Tudo Aconteceu Em Seattle
18 Namorado?
Notas iniciais
Pov. Anastácia Steele
—Mamãe, como ele está?-pergunto assim que entro no hospital acompanhada de Christian e a vejo tomando um copo de agua perto da recepção.
—Oh minha filha que saudades. –diz assim que nos abraços, solto mais lagrimas mas essas são da saudade que eu senti de seus braços ao meu redor e do seu cheiro de rosas.
—Eu também estava morrendo de saudades mamãe mas como está o papai? Tem alguma noticia dele? E muito grave o estado dele? –a encho de pergunta assim que nos sentamos nas cadeiras que tinha perto da recepção.
—Agora ele está bem Ana, quando ele sofreu o ataque cardíaco eu estava do seu lado pois agente tinha acabado de fazer sexo e estávamos apenas deitados e foi ai que ele começou a se debater e eu logo me desesperei e chamei uma ambulância e trouxeram ele para o hospital publico mas depois o removeram e trouxeram para esse particular e recebeu o melhor atendimento e graças a Deus e os médicos ele já está estável e bem novamente e sem nenhuma sequela. –diz ela naturalmente mas poxa eu não precisava saber o que eles tinha feito, ignoro isso e viro o meu rosto rapidamente para Christian que sorrio para mim mas eu sabia que tinha dedo, ou melhor, a mão dele nisso.
—Eu quero ver ele mãe, em que quarto ele está? –pergunto me levantando.
—Ele está fazendo mais alguns exames para confirmar se está tudo bem. –diz ela me puxando mas me sentar novamente, ela me puxa e me abraça de novo. –Estava com tantas saudades minha filha, não nos ligou mais já estava ficando preocupada e só não fui te visitar para saber o que tinha acontecido porque seu pai me disse que poderia estar ocupada com os últimos trabalhos da faculdade já que já está acabando. –diz ela depois de me soltar e passar as mãos pelo meu rosto e os meus cabelos com carinho e isso me faz me sentir mais culpada ainda por não ter dando noticias a eles.
—Me desculpa mãe mas aconteceu algumas coisas e a faculdade e o meu trabalho me tiraram muito tempo. –digo soltando algumas lagrimas que ela limpa com as mãos.
—Oh minha menina, não se preocupe com isso o importante e que você está aqui agora e eu vou poder te mimar muito enquanto estiver aqui. –e enche o meu rosto de beijos me fazendo soltar uma pequena risada. –E você quem é? –pergunta olhando para Christian que não tinha falando nada desde que entramos no hospital.
—Sou Christian Grey, muito prazer Sra. Steele. –diz Christian todo formal estendendo a mão para minha mãe que aceita o olhando encantada.
—Muito prazer Christian e você e o que da minha filha? –pergunta ela revezando o olhar entre ele e eu.
—Amigo/Namorado. –dizemos juntos nos olhamos confusos.
—Namorado/Amigo? –perguntamos juntos novamente.
—Enquanto vocês se resolvem eu vou pegar um lanche para nos. –diz minha mãe saindo e nos deixando a sós.
—Namorado? –pergunto me virando para ele, de onde ele tirou que somos namorados? Ele mal me falar sobre ele, não deixa que eu o toque e muito menos me pediu em namoro.
—Amigos Anastácia? Pensei que fossemos algo mais que amigos, pelo menos que eu saiba amigos não se beijam ou tem tanta intimidade quanto nos temos. –diz ele serio com aquele olhar escuro e misterioso.
—Eu sei que amigos não se tratam como nos mas eu não sei quase nada sobre você Christian e sem contar que você não me deixar te tocar e nem me pediu em namoro. –digo baixo para ele que ainda me olha serio.
—Se você soubesse o porquê de eu não eu contar de mim ou do meu passado não olharia mais na minha cara Ana.- diz e serio e com sua posse de CEO ativada no máximo, era para eu deixar isso para lá mais o que ele disse só atiçou mais a minha curiosidade mas antes que eu poça lhe fazer mais perguntas o celular dele toca e ele se levanta indo para fora do hospital.
—Obrigado. –digo assim que minha mãe me entrega a sacola com um sanduiche logo após a saída de Christian.
—Tudo bem? –me pergunta quando eu dou a minha primeira mordida. Olho para ela que eu sei que está se segurando para não me encher de perguntas sobre Christian.
—Vai ficar mãe. –digo vaga e volta a comer meu lanche.
Eu estou louca para desabar com minha mãe e contar absolutamente tudo mas agora não é o momento e sei que antes disso eu tenho que conversar direito com Christian, cada vez mais ele se torna mais misteriosos e quando vez mais minha curiosidade aumenta querendo saber o que aquele lindos olhos cinza já presenciaram. O pior de tudo e que eu fico a cada dia mais atraída por ele, Christian tem algo nele que me atrai muito e sem ser a aparência física mas sim o jeito que me trata e como cuida de mim e devo confessar que eu adoro o seu jeito possessivo e ciumento mas as vezes porque nas outras me tira do serio assim como o seu jeito impulsivo.
—Sra. Steele o seu marido já está no quarto, os exames não apontaram nenhuma anomalia mas peço que ele evite estresse e comidas gordurosas para não termos mais nenhum problema com o coração eu vou liberar ele amanhã de manhã para ver se nada acontece durante a noite. –diz o medico meia hora depois.
—Obrigado Dr. –diz minha mãe e logo vamos para o quarto em que está Ray.
—Annie! –diz meu pai animado assim que eu abro a porta e o vejo tentando levantar da cama.
—Papai, que saudades. –digo correndo para os seus braços que se abrem para me embalar.
—Oh minha princesa que saudades que o seu velho pai estava de você. –diz ele me apertando mais ainda me fazendo ficar sem ar por poucos segundos.
—Eu também papai, me desculpa por ter sumido mas agora eu vou ficar aqui com você um tempo matando a saudade. –digo me separando um pouco dele e chamando minha mãe para o abraço em família.
Fiquei até as duas horas da manhã conversando com os meus pais sobre como está a minha vida em Seattle e a minha formatura que já está chegando, meu dormiu um pouco antes das duas então fiquei conversando com a minha mãe sobre o que eu estava pensando de comprar uma casa para a gente lá, no começo ela não queria mas quando disse que era um sonho meu poder dar uma casa para eles ela ficou quieta. Quando o sono começou a chegar em mim eu fui beber um café na cantina do hospital enquanto minha mãe foi ajeitar as coisas dela no quarto do meu pai. Tomei um copo grande de café e isso me fez despertar sem por cento então voltei para o quarto mas quando entrei vi minha mãe dormindo na poltrona reclinada do quarto, peguei a chave da minha casa e um cobertor, cobri ela com um cobertor e dei um beijo na sua testa e na do meu pai.
—Eu amo vocês. –digo baixinho olhando os dois da porta.
—Christian? Pensei que tivesse ido embora. –digo quando o vejo no lado de fora do hospital.
—Eu não conheço nada aqui e também eu nunca ia deixar você sozinha. Como está o seu pai? –pergunta se aproximando de mim e passando a mão pelo meu rosto.
—Está bem melhor e quando amanhecer ele vai receber alta, obrigado. –digo e o abraço o pegando de surpresa, ele fica tenso na hora e quando eu ia me afastar dele Christian me aperta contra ele.
—Pelo que? –pergunta em meu ouvido.
—Você sabe o porque, não ofenda minha inteligência Sr. Grey. –digo me separando um pouco dele.
—Jamais Srta. Steele. –diz ele sorrindo. –Vamos. –diz e me puxa para o carro, abre a porta para mim e logo entro vendo Thomas deitado no banco de traz.
No caminho eu vou dando as coordenadas para Christian da minha casa. Como tomei muito café estou bem desperta e com isso começo a falar sem para da minha vida aqui em Montesano para Christian que sorri toda hora que eu conto algo e isso me dá mais corda para continuar a falar, ele também fala da sua infância com os Grey’s e isso também me anima já que ele está se abrindo comigo e nada melhor do que começar com a infância.
—Bem Vindo ao meu humilde lar.- digo abrindo a porta e dando passagem para ele entrar com as nossas malas.
—Muito bonita Srta. Steele mas onde fica o seu quarto? –pergunta parando no meio da sala.
—Subindo as escadas na ultima porta do corredor a esquerda. –digo apontando para a escada. –Vou preparar chocolate quente para gente. –digo e vou para a cozinha enquanto ele anda para a escada.
Pego os ingredientes, a panela e as canecas e começo a preparar. Quando termino coloco baunilha nas canecas e levo para o meu quarto onde encontro Christian olhando cada livro das minhas estantes espalhadas pelo quarto. Meu quarto não é tão grande mas também não e pequeno, tem paredes na cor creme, uma cama de casal, minha escrivaninha, meu guarda roupa e minhas estantes espalhadas pelas paredes do quarto, cada uma de tamanho diferente para cobrir qualquer pedaço de parede que tenha.
—Me diz por que não estou surpreso por seus livros serem a maioria de romances? –diz ele se virando para mim e pegando a caneca que estendo a ele. Retiro meus sapatos e com cuidado o meu casaco e me sento no meio da minha cama com um travesseiro no meio das minhas pernas e logo Christian se junta a mim se sentando na minha frente.
—Por que em pouco tempo você me conhece mais do que eu conheço você. –digo antes de dar um gole no meu chocolate.
—Ana eu já disse, meu passado é escuro demais para você. –diz se virando de lado para mim e toma um gole do seu chocolate. –Baunilha?
—Sim, não gosta? –pergunto já me sentindo culpada por fazer as coisas sem saber dos seus gosto mas depois fico com raiva pois nem isso ele me conta.
—Gosto, gosto muito de baunilha. –diz ele com um sorriso lindo e volta a tomar.
Tomamos todo o chocolate em silencio e quando terminamos eu levo as canecas vazias para a cozinha e volto para o quarto onde eu o encontro sentando olhando o vazio como se estivesse voltando ao passado e revendo suas lembranças. Apago a luz e me sento na sua frente que está iluminada pela lua que está cheia essa noite fria, toco seu rosto com as duas mãos o trazendo para o presente, para o agora e para mim.
—Você conhece o conta da Bela e a Fera? –pergunto baixinho enquanto faço carinho em seu rosto. Ele me olha confuso mas assente. –Então você sabe que mesmo com toda diferença que existia, que mesmo que as pessoas não aprovassem e que mesmo que a própria Fera não quisesse a Bela se apaixonou pela Fera, não pelo que ela tinha ou por tudo que ele dava para a Bela mas sim pelo coração enorme dele, como ele cuidava dela e a tratava como uma rosa. A Bela se apaixonou pela Fera e foi um amor tão puro que fez a Fera virar homem, um homem lindo, tanto por dentro quanto por fora, e mesmo se fosse um homem ou uma Fera a Bela iria amar do mesmo jeito. –digo tomando coragem para falar o que tanto grita dentro de mim para ser falado. Christian ainda me olha confuso.
—O que quer dizer com isso Ana? –diz ele como um menino confuso e perdido.
—Quero dizer que eu estou apaixonada por você Christian e que mesmo você sendo essa Fera que se esconde do mundo e de todos eu sou louca por você, sou como a Bela, mesmo você não gostando eu me apaixonei por você e tenho fé que eu possa trazer o homem que vive dentro de você para fora. –digo olhando em seus olhos que estão arregalados.
—Eu também me apaixonei por você Ana mas por mais que eu me esforce nunca vou ser o cara que você merece e...-beijo ele.
Nada mais importa para mim. Ele também está apaixonado por mim e isso já me basta, o resto vem com o tempo e com muito amor, tenho fé nisso. Subo em cima do seu colo e passo meus braços pelo seu pescoço, Christian rodeia minha cintura com seus braços e me aperta contra ele, nossas bocas se movendo em um ritmo perfeito e nossas línguas se movendo de um jeito único, intenso e delicado. Me sinto nas nuvens nesse momento, e um sentimento de felicidade misturado com alegria, plenitude, segurança, desejo e excitação com a forma que nosso beijo vai evoluindo para algo mais intenso, ousado, quente e excitante. Um fogo começa a surgir e a esquentar o meu corpo e eu sei que ele só vai abaixar quando eu tiver Christian e por mais que antes eu planejasse minha primeira vez com algo mais romântico mas eu amo ele e sei que Christian e o homem da minha vida mesmo com todos os seus mistérios.
—Ana...-geme Christian quando vou descendo beijos molhados pelo seu pescoço enquanto o empurro para deitar na cama.
—Eu quero você Christian, me faça sua. –digo olhando em seus olhos.
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