Tudo Aconteceu Em Seattle
17 Charlie Tango
Notas iniciais
Pov. Anastácia Steele
Quando Emma me disse que minha mãe tinha me ligado avisando que meu pai tinha sofrido um ataque cardíaco eu só peguei minha bolsa da sua mão e gritei um obrigado e sai em disparada para fora e o primeiro taxi que vi eu sinalizei e logo pedi que me levasse para casa para eu poder tomar um rápido banho e fazer uma mala para ficar lá com eles. Céus eu não acredito que isso esteja acontecendo, deve ser castigo, pois desde que cheguei a Seattle eu não converso com eles direito ou tenha visitados eles como eu prometi.
—Chegamos Srta. –diz o taxista, saio dos meus pensamentos e pago a ele e saio em disparada para dentro do prédio.
Assim que as portas do elevador se abrem no meu andar eu saio correndo para dentro do apartamento e vou para o meu quarto. Pego minhas malas no meu closet e pego todas as roupas que eu vejo pela frente e jogo na mala, faço tudo isso com pressa e com o meu rosto parecendo uma cachoeira que não para de sair lagrimas. Depois de colocar uma grande quantidade de roupas e coisas que eu vou precisar pego um casaco e a cólera de Thomas e coloco nele que parece assustado com a minha situação.
—Ana! –escuto o grito de Christian na sala e logo Thomas late chamando sua atenção para o quarto e logo ele entra correndo pelo porta do meu quarto.
—Christian o meu.- não consigo terminar de dizer e caio no choro em seu braços que me apertam contra seu peito
—Shiii eu sei eu sei, vem. –diz e me puxa para me sentar no seu colo quando se senta na cama e Thomas se deita em minha pernas também me confortando mas eu só vou conseguir estar tranquila quando meu pai estiver bem.
—Eu tenho...tenho que ir... eu... tenho que ir para Montesano, tenho que ver meu pai. –digo me separando dele e me levantando atordoada, ele se levanta e segura minhas duas mãos que estão tremendo sem parar.
—Calma baby, eu já mandei prepararem o Charlie Tango e logo vou te levar para ver seu pai. Vai passar uma agua no rosto que eu vou colocar suas malas no carro. –diz olhando nos meus olhos e isso me tranquiliza um pouco, me dá um beijo na testa e sai do quarto.
—Ana querida eu acabei de saber, eu sinto muito. Quer que eu vá com você? –pergunta dinda entrando na sala correndo e vindo me abraça no sofá onde estou esperando Christian para irmos para não sei onde. Me aconchego nos seus braços e solto mais lagrimas ainda.
—Não precisa Dinda Christian vai comigo, vou ficar bem e qualquer coisa mando noticias. –digo e logo escuto o latido de Thomas.
—Vamos Ana? Boa noite Gail. –diz Christian parado perto da porta. Pego a coleira de Thomas que parece animada, dou um mais um abraço apertando na minha Dinda e sai com Christian ao meu lado e Thomas na nossa frente.
O caminho para não sei a onde foi um transe, quer dizer, eu estou em um transe desde que soube. Eu estou com tanto medo de perder o meu pai, não gosto nem de pensar nisso pois eu não saberia o que fazer se isso acontecer, meu pai e meu herói. Começo a chorar quando varias lembrança, principalmente da minha infância, me vem a memoria com ele me ensinando a andar de bicicleta, me contando varias historias que ele inventava a cada dia para me colocar para dormir, nossas aventuras pela cozinha já que minha mãe não sabe cozinhar e varias outras, isso faz com que eu solte vários soluços e com isso Christian coloca sua mão na minha perna mas isso não me acalma por completo, me conforta mas eu não consigo parar de chorar, quero saber se meu pai está bem e quero ver ele e só assim vou poder ter um pouco de paz dentro de mim.
Christian para o carro em frente a um prédio enorme, um homem pega as bagagens no porta malas e Christian pega a cólera de Thomas da minha mão e com o outro braço passa pela minha cintura e me guia para dentro. Ele está nervoso, agitado e aflito com essa situação acho que é porque ele não pode controlar ela por completo, ele não pode me fazer parar de chorar ou tirar meu pai do hospital para que tudo fique bem, percebi desde que eu o conheci que ele tem que ter tudo sob controle e quando nada sai como planeja ele fica muito zangado e com muita raiva como nas vezes que eu o contesto e digo que não, eu vejo a raiva queimando em seus olhos.
Assim que as portas do elevador se abrem eu vejo um helicóptero com a logo tipo da sua empresa, olho para ele que está com o rosto serio e logo olho para onde olha, um homem de meia idade fala algo com ele rapidamente e logo Christian abre a porta do helicóptero para mim, entro encantada com tudo que tem dentro, ele acomodada Thomas perto dos meus pés e as nossas malas próxima dele.
—Agora você tá presa. –diz ele quando aperta o sinto e olhando em seus olhos vejo algo escuros neles, como algo negro tentando se soltar mas que está amarrado, o que será que ele esconde?
—Você que vai pilotar?- pergunto e ele afirma com a cabeça serio olhando com atenção os monitores e controles a sua frente, ele me entrega os fones e coloca os seus.
—Novembro 124, Charlie Tango pronto para decolar. –diz ele no radio.
—Entendido Charlie Tango, sua rota de voo a Montesano está liberada. —responde um homem e logo ele liga o helicóptero que começa a subir.
Nos vamos para Montesano de helicóptero? Meu Deus! Olho pela janela quando já estamos no céu e vejo as luzes em baixo, os prédios altos e as avenidas cheia de carros passando e isso me deixaria imensamente feliz mas saber que só estou vendo isso por estar indo ver meu pai no hospital me entristece e desmancha um pouco a beleza que é a vista.
Desvio o meu olhar para Christian que está revezando de tempo em tempo sua atenção do painel de controle e o céu escuro que se estende a nossa frente. Suas mãos são firmes no controle e seus olhos são como de falcões para cada monitor que tem a sua frente. Por que será que eu só descubro coisas sobre ele em situações nada favoráveis? Por que ele não me conta seus gostos, o que não gosta de fazer, o que gosta de comer, suas manias sei lá coisas da sua vida, coisas simples? Ele é sempre tão fechado, como se toda hora estivesse de guarda para que algo dentro de si não apareça.
Ele é tão carinhoso e de certa forma divertido, devia mostra esse lado dele mais para sua família que pelo que vi o ama muito e, mesmo não gostando nada, Elena também. Mesmo me dando muita raiva, ela conhece mais ele do que eu e o pior e que eu não sei se é porque ele não confia em mim ou porque e muito pouco tempo para ele falar coisas dele para mim, suspiro e ele olha para mim e me lança sorriso tímido por saber que eu estava o observando. Sorrio para ele que parece um menino que foi pego no flagrar aprontando, coloco minha mão em seu rosto e faço um breve carinho e me aproximo e dou um singelo beijo em sua bochecha.
—Obrigado por estar comigo. –digo próxima do seu ouvido. Volto a me recosta na poltrona e fecho meus olhos pelo cansaço. Sei que no momento certo ele vai me falar tudo e eu vou esperar o seu tempo e até lá vou me contentar com a novidade que ele tem um helicóptero chamado pelo visto de Charlie Tango.
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