Tudo Aconteceu Em Seattle
11 Pulguento
Notas iniciais
Pov. Anastácia Steele
Duas semanas depois...
Nos primeiros dias depois do baile eu teve esperança de que ele fosse ao menos aparecer para visitar os pais e sendo assim a gente pudesse conversar mas conforme os dias foram passando eu percebi que ele não vinha mais e o pior e que para ele aquela noite talvez nem tenha sido perfeita como foi para mim, acho que ele só queria me levar para cama e pronto mas como não conseguiu decidiu ir embora e me ignorar. Só que ele não sabe que eu trabalho para os pais deles e isso me faz ficar confusa, muito confusa.
Acho que eu entrei de mais no personagem e pensei que a Fera se tornaria um príncipe e que se apaixonaria por mim e viveríamos felizes para sempre, certo que eu não estou apaixonada por ele, eu acho, quer dizer não sei. Eu gostei da nossa noite e seus olhos não saiam da minha cabeça muito antes de eu ver eu ver o resto do seu rosto mas agora que sei quem ele é e como é um perfeito cavalheiro não consigo tirar o seu rosto, a nossa noite, nossas danças, trocas de olhares, quando quase nos beijamos e na pequena promessa que me fez quando me deixou em casa, Até amanhã baby. Pensei em ter ouvido errado muitas vezes mas depois de tanto relembrar vi que foi isso mesmo e eu criei fé nessa promessa mas depois de duas semanas elas se acabaram junto com a esperança de ver ele novamente.
Nesses dias também não parei de pensar no quarto de tortura vermelho que vi na aparamento do chef da minha dinda, isso ficou na minha cabeça como tatuagem na pele, estou muito curiosa para saber o que ele faz com aquele quarto. Mas ao mesmo tempo em que quero saber eu não quero, tenho medo da possível resposta para essa pergunta mas eu sempre disfarço para a minha dinda que sempre me pergunta para saber se eu não falei com ninguém. Por falar na minha madrinha, essa só é sorriso, parece que a filha de Taylor adorou ela e o namoro dos dois está mais forte do que nunca e sempre que dá os dois saem juntos ou com a Sophie junto. Estou muito feliz pelos dois pois tudo o que eu queria e que minha magrinha fosse feliz e pelo que vejo Taylor está fazendo um bom trabalho. Minha dinda não e a única feliz da vida, Emma e José saem todo o dia e a cada dia Emma vem mais alegre para o trabalho, esses dois estão se acertando o que me deixa feliz também, mais um casal se formando.
Meu dia de hoje começou uma verdadeira bagunça, acordei meia hora atrasada e como minha dinda está indo todo dia cedo para o trabalho ela não me acordou, perdi o ônibus e tive que andar cinco quilômetros até a mansão dos Grey só sob a ameaça de uma chuva, o tempo estava nublado e totalmente cinza igual a certos olhos que não param de rondar a minha mente e esfregar na minha cara o homem lindo que eu dancei e que não se interessou por mim. Quando cheguei no trabalho, morta, tive que me desculpar com Emma pelo atraso e logo fui ajudar ela com a limpeza.
Mesmo morta de cansaço e com os pés consegui ajudar Emma com a casa e arrumamos tudo o que precisa e depois fui servi o almoço para Grace e Carrick que estava em casa, Mia tinha saído com o namorado e iria ficar a tarde fora para aproveitar já que ele está terminando a faculdade de psicologia e as aulas dele são a noite. Dei graças a Deus por isso, desde o baile eu tenho fugido de Mia de tudo quanto era vez, uma vez eu menti que estava passando mal para fugir dela e o resto tudo desculpa ou Emma vinha para o meu socorro. Ela está doida para juntar o irmão dela comigo, já mandou tantas indiretas quando eu servia o almoço ou o jantar, falando o quanto foi bonito a minha dança com o Christian e que somos um casal perfeito para os pais dela que só sorriam.
A tarde foi tranquila na faculdade, meio chato pois Kate virou uma garotinha sonhadora com o príncipe encantado, uma coisa muita irônica já que ela se fantasiou de cinderela e Elliot de príncipe. Eles dois não se desgrudam mais, dizem que são amigos mas com essa definição muita gente já casou, mesmo negando eu sei que rola algo mais do que amizade mas eles teimam em dizer que só ficam e que não sentem nada um pelo outro. Não sei porque eles enrolam tanto, os dois se gostam e estão no alcance um do outro, o que os impedem?
Quando cheguei da faculdade fui ajuda Gabi com o jantar junto com Emma que não teve aula hoje, eu arrumei a mesa e coloquei mais pratos pois tinha visitas, depois Emma foi anuncia. Voltamos para a cozinha e pegamos os pratos e fomos servi. Quase derrubei os pratos que trazia quando vi a minha Fera, como eu chamo ele em sonhos e em minha mente, sentado a mesa me olhando atento a cada movimento meu, fiquei nervosa com o modo que me olhava mas tentei disfarça e acho que consegui, conversei brevemente com Kate e Mia e combinamos de sair.
—Claro que vão comigo junto. –diz Elliot enquanto servi a ele que envolve seu braço pelos ombros de Kate que estava sentada ao seu lado. Olho para o lado, onde minha Fera estava sentada, pelo canto do olho e decido ser amigável com ele, não é por que tivemos uma dança apenas que não podemos ser amigos. –Obrigado Aninha, você é um anjo, -agradece Elliot com o apelido que Kate inventou para mim e virou moda agora me chamarem assim.
Eu gostei dele e adoro quando me chamam assim me faz perceber que tenho mesmo amigos e que não sou mais aquela garota invisível de Montesano que vagava pelos corredores da escola com um monte de livros, sorrio alegremente para ele e me viro para minha Fera com o meu sorriso mais largo ainda mas o meu sorriso se desmancha quando vejo sua cara fechada. Será que não gostou de me ver? Será que ele viu que sou apenas uma empregada e não quer ser amigo de uma? Fecho meu sorriso e termino de servi a todos e depois parto para a cozinha.
Depois do jantar eu fui trocar de roupa enquanto Emma tirava a mesa. Coloquei minha roupa enquanto suspirava exausta com o cansaço que bateu em peso nas minhas costas, o café que tomei durante todo o dia já estava passando e todo o esforço que fiz hoje está cobrando seu preço, me arrumo e pego minhas coisas e vou para a cozinha terminar de arrumar a mesa e a cozinha enquanto Emma foi se trocar. Já tinha terminado de guarda a louça e quando peguei minha mochila e fui abrir a porta para sair, vejo José e ao seu lado um cachorro lindo com uma flor na boca. Ai que fofo me Deus! Solto um gritinho de animação e surpresa.
—Espero que goste Ana. –diz José sorrindo para mim e logo depois pelo canto do olho vejo Christian entra como um furação na cozinha acompanhando de, Elliot, Mia, Kate, Carrick e Grace que entram com os olhos assustados, acho que me empolguei mas eu não consigo para de olhar para a fofura que é esse cachorro, estou até com as mãos na boca com medo de ela cair.
—Ai que lindo! –diz Mia chamado a minha atenção e a de José para ela e para todos que estavam na cozinha.
—E mesmo, obrigado José. Ele é muito fofo. –digo concordando com Mia e me viro para José e dou um beijo e um abraço nele. Me abaixo e pego o cachorro mais lindo que eu já vi no colo e logo Mia, Kate e Grace estão ao meu redor fazendo carinho nele.
—Por que me deu ele José? –pergunto me virando para ele enquanto seguro o cachorro que logo e arrancado dos meus braços pela Mia. Vou para perto de José e dou mais um abraço nele.
—Hoje me chamaram para fotografar uns cachorros para uma campanha e estavam doando alguns eu peguei ele para te dar como forma de agradecer. –diz ele me abraçando de lado e me dá um beijo na cabeça.
—Agradecer? –pergunto me soltando dele e o olhando confusa. Logo Emma aparece atrás dele e José se vira e da um selinho nela que está com um urso com flores nos braços.
—Isso Ana, graças a você estamos namorando, obrigado. –diz Emma entregando o urso para José que sorri bobo para ela e vem me abraçar.
—Ah meus parabéns. –digo em seu ouvindo enquanto a abraço.
—Obrigado. –diz ela se soltando e vai para os braços de José que lhe devolve o urso.
—Parabéns querida, que seja muito feliz. –diz Grace tirando a atenção do meu cachorro e vai abraçar Emma que a abraça vermelha, logo todos dão os parabéns para ela menos Christian que está em um quanto da cozinha me olhando, eu o olho e não sei dizer o que ele sente, está muito serio.
—Espero que goste dele Ana, e obrigado mais uma vez mas agora temos que ir. Vou deixar Emma em casa, vai querer carona Ana? –pergunta José se virando para mim mas que eu ia aceitar Christian responde por mim.
—Eu levo ela, vamos Anastácia. –diz ele curto e grosso. Quem ele pensa que é para mandar em mim desse jeito? Me viro para ele com os olhos semi cerrados e ele me devolve com um olhar duro que não me abalo nem um pouco.
—Vou sim José. –digo entre dentes ainda encarrando a minha Fera.
—Mãe, pai e garotas eu gostaria de mostrar a vocês um desenho de uma planta de uma casa linda, vamos lá ver. –diz Elliot percebendo o clima e sai arrastando sua família para a sala.
—Eu. Te. Levo. Anastácia. –diz Christian pausadamente como se eu fosse retardada.
—E eu disse que vou com os meus amigos, não preciso que decida nada por mim sei muito bem me virar. –digo e vou pegar o meu cachorro que estava sentado em cima da bancada com a flor ao seu lado.
Quando estou a dois passo da bancada sinto meu corpo fraco e minha vista escurecer e logo não tenho força para sustentar o meu peso e cai batendo a cabeça na bancada e logo não vejo ou sinto mais nada.
Pov. Christian Grey
—Anastácia! –grito quando a vejo bater a cabeça na bancada e cair no chão logo em seguida.
Corro até ela enquanto o vira lata late em cima da bancada, pego minha Bela com todo cuidado e saio em disparada pela porta da cozinha para o meu carro, José que estava atrás de mim abre a porta de traz do carro e eu coloco ela lá e parto para o banco do motorista e logo saio catando pneu para a fora da casa dos meus pais. Toda hora olho pelo espelho para ver se Ana está bem, por que ela tem que ser tão teimosa? Se tivesse aceitado a minha carona logo não estaríamos indo para um hospital. A minha vontade quando ela me desafiou com sua língua inteligente foi de bater na bunda dela até ficar no tom vermelho vivo mas quando ela vi ela caindo no chão tudo foi embora e só senti a preocupação e o medo que algo grave acontecesse com ela.
Chego no hospital e estaciono o carro de qualquer jeito e logo tiro Ana nos meus braços e sinto sua leveza, ela precisa se alimentar melhor, entro com tudo na recepção já gritando por ajudar e logo dois enfermeiros e uma medica pegam Ana dos meus braços e levam ela para uma sala mas quando eu fui entra eles me barraram e me mandaram esperar, furioso por não poder acompanhar a minha Bela e preocupado me sento na cadeira e coloco minha cabeça entre minhas mãos tentando me acalmar.
—Christian, como ela está? O que aconteceu com ela exatamente?-pergunta minha mãe correndo até mim, se senta ao meu lado e segura minha mão.
Não falo nada só consigo olhar para ela, José logo chega com Emma e começa a explicar o que aconteceu para a minha família que na sala da esperar comigo. Não presto atenção em mais nada ao meu redor, minha cabeça só está concentrada em Ana que está naquela sala e ninguém vem dizer nada.
—Mãe a senhora e medica pode entrar lá dentro e ver como a Ana está? –pergunto me lembrando que Grace e pediatra então tem passe livre para circular pelo hospital.
—Tudo bem querido, já volto. –diz e se levanta e vai para a mesma sala que Ana entrou, passa uns vinte minutos quando minha mãe sai acompanhada da medica que atendeu Ana quando eu trouxe ela. Me levanto na hora e quase pulo em cima da medica.
—Como ela está doutora? –pergunto aflito para ela.
—Boa noite a todos, sou a Dra. Bartley estou cuidado da paciente Anastácia Steele. Fizemos exames nela e a causa do seu desmaio foi pela falta de nutrientes e proteínas no seu organismo, a falta da alimentação a deixou fraca e a fez desmaiar e enquanto a pancada na cabeça foi apenas um corte artificial um pouco acima da testa e não tem nenhum índice de traumatismo craniano, o local só vai ficar dolorido e inchado mas já receitei os remédios para dor e logo que ela terminar o soro está liberada, com licença. –fala e logo seu bip toca e ela sai para atender mais um paciente.
Não falo nada apenas saio correndo para o quarto em que Ana está e entro nele. Ela está deitada na cama e está com uma camisola olhando para o soro que está conectado com a veia do seu braço, sua cabeça está enfaixada onde foi a pancada e pelo modo que olha o quarto ela deve ter acordado agora. Fico quieto pensando no que a doutora contou, ela não se alimentou direito hoje, se tivesse não teria desmaiado. Se ela fosse minha submissa nunca teria deixado de se alimentar direito pois ia estar em cima dela para manter o seu bem estar sempre.
—Christian. –chama Ana me tirando dos meus pensamentos. Olho para ela e ando até sua cama e me sento na cadeira ao lado da cama e pego sua mão.
—Como se sente? –pergunto olhando cada detalhe do seu corpo para conferir se esta tudo em ordem.
—Com dor de cabeça e meio tonta. –diz ela e volto a olhar em seus belos olhos azuis.
—Vou chamar uma enfermeira, já volto. –digo e corro para fora do quarto e falo com a primeira que encontro.
Ela entra e vai examinar Ana e eu vou para a sala de espera falar com todos sobre Ana, falo com eles e digo que podem ir para casa que eu fico com ela, meio relutantes eles vão e logo me deixam sozinho. Eles me olharam espantados pois eu nunca agi assim ainda mais com uma mulher, eles não dizem mais sei que pensam que sou gay, minha mãe me olha com admiração, me da um beijo e sai com um sorriso no rosto junto do meu pai que tem o mesmo olhar. O fotografo deixa o pulguento comigo e diz que Ana vai gostar de ver ele, pego ele e logo ele se vai com a namorada. Ele pode ter um arem de namoradas mas para mim ele ainda quer entrar na calcinha da minha Ana e isso eu não vou deixar.
—Sr. Grey? –me viro para a enfermeira.
—Sim?-digo puxando o saco de pelo para perto de mim.
—A sua namorada está liberada para ir para casa e aqui está os remédios que a medica passou, está tudo anotado ai. Boa noite. –pego o papel e guardo no bolso para mais tarde pedir para Taylor comprar para mim. Vou para o quarto de Anastácia e a vejo tentando colocar os sapatos sem abaixar a cabeça que agora só está com um curativo.
—Deixa que eu faço para você. –digo para ela me aproximando da cama. Coloco o cachorro ao seu lado e pego o seu tênis e coloco em seu pé, um por um.
—Obrigado. –diz ela baixo fazendo carinho na cabeça do cachorro.
—Está melhor? –pergunto me sentando do seu lado.
—Sim, obrigado. –diz ela olhando para o cachorro que está com a cabeça deitada no seu colo. Levo minha mão ao seu queixo e o viro para mim.
—Por que não se alimentou direito? –pergunto passando minha mão pela pele de sua face que é macio como seda, ou mais.
—Eu acordei atrasada e fiz tudo as pressas hoje que me esqueci de comer. –diz ela olhando em meus olhos.
—Me deixou preocupado. –digo baixinho sentido algo em meu peito se aperta ao me lembrar dela desacordada no chão, nunca mais quero ver isso novamente, vou me aproximando mais do seu rosto e quando vou tomar seus lábios para mim aquela bola de pelo pulguenta late a fazendo se afastas. Filho da puta.
—Ei não me esqueci de você garoto. –diz ela animada para o cachorro. Desgraçado.
—Como vai chamar ele?-pergunto para ganhar a atenção dela de novo, e consigo.
—Humm. –ela morde os lábios e isso faz o meu pau se contorcer na minha calça. –Thomas.
—Por que? –pergunto curioso pelo nome.
—Por causa de Thomas Hardy, ele me fez querer fazer literatura inglesa e me fez me apaixonar pelo mundo dos livros. –diz com os olhos brilhando a deixando ainda mais linda.
—Certo, vamos. Vou te deixar em casa. –digo e me levanto e pego suas coisas.
—Ok. –diz e a ajudo a descer da cama.
Levo ela até meu carro e abro a porta para ela, coloco o Thomas pulguento nos pés dela, abro o porta molas e coloco sua mochila e entro no carro dando partida para o sua casa. Durante o caminha Ana adormeceu eu acho que por causa dos medicamentos que deram a ela para dor e quando chegamos eu não quis acordar ela então a levei para dentro no colo. Um morador abre o portão para mim e logo entro no prédio com o Thomas do meu lado, pego o elevador e subo para o seu andar.
—Meu Deus! O que aconteceu com ela Sr. Grey? Ela está bem?- pergunta Gail quando toco a campainha. –O quarto dela e por aqui, coloque ela na cama. –diz ela toda aflita, deito ela na cama e tiro seus tênis enquanto Gail faz carinho em sua cabeça.
—Ela desmaiou e bateu com a cabeça na bancada da casa dos meus pais, ela não se alimentou direito hoje e isso causou os desmaios, vou pedir para o Taylor comprar os remédios dela e já volto. –digo para ela que escuto olhando para a Ana que ainda dorme, saio do quarto e falo para Taylor vir ao apartamento de Gail para pegar a receita medica.
—Sr. Grey eu tenho que contar lhe uma coisa que aconteceu. –diz Gail entrando na cozinha, onde estou sentado no banco da bancada.
—Diga. –digo olhando para ela.
—Ana viu o quarto de jogos. –diz ela me fazendo arregalar os olhos.
—Como ela viu o quarto de jogos? Quando aconteceu isso? –pergunto rude, isso não podia ter acontecido.
—Eu estava limpando o quarto quando ela chegou a duas semanas mas ela não sabe que o senhor e o meu chef e por favor eu lhe peço que a faça como submissa. Ela é inocente demais para isso e creio que não seria a pessoa certa para esse tipo de... de... atividade. –diz ela meio constrangida. Suspiro.
Ela não sabe que sou eu e por mim vai continuar assim, Gail tem razão. Anastácia não se encaixa no perfil de submissa e nem eu a quero como minha submissa, eu quero mais, pela primeira vez eu quero mais, quero poder ser o homem certo para ela, quero cuidar dela e proteger ela de tudo e de todos que possam fazer mal a ela. Olho para Gail que me olha preocupada.
—Eu não vou mentir para você Gail, eu estou interessado pela Anastácia mas eu não a quero como submissa, quero ela como... ah... como...namorada. Isso. Eu quero poder ser um cara normal e o homem que ela merece e prometo a você que não vou a machucar, eu só quero cuidar e proteger ela e acima de tudo que quero o bem dela. –digo olhando em seus olhos e vejo seus ombros relaxarem e logo a campainha toca junto com o latido do Thomas que vem do quarto de Ana.
—Tome Gail, esses são os remédios de Ana, peça para Taylor comprar e são por minha conta e enquanto o cachorro foi presente de um... amigo dela. –digo para ela que está confusa e falo a palavra amigo como gosto amargo na boca.
—Tudo bem, obrigado Sr. –diz ela e vai atender a porta enquanto eu vou para o quarto da Ana.
Chego em seu quarto e a vejo dormindo com o pulguento em seus pés e que levanta a cabeça quando me vê. Entro no quarto e fecho a porta, olho para o seu rosto sereno e sem preocupação e vejo que ela não merece saber da merda toda do meu passado e, principalmente, sobre o meu mundo que eu vou destruir pois para mim ter ela eu vou ter que abandonar o dominador que a em mim. Faço um breve carinho em seu rosto macio e começo a tirar a sua roupa para ela dormi mais confortável. Quando tiro toda sua roupa e a deixo apenas de lingerie me fasto e observo seu corpo, ele é o corpo mais lindo que já vi, lindas curvas, pele branquinha, seios médios, coxas grossas e pelo que da para ver bunda grande.
Tiro o meu casaco e coloco na cadeira que tem ali em seguida tiro minha blusa e visto com cuidado para ela não acorda, deixo apenas três botões aberto e em seguida a cubro com o cobertor, pego o meu BlackBerry e mando uma mensagem para a minha mãe avisando que Ana está bem e que já está em casa.
—Christian...amor não me deixe só. —Sussurra baixo Ana na cama procurando algo com a mão.
Olho espantado para ela espantado. Ela me chamou de amor? Ela está sonhando comigo? Quando dou conta estou com sorriso largo nos lábios e com uma felicidade enorme no peito, Thomas late para ela que continua passando a mão na cama e a se remexer. Ainda sorrindo dou a volta na cama e me deito na cama ao seu lado e quando sua mão toca meu peito eu fico um pouco tenso mas depois relaxo ao ver que é ela, só a minha Bela, o seu toque e carinhoso e me traz sossego, a puxo para mais perto de mim, e coloco sua cabeça em cima do meu peito e logo sua mão vai para o meu abdômen, puxo o coberto com minha outra mão e nos cubro, ela se vira de costas para mim e eu a abraço por traz me aninhando mais a ela.
—Se ferrou pulguento. –digo para o Thomas que tenta se colocar no meio da gente, agarro mais a cintura de Ana e a puxo mais para mim, coloco uma perna no meio da dela e o meu rosto no meio do seu pescoço sentindo o seu adorável cheiro de baunilha.
—Boa noite Baby. –digo em seu ouvido e dou um beijo em sua bochecha e logo durmo agarrado a ela e com a certeza de que não vou ter nenhum pesadelo essa noite e que eu vou sonhar com ela me chamando de amor de novo e de novo.
Fale com o autor