Notas iniciais
Voltei Amores trouxe mais um capítulo mas tenho uma notícia ruim com ele. Vou demorar para voltar a atualizar pois vou estar trabalhando em uma One que pretendo postar semana que vem, também vou estar ocupada com a escola e como muitos sabem o ENEM e esse final de semana que esta chegando e eu vou fazer por experiencia pois próximo ano é para valer e quero estar preparada. Não se preocupem que não pretendo demorar muito. Qualquer coisa é só me chamarem no grupo que eu sempre vou estar presente. Espero que gostem do capítulo. Boa leitura

Pov. Grace Grey

—Obrigado Taylor, boa noite. –digo e logo desligo.

Acordei hoje de manhã com uma dor no peito, algo muito forte, mas não era em mim é como se fosse um sinal de que algo fosse acontecer, algo muito ruim e com alguma pessoa que amo. Da última vez que senti isso Mia tinha sofrido um acidente no colegial e tinha quebrado o braço, por isso liguei para ela e para Elliot que me garantiram que estavam perfeitamente bem, mas o único que não me atendia era Christian. Carrick passou o dia tentando me convencer que era coisa da minha cabeça, até chamou nossos filhos com seus companheiros para o almoço, mas nada me tirava da cabeça que poderia ser com o meu menino, pois assim que tive certeza que os outros dois estavam bem e nada de Christian, meu coração ficou em alerta e se comprimiu até ficar do tamanho de um grão de areia.

Algo está acontecendo com ele ou vai acontecer e eu não posso fazer nada, o pior é que todos querem que eu acredite que estou errada, mas ninguém entende que coração de mãe não se engana e NUNCA está errado. Passei o dia todo preocupada e tentando falar com Christian, mas nada, só caixa postal, tentei mandar e-mails, mas ele não me respondeu e tudo isso só me fazia ficar mais preocupada. Assim que todos foram embora depois do jantar e Carrick foi tomar um banho para dormimos, peguei meu celular e liguei para Christian mais uma vez, mas como antes só caiu na caixa postal, então como último apelo liguei para Taylor e graças a Deus ele atendeu e me explicou que meu menino estava viajando a trabalho em Nova York e que tinha chegado hoje, isso aliviou um pouco meu coração, mas não parei de sentir aquela dor no peito. Só vou me acalma realmente quando verificar com meus próprios olhos.

—Carrick, querido vou no Escala. Liguei para Taylor e ele me disse que Christian chegou de uma viagem de negócios hoje, quero ver como ele está. -digo arrumando minha bolsa e pego um casaco escutando a porta do banheiro sendo aberta.

—Viu amor? Christian está bem, ele sabe se cuidar e se voltou de uma viagem de negócios deve está cansado e você indo lá só vai atrapalhar. -diz vindo na minha direção.

—Mas querido eu não vou conseguir dormir, eu tenho que conferir. Tenho que ter certeza de que o nosso filho está bem. -digo agoniada, e sem perceber solto algumas lágrimas. Estou desesperada para ver o meu garotinho dos olhos cinzentos.

—Tudo bem querida, se isso vai deixa-la mais tranquila eu vou com você. -diz secando meu rosto e logo me da um rápido beijo nos lábios. Sorrio terna para ele quando nos separamos e espero ele se arrumar. –Vamos amor? –pergunta saindo do closet enquanto coloca o casaco.

—Vamos. –coloco meu casaco e pego em sua mão e juntos saímos do quarto.

No caminho para o edifício Escala onde Christian mora, fico pensando nas coisas que aconteceram. Há quase dois meses atrás recebi uma ligação de Taylor, segurança e motorista de Christian, falando que a afilhada de Gail, governanta do meu filho, chegou na cidade e está procurando um emprego, como naquela época eu estava procurando uma empregada para ajudar Emma com a limpeza da casa, falei para ele pedir a ela vir aqui para uma entrevista. Já conhecia Gail desde que começou a trabalhar para Christian, e me dei muito bem com ela, uma ótima pessoa e é quem eu confio para cuidar do meu menino enquanto não estou presente, e se sua afilhada for tão boa quanto ela vou adorar conhece-la e com esse pensamento que eu recebi ela em minha casa.

No dia da entrevista confesso que me surpreendi e muito com Anastasia. Assim que a vi fiquei encantada e conforme fui perguntado sobre ela no meio da entrevista pude descobrir que ela é sensacional, depois dei o emprego para ela e expliquei sua função, Ana é tudo que uma mãe gostaria ter ou que uma sogra gostaria como nora, e foi nisso que eu pensei. Imaginei ela primeiramente com Elliot, mas depois Christian me veio a mente e vi logo que os dois eram lindos juntos, fiquei empolgada do meu menino se interessar por ela, mas tinha receio sobre sua sexualidade, já que ele nunca trouxe uma namorada ou pediu alguma ajuda para conversar com uma para Carrick ou para mim. Christian sempre foi muito fechado e reservado desde que o adotamos, e mesmo com o passar do tempo ele continuava o mesmo, quieto e tímido, só começou a se soltar mais na adolescência, mas foi para a pior, pois começou a se meter em briga atrás de briga na escola.

Aquela época foi terrível, não sabíamos mais o que fazer com ele, Christian não deixava ninguém entrar ou se abria para a gente poder ajudar, mas graças a Deus depois que Elena o chamou para ajudar numa reforma que estava fazendo na casa dela, ele foi se acalmando e com o tempo ficou mais centrado na escola. Depois do ensino médio ele começou a estudar em Harvard o, que foi uma enorme alegria para toda a família, mas depois de um ano e meio de estudo ele resolveu largar e construir sua própria empresa. Carrick ficou furioso com ele e disse que não ia ajudar em nada, que se quisesse ir em frente com a empresa teria que ser com o seu próprio suor. Fiquei muito agoniada naquele tempo, Christian não tinha um emprego fixo, vivia debaixo das nossas asas, mas uns dias depois ele chegou em casa dizendo que conseguiu um empréstimo, e que logo logo sua empresa de telecomunicações iria está entre as maiores dos Estados Unidos.

Meu menino nunca esteve tão certo. Apesar de ficar preocupada toda hora com ele por causa da sua alimentação e se estava tudo bem, Christian conseguiu depois de muitos dias e noites trabalhando duro, empregou certo o dinheiro que recebeu e em dois anos de existência a Grey House já estava dando lucro, mas ele não parou por ai, trabalhou mais e hoje a empresa é conhecida mundialmente. Fiquei muito orgulhosa do meu menino quando vi seu esforço sendo reconhecido, e mais ainda quando ele chegou em casa dizendo que sua empresa tinha ganhado o prêmio de melhor empresa do ano, isso concorrendo com muita gente que já estava no mercado a mais tempo que ele. Além do orgulho que senti a felicidade era maior por ver que ele estava feliz, mas essa felicidade durou pouco quando anunciou que iria sair de casa. Chorei por dias tentando faze-lo ficar, mas o meu menino já sabia voar e não precisava mais ficar no ninho, Christian sempre foi independente, desde pequeno ele fazia as coisas sozinhos e não gostava que ninguém o ajudasse, então não pude fazer nada quando o dia da mudança chegou.

—Querida chegamos. –Carrick me tira das minhas lembranças. –O que foi Grace? Está sentindo algo? –diz passando a mão no meu rosto e tirando as lágrimas que escorriam dos meus olhos.

—Estou bem amor, apenas estava lembrando de algumas coisas. –digo dando-lhe um sorriso triste.

—Christian?-pergunta sorrindo terno para mim.

—Sim. –digo e ele me da um beijo na testa.

—Tudo bem, vamos. –diz e sai do carro, dá a volta e abre a porta para mim.

Entramos no elevador e Carrick digita o código para a cobertura. A cada andar que passa meu coração acelera cada vez mais rápido, meu corpo começa a ficar em alerta e a dor de mais cedo começa a aumentar. Aconteceu algo, algo muito ruim com o meu Christian. Assim que o elevador abriu as portas escutamos um estrondo enorme no andar de cima.

—Christian!–digo e saio correndo em direção à escada.

Pov. Christian Grey

Merda!

Encosto-me na porta do elevador e escorrego até o chão frio. O chão é a única coisa que me segura pelo menos fisicamente, dentro de mim o chão sumiu, o sol desapareceu e o céu escureceu.

Vazio.

Vazio.

E mais vazio.

É tudo o que sinto. O momento que tanto cuidei para que não chegasse, chegou e foi muito pior do que eu esperava. O monstro que estava aprisionado dentro de mim se soltou e foi visto por Ana, ela viu o que ele gosta de fazer no quarto de jogos com todos os brinquedos e acessórios que tem ali, ela viu o que realmente sou.

“SEI SIM E VOCÊ SABE QUE ESTOU CERTA! VOCÊ NÃO É NENHUM PRÍNCEPE CHRISTIAN, VOCÊ NÃO BRINCA DE CASINHA COMO VEM TENTANDO SE PROVAR COM AQUELA MENINA! VOCÊ GOSTA DE FUDER, BATER E SENTE PRAZER QUANDO UNI OS DOIS NO NOSSO MUNDO! VOCÊ É UM DOMINADOR, POR MAIS QUE TENTE SE ENGANAR NUNCA VAI CONSEGUIR TIRAR ELE DE VOCÊ!”

Elena tem razão.

Não sou nenhum príncipe que tem um final feliz com sua princesa, eu sou o monstro dos contos em que as crianças sentem medo e torcem para que o príncipe defenda a princesa dele. Esse tempo todo eu tentei lutar contra aquilo que eu sempre fui, por Ana, para não assusta-la, mas no final deu tudo errado. Eu pensei que iria conseguir ser o cara certo para a minha garota e até que eu estava gostando de ser esse cara, faze-la feliz e ganhar em troca o seu carinho, seu lindo sorriso e seu corpo para mim. Atordoado me levanto e ando em direção ao sofá da sala, bem devagar, com medo de que até o chão sumisse aos meus pês, assim como aconteceu por dentro de mim.

Me sento no sofá, mas me retraio quando sinto algo duro, coloco a mão e tiro o controle da televisão que é mais usada como decoração. Ligo e jogo o controle ao meu lado, preciso de algum barulho, algo que me mantenha longe de toda a escuridão que eu sei que só vai sair de mim quando eu tiver minha doce Ana de volta em meus braços.

Ele foi bom e delicado

Mas era mal e era tão mal educado

Foi tão gentil e tão cortês

Por que será que não notei nenhuma vez?

Levanto minha cabeça na mesma hora e me deparo com o filme da Bela e a Fera na Disney Channel. Logo escuto a sua linda voz em minha cabeça.

“Estou apaixonada por você Christian e que mesmo você sendo essa Fera que se esconde do mundo”

“Sou como a Bela, mesmo você não gostando, eu me apaixonei por você”

Sim baby, somos como a Bela e a Fera, mas ao contrário do conto a nossa história não terminou em um final feliz com você em meus braços e eu como um homem. Continuo Fera, estou fardado a isso para sempre.

Eu reparei no seu olhar

E não tremeu quando chegou a me tocar

Não pode ser, que insensatez

Jamais alguém me olhou assim alguma vez.

Minha Ana nunca tremeu, muito pelo contrário, ela sempre queria me tocar, passar sua mão pela minha pele e conseguiu, coisa que ninguém conseguiu e nem vai. Só Anastasia que tem esse poder sobre mim, só ela pode me tocar. Só a minha baby que me olhou com amor, paixão e carinho, mesmo quando eu era frio e ríspido com ela.

Como ele está mudado

Claro que ele está longe de ser

Um príncipe encantado

Mas algum encanto ele tem, eu posso ver

Longe e pouco, eu nunca vou ser o príncipe encantado. Não tenho nenhum encanto, não tenho nada de bom para oferecer para Ana.

Pego o controle e desligo a televisão.

Você é um bosta Grey, nunca vai ser o que Anastasia precisa. Você sabe o que somos e o que gostamos.

—Não. Eu não gosto mais disso. –murmuro zonzo indo em direção á escada.

Sim!

Você gosta e sabe disso. Não seria maravilhosa a visão de Anastasia suspensa e amordaçada? Com aquela boca esperta e que adora nos desafiar presa? E aquela bunda?

—Para! –grito com a raiva começando a esquentar dentro de mim, ando a passos largos em direção ao quarto de jogos.

Ah seria maravilhoso deixar aquela bunda branquinha em um tom vermelho escarlate, não seria excitante Grey?

—JÁ CHEGA! –grito abrindo a porta do quarto e vou na direção do cômoda que guardo alguns brinquedos e começo a tirar as gavetas, uma por uma, e vou jogando elas com toda a força no chão.

Você nunca vai se livrar de mim Grey, eu sou parte de você.

—NÃO! VOCÊ NÃO É! –grito a plenos pulmões com toda a raiva que sinto e jogo com tudo a última gaveta na parede dos cintos que faz um som alto com o empaqueto e alguns cintos e chibatas caem no chão, pego um pedaço de madeira quebrada no chão e vou para a cama.

Subo no colchão e começo a rasgar ele todo, pego o lençol de seda vermelho e o rasgo por completo, os travesseiros também não escapam e logo a cama está toda destruída. Minha fúria ainda está bem grande em mim. Pego outro pedaço de madeira, só que dessa vez bem maior e bato nas grades que exibiam os vários açoites, mais chicotes e chicotes de montaria tudo de vários tipos, bato com toda força que tenho e a grade vai parar longe, faço isso em todas que tenho. Nas paredes arranco tudo, passo a madeira pela parede rasgando o papel de parede. Destruo completamente o quarto, e conforme minha raiva foi passando junto com a adrenalina e a ira o cansaço vem se fazendo presente, mas ainda falta uma coisa. A cama. Vou na direção dela e coloco as mãos por debaixo do lastro e a jogo com tudo para frente, onde cai com um estrondo alto.

—Acabou.- digo baixinho enquanto caio de joelhos.

—CHRISTIAN! –escuto o grito da minha mãe e logo a vejo entrando no quarto acompanhada do meu pai.

—Meu Deus Christian! O que aconteceu aqui? E que quarto é esse? –pergunta se ajoelhando na minha frente.

Olhando para o seu rosto preocupado e em seus olhos lacrimejados não aguento mais. Desabo em seu colo. Me curvo e a abraço pela cintura colocando minha cabeça em suas pernas, e ali no colo do anjo que me salvou eu coloco para fora tudo o que eu sinto, por meio de lágrimas e pequenos soluções contidos.

Eu perdi minha Ana.

Eu perdi o anjo da minha vida.

Eu perdi a luz que me tirava das trevas.

Eu perdi tudo.

Notas finais
Por hora é só amores, espero que tenham gostado do capítulo e o próximo não tem data prevista mas creio que não vai demorar muito. Comentem o que acharam! Favoritem se gostaram!! Recomendem se amaram!!! QUE NÃO PARTICIPA DO GRUPO E SÓ MANDAR O NÚMERO POR MENSAGEM OU PELOS COMENTÁRIOS, EU SEMPRE MANDO TRECHOS DO CAPÍTULO ANTES DE POSTAR. Beijocas e fui