Tudo Aconteceu Em Seattle
12 Apolo
Notas iniciais
Pov. Christian Grey
Acordo as cinco e meia pelo costume diário, olho pela grande janela que tem no quarto de Ana e vejo que esta chovendo, garoando, mas parece que vai piorar ara uma tempestade a julgar pelas nuvens cinzas escuras no céu de Seattle. Viro minha cabeça e vejo o rosto belo de Ana, durante a noite ela deve ter se virado pois está de frente para mim e abraçada a minha cintura fortemente. Aperto mais os meus braços que estão ao redor do seu pequeno corpo que se encaixa perfeitamente ao meu, tiro minha mão da sua cintura e passo os meus dedos pelos seu rosto perfeito e belo, vou fazendo carinho bem devagar saboreando a macieis da sua pele.
Passo meus dedos pelo seu enorme cabelo castanho e logo o cheiro que tanto gosto vai se espalhando e chegando nas minhas narinas, olho para os seus olhos que estão fechados mas que já sei que em baixo das pálpebras escondem duas ires azuis claros, claro como a luz, a luz que ela é na minha vida escura. Olhando ela assim tão serena me da tanta mais e uma felicidade imensa de estar aqui com ela, cuidando e a protegendo em meus braços, algo no meu estomago se contrai e no meu peito bate aceleradamente. Nunca tinha sentido isso e nem sei bem o que venho sentindo por ela, Anastácia já me tirou o sono, a concentração, a paz que eu tinha, os meus pensamentos e agora o controle do que eu sinto e da minha vida que se resume no bem estar dela agora.
—O que que você ta fazendo comigo? –pergunto baixinho para ela adormecida em meus braços.
Ela virou a minha vida e o meu mundo de cabeça para baixo sem nem ao menos conhece-la, seu cheiro era a minha salvação dos meus demônios que me atormentavam a noite, minha cabeça só pensam em seu rosto quando estou longe dela e o meu mundo que eu tanto adorava está se ruindo aos poucos desde que a vi pessoalmente. Confesso que tinha vontade de a torna minha submissa mas quando a vi vestida de Bela essa vontade se foi e outra de cuidar dela se apossou do meu corpo e é tudo o que eu vou fazer, ela não precisa saber dessa merda toda do meu antigo mundo e para isso ela não pode saber que eu sou o patrão de Gail pois ela viu o meu quarto de jogos. Tenho medo de ela descobrir tudo isso e correr de mim.
—Eu nunca vou deixar você se afastar de mim, Baby. –digo e beijo sua bochecha porque mesmo morrendo de vontade de experimentar esses lábios que devem ser macios como sua pele eu quero que ela esteja sã do que está fazendo e que seja da vontade dela assim como e a minha de saborear seus lábios carnudos e morde-los assim como ela fez no baile.
Escuto o som das gotas da chuva baterem forte na janela lá fora, parece que vai ser o dia todo assim e com isso eu posso tirar um dia de folga do trabalho e passar ele aqui com ela na cama conhecendo mais da minha Bela, quero saber de cada segundo da sua vida, seus gostos, costumes, o que gosta ou não de fazer. Tudo, absolutamente tudo mas para isso acontecer ninguém pode interromper. Dou um beijo em sua testa e me separo dela bem devagar e quando eu vou colocar o meu travesseiro no meu lugar aquele monte de pele corre para o lado dela e se enrosca no seu peito e ela o abraça. Cachorro desgraçado.
—Aproveita enquanto pode pulguento pois quando eu voltar você vai para o chão. – digo para ele que só me olha e depois se enrosca mais nela. Maldito.
Vou para a cozinha e vejo Taylor e Gail conversando na bancada enquanto tomam café.
—Bom Dia. –digo quando chego perto deles.
—Bom dia Sr. Grey. –dizem os dois ao mesmo tempo. Me sento em uma cadeira ao lado de Taylor e logo Gail coloca uma xicara de café na minha frente com um prato com ovos mexidos.
—Obrigado Gail. –agradeço e logo começo a comer. Comemos em silencio, acho que eles estavam conversando mas param quando cheguei.
—Taylor e Gail eu quero pedir algo a vocês. –digo quando termino o meu café. Eles voltam sua atenção a mim e esperam. –Bom como você disse Gail, Ana já viu o quarto de jogos e que quem mora no Escala e o seu patrão mas ela não sabe que sou eu então eu gostaria que ela continue sem saber por enquanto e Taylor ela também sabe que você trabalha junto com Gail então quando eu precisar de qualquer coisa eu vou lhe chamar de Jason pelo telefone e quando for necessário entregar algo a mim tem que ser cuidadoso em relação a Ana. Você sabem como era o meu estilo de vida mas eu estou disposto a largar tudo por ela e para isso eu não quero que ela saiba de toda merda do que eu era ou do meu passado, quero ter uma vida normal com ela, uma relação normal e para isso eu preciso da ajuda de vocês. –digo olhando de um para o outro que me olham pasmo.
—Por mim tudo bem Senhor. –diz Taylor ainda pasmo.
—Por mim também, eu só quero que minha Ana seja feliz e se o Sr a fizer fico mais que feliz em ajudar. –diz Gail me fazendo dar um pequeno sorriso em sua direção.
—Obrigado, como está um dia chuvoso eu gostaria de passar o dia com ela aqui no seu apartamento Gail e se possível o domingo também, se não se importar. –digo olhando para ela que sorri e balança a cabeça.
—Claro que não senhor, eu vou sair com Taylor para fazer compras e depois volto para guarda e saio para deixar você mais a vontade. –diz ela.
—Obrigado e se quiserem podem tirar o final de semana de folga, e qualquer coisa eu me viro aqui. –digo para eles que assente.
—Obrigado senhor, vou esperar lá fora Gail, com licença. –diz Taylor e sai do apartamento.
—Senhor os remédios que Taylor trouxe estão aqui. –aponta para a primeira gaveta da bancada. –Vou levar o café para a Ana e já vou sair. –diz ela e começa a preparar a bandeja com o café.
—Deixa que eu levo Gail, pode ir. Obrigado. –agradeço pegando a bandeja da suas mãos.
—Certo, antes do almoço eu chego para preparar a comida. –diz ela e vai pegar sua bolsa em cima do sofá e logo sai.
—O que foi Mia?-digo entre dentes depois de colocar a bandeja na bancada para atender o telefone.
—O que foi e que eu quero saber como a Ana está Christian! Você simplesmente expulsou a gente do hospital e agora ninguém consegue falar com a Ana, estamos preocupados. –diz quase gritando no meu ouvido. Engulo a vontade de berra na sua orelha também pois Ana pode acorda.
—Escuta, Ana está bem, ela está dormindo agora. Não precisam se preocupar, amanhã se o clima estiver bom eu a levo para jantar ai mas até eu cuido dela e fala para a mamãe procurar outra emprega pois Ana não vai mais trabalhar ai. –digo e desligo.
—Ross, vou tirar o final de semana de folga, se acontecer alguma coisa você resolve, só volto na segunda. –digo assim que ela atende e já desligo. Deligo o telefone e o deixo na bancada, não quero ninguém me perturbando nesses dois dias.
Pego a bandeja e levo para o quarto de Ana, entro e a vejo dormindo ainda com o monte de pele babam, deixo a bandeja no criado mudo e vou fechar a janela e diminuo o ar para não ficar frio demais, apenas para ficar debaixo das cobertas sem congelar. Quando vou acorda-la para tomar café me lembro do remédio e volto para a cozinha para pegar o remédio para dor e outro que é a vitamina. Pego os comprimidos e quando vou sair vejo dois recipientes, um com raça e outro com água para cachorro. Taylor. Pego eles e levo para o quarto.
—Vamos fazer assim, eu te suporto e você cuida dela quando eu não estiver, os únicos que podem chegar perto dela de homens são eu você, Taylor, Elliot, meu pai e só, espera Elliot a gente vai ver ainda. Ninguém mais entendeu?-pergunto olhando para ele é mostrando os potes. Ele pula da cama e vem correndo na minha direção abanando o rabo.
—Me diz se entendeu? –pergunto me abaixando. Ele late como resposta e eu coloco a comida no chão e ele logo ataca. –Bom garoto.
Me levanto e vou para a cama onde Ana se revira e passa a mão onde eu estava. Me deito ao seu lado e logo ela se enrosca em mim e quando sua mão vai para o meu peito eu a pego e coloco um pouco a baixo da minha barriga. Mesmo ela tocando no meu peito no baile eu estava vestido mas agora estou sem camisa, ainda tenho receio e medo. Com cuidado a viro de lado e a abraço por traz e começo a espelhar beijos pelo lado esquerdo do seu rosto e vou para o pescoço e não me seguro e dou-lhe um chupão a fazendo arqueja e logo seus olhos se abrem e se vira para mim.
Pov. Anastácia Steele
Acordo sentindo algo puxando a pele do meu pescoço, abro os olhos e olho para traz e dou de cara com Christian. Arregalo os olhos na hora. O que ele faz na minha cama? Meio desnorteada me afasto dele um pouco com ele me olhando curioso e atento a cada movimento meu, me sento na cama e logo sinto uma fisgada de dor na minha cabeça e quando levo minha mão ao local me lembro de estar discutindo com Christian por ele me mandar ir com ele e eu querer ir com José depois eu ia pegar o Thomas e escuro, depois acordo no hospital e vejo um Christian todo preocupado comigo, depois ele me pergunta como estou, escolho o nome de Thomas e quando Christian ia me beijar Thomas late nos interrompendo, Christian me leva para o seu quarto e depois eu acho que dormi. Olho para Christian e fico vermelha quando lembro dos nossos rosto próximos quase se encostando para nos beijar. Meu Deus! Eu ia beijar ele?
—Bom dia. –diz ele com a voz rouca e se aproxima mais de mim se sentando e logo aproxima a sua mão do meu rosto e faz um breve carinho antes de deslizar a mão e colocar o meu cabelo atrás da orelha me deixando ainda mais envergonhada.
—Bom dia. Você dormiu aqui? –pergunto logo e aponto para a minha cama.
—Sim. –diz ele e se levanta da cama e vai para o meu lado da cama e coloca uma bandeja de café da manhã em cima do meu colo e logo estende dois comprimidos para mim.
—Os remédios que a medica recomendou para a dor na cabeça e uma vitamina para repor as que faltam no seu organismo. –diz ele e pego de sua mão e engulo uma por uma com o suco de laranja da bandeja.
—Obrigado. –digo e começo a comer o meu delicioso café com Christian me observando se sentado ao meu lado.
—Deixa que eu levo para você. –diz quando eu ia levantar para levar a bandeja para a cozinha, ele pega a bandeja do meu colo e sai pela porta.
Fico olhando para porta um tempo ainda, o que será que ele está fazendo aqui? E mais por que está tão cuidadoso comigo? Quando ele voltar pergunto. Me levanto da cama e vou para o banheiro escovar minha boca, pego minha escola e pasta e quando levanto os olhos para o espelho do banheiro tomo um susto. O que eu estou fazendo com a blusa de Christian? Agora que me toco que ele estava sem blusa no quarto. Bom o que eu me lembro eu dormi no carro. Será que ele tirou a minha roupa? Meu Deus que vergonha! Termino de fazer minhas necessidades no banheiro e saio e vejo Christian sentado na minha cama lendo o meu livro que estava no meu criado mudo.
Ele está distraído lendo o livro que nem me nota e aproveito para observa-lo, seu corpo malhado está relaxado e seus lindos olhos cinzas estão concertados na leitura, está com as costas escoradas na cama e suas pernas estão esticadas e cruzadas na cama cobertas apenas pela sua calça. Como pode alguém ser tão lindo e sexy? Tiro os meus olhos do próprio Apolo em terra que erradia calor e olho para Thomas que está terminado sua comida e assim que vê vem na minha direção e lambe os meus pés.
—Oi garoto, bom dia. –digo me abaixando e ele começa a lamber a minha mão que tenta fazer carinho em sua cabeça e isso me faz dar risada pois ele começa a encharcar a minha mão de baba. –Thomas, está me lambuzando toda. –digo sorrindo para ele que para e se senta, faço um breve carinho nele e me levanto.
—Está bem? Sentindo alguma dor? –pergunta Christian na minha frente quando me levanto me dando um pequeno susto.
—Estou bem, obrigado. –digo e ele pega a minha mão e me leva para a cama me fazendo deitar, enquanto ele da a volta na cama para se deitar ao meu lado reparo como a calça cai perfeitamente em sua cintura e deixa a mostra um pouco do V que e bem definido.
—Por que você está cuidando de mim? E por que ainda está aqui? Me desculpe se fui grossa mas estou curiosa. –pergunto me virando na cama e ficando cara cara com ele.
—Por que eu quero cuidar de você Srta. Steele, sinto uma enorme necessidade de cuidar de você e não deixar nada acontece a você. E eu pedi para a sua madrinha para ficar aqui nesse final de semana com você. –diz ele se aproximando mais de mim e coloca sua mão no meu rosto e começa a fazer carinho me fazendo fechar os olhos aproveitando a suas caricias.
—E por que você quer passar o final de semana comigo? –pergunto abrindo os olhos embriagada pelo seu toque no meu rosto.
—Por que eu quero conhecer mais você, saber tudo sobre você. Isso se você quiser. –diz ele com a voz rouca e baixa aproximando mais nossos rostos e para quando nossos narizes se encostam um no outro.
Olho em seus olhos que estão bem perto e vejo muitas coisas indecifráveis passarem por eles, mas eu consigo enxergar um brilho de expectativa. Algo me atrai nele, eu sinto que é muito forte-claro que atrai, ele é um tremendo de um gostoso. –zombada minha consciência. Tenho que concorda com ela, ele é lindo mas não é só isso, em meio a tanta coisa que se passa por esses olhos eu vejo um homem bom e de certa forma carinhoso mas algo o prende a ser assim e eu quero ajudar ele a ver esse homem e não aquele homem que só vê a família duas vezes no mês e que só importa com o trabalho. E também não posso ignorar o fato de toda vez que o vejo o meu coração solta fogos no meu peito e o meu estomago se contrai de felicidade e agora que estou tão perto dele a única coisa que eu presto atenção são nos seus olhos e seus lábios carnudos e convidativos.
—Não, não me importo. – digo baixinho olhando seus lábios que se curvam em um pequeno sorriso, volta olhar para o seus olhos e vejo um brilho de felicidade neles.
Ninguém mais fala nada mas eu acho que não precisa pois nos dois estamos perdidos um no outro. Ele faz um rápido carinho com o nariz no meu e bem de vagar se coloca em cima de mim apoiado em seus braços, levanto minhas mãos para o seu rosto que se contrai um pouco com o meu toque mas logo relaxa e eu subo minhas mãos para o seus cabeços acobreados macios e lisos. Puxo de leve o seu cabelo na minha direção e ele vem e quando eu vou descer minhas mãos por suas costas ele pega elas e coloca acimada da minha cabeça e avança nos lábios os tomando para si. Nosso beijo e intenso e ao meus tempo carinhoso, Christian me beija com fervo e ânsia de mais do mesmo jeito que eu o correspondo, seus lábios são macios e sua língua avida se enrosca na minha fazendo-as dançar sensualmente em minha boca, nosso beijo intenso termina com nos dois ofegantes e antes de separar completamente nosso lábios Christian puxa o meu lábio inferior com os dentes e depois o solta.
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