em frente com a fic e a prolongar o máximo que der. Ah e antes que eu me esqueça, agradeço também a minha amiga, Kalika, que me deu ideias e que corrige meus erros de ortografia (ninguém é perfeito né?) e pelas várias dicas para poder fazer sempre o melhor para vocês lerem. Agora chega de falatório e vamos ao capítulo. Boa Leitura

Pov. Christian Grey

Alguns dias atrás…

Assim que Charlie Tango passou no heliporto do Escala, Taylor veio ao meu encontro, mas passei direto, apenas murmurei para pegar minhas malas e leva-las ao meu quarto. Entrei no elevador e digitei o código para o meu apartamento. .

—Gail?- Chamo indo na direção do meu escritório.

—Sr. Grey? Pensei que fosse ficar mais tempo em Montesano com... Aconteceu alguma coisa com a minha princesa?!- Pergunta desesperada em frente a minha mesa.

Meu coração se aperta ao se lembrar de Ana. No trajeto de Montesano á Seattle, forcei minha mente para focar apenas no painel de controles. Desde a nossa briga em seu quarto eu descobri o que tanto batia freneticamente dentro do meu peito, toda vez em que ouvia ou pensava em Ana. Meu coração ficava louco com o simples mençar de seu nome, eu sabia que sentia algo muito forte por ela, algo que me fez querer dar o mundo para ela, fazê-la feliz e fazer de tudo para que ela não conheça a dor e as coisas fodidas do mundo, principalmente do meu mundo.

Quando a vi no hospital machucada, não me senti bem e muito menos prazer. Naquele momento queria transferir a dor que ela estava sentindo para mim, para que ficasse bem. O mundo fodido e escuro em que Elena me apresentou não é o que Ana merece, um anjo como ela merece o mundo aos seus pés e um homem que não seja como eu fudido em cinquenta tons diferentes. Mas por mais que eu saiba que não mereço esse anjo de luz na minha vida cheia de trevas, sou muito egoísta, não suporto a ideia de minha Ana nos braços de outro, de receber carinho que não seja o meu, de fazer amor que não seja comigo e de ser feliz sem ser do meu lado. Não consigo e nem quero deixar Ana seguir a vida sem mim, mas eu também não tenho coragem de contar às coisas que já fiz e que hoje me envergonho, não consigo falar para ela dos meus gostos peculiares, que depois que a conheci não me atraem tanto como antes. O pior é que sei, se eu contar tudo isso não vou aguentar ver em seus olhos azuis a decepção, o horror e por fim o nojo direcionado a mim.

Seria o meu fim!

Saber que um ser tão inocente e puro como ela, tome conhecimento de tanta merda como isso. Ana é o meu porto seguro, a minha âncora para ficar na luz e não decair no escuro. Anastasia Steele me faz um homem completamente e fodidamente feliz.

—Sr. Grey? Me diga, por favor, aconteceu algo com a minha menina?- Pergunta novamente desesperada Gail, me tirando dos meus pensamentos.

—Ela está bem Gail. Tive que voltar mais cedo, por causa de problemas na empresa. Taylor levou minhas malas para o meu quarto, desfaça elas e depois prepare o café para mim. Mas tarde vou para a empresa.

Ela assente com a cabeça e sai do escritório, me deixando sozinho com os meus pensamentos, levanto-me da cadeira e vou para imensa parede de vidro. Seattle ainda está coberta pela noite, mas há alguns carros e pedestres andando pela calçada. Olho para o horizonte, onde o mar se encontrava como o céu escuro da noite.

—O que quer dizer com isso Ana?- Pergunto confuso com suas palavras.

—Quero dizer que eu estou apaixonada por você Christian, e que mesmo sendo essa Fera que esconde do mundo e de todos, eu sou louca por você. Sou como a Bela, mesmo você não gostando eu me apaixonei por você, e tenho fé que eu posso trazer o homem que vive dentro de você para fora.- Diz ela olhando em meus olhos que, com certeza, estão arregalados.

Porra!

Ela está apaixonada por você Grey?

Como alguém como ela pode gostar de um cara fodido como você?

“- Você não é esse monstro que imagina Christian. Não se martilize.- Diz a voz de Flynn em uma das nossas consultas.”

Olhando em seus olhos não sabia o que dizer, pois não me acho digno nem do amor da minha família, quem dirá de um ser tão puro quanto Ana. Ela desperta o melhor de mim, me faz ver tudo com novos olhos e me sinto diferente com a sua presença. Não sei como, mas quando percebi as palavras já saíam da minha boca.

—Eu também me apaixonei por você Ana, mas por mais que eu me esforce, nunca vou ser o cara que você merece e... — Ela me beija, impedindo-me de terminar.

Hoje vejo que não é só paixão, é algo muito mais forte e verdadeiro.

Eu a amo.

Olho para fora e vejo o sol nascendo no horizonte, trazendo com ele mais um dia para todos, para uns dia feliz e para outros, como eu, infeliz. Sem ter a minha baby por perto, bem ao meu lado não tenho motivos para ser feliz ou simpático com alguém, muito pelo contrário. Ainda me lembro do seu belo rosto banhado em lágrimas, enquanto jogava na minha cara os conhecimentos sobre mim e o meu passado que não revelei para ela, pelo simples fato: Não tenho coragem de revelar o monstro que habita em mim.

Fico me lembrando dos momentos em que fui o motivo do seu sorriso, dos seus olhos brilhando, do prazer em seus gemidos quando eu tomava seu corpo para mim, e do brilho apaixonado que seus olhos emanavam quando estávamos juntos. Ela me faz feliz, o homem mais feliz e realizado com essa vida fodida que levava. Agora ela está longe, mesmo infeliz e sentindo como se não tivesse mais sol no mundo sei que é o certo para ela, minha baby é pura de mais para toda a sujeira que carrego comigo.

—Senhor, Gail já terminou seu café. –Diz Taylor depois de bater na porta e entrar.

—Já vou Taylor, vou tomar um banho e já desço. –Digo no meu habitual tom frio sem me virar.

—Sim senhor. –Diz e sai me deixando sozinho.

Ah minha baby, não sabe o que eu faria para poder ficar ao seu lado novamente. Não sei mais o que é certo ou não ficar sem você, minha âncora para a luz e o dia para a minha noite sem fim. Apesar de dizer a mim mesmo que não sou o certo não consigno imaginar outro homem em meu lugar, tomando o que é meu, poderia matar o filho da puta que ousasse encostar na minha Ana.

Olho o relógio e vejo que já são seis e meia, saio do escritório e vou para o meu quarto. Tomo um banho quente e depois de me secar visto um terno preto com uma gravata cinza, arrumo meu cabelo e passo meu perfume. Depois de conferir minha aparência mais uma vez vou para a cozinha tomar o café que Gail fez, e como sempre estava tudo delicioso, mas nada comparado ao da minha baby. Assim que acabo meu café vou para o escritório e pego minha pasta com alguns documentos e contratos que tinha deixado em casa para ler, mas com tudo que aconteceu, nem li.

—Vamos Taylor. –Digo passando pelo hall, logo ele me segue e juntos entramos no elevador. Chegamos na garagem e vamos direto para o carro, entro no banco de traz e Taylor no volante.

Pegamos um pouco de trânsito, mas como sempre cheguei mais cedo do que o habitual, vou direto para o elevador sem falar com ninguém, não estou com bom humor para ser simpático, até porque a única pessoa que desperta sentimentos bons em mim está magoada comigo e bem longe. Chego no meu andar e passo por Andrea, que dá um pulo da cadeira quando me vê e vem logo atrás de mim com a agenda na mão.

—O que tem hoje Andrea? –Pergunto me sentando na minha cadeira e ligo o computador, enquanto ela vai iniciando vou arrumando uns contratos que tem sobre minha mesa, e escuto o que vou ter que enfrentar ao longo desse dia infernal.

Algumas horas depois...

—Sr. Grey, o Sr. Kavanagh solicitou a sua presença no evento em que sua empresa vai promover amanhã de noite em Nova York. -diz Andreia quando entramos na minha sala depois de mais uma reunião que foi a última desse dia de merda.

—Confirme então e fale com Stefan para preparar o avião para amanhã de manhã. -digo pegando as folhas do relatório da reunião que ela fez.

—Sim senhor, mais uma coisa o Sr. Turner pediu para que o senhor vá a filia de Nova York para ajudá-lo com alguns problemas que surgiram com o novo aparelho telefônico, que irá ser lançado no próximo mês.

Mas será que ninguém sabe fazer o seu trabalho? Eu pago para que eles resolvam problemas que possa surgir e muito bem alias. Largo os papeis que estava em minhas mãos e olho frio para Andreia que se encolhe toda e abaixa a cabeça, em uma perfeita posição de submissão. Tento controlar a raiva que está se apoderando de mim, não quero me descontrolar aqui, ainda mais na frente dos meus funcionários.

—Marque uma reunião com ele depois de amanhã então, e reorganize minha agenda. Vou ficar em Nova York por duas semanas e todas as reuniões que tiver vou fazer por vídeo conferência. –digo para ela que anota na agenda.

—Mais alguma coisa Sr? –pergunta em tom baixo.

—Não, por hoje é só e se alguém ligar marque, já vou para a casa. –digo arrumando os papéis na minha maleta. Andreia assente e sai da minha sala, termino de arrumar minhas coisas e vou para o elevador sem falar com ninguém.

Saio da empresa e entro logo no carro que estava com a porta aberta para mim, com Taylor ao lado. Entro fecho à porta e depois de um tempo estamos andando pelas ruas de Seattle, que está sendo coberta por uma leve chuva que já estava prevista para esse final de tarde, o céu tingido de um cinza escuro como se o mundo estivesse prestes a se acabar. Olhando o céu assim, vejo que por dentro estou quase igual só que minha alma está mais negra do que o cinza, ela não tem a luz que tinha quando Ana estava ao meu lado e não tem nenhum pingo de cor, só o preto da escuridão.

—Chegamos senhor. –diz Taylor do lado de fora com a porta aberta para mim. Pego minha maleta e desço do carro e juntos vamos para o elevador.

—Gail arrume umas malas para mim, vou passar duas semanas em Nova York. –digo assim que passo por ela na sala.

—Sim senhor. –diz e larga os matérias de limpeza e me acompanha até o meu quarto.

Vou para o closet, jogo minha maleta na poltrona que tem perto da porta e pego uma calça de moletom cinza, uma box da Calvin Klein preta e uma camisa de algodão branca e vou para o banheiro. Tiro meu terno e o jogo no cesto ao lado da bancada, quando já estou sem nenhuma peça de roupa coloco as mãos no mármore frio e olho para o homem a minha frente.

—Você voltou para o monte de merda que era antes, parabéns Grey, mostrou mais uma vez o quanto você é um filho da puta de merda.

Não contesto, pois sei que é a mais pura verdade. Deixei Ana escapar por entre os meus dedos por causa da minha covardia de contar a ela toda a verdade, mas prefiro que ela esteja bem no seu mundo de luz, protegida de mim e da merda do meu passado que está cheio de trevas, não suportaria o seu olhar de tristeza, decepção e vários outros sentimentos sobre mim. Os seus olhos vermelhos, cheios de lágrimas e os seus soluços já são o meu tormento diário por saber que fui o causador disso.

­—Você não pode desistir dela assim Grey. Ela te ama e já disse enquanto vocês se amavam, ela confessou o amor dela por você e ela só será feliz com você. Não pode deixar a única pessoa que te ama de verdade e que te faz feliz, um novo homem, assim sair da sua vida sem fazer nada para impedir isso.

Balanço a cabeça para afastar essas vozes em minha cabeça.

—Não eu só queria saber se eu posso te tocar ou...-calo sua boca com um beijo enquanto pego suas delicadas mãos e as colo em meu peito.

—Pode, daqui para frente você pode fazer o que quiser comigo baby. —digo quando solto seus lábios que tem um gosto delicioso de baunilha.

—Eu te amo. —diz minha baby me deixando surpreso e logo em seguida me puxa para um beijo puxando minha cintura para continuar a me movimentar.

Fico parado por um momento, ainda estou em choque com sua declaração. Estou tão surpreso por essas simples palavras que me deixaram sem nenhum chão, mas completamente feliz, nem retribui seu beijo de tamanha felicidade que me consumia e a incredulidade que me consumia. Ana se afasta de mim depois de um tempo e me olha nos olhos, vejo que ela vai falar algo, mas a beijo antes, não quero que nada interrompa esse momento mágico que vai ficar na minha memoria para sempre. Minha baby me ama, não preciso de mais nada para viver. Sem interromper nosso beijo conduzo meu membro para a sua entrada e volto para o meu lugar favorito em todo o mundo.

Aquele dia foi muito especial, descobrir que Anastasia me ama e só de pensar que eu não fui capaz de lhe retribuir a mesma felicidade que senti quando ouvi suas palavras.

—Você ainda tem chance de concertar tudo Grey, basta dar um tempo e quando ela voltar para Seattle converse com ela e seja sincero e lhe conte tudo, como deveria ter sido desde o começo. Ela te ama e vai compreender.

Isso.

Vou dar um tempo para ela pensar e esfriar a cabeça em Montesano, assim como eu. Vou pensando em um jeito de contar tudo para ela em Nova York.

—Vou ter você de volta Baby, dessa vez nada vai me impedir de te contar a verdade e no final vamos voltar a ficar juntos, com você em meus braços, de onde não deveria ter saído. –murmuro olhando para o meu reflexo no espelho. Me encaminho para o box e ligo o registro com uma nova onda de esperanças pelo corpo, esperança de ter a minha luz de volta.

Dias atuais...

—Taylor avise Stefan para deixar o avião pronto, depois dessa reunião vamos para casa. –digo para Taylor na porta da sala de reuniões da sede da Grey House de Nova York.

—Sim senhor. –diz e entro na sala.

—Boa tarde senhores. –digo me encaminhando para a mesa e logo início a última reunião aqui nessa cidade para pode voltar para Seattle.

Nesses dias em Nova York eu fui para o evento que Eamon Kavanagh organizou em um salão de eventos bem famosa aqui, como esperado tinha vários reportes e paparazzi. Foi uma loucura total quando Taylor parou o carro em frente à entrada para o salão, os repórteres vieram com tudo para cima do carro e tive que esperar Taylor falar com os seguranças, para bolarem um jeito para eu entrar sem que ninguém pulasse em cima de mim. Depois de dez minutos ele abriu a porta e eu saí, momentaneamente fiquei cego com tanta luz que veio para cima dos meus olhos, assim que me recuperei andei pelo extenso tapete vermelho que tinha, e conforme andava aqueles urubus filhos da puta começaram com as perguntas.

Qual o nome da mulher que o acompanhou no evento em Montesano?

Senhor Grey é verdade que aquela mulher que estava com o senhor é sua namorada?

Senhor Grey é verdade que a mulher que estava com o senhor é uma acompanhante de luxo?

Vocês estão noivos?

Vão se casar?

Ela está com o senhor para poder aparece na mídia?

Ela está grávida e por isso vão se casar?

A família Grey aprova a união de vocês dois?

Muitas perguntas, todas ao mesmo tempo e nenhuma que eu vá responder, para eles ganharem as minhas custas e as de Anastasia.

Muitas perguntas me deram muita raiva e muita vontade de mandar eles irem a merda, mas me controlei e segui em frente. Durante todo o tempo em que fiquei naquele lugar recebi vários olhares dos vários empresários e suas acompanhantes, todos se perguntando onde está a minha baby, mas nada comentaram o que eu agradeço, não gostaria de mandar ninguém cuidar da sua vida naquela noite. Estava com muitas saudades da minha baby e com muito mal humor, mas fui educado com todos e quando deu fui para o hotel em que estava hospedado.

Estava morrendo de dor de cabeça naquela noite, além do dia cansativo que foi tive duas reuniões antes do evento, tive que aguentar Mia e Elliot no meu ouvido querendo vir para cá, pois pelo que entendi Kate e Ethan tinham vindo para passar um tempo com os pais, sorte minha que eles não puderam e mesmo que pudessem não ia deixar, não estava com paciência para aguentar os dois. À noite não vi os irmãos Kavanagh, apenas seus pais. Conversei com eles algumas coisas e depois só voltei a falar quando me despedi.

Durante essas duas semanas, além de passar os dias e algumas noites trabalhando na filial de Nova York e consegui resolver o bendito problema para o lançamento dos celulares, depois de resolver isso que foi muito fácil, comecei a revisar todos os lucros, o que saia e entrava na empresa e tudo o que eles andavam fazendo, precisava me certificar que tudo estava bem, já que não souberam resolver um pequeno problema como conseguiriam administrar uma empresa de grande porte? Ainda bem que tinha gente competente e tudo estava correndo bem e os lucros estavam bem maiores do que pensava.

Tirando o trabalho, assim que chegava ao quarto do hotel passava sempre algumas horas no computador pesquisando coisas românticas, para poder fazer com a minha baby que adora corações e flores, e se isso a deixa feliz eu vou dar a ela isso e muito mais. Depois de muito pesquisar deixei de lado coisas exageradas, pois Ana gosta de coisas simples, então optei por um jantar na marine de Seattle, depois tomar vinho com alguns petiscos na areia da praia com a lua a céu aberto e por fim uma noite inteira de sexo no Escala. Tudo estava perfeito na minha cabeça, no fim do jantar eu contaria tudo para ela, que me entenderia e ficaria comigo. Por isso fiz de tudo para voltar mais cedo para Seattle, não consegui, mas hoje depois dessa reunião eu volto para Seattle e ninguém vai me impedir.

—Bom senhores por hoje é só, espero que consigam resolver tudo sozinhos daqui para frente e se precisarem é só marcar uma reunião por vídeo conferência com a minha secretaria. Uma boa tarde para todos. –digo quando a reunião acaba e saio da sala a passos largos.

—Vamos Taylor. –digo quando passo por ele na recepção, ele vem atrás de mim e quando paramos em frente ao carro abre a porta e eu entro.

Ele dirige para o aeroporto e depois de meia hora chegamos, Taylor pega minhas malas e vamos para a pista de decolagem. Stefan nos aguardava em frente ao meu jatinho particular, junto com duas comissárias de bordo, cumprimento-o e logo nos acomodamos e ele inicia a decolagem. Olho a hora em meu relógio e vejo que são duas e meia da tarde, devo chegar lá pelas sete e pouco se Stefan conseguir ir mais rápido.

Depois de quase seis horas de viagem finalmente chegamos a Seattle. Pegamos um carro que já nos esperava e Taylor colocou as malas no porta malas e entramos. Durante o caminho para casa ligo meu celular e na mesma hora me arrependo. Tem varias ligações, mensagens e e-mails de Elena. Todos querendo saber quando eu volto, se eu levei Ana comigo e que quer que eu a ligue de volta para conversarmos.

Merda!

Ainda estou puto com Elena por aquela noite. Era para ter sido apenas eu e minha baby dançando e aproveitando, tinha tudo para ter sido perfeita tanto no coquetel quanto no quarto dela no final da noite. Mas graças a ela Anastasia ficou com raiva e saiu, e ainda por cima se encontrou com Leon Donatti, um CEO na área de moda, tem várias agências espalhadas pelos EUA. No final da noite eu briguei com Elena por fazer aquilo, que eu tenho certeza que foi de propósito e ainda avisei Leon que Ana era minha, mas de nada adiantou, pois Ana ficou muito chateada e acabamos brigando. Mando uma mensagem para ela deixando claro de uma vez por todas que não quero mais contato, já tinha falado isso para ela antes de ir atrás de Ana, mas ela não me deu ouvidos. Envio e volto a desligar o celular.

Estou cansado e enfadado, não consegui descansar direito nesses últimos dias, as noites eram uma escuridão sem fim, que custava a dar lugar para o dia, não conseguia dormir direto e quando dormia os meus pesadelos sempre voltavam, me fazendo acordar todo suado no meio da madrugada. Os meus pesadelos voltaram com força sem Ana ao meu lado, dormindo abraçada a mim, sem o seu cheiro de baunilha e seu pequeno corpo quente que me aquece do frio. Tudo que quero agora é chegar em casa tomar um banho e tentar dormir, para amanhã resolver tudo para contar para minha baby sobre o meu passado de merda, e no final da noite está no meu lugar preferido de todo o mundo.

—Chegamos senhor. –diz Taylor quando estaciona na vaga. Abro a porta e ando direto para o elevador, digito o código e logo as portas se fecham. Encosto-me no espelho do elevador e massageio minhas têmporas, minha cabeça está começando a doer.

—Senhor Grey eu juro que tentei impedir ela de entrar, mas não consegui estava indo chamar o segurança agora. –diz Gail correndo na minha direção quando as portas se abrem. Olho confuso para ela.

—Ela quem Gail? –pergunto confuso.

—A senhora Lincoln, ela entrou aqui e subiu para o quarto de jogos, tentei impedi-la mas não consegui e agora ela está trancada lá, dizendo que só sair quando o senhor chegar. –diz ela num folego só. Na mesma hora o cansaço começa a ser substituído pela raiva. O que Elena pensa que está fazendo?

—Deixa que eu resolvo Gail, você e Taylor estão liberados, podem ir. –digo e subo para o segundo andar.

—Elena abre agora essa porta, porra. –ordeno sem bater. Logo escuto o trinco da porta e em seguida vejo Elena.

—Boa noite meu menino. –diz ela sorrindo para mim. Entro no quarto e quando passo por ela pego em seu braço com força. –Ui que pressa em. –fala dando risada. Aperto mais o aperto e ela tira o sorriso da cara e faz uma careta de dor.

—Escuta aqui Elena, eu não quero mais nada com você ou que relacione algo. Acabou há muito tempo, quero distância de você, então é melhor me deixar em paz ou se não...-falo com a voz controlada mas por dentro o inferno está congelando.

—Ou se não o que Christian? Vai me bater? Ah? Bate, pode bater. Eu sei que você anseia isso, você quer infligir dor e quer sentir o prazer que isso te dá e depois quer fuder até suas pernas cederem, mas não pode, pois aquela pirralha não pode dar isso a você. Eu sim! –diz ela se soltando do meu aperto e apontando o dedo para mim. Fechos os olhos e respiro, ele está agitado dentro de mim e não quero que ele se solte e tome conta, pois se isso acontecer nem sei o que sou capaz de fazer com Elena.

—Cala a maldita boca Elena, você não sabe de nada. –digo baixo tentando me acalmar.

—Claro que sei Christian, esqueceu que quem te ensinou tudo o que sabe fui eu? Eu te apresentei ao mundo BDSM e você aprendeu tudo certinho comigo e gostou, tanto que deixou de ser meu submisso para se tornar um Dominador. Concordei com tudo e arranjei várias submissas para você se satisfazer. Você gosta disso Christian, mas depois que conheceu aquela menina tenta se controlar e se disfarça para...-

—PARA! JÁ CHEGA ELENA. –explodo e nessa mesma hora sinto que tudo o que fiz e lutei para deixar preso dentro de mim foi por agua a baixo, ele está solto.

—NÃO, NÃO PARO. –grita ela que me empurra pelos ombros em direção da cama. Meu corpo reage na hora, ninguém me toca, tirando minha Ana.

—Para Elena, não sabe com quem você tá se metendo. –digo frio para ela que não liga e tenta me empurrar de novo, só que dessa vez no meu peito.

—Não. Me. Toque. –digo pausadamente segurando seus pulsos bem forte.

—Christian...está me machucando. –diz com uma voz fraca de dor. Logo a imagem de Ana me veio à mente e me faz recuperar um pouco da minha razão, solto Elena e me afasto dela.

—Sai daqui Elena e nunca mais volte a aparecer na minha frente, me deixe em paz e a Ana também. –digo apontando para a porta, tiro minha gravata e a coloco no bolso da calça, desabotoou três botões da camisa sem tirar os olhos de Elena.

—Não até você admitir. Admita Christian, você sente saudades de bater nas mulheres, admita que sente saudades do quarto de jogos e a prova disso é que você não se desfez dele, mesmo estando com essa garota. –diz ela massageando os pulsos.

—Não tive tempo para isso Elena, não quer dizer nada. Eu vou me desfazer dele é só questão de tempo. –digo firme para ela que sorri com deboche.

—Você sente saudades de bater em uma mulher até ela ficar com a pele vermelha escarlate, quase tirando sangue. Lembra-se de Leila? Lembro bem que você me contou que bateu tanto nela que suas mãos cansaram, disse-me que deixou marcas nela que demorariam anos para saírem completamente. –diz ela sorrindo enquanto se aproxima de mim. Minha respiração irregular faz meu peito subir e descer rapidamente, minha mente reproduz as imagens desse dia, do dia em que dei uma surra em Leila, minha ex-submissa.

—Eu mudei Elena. –digo para ela, mas minha voz sai cortada. Ela sorri vitoriosa.

—Não, não mudou meu menino você continua o mesmo. E eu sei que você sente desejo de trazer Anastasia para cá e fazer o mesmo com ela, do que fez com Leila. –diz ela e isso e a gota d’agua.

— CALA A BOCA ELENA, VOCÊ NÃO SABE O QUE DIZ! EU MUDEI, NÃO SOU MAIS O MESMO! –explodo cheio de raiva. Ela não sabe o que diz.

—SEI SIM E VOCÊ SABE QUE ESTOU CERTA! VOCÊ NÃO É NENHUM PRINCIPE CHRISTIAN, VOCÊ NÃO BRINCA DE CASINHA COMO VEM TENTANDO SE PROVAR COM AQUELA MENINA! VOCÊ GOSTA DE FUDER, BATER E SENTE PRAZER QUANDO UNI OS DOIS NO NOSSO MUNDO! VOCÊ É UM DOMINADOR, POR MAIS QUE TENTE SE ENGANAR NUNCA VAI CONSEGUIR TIRAR ELE DE VOCÊ! –grita ela em resposta. Minha respiração está acelerada, tento me controlar para não pegar ela pelos braços e suspende-la e depois marcar seu corpo todo com o chicote de montaria. Quando eu ia abrir a boca para respondê-la a porta se abre com força batendo na parede. Elena e eu olhamos e vejo Ana entrando no quarto. Arregalo os olhos. Não, não era assim que era para ela saber!

—Ana! –chamo num sussurro com medo de sua reação. Ela olha para Elena e depois para mim com a expressão carregada de raiva.

—Agora você vai me contar tudo! Por que não sei se vou querer vê-lo outra vez! –diz.

Merda!

Pov. Anastasia Steele

—Vamos Christian conte para ela. –diz Elena com um sorriso enorme no rosto.

Tire ela daqui, a conversa é com o Christian e não com ela.

Diz minha deusa interior. Sorrio, vou poder fazer o que sempre quis desde que a conheci. Ando na direção de Elena e dou um tapa bem dado na sua cara de velha plastificada, quando ela vira o rosto pego seus cabelos e puxo-a arrastando comigo em direção ao corredor.

—ME SOLTA SUA LOUCA! CHRISTIAN FAÇA ALGUMA COISA! –grita ela, desço com ela pelas escadas e vou até o elevador. Olho para traz e vejo Christian com os olhos arregalados e com a boca levemente aberta.

—Ai de você se mexer um dedo para ajudar essa vaca. –digo para ele e me volto para Elena.

—Escute bem sua projeto de puta idosa, nunca mais dirija a palavra a mim, já aguentei essa sua cara cheia de plásticas por muito tempo. Você conseguiu o que queria, interferiu e destruiu o que Christian e eu construímos, mas agora se eu ver você não vou manter a pose para ninguém. Não vai ser um tapa ou um puxado de cabelo, vai ser uma surra bem dada ai sim você vai poder fazer uma cirurgia, com motivo. –digo para ela e a jogo dentro do elevador, aperto o botão e as portas se fecham com Elena jogada no chão.

—Uou. –diz Christian. Me viro para ele.

—Agora a minha conversa é com você. –digo e passo por ele em direção à sala de estar.

—Ana, baby eu não queria te contar assim, eu tinha tudo pra...-diz Christian me virando para ele, me afasto dele que me olha surpreso e triste. Meu coração se parte vendo ele assim, mas tenho que ser forte, não posso deixar ele me fazer de boba de novo.

—Planejado para continuar a me fazer de trouxa né Christian? Meu Deus! Eu não acredito que você tem mentido para mim sobre um assunto desses e ainda fez Taylor e minha madrinha, minha madrinha Christian! –digo indignada.

—Eu sei o que eu fiz Anastasia e não me arrependo de nada, pois foi assim que eu pude ficar perto de você, a única coisa que me arrependo é de não ter te contando antes. –diz ele firme com sua pose de CEO. Ele ia me conta? Mas mesmo se ele tivesse me contado como acha que eu teria reagido ao saber que o homem que estou apaixonada, gosta de bater em mulheres e as torturarem?

—E COMO VOCÊ ACHA QUE EU IA REAGIR CHRISTIAN? VOCÊ GOSTA DE BATER EM MULHERES E QUERIA FAZER ISSO COMIGO, MEU DEUS! –grito com ele que me olha com o mesmo olhar que me olhou na noite em que ele foi embora de Montesano, quando apertou meus pulsos.

—Não grita comigo Anastasia. Eu ia te contar, só não queria que me olhasse desse jeito e eu não quero machucar você...bem no começo sim, mas depois de vê-la no hospital com os pontos na cabeça eu vi que não sentia prazer em ver o seu sofrimento ai...-diz e começa a se aproximar de mim mas eu passo por ele, não quero que ele me toque agora, ainda mais assim.

—Você queria me levar para aquele quarto? –murmuro assustada imaginando as coisas que ele poderia fazer comigo naquele lugar.

—Ana...-diz ele me olhando com aqueles olhos do meu menino perdido que está assustado com tudo. Minha garganta começa a se fechar com o bolo de lágrimas que começa a se formar, meus olhos se enchem de lágrimas com medo da resposta que vai sair da sua boca, mas eu preciso disso.

—Só me responde Christian, a verdade. Você queria me levar no seu quarto de tortura? –pergunto tentando controlar minhas lágrimas. Ele fica me olhando sem se mover e o silêncio tortura. –Responde Christian!

—Sim. –diz ainda me olhando.

Não aguento mais e deixo minhas lágrimas saírem livremente pelo meu rosto. Logo um soluço escapa dos meus lábios, ando até o sofá e me sento, escondo meu rosto entre meus braços e choro. Meu Deus! O homem que eu amo queria me machucar, me bater com chicotes e aquelas outras coisas que tinha naquele quarto de tortura. Não sei se consigo suportar isso. Como vou conviver com alguém que quer me machucar?

Mas ele disse que queria no começo, agora ele não quer mais te fazer nenhum mal.

Pode ser verdade, mas por que ele não foi sincero comigo desde o começo? Eu não teria fugido dele ou coisa do tipo, a gente sentaria e conversaria sobre isso e sobre o motivo que o levou a pratica do BDSM. Mas não, ele mentiu e me fez de idiota e como se não bastasse colocou Taylor e minha madrinha, meu Deus! A mulher que sempre me ensinou a falar a verdade mentiu para mim e foi a pior das mentiras, se fosse uma coisa boba tudo bem, mas esconder que o homem em que eu estou me relacionado gosta de sadomasoquismo já é demais.

—Baby...vamos conversar. Me deixa te falar, te explicar tudo. –diz Christian se sentando ao meu lado e passa os seus braços ao meu redor. Me rendo ao seu corpo e pulo no seu colo, aperto seu pescoço e aspiro seu cheiro. Eu sei que tem muito mais coisas para serem discutidas e reveladas, mas por hoje já basta, eu preciso de um tempo para assimilar tudo. Me separo dele e me coloco de pé.

—Eu preciso de um tempo para pensar Christian, depois a gente continua essa conversa. Foi muita coisa para um dia, tchau. –digo para ele e saio correndo para o elevador.

—Ana. –chama, mas assim que ele chega perto do elevador às portas se fecham.

Encosto-me no espelho e escorrego até o chão. As lágrimas tomam conta do meu rosto e meus soluços são incontroláveis, não posso parar. Como vai ser agora? Será que vamos continuar com o nosso namoro?

Vocês não namoram de verdade, ele falou isso apenas por falar na frente dos outros.

Confusa.

É como me sinto.

Não sei o que pensar ou o que devo fazer, não sei se Christian e eu temos um relacionamento ou não. Não sei de mais nada, o meu mundo foi destruído e a poeira espalhada para o nada.

As portas do elevador se abrem e saio desnorteada. Minha cabeça está zumbindo e é como se o mundo estivesse por cima dela, a dor e insuportável, mas mesmo assim sigo para fora do prédio. Viro a rua e começo a andar sem rumo, a dor vai aumentando a cada passo e o frio da noite não ajuda em nada, em uma rua que eu não sei por onde vai dar um carro preto para, mas não ligo muito, só quero ir para longe de todos, esquecer que esse dia existiu para depois pensar no que eu vou fazer.

—Ana! –escuto uma voz, mas não consigo identificar meus ouvidos estão com uma tapa grande que faz todos os sons ficarem abafados. Me puxam mas eu não tenho força para tentar me soltar. –Ana está tudo bem? Você está pálida e gelada.

—Leon...-digo num fio de voz. –Me ajuda, me leva para a casa da minha amiga...o...o nome dela e Kate... por favor. –digo tentando me concentrar em seu rosto com a barba por fazer, mas está tão difícil.

—Claro, claro que eu levo, mas não seria melhor levar você para o hospital? –diz ele me ajudando a andar.

—Não, por favor, só... só me...leva para a... casa da...da...da Kate. –digo e não aguento mais. Minha cabeça doe demais e meu corpo está muito pesado para eu conseguir suportar. Não dá.

—Anastasia. –chama Leon, não respondo nada apenas desabo em seus braços que me seguram antes que eu possa cair no chão frio da noite.

Notas finais
Christian: http://www.polyvore.com/tudo_aconteceu_em_seattle/set?id=209867687 Elena: http://www.polyvore.com/tudo_aconteceu_em_seattle/set?id=209867937 Leon: http://67.media.tumblr.com/d96510eb3ad14ed9cd86c6886cbd3070/tumblr_o0tfih1xo91tt8c2bo1_500.png DIVULGAÇÃO!!! https://spiritfanfics.com/historia/make-you-believe-6537673 FIC MARA!!! Leiam amores, serio não vão se arrepender, a fic e escrita pela ~GabyRodrigues22 e ~BtsAlways, elas arrasam. https://spiritfanfics.com/historia/de-repente-amor-6522309 Essa não é PJ mas e Divergente e é mara também, serio você não vão conseguir parar de ler igual a primeira, então deem uma olhada vale MUITO apena. Bom amores por hoje é só, espero que tenham gostado, e já sabem o que fazer. Comentem o que acharam! Favoritem se gostaram!! Recomendem se amaram!!! Se eu recebe recomendação eu trago o capítulo mais rápido. Beijocas e té o próximo capítulo. AH QUE NÃO PARTICIPA DO GRUPO E SÓ MANDAR O NÚMERO POR MENSAGEM OU PELOS COMENTÁRIOS, EU SEMPRE MANDO TRECHOS DO CAPÍTULO ANTES DE POSTAR