Tudo Aconteceu Em Seattle
3 Baunilha
Notas iniciais
Pov. Christian Grey
—Já vou indo Andreia. –digo passando por ela e indo para o elevador.
Hoje foi um dia de merda, tive que lê um monte de contratos e propostas de novos aparelhos de celulares sustentáveis e ainda tive que aguentar duas reuniões que foram exaustivas e longas. Queria poder descontar minha frustração fodendo uma submissa mas eu não tenho nenhuma e hoje não tive tempo para ligar para Elena para pedir a ela que encontrasse uma para mim.
O elevador abre e logo eu saio da GEH e vou direto para o meu carro que está com a porta aberta com Taylor ao lado. Assim que me sento no banco de traz do carro sinto um cheiro doce baunilha, instantaneamente, relaxo com esse cheiro doce que entra pelo meu nariz. E um cheiro tão bom e viciante que se eu pudesse ficaria o resto da vida apreciando esse cheiro doce, rapidamente, me lembro de que nem eu e nem Taylor usamos uma fragrância de baunilha, até porque isso e mais cheiro de mulher.
—Quem esteve nesse carro Taylor? -pergunto para ele e vejo ele ficar tenso com a pergunta enquanto vira na rua que da para o Escala.
—Antes de eu ir buscar o Sr eu fui pegar a afilhada de Gail no aeroporto e a levei para casa, espero que não tenha lhe aborrecido Sr. -diz e logo entra na garagem.
—Tudo bem Taylor e está dispensado por hoje, pode ir descansar. -digo andando para o elevador e logo que digito o código e ele logo sobe para a cobertura.
Vou para o meu quarto e tomo um banho, visto apenas uma Box branca e vou para a cozinha jantar. Abro a geladeira e vejo o meu prato preferido, macarrão com queijo, Gail deve ter deixado como forma de agradecimento por tê-la deixado sair mais cedo, pego um bom vinho branco e janto na bancada da ilha da cozinha. Depois de terminar o meu jantar vou para o escritório e respondo alguns e-mails e vou para o meu quarto, me deito na minha imensa cama e me cubro com um edredom um pouco grosso azul, por causa do tempo que está frio assim como eu me sinto.
Frio e sem coração e é geralmente nessas noites de frio que os meus pesadelos vem com força total para me tortura. Mesmo tendo o mundo aos meus pés com o poder e dinheiro que consegui trabalhando noite e noites em claro para poder tornar a Grey Enterprises Holdings a empresa poderosa e exemplo para muitas por ai não valem de nada quando eu chego a noite em casa e me deito nessa cama que me espera toda noite para ser uma espetadora dos meus gritos e meus pesadelos.
Acordo com o despertador tocando e rapidamente me senta na cama, nenhum. Nenhum pesadelo, pela primeira vez em muitos anos de tortura, a única coisa que sonhei foram com milhares e milhares de rostos e cominações de narizes, bocas, olhos, bochechas e queixos femininos que se adeque ao cheiro divino de baunilha que não saiu do meu nariz e que jamais vai sair da minha memoria. Ele é tão doce mas não aqueles doces enjoativos, um doce viciante, como uma droga que você experimenta e quando percebe já está perdido.
Como será a dona desse delicioso aroma? Será que ela é loira? Morena? Hum. Se for morena eu já vou ter encontrado a minha próxima submissa. E os olhos? Qual cor deve ser a cor deles? Sou tirando dos meus devaneios com a voz do locutor de radio contando as noticia de Seattle e logo me levanto para tomar um banho, tenho um dia de cão na empresa hoje com reunião seguida de reunião. Inferno. A única coisa de bom nesse dia vai ser que quando eu for e voltar da empresa vou poder aproveitar mais daquele aroma delicioso que está no banco de traz do meu carro, sorrio com esse pensamento enquanto me enxaguo.
Pov. Anastácia Steele
Termino de arrumar minha bolsa e vou para cozinha seguindo o cheirinho de panquecas me fazendo salivar. Eu amo a comida da minha dinda, ela tem mãos de fadas e foi com ela que eu aprendi a cozinhar já que minha mãe só falta a botar fogo na cozinha.
—Bom dia dinda. –digo entrando na cozinha e vendo ela colocar um prato com umas seis panquecas em cima da bancada.
—Bom dia querida, venha como o seu café. –diz sorrindo para mim e eu me sento no banco ao lado da bancada e já vou pegando duas panquecas e logo ela coloca uma xicara de chá ao lado.
—Obrigado dinda. –digo e coloco um pouco de calda de chocolate na panqueca antes de corta um pedaço e me deliciar com esse manjar dos desejos.
—Dinda a senhora sabe um lugar a onde eu possa imprimir o meu currículo? –pergunto para ela que come a minha frente.
—No final da rua tem uma loja que imprimi querida mas você não precisa trabalhar Ana, foque só na sua faculdade. –diz ela sorrindo.
Nunca que eu ia deixar ela pagar tudo por mim, ou o patrão dela, eu quero trabalhar e ter o meu próprio dinheiro e se Deus quiser a minha própria casa ou apartamento para ter a minha total independência e ainda mais que seria um abuso da minha parte morar com ela e não ajudar em uma azeitona se quer.
—Mas eu quero dinda, não gosto de morar com a senhora e não ajudar em nada e sem contar que eu preciso ter o meu próprio dinheiro então logo depois de ajeitar a minha matricula na faculdade eu vou procurar um emprego. –digo decida para ela que suspira e se levanta e vai para o quarto me deixando com uma cara de tonta. Onde ela foi?
—Obrigador Taylor, até. –diz ela voltando com o celular na mão e fica na minha frente com sua bolsa no braço.
—Ana eu falei com Taylor e ele disse que a Sra. Trevelyan está precisando de uma empregada porque a ultima se mudou com o marido e ela está desesperada querendo arranjar alguém de confiança, pedi para ele avisar a ela sobre você e mais tarde eu te ligo para te avisar a hora em que ela vai receber você e o endereço. Tudo bem? –pergunta passando a mão no meu cabelo.
—Tudo dinda, obrigado e bom trabalho. –digo a contra gosto e dou um beijo a bochecha dela que sai.
Eu queria procurar um emprego e conseguir ele com o meu próprio mérito mas como foi minha dinda que fez isso por mim eu sei que ela quer o melhor para mim então eu aceito. Termino o meu café e pego minha bolsa junto com uma copia das chaves do apartamento que minha dinda deixou em cima da mesinha de centro da sala e saio do apartamento e vou para o ponto de ônibus que tem perto do prédio. Chego exatamente meia hora para chegar na faculdade onde passo a parte da manhã resolvendo as burocracias da minha transferência.
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