Notas iniciais
Oi amores, cheguei Espero que gostem pois nesse capítulo eu caprichei em, mais de 7000 palavras Para vocês verem o quanto amo vocês e que não precisam me matar no final, viu? Obrigado a todos que estão comentando e favoritando a fic, isso me deixa muito feliz e me desculpem pelo atraso em responder mas agora mesmo vou fazer isso. Chega de falatório e vamos ao capítulo. TEM SURPRESA LÁ EM BAIXO ENTÃO LEIAM AS NOTAS FINAIS. Boa Leitura.

Pov. Anastasia Steele

Minha cabeça dói demais, me sinto flutuando e estou enjoada, ainda com o meu corpo todo sendo chacoalhado. Escuto vozes ou acho que são vozes, não sei direito. Coloco minhas mãos no chão e me impulsiono para cima.

—Anastasia! Ah graças a Deus! Estamos chegando no hospital e logo você vai ficar bem, me deixou preocupado quando desmaiou. -diz uma voz, demoro um pouco para distinguir de quem é.

—Não! Me leva para a casa da minha amiga. Não preciso de um hospital, apenas o colo dela e uma boa noite de sono. -digo meio zonza e me sento no banco que agora percebo que estou em um carro.

—Não sei não, você não me parece bem e não acho que desmaiar seja um sinal de que está bem. -diz parando em um semáforo. Me ajeito no assento e me coloco no meio dos bancos da frente.

—Estou dizendo Leon que estou bem, me leva para a casa da minha amiga que vou ficar melhor ainda. -digo para ele de forma meio ríspida, e a contra gosto ele coloca no GPS o endereço do edifício de Kate. — Obrigado. -digo e volto a me deitar, meu enjoo está começando a ficar mais forte e não quero vomitar no carro de Leon, que mesmo não gostando muito da minha decisão está me ajudando.

—Pronto Ana, chegamos. -diz Leon quando estaciona o carro. Me sento e tento abrir a porta, mas estou zonza demais, minha cabeça está explodindo de dor de cabeça. -Deixa que eu te ajudo.

—Obrigado. –digo agradecida quando me ajuda a sair do carro.

—Disponha, qual é o andar da sua amiga? — me pergunta enquanto andamos para dentro do prédio.

— O quinto, mas não precisa Leon, já fez muito por mim e sou muito grata por tudo. -digo me virando para ele depois que chamo o elevador.

— Que nada Ana, eu considero você como uma irmã que nunca tive e vou te ajudar em tudo que precisar, agora só saio desse prédio depois de ter certeza de que vai estar bem. -diz me abraçando pelos ombros e quando termina de falar os meus olhos estão cheios de lágrimas.

— Obrigado Leon, também te considero um irmão, aliás, um excelente irmão. -digo e quando entramos no elevador o abraço pela cintura, escondendo meu rosto em seu peito.

— Só faço meu papel maninha. -diz risonho me apertando em seus braços, solto um pequeno riso também com o maninha e logo as portas se abrem no andar de Kate.

Saímos do elevador e logo vamos para a última porta do corredor, Leon com o braço em volta dos meus ombros e eu com o meu em sua cintura. Nos separamos quando ficamos de frente para a porta e bato na mesma. Não fomos barrados, pois desde a primeira vez que vim aqui, Kate avisou na portaria que a minha entrada não precisava anunciar para ela. Bato mais duas vezes na porta impaciente e apreensiva de Kate ter saído, justo hoje que preciso tanto do seu colo, mas quando ia bater pela última vez Elliot abre a porta todo molhado e com uma toalha envolta da cintura. Fico vermelha com a imagem dele assim, o corpo definido apenas com uma toalha, o cabelo loiro molhado e com água pingando nele e se espalhando para o resto do rosto.

— Oi Ana, o que aconteceu? Está pálida. -pergunta de bom humor, mas logo fica preocupado quando olha bem para mim.

— Podemos entrar? Trouxe Ana pra cá, pois ela insistiu em ficar com a amiga ao invés de ir para o hospital. -pergunta Leon me abraçando de lado de forma protetora, Elliot olhou isso confuso, mas abriu passagem para entrarmos.

— Quem é Elliot? -escuto a voz de Kate da cozinha e logo me desvencilho dos braços de Leon e corro para a minha amiga.

— Kate…-falo e a abraço apertado.

— Ana. Meu Deus o que aconteceu?! -pergunta preocupada enquanto desliga o fogo e me abraça, ela me leva para o seu quarto onde se senta encostada na cabeceira e eu deito em seu colo.

De repente todas as lágrimas que segurei desde o apartamento de Christian até agora, vieram em triplo, lágrimas grossas saiam dos meus olhos como as ondas revoltosas do mar em dia de tempestade, os soluços eram como o som das ondas se chocando contra as pedras, altos e estrondosos. Kate em momento algum deixou de fazer carinho no meu cabelo enquanto eu encharcava sua perna, chorando compulsivamente.

Saber de tudo aquilo, tudo não, parte do passado de Christian ainda mais sobre aquelas circunstâncias foi um baque muito forte para mim. Saber do que ele gosta, ou melhor, gostava, de fazer com as mulheres e que queria fazer as mesmas coisas ou quem sabe até mais, pois me lembro de algumas coisas que li sobre BDMS e tinha muitas práticas bem cruéis que eram usadas para o prazer do dominador ou dominatrix, e quanto maior era o prazer deles maior era a dor da submissa. Li várias coisas em que pessoas que praticam isso fazem para obterem prazer, a dor e o sofrimento da submissa para eles não são importantes, se importam apenas com eles.

Apesar de tudo, o que sei sobre as coisas que li não consigo imaginar Christian, o meu menino perdido, o meu Christian fazendo todas aquelas torturas, mas não nego que ele tem um lado escuro e sombrio dentro dele, algo que o possuiu na minha primeira vez, eu vi em seus olhos o brilho de prazer quando me dava tapas ou quando me penetrava. Esse lado dele existia, eu o vi, mas via também Christian lutando contra isso e sempre sendo o Christian carinhoso comigo, o gentil e bom comigo e é esse que eu gosto e amo.

Um filme se passa na minha cabeça me fazendo lembrar tudo o que passei ao lado de Christian, as felizes, as emocionantes e as prazerosas de quando ele me possuía. A minha Fera. Mais lágrimas saem dos meus olhos, sinto falta dele, do seu corpo junto ao meu e do seu cheiro me acalmando. Eu vou conversar com ele sobre seu passado e vou ser compreensiva com a sua antiga vida de Dominador, mas em troca, quero que ele me conte tudo sobre seu passado sem esconder nada e o principal: se manter longe de Elena. Não gostei nada dessa mulher, e não a quero perto dele ou de mim.

Com esses pensamentos e a saudade matando o meu coração o sono vai me envolvendo, mas antes de cair na inconsciência, escuto vozes e logo depois Kate saindo da cama e acho que Leon me ajeita na cama para depois se deitar atrás de mim me abraçando. Sorrio com seu gesto, mas queria outro homem de olhos cinza me abraçando. Durmo com a imagem da minha Fera em mente.

Acordo no outro dia mais disposta, olho em volta do quarto e não vejo ninguém. Me sento na cama e as lembranças do dia anterior voltam a toda velocidade, suspiro e vou para a cozinha onde escuto a voz de Kate, Elliot e Leon.

— Bom dia Ana -dizem juntos tirando um sorriso de mim. Me sento no meio de Elliot e Leon e logo Kate coloca um prato de ovos com bacon que não estavam com uma cara muito boa.

— Não come Ana! Kate faz muitas coisas boas, mas cozinhar não é uma delas. -diz Elliot com certa malícia fazendo Leon e eu darmos risada, que aumentam quando Kate da um tapa na cabeça dele.

— Deixa que eu faço o café Kate, senta ai. -digo me levantado e pegando os ingredientes para fazer panquecas.

— Hoje de noite aceita jantar comigo Ana? Para esvaziar a cabeça. -pergunta Leon. Olho para o casal loiro, e os dois me olham sem entender.

— Claro Leon. -digo dando um leve sorriso.

— Quer contar o que aconteceu agora Ana? -pergunta Kate que está sentada no colo de Elliot que está com a cabeça encostada em seu peito. Suspiro e começo a contar o que aconteceu, tirando é claro, o que vi no apartamento de Christian, falo que foi uma briga boba e o ciúmes que sentiu de Leon.

O resto do dia foi com Kate e eu no sofá assistindo filme enquanto ela me falava de Elliot e o rolo que estão tendo, me falou também de algumas coisas sobre a nossa formatura que está perto. Leon me levou de manhã para a minha casa e por sorte não tinha ninguém, aproveitei e peguei algumas roupas e acessórios de higiene e voltei para a casa de Kate, onde Leon disse que vinha me pegar às sete e meia. Ainda não acredito que minha madrinha mentiu para mim, mas vou conversar com ela sobre isso depois, no fundo eu sei que ela só quer o meu bem. Contei no café a minha relação com Leon para os dois não interpretarem errado o que há entre a gente, disse que eu amo ele como um irmão e o sentimento é recíproco, Elliot ficou com ciúmes, mas depois de dar risada do seu bico infantil disse que também amava ele como meu irmão. Kate, Elliot e Leon são os irmão que nunca tive, e não os trocaria por nada nesse mundo.

— Ana, o Leon já chegou. -diz Kate quando termino de colocar o meu perfume.

— Já vou Kate. -digo me analisando no espelho do seu quarto. Ela me ajudou a me arrumar e até que gostei do resultado, apesar de não estar com muito humor para isso. Pego minha bolsa e saio do quarto.

Pov. Grace Grey

Estou sem saber o que fazer, ver Christian nesse estado me deixou chocada e com o coração partido. Nunca o vi assim, desde que o adotei a vinte e três anos atrás e em nenhum momento o vi chorar, muito menos destruir um quarto todo e em seguida desabar no meu colo e me abraçar, coisa que jamais fez ou se permitiu receber de qualquer membro da família. Não sei se o abraço de volta retribuindo o aperto que ele me envolve, então passo minhas mãos com cuidado e carinho em seus cabelos.

—Oh filho, o que aconteceu para deixa-lo assim?-pergunto agoniada com o seu sofrimento e suas lágrimas que molham minha calça.

—Eu...eu a perdi mamãe...perdi para sempre. -fala entre soluços, fazendo meu coração diminuir mais ainda e com isso sinto algumas lágrimas caírem sobre meu rosto. Sem perceber desço minhas mãos pelas suas costas e me curvo para abraça-lo, e tentar passar o máximo de segurança e conforto que uma mãe pode transmitir para um filho. -Me desculpe amor... -digo quando me lembro do seu receio a toque ou algo relacionado.

—Tudo bem mamãe, o meu outro anjo está me curando, ela está me dando luz. -diz o meu menino se levantando e ficando de joelhos diante de mim.

Seu rosto está com a mesma expressão perdida e assustada de quando tinha quatro anos e estava sozinho no hospital em que o atendi e cuidei dele. Meu Deus! Se não fosse a barba mediana que lhe cobre metade de seu rosto, diria que está igual, mas no fundo eu sei que não, pois o meu menino cresceu e já é um homem, um homem belo e solitário. Só não entendo por que está assim ou quem é esse outro anjo que diz, e quem é que ele perdeu? E o que essa pessoa está fazendo com o meu menino para ele dizer que está se curando? Deve ser alguém muito importante para ter o deixado assim. Coloco minhas mãos em seu rosto e enxugo suas lágrimas.

—Quem foi que você perdeu? Quem é esse anjo meu amor? O que ela fez para poder tê-lo curado?-pergunto limpando nossas lágrimas que caiam.

—A minha Bela mamãe, eu a perdi, perdi minha Ana. –diz e se deita novamente no chão com a cabeça sobre meu colo.

Meu Deus! Será que é aquela Anastasia? O meu menino está apaixonado por a Ana? Como assim?

Tudo indica que sim, e fico feliz por Christian finalmente ter encontrado alguém como Ana, que é um amor de pessoa, mas por outro lado fico triste, pois para ele estar arrasado desse jeito e falando que a perdeu, deve ter acontecido algo muito grave. Ana sempre foi muito calma, gentil e muito compreensiva e para não ter conversado e se entendido com Christian a coisa deve ser muito preocupante, mas isso não importa, vou ajudar o meu menino a ser feliz, seja o que for vou juntar eles dois de novo. Ai nem acredito que a Ana vai ser minha nora!

Quando vou falar para ele que vai ter a minha ajuda para ter Anastasia de volta vejo que ele dormiu no meu colo, passo minhas mãos no seu cabelo, e me viro em direção a Carrick na intenção de pedi-lo para chamar Taylor para levar o nosso filho para o quarto, mas quando viro me deparo com os dois perto da porta nos olhando.

—Me ajudam? -pergunto baixinho apontado para Christian, eles assentem e se aproximam de nós, se abaixam e com cuidado pegam Christian.

Levanto-me e sigo-os para o quarto principal, abro a porta e eles acomodam meu menino na cama, Taylor pede licença e sai nos deixando sozinhos. Olho para Carrick e o vejo admirando nosso filho, sei o quanto ele ama todos os nossos filhos e quando eram mais novos adorava praticar esportes e sair com os meninos e brincar de boneca quando Mia queria, ver nosso menino perdido assim deve o machucar muito, assim como a mim. Toco seu braço de leve e vou para perto de Christian e começo a tirar sua roupa, Carrick me ajuda e o deixamos apenas com a cueca, pego um cobertor e o enrolo.

— Fique aqui e cuide dele, vou ajeitar as coisas lá fora e já venho ficar aqui com vocês. –diz Carrick beijando minha testa e sai pela porta a fechando.

Suspiro e me sento encostada na cabeceira da cama, logo Christian se mexe na cama e vem falando coisas sem nexo e deita a cabeça no meu colo se enroscando em mim. Passo as mãos em seus cabelos e fico feliz que agora ele esteja mais aberto em relação ao toque, Ana fez realmente uma grande mudança nele, e para a melhor. Ele se vira em meu colo e fica com o peito para cima, revelando suas cicatrizes e queimaduras, tenho vontade de passar a mão e fazer carinho em toda essa região do seu peito e tirar elas dai deixando tudo curado. Christian tem essas marcas desde que o encontrei no hospital, não sei o que aconteceu com ele para ter essas marcas, sua vida antes de nos não conheço e nem ele faz questão de lembrar.

Tenho certeza que a mãe biológica dele batia nele ou deixa o companheiro fazer isso, por isso seu medo de toque, seu receio que alguém o toque, mas de alguma forma Anastasia conseguiu livra-lo desse medo, ela quebrou a barreira que ele colocava em torno de si e isso é algo que jamais vou poder agradecer, ela trouxe o meu menino que ficava no meu colo enquanto li seus livros em voz alta. Até os setes anos Christian nunca tinha falado e quando isso aconteceu foi uma verdadeira alegria, ele falava comigo e com o resto da família e adorava que eu fizesse cafuné em seus cabelos enquanto lia, brincava com os irmãos e saia com Carrick para fazer trilhas e outros esportes, ele era alegre e feliz, mas na adolescência tudo mudou, ele transformou-se drasticamente. Foi uma época difícil e depois dela ele nunca mais foi o mesmo, até agora, até se envolver com Ana, eu sempre soube que avia algo com eles desde o baile onde vi a química entre eles, como os dois se davam bem juntos e ela fez realmente bem para o meu menino. O meu Christian está de volta. Não sei o que aconteceu para os dois terem se afastado, mas vou fazer o possível e o impossível para junta-los novamente e ver o sorriso lindo do meu filhote.

— Eu te prometo meu filho, vou ajuda-lo em tudo que precisar para você ser feliz com a sua Bela. -sussurro para ele mesmo sabendo que ele não me ouviu.

Vou fazer até o improvável, mas antes disso ele vai ter que me explicar o motivo da separação deles e o mais importante: o quarto que ele destruiu. Quero saber por que ele tem um quarto daqueles e o que fazia dentro dele. Vou deixar isso para amanhã, hoje vou cuidar dele, mas amanhã não me escapa.

Pov. Carrick Grey

Deixo Grace cuidando do nosso filho e volto naquele quarto. Fiquei em choque quando vi tudo aquilo e imaginando o motivo do meu filho ter um quarto daqueles. Subo de volta para o segundo andar e ando apressado para o quarto destruído. Abro a porta e entro vendo os destroços e o entulhos, ando em meio a bagunça olhando tudo, muito chocado com o que encontro, me abaixo e pego um vibrador e perto dele tem grampos e um par de algemas.

Meu Deus! O que Christian fazia com isso e por que as tinha?

Vasculho mais o quarto e encontro mais: várias varas, chicotes, cordas e braçadeiras. Minha surpresa é maior quando acho uma caixa cheia de fotos de mulheres nuas amarradas, amordaçadas e algumas com alguns hematomas. Todas elas morenas, perco a conta de quantas são, mas sei que são mais de dez, cada foto é uma posição diferente e em vários lugares presas a eles. Fico chocado com elas, como alguém se submete a isso? Ou será que Christian as forçava? Não, eu não posso acreditar que o meu filho, aquele que eu brincava junto com Elliot e Mia faz isso com essas mulheres.

Guardo as fotos dentro da caixa novamente e as levo para a sala, a guardo perto de alguns livros de economia e volto para o seu quarto. Quando entro vejo que Grace acompanhou Christian no sono, ela dorme meio sentada na cama com a cabeça do nosso filho em seu colo e uma de suas mãos em seus cabelos. Christian dorme tranquilamente em um sono profundo, ainda estou com as imagens das mulheres em minha mente e olhando para o meu filho no colo da minha mulher, não consigo acreditar que ele seja capaz de fazer aquilo.

Tiro meus sapatos com as meias e o meu sobretudo, me aproximo da cama e ajeito com cuidado Christian para o lado esquerdo da cama e depois Grace para ficar ao seu lado, por sorte eles não acordaram. Depois de ajeitar ele dois, me deito do lado de Grace que está no meio da cama, passo o braço por sua cintura e me acomodo junto ao seu corpo, a sinto se mexer e se agarrar ao nosso menino, sorrio contra seu pescoço. Mesmo dormindo Grace quer proteger seu filho de tudo, e como desde manhã ela estava certa duvido que vá largar Christian por um bom tempo. Ela estava certa sobre algo está acontecendo com um de nossos filhos e depois ver aquele quarto com mais calma, vejo que algo está errado há muito tempo com Christian.

Não sei o que aconteceu com ele para ter destruído aquele quarto, que ninguém tinha conhecimento. Algum motivo Christian tem para ter aquele quarto e fazer aquelas coisas com aquelas mulheres, e outro motivo maior ainda para ter destruído ele, e amanhã depois de estar mais calmo Grace e eu vamos ter uma conversa com ele para sabermos o que realmente está acontecendo.

Pov. Christian Grey

Saio do armário da minha mãe, está tudo quieto. Os gritos e os barulhos já acabaram. Posso sair. Vou para a sala e encontro mamãe dormindo no chão, estranho! Mamãe sempre dorme na cama ou na poltrona, nunca no chão. Chamo ela. Estou com fome, muita fome. Chamo de novo, mas ela não responde. Chamo de novo e de novo, mas ela não acorda. Passo a mão em seu rosto e sinto-o gelado. Pego meu cobertor e cubro ela, me deito ao seu lado e me enrolo também. Mesmo com fome adormeço ao seu lado.

Acordo com sobressalto e todo suado.

Merda.

De novo essas malditas lembranças voltam para me assombrar, todos os dias eu luto contra o meu passado para poder esquecer, mas sempre ele volta para me fazer lembrar de onde eu vim e de onde eu sou. Passo as mãos no meu cabelo que estão um pouco molhado de suor, faz tempo que não tenho um pesadelo assim, acho que desde que conheci Anastasia.

Ah baby, não sabe o quanto sinto sua falta.

Olho em volta e percebo que estou no meu quarto, vasculho na minha mente e me lembro de ter adormecido no colo de Grace enquanto chorava igual a uma criança. Nunca tinha chorando tanto assim em toda a minha vida, nem nas surras que Elena me dava, e muito menos quando o cafetão da prostitua me queimava com seus cigarros nojentos, Ana me afeta muito mais que isso ou qualquer outra coisa, ela me tem por completo e a incerteza de que vou não tê-la novamente me faz entrar em pânico. Quando vou sair da cama sinto algo encostar no meu pé e tomo um susto, imediatamente olho para o lado e vejo meu pai abraçado a minha mãe que está passando a mão por onde antes estava o meu peito.

— Christian...filho!-chama enquanto me procura. Sorrio com sua preocupação. Pego sua mão e levo aos meus lábios e deposito um beijo.

— Estou aqui mãe. -digo baixinho e logo ela abre os olhos e solta minha mão e faz carinho no meu rosto que deve está áspero pela barba.

— Me deixou preocupada ontem meu menino. -diz com uma voz de sono.

— Me desculpa. -digo com a culpa me atingindo em cheio. Não queria preocupar o meu anjo com as minhas merdas.

— Tudo bem Christian, agora vamos levantar e tomar café. –diz tirando os braços do meu pai do seu corpo e se levanta da cama, assim como eu.

— Vou tomar um banho e já encontro a senhora na cozinha. –digo e dou um beijo em sua bochecha e vou em direção ao banheiro, enquanto escuto ela acordar o meu pai.

—Carrick, querido, acorde. –escuto ela dizer e sorrio com o carinho em sua voz com o meu pai.

No banho enquanto a agua quente desce pelo meu corpo penso em tudo o que aconteceu ontem. Tomei a decisão de lutar por Ana, Elena apareceu aqui em casa tentando me convencer a voltar a ser um dominador, comecei a discutir com ela e quase perdi o controle de vez, Ana apareceu aqui e bateu em Elena e depois de expulsa-la daqui brigamos outra vez, só que dessa por ela ter descoberto a verdade, e para fechar com chave de ouro meus pais apareceram aqui no meu momento de raiva quando destruí completamente o quarto de jogos.

Encosto minha cabeça no azulejo do box. Ana descobriu tudo da pior maneira possível, ela me disse que precisava de um tempo para pensar. E se ela vê que eu não sou o melhor para ela e me deixar? Se ela não quiser me ver mais?

Não!

Ela não pode me deixar. Não suportaria perde-la.

Termino o meu banho decidido a ter Ana de volta, vou explicar para ela tudo e vou tê-la de volta em meus braços. Saio do box e pego uma toalha e enrolo na minha cintura, saio do banheiro e não encontro meus pais na cama, já devem está na cozinha. Ótimo. Vou para o closet, pego uma calça jeans preta, uma camisa de linho branca e um blazer preto, depois calço um par de sapatênis e passo meu perfume. Pronto.

— Aonde pensa que vai Christian? –escuto meu pai perguntar quando passo apressado para o elevador.

— Vou resolver um negócio pai. –digo e quando vou apertar o botão para chamar o elevador escuto minha mãe.

— Nem pensar, vem aqui e vamos tomar café. Precisamos conversar. –diz autoritária. Gemo frustrado.

Merda!

Justo agora?

Frustrado vou para a ilha da cozinha e me sento no banco do balcão, onde já tem um prato de ovos mexidos, salada de fruta, um copo de suco de laranja e café preto para mim. Minha mãe está do meu lado esquerdo e meu pai do lado direito. Pressiono o torço do meu nariz com os dedos prevendo a dor de cabeça que essa “conversa” vai me render.

— Adiar isso só vai piorar a situação filho, o que aconteceu ontem? –pergunta minha mãe depois de um tempo que eu fiquei calado comendo meus ovos.

Droga!

— Ana e eu brigamos. –digo apenas e continuo a comer.

Não quero falar sobre ontem, mas sei que os dois não vão me deixar em paz até descobrir a mesma coisa que Ana, que sou um mostro. Já basta o olhar de Ana sobre mim, sobre o mostro que habita em mim e que nunca vou conseguir expulsar. Sem contar que os dois iriam ficar loucos quando souberem que a amiga da família fodia com o filho do meio deles bem de baixo dos seus narizes.

— Pare de enrolar Christian, você sabe muito bem o que eu e sua mãe queremos saber. Nos diga agora e sem enrolação. –diz meu pai irritado com o meu rodeio. Termino o meu café e me levanto, vou em direção da sala e me sento no sofá com os dois atrás de mim. Não tem jeito.

Quer saber? Vou dizer logo de uma vez.

O pior já aconteceu. Ana já sabe, agora só falta os meus pais e depois disso vou estar livre desse mundo de merda em que eu entrei.

— Tudo bem. Vocês querem a verdade? Pois vão ter. Ana e eu vínhamos brigado há alguma tempo, pois, ela sempre quis saber do meu passado e de várias coisas sobre mim que eu não gostaria que ela soubesse, mas como ela é muito avida por informação, conseguiu arrancar algumas coisas que depois foram se tornando pequenas para ela que sempre queria mais e mais. Não queria que ela soubesse do meu passado de merda, o passado em que vocês me tiraram, mas que nunca vai sair completamente de mim, mas conforme eu tentava esconder isso mais ele vinha batendo na minha porta, até que chegou ontem quando ela chegou de Montesano e me encontrou com Elena no quarto de jogos, no meio de uma discussão. –digo olhando para a vista de Seattle pelas enormes janelas da sala. Me levanto do sofá onde estava no meio dos dois e começo a andar de uma lado para o outro.

— Discutindo com Elena? Por quê? E o que ela tem a ver com vocês? –pergunta minha mãe confusa.

— E o que é um quarto de jogos? –pergunta meu pai se aproximando da minha mãe e a abraça de lado, os dois me olham esperando explicações.

Vamos lá Grey, conte a verdade.

— Resumido...Quando tinha quinze anos, eu estava passando por uma fase rebelde como vocês se lembram, mas isso era por que eu achava que não fazia parte da família perfeita que é a de vocês, para mim eu não me encaixava, pois não tinha nada de bom em mim. Para mim não merecia nada de bom vindo de ninguém, quem dirá de uma família perfeita? Então foi nesse momento que Elena me apresentou o mundo do BDMS que é Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo. Eu aceitei tudo, pois era isso que eu merecia. Apanhar e sofre dor e não o amor e carinho que vocês me davam. –eles me olham com os olhos arregalados.

Eu sei, eu sei. É errado, mas era o que eu pensava na época.

— Passei seis anos sendo submisso dela e depois quis estar no lugar dela e ser um dominador também. Nesses anos com Elena consegui ter o total controle sobre o meu próprio corpo e mente, consegui a disciplina para dominar ele e como vocês lembram, me empenhei muito para construir a GEH e hoje ela é uma das principais empresas de telecomunicação dos Estados Unidos. Devo tudo isso a Elena, mas depois de aprender tudo quis praticar eu mesmo, e me tornei um dominador, ela me ajudou arranjando submissas para mim e isso foi se levando até que conheci Anastasia, ou melhor, conhecer seu cheiro de baunilha. Fiquei louco quando senti seu cheiro no meu carro que foi usado por Taylor para buscar ela no aeroporto, e depois de alguns dias eu finalmente pude conhecê-la e esse dia foi na festa fantasia. –sorrio me lembrando da primeira vez em que a vi.

“-Parece que sua acompanhante também chegou mano. —diz Elliot quando passa para ir para a pista dançar com Kate.

Olho para a entrada do jardim e quase deixo o meu terceiro copo de uísque cair no chão. A mulher mais linda que já vi está entrando no jardim atraindo todos os olhares para ela, enquanto caminha na direção dos meus pais, que por consequência minha também, já que estou ao lado deles, ela olha para todos os lados com o rosto vermelho, que presumo ser de vergonha por receber tanta atenção que eu acho mais que merecida, pois sua beleza prende qualquer olhar.

—Ana que bom que veio e você está muito bonita com essa roupa. —diz minha mãe sorrindo enquanto a mulher que se chama Ana chega perto de nós e a abraça.

Arregalo os olhos quando sinto o cheiro de baunilha vindo dela, minha mãe está ao meu lado e quando elas se abraçam eu sinto o cheiro que emana dela entrar pelas minhas narinas, é ela! Ah, mas hoje eu conheço você.

—Será que me concede uma dança senhorita...? —digo depois que minha mãe a apresenta para todos, mas como eu estava no mundo de baunilha que ela criou em mim eu não ouvi seu nome.

—Steele. Anastácia Steele. —diz ela com um sorriso lindo para mim e pega minha mão estendida, puxo ela para a pista de dança e coloco minhas mãos em sua cintura, enquanto ela coloca as dela ao redor do meu pescoço me fazendo sentir mais do seu doce cheiro.”

— Depois que conheci a mulher que me fazia ter noites tranquilas e sem pesadelos com o meu passado, apenas com o seu cheiro a minha vida ganhou um sentindo. Um sentindo que não era pensar em bater, em surras, em quarto de jogos e nem nada disso, apenas fazer um sorriso lindo aparecer no seu rosto perfeito. Com ela eu não precisava de nada vindo do mundo em que Elena me ensinou a sentir prazer e a gostar da dor, com Ana eu não precisava de nada disso, apenas ela me bastava para tudo. Só que como nada é perfeito, nessa minha vida de merda, Elena estava a um tempo tentando abrir os meus olhos e falando que eu não prestava para ser o tipo de homem para Anastasia, e por isso ela veio aqui ontem, começamos a discutir e no meio dela Ana apareceu. Antes disso ela não gostava de Elena, desde o jantar em que ela saiu correndo por causa do pai e depois de ver a gente lá, Ana deu um tapa nela e a expulsou daqui. Depois disso eu falei que era praticante de BDMS, ia contar sobre o meu passado também, mas ela ficou muito assustada com tudo isso e pediu um tempo para pensar sobre tudo o que eu disse. Assim que foi embora, eu perdi o chão e quando me dei conta tinha destruído o quarto todo e estava no seu colo mamãe. –finalizo parando um pouco distante dos dois.

Minha mãe nada diz e muito menos meu pai. Fico olhando os dois que me olham de volta, estão incrédulos e surpresos, e acho que decepcionados também. Suspiro aflito com esse silêncio. Cinco minutos se passam e minha mãe se levanta com a mesma feição e quando chega perto de mim faz uma coisa que eu nunca imaginaria. Levanta a mão para mim e me acerta um tapa certeiro na minha bochecha esquerda.

— Nós sempre te demos amor e carinho por que amamos você Christian! Eu te amo desde o momento em que te vi todo descuidado e desnutrido naquele hospital em Detroit. Eu e seu pai adotamos você e seus irmãos por que AMAMOS VOCÊS! Sem nenhuma preferência, amamos igualmente os três e daríamos nossas vidas por cada um, é isso que uma mãe e um pai faz por um filho. –diz ela apontando o dedo na minha cara quando viro para olha-la.

Cacete!

Ela tá muito brava comigo.

— Grace se acalma. –diz meu pai se levantando e tenta abraçar minha mãe, ela não deixa e se afasta um pouco de nós, mas se vira para mim novamente.

— Meu Deus! Eu tinha uma pedófila como amiga! Eu a trouxe para dentro da minha casa, eu convidada ela para festas da família e dava permissão para você ir ajuda-la na reforma de sua casa. E o pior de tudo Christian! Ela é CASADA! Meu Deus do céu! –diz minha mãe transtornada.

— Grace, se acalma querida. Vamos conversar civilizadamente. –diz meu pai tentando acalmar minha mãe. Ela se vira para a gente com fogo nos olhos e isso me assusta e muito.

— ME ACALMAR? Você tá de brincadeira Carrick! O meu filho foi molestado por uma pessoa que eu considerava uma amiga quando tinha QUINZE ANOS e passou SEIS ANOS sendo submisso dela. Isso tudo é culpa minha, eu que não dei muito atenção para você e não fui uma boa mãe. É isso, eu não fui uma boa mãe para você. –diz ela e começa a chorar, meu pai corre para abraça-la.

Não. Não. Não.

— Não diz isso mamãe. Você foi, é, e sempre será a melhor mãe que alguém possa querer, eu que não mereço você, nem você papai, nem Elliot e Mia como minha família. Não sou digno de vocês. Por favor, não pense isso, você foi e é uma mãe maravilhosa para mim, sou eu que não sou digno de vocês. –digo me aproximando deles, minha mãe se solta do abraço do meu e se jogo em cima de mim.

Retribuo seu abraço que agora não traz a escuridão de dentro de mim, agora vejo. A escuridão que antes habitava em mim foi embora, Ana me ajudou com parte e eu a expulsei de vez quando destruí o quarto de jogos. Sorrio com isso e seguro com firmeza a cintura da dona Grace e a ergo do chão e logo depois estou rodando com ela rindo de felicidade.

— Me desculpa pelo péssimo filho que eu fui e por ter te magoado, não posso mudar o passado, mas o presente e o futuro é diferente. Eu prometo que de agora em diante vou fazer de tudo para ser o filho que a senhora merece e poder conviver mais com todos que amo. –digo em seu ouvido depois de coloca-la no chão. Ela me aperta mais em seus braços e solta um soluço antes de me responder.

— Oh meu menino, é claro que eu te perdoo, mas quero que você saiba de uma coisa. Nós sempre magoamos as pessoas que amamos, querido. —diz ela quando se solta de mim e acaricia meu rosto.

— Sua mãe tem razão meu filho, nós te amamos muito, e mesmo que você tenha errado sempre vamos estar do seu lado, ninguém é perfeito e todos nós erramos também, mas é assim que a vida é. Sempre vai poder contar com a gente, estando errado ou certo. Vamos estar sempre do seu lado. –diz meu pai e me puxa para um abraço.

— Obrigado papai. –digo tentando controlar minhas emoções.

Passei a manhã e a tarde toda em casa com os meus pais. Durante esse tempo meu pai me mostrou que achou uma caixa com fotos de antigas submissas no meu quarto de jogos, isso foi quando minha mãe foi fazer um lanche para a gente, eu as peguei e joguei na lareira e botei fogo, com a promessa que nunca mais vou ter nenhuma submissa e que a única mulher que me interessa é a minha baby. Depois das fotos se tornarem cinzas me sento com ele no sofá e começamos a falar sobre beisebol, logo minha mãe se juntou a nós e ficou ouvindo a gente terminar o assunto, já que não é um assunto do seu domino ou interesse.

Assim que o almoço acabou minha mãe me chama na sala junto com o meu pai, e quando nos acomodamos no grande sofá ela me entrega um embrulho de tamanho médio com um bilhete preso. Ela me diz que achou perto da escada quando desceu para tomar café. Puxo o bilhete e leio.

Caro Senhor Grey,

Entrego-lhe essa foto com o intuito de lembra-lo de um, dos vários momentos felizes que me proporcionou, OBRIGADO, por tudo que me fez viver e sentir até agora e é por esses momentos que quero continuar com o Senhor para sempre.

Bjs da sua Ana.

♥

Viro o papel e encontro uma fotografia nossa que Ana tirou no dia em que a levei para planar, estou atrás dela com as mãos em sua cintura fina, ela encostada no meu peito e nós dois sorrindo que nem bobos para o celular dela. Sorrio com a lembrança. Deixo a foto no sofá e logo minha mãe pega para olhar, solto um pequeno riso da sua curiosidade e abro o embrulho. Assim que o papel pardo está todo amassado no meu colo fico admirando o kit para montar um Blaník L23. Um planador! Um sorriso triste aparece em meus lábios enquanto lembro-me desse dia. Eu quase trepei com ela quando me desafiou, quase, pois não queria problemas com a polícia por atentado ao pudor e muito menos correr o risco de algum filho da puta ver minha baby nua.

Depois que minha mãe me deu o embrulho passei à tarde no escritório montando o meu pequeno planador e quando terminei, coloquei em cima da minha mesa do lado do porta retratos que pedi para Taylor comprar para por a nossa foto. Falando em Taylor, nem ele e nem Gail me deram notícias ou mencionaram Anastasia, e isso quer dizer que eles pensam que está tudo bem entre a gente, e que ela ainda continua em Montesano. Isso me preocupa, será que ela não voltou para casa? Se não onde se meteu? Será que está bem? Em segurança? Essas perguntas ficaram rondando minha mente o dia todo.

Mandei Taylor se desfazer por completo do quarto de jogos e reforma-lo por completo, para logo depois ser um quarto de hospedes. Essa semana ainda começa a reforma e no final do mês está finalizada. Quando terminei de resolver tudo passei o final da tarde com os meus pais e dispensei Taylor e Gail, se não souberam de nada até agora eu não vou dizer, vou dar até amanhã para Anastasia aparecer, se não antes que o sol se ponha, amanhã eu garanto que Seattle vai estar de pernas por ar e junto comigo. Sei que Gail vai ficar furiosa, mas eu já enfrentei Ana e meus pais, posso falar com ela também e me desculpar pelo pedido indecente que fiz a ela e da promessa que quebrei por não conta-la sobre os últimos ocorridos.

— Está linda mãe, como sempre. –digo quando a ajudo a sair do carro do meu pai.

Como dispensei Gail convidei os dois para jantar fora e também agradecer por tudo que fizeram por mim hoje, então eles foram para casa se arrumarem, e como combinado ás oito nos encontraríamos aqui.

— Você também querido. –diz ela e passa a mão no meu cabelo. Sorrio para minha mãe que está deslumbrante e dou-lhe um rápido abraço nela e depois no meu pai.

— Vamos entrar?-pergunto e eles assente.

Quando entro no restaurante falo meu nome para a maître e logo ela começa a nos guiar para a nossa mesa, mas quando passamos por uma fico surpreso com quem encontro. Aquele filho da puta de merda do Leon Donatti sendo acompanhado pela minha Ana. Anastasia está maravilhosa, apesar da cara de cansada, fico aliviado e feliz por vê-la bem, mas instantaneamente uma raiva descomunal começa a subir no meu corpo. Não penso mais em nada e vou na direção da mesa.

— Christian?! –fala Ana pasma quando me vê. O merda Donatti se vira para mim.

— Boa noite Christian, quer se juntar a nós? –pergunta me lançando um sorrisinho com dentes brancos perfeitos que só faz a minha raiva aumentar.

— Não, só vim pegar a minha mulher. –digo seco para ele e me viro para Ana que olha tudo com os olhos arregalados e pálida. Pego seu braço e o puxo a fazendo se levantar da mesa. Leon se levanta também e pelo canto do olho vejo todos do restaurante pararem para prestar atenção na gente.

Bando de fofoqueiros e enxeridos.

— Larga ela Christian, não pode obriga-la a ir se não quiser. –diz ele. Lanço para ele um olhar frio.

Vá à merda.

— Isso não é da sua conta. Vamos Ana. –digo me virando para ela. – Ana? –pergunto quando a puxo e fico sem resposta. Quando ela abre a boca para falar algo ela revira os olhos e tomba para frente. Graças ao meu reflexo apurado a pego rapidamente antes que caia no chão.

— Ai meu Deus! Eu vou chamar uma ambulância. –exclama a maître, reviro os olhos para ela, e mesmo estando apavorado com o desmaio de Ana mantenho a calma e chamo com a cabeça minha mãe, que entende e logo corro para fora do restaurante.

— Deixa que eu dirijo Christian, vá atrás com ela. –diz meu pai e logo pega a chave com o manobrista.

Grace abre a porta de traz para mim, entro com cuidado e acomodo Ana no banco e entro também, colocando sua cabeça em meu colo. Assim que meu pai assume o volante e minha mãe entra no banco do passageiro aceleramos para o hospital em que minha mãe trabalha, que graças a Deus não é muito longe. Durante o percurso Grace vai me acalmando e dizendo que tudo vai ficar bem. Chegamos no hospital em menos de quinze minutos e logo saio da carro e corro para dentro com Ana em meus braços, uma equipe médica já está a nossa espera, pois minha mãe tinha mandado uma mensagem os solicitando.

— Daqui para frente é com a gente senhor. Por favor, aguarde na sala de espera. –diz uma enfermeira me barrando quando Ana passa de maca para uma outra porta.

— Sala de espera é o caralho, eu vou ficar com a minha mulher. –praticamente grito com a mulher.

— Christian espere com seu pai que eu cuido da Ana, lhe prometo que vai ficar tudo bem com ela. –diz minha mãe e entra na sala com a enfermeira que me lança um olhar vitorioso quando entra.

Vagabunda!

— Venha Christian. –chama meu pai. Frustrado eu o sigo para a sala de espera e quando entro vejo aquele filho da puta e parto para cima dele o pegando pelo colarinho e o levanto.

— Seu filho da puta, o que estava fazendo com a minha mulher? Se eu descobrir que você entrou na calcinha dela se considere um homem morto. –digo raivoso para cima dele que me surpreende com uma risada. Ele me empurra e ajeita sua roupa enquanto ainda ri.

— Entrar na calcinha dela? Pelo amor de Deus Grey! Tenho Anastasia como uma irmã e não como mulher, então fica de boa ai e saiba de uma coisa ela te ama. –diz ele e vai em direção ao bebedouro.

Eu sei que ela me ama, babaca.

— Agora já deu Christian, já fez muito escândalo hoje. Senta a bunda ai que eu vou fazer a ficha da Ana. –diz meu pai e me sento bufando de raiva.

Trinta e sete minutos depois...

— Agora já chega! Eu vou entrar lá com ou sem permissão. –digo me levantando da cadeira. Estou louco sem notícias de Ana.

— Não vai ser preciso filho, Ana está bem, foi só uma queda de pressão que a fez desmaiar e tem outra coisa que ela mesma quer contar. Me sigam que ela quer ver vocês. –diz minha mãe e logo corro ficando do seu lado enquanto nos guia em direção ao quarto da minha baby. Quando ela para enfrente ao quarto eu entro primeiro e corro na direção de Ana que está sentada na cama com as mãos na barriga. Fico aliviado por ver que ela está bem e muito feliz também.

— Ah baby, não imagina o susto que me deu. –digo quando fico do seu lado na cama e pego sua mão e a aperto na minha, ela sorri para mim radiante e tudo ao nosso redor some. É só eu e ela. Beijo seus lábios provando do seu doce gosto, quando me separo encosto minha testa na dela com um sorriso de rasgar a cara.

— Eu estou grávida Christian. –solta ela sorrindo para mim também. Fico imóvel, e pouco a pouco toda a cor foge do meu rosto.

— O que? –murmuro incrédulo.

Notas finais
Anastasia: http://www.polyvore.com/elbow_sleeve_maxi_pink_dress/set?id=208590379 Planador: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/564x/b4/cf/9f/b4cf9f314770a2e0bffb81fd16e84b3c.jpg Grace: http://www.polyvore.com/tudo_aconteceu_em_seattle/set?id=211329969 Carrick: http://www.polyvore.com/tudo_aconteceu_em_seattle/set?id=211330129 Christian: http://www.polyvore.com/tudo_aconteceu_em_seattle/set?id=207463552 Leon: https://themodernguilt.files.wordpress.com/2012/01/ian-somerhalder-paul-wesley-pcas-02.jpg?w=450&h=699 Espero que tenham gostado e entendido que o Leon é do bem amores, deixem nos comentários quem vocês querem que apareça no próximo capítulo ou tenham um ponto de vista. GENTE A FIC TÁ COM CAPA NOVA E TEM STYLE AGORA!!!! https://spiritfanfics.com/personalizar/style/50-tons-de-cinza-tudo-aconteceu-em-seattle-6945554 FAVORITEM E COMENTEM O QUE ACHARAM DO STYLE QUE A MARIDA DA ~MsMorgan FEZ PARA A FIC, ELA TAMBÉM FEZ A CAPA ENTÃO MUITO OBRIGADO LINDA EU AMEI! DIVULGAÇÃO! DIVULGAÇÃO!!!! Só fic top que realmente vale MUITO apena ler. https://spiritfanfics.com/historia/make-you-believe-6537673 Percy Jackon -Escrita por: ~GabyRodrigues22 e ~BtsAlways https://spiritfanfics.com/historia/nunca-diga-adeus-6349400 Original -Escrita por: ~Milla_Lima Leiam isso ajuda uma curiosa -eu- a ganhar um capítulo. E como sempre não se esqueçam. Comentem o que acharam! Favoritem se gostaram!! Recomendem se amaram!!! QUE NÃO PARTICIPA DO GRUPO E SÓ MANDAR O NÚMERO POR MENSAGEM OU PELOS COMENTÁRIOS, EU SEMPRE MANDO TRECHOS DO CAPÍTULO ANTES DE POSTAR. Beijocas e fui