Tudo Aconteceu Em Seattle

25 A Verdade Começa a Ser Revelada


Notas iniciais
Voltei amores Desculpem a demora mas não vou poder postar com tanta frequência mas sempre que der eu volto com mais um capítulo ainda mais agora que estamos no auge da fic. Ainda vai rolar muitas coisas e lembre-se a Elena não é a grande vilã da historia. Espero que gostem. Boa Leitura

Pov. Anastásia Steele

Nem percebi quando peguei no sono. Dormi com a companhia das lágrimas e com as lembranças dos poucos momentos mágicos que vivemos, sem ter ninguém para atrapalhar ou algum problema no meio para nos preocupar. Quando nos conhecemos apropriadamente no baile que foi realizado pela sua família.

“O sorriso que está estampado no meu rosto não poderia ser maior e verdadeiro, Christian, o filho do meio de Grace e Carrick, e o motivo dele sem dúvida alguma. Passei o dia todo procurando na Internet como fazer o cabelo e a maquiagem da Bela, quando achei comecei o meu trabalho que fez jus ao nome, no final adorei o resultado. Taylor me trouxe para o baile com a minha dinda, que estava um arraso, antes deles sairem para curtirem a noite.

Agora estou dançando as últimas partes da música tema da Bela e a Fera, com nada mais nada menos que Christian Grey, o cara que tem os olhos dos meus sonhos e que minha mente se recusa a parar de lembrar e lembrar, sorrio abobada com tamanha felicidade que não sei explicar o porquê, mas me sinto feliz e completa dançando com ele, nessa noite linda com milhares de estrelas brilhando no céu escuro e a lua, que me apresentou aos olhos que me olham com atenção, agora.
—Voc
ê é muito linda e faz muito jus ao nome do personagem!-diz ele aproximando seu rosto do meu, quase encostando seu nariz do meu. Fico vermelha na hora, não é todo dia que um homem desse me elogia.
—Obrigado, foi um prazer dan
çar com o Senhor. -digo quando a música se encerra e faço uma reverência como agradecimento como a nobreza.
— Digo o mesmo Senhorita Steele, um prazer imenso. -diz repetindo o meu ato me fazendo dar uma pequena risada.
”

Foi realmente digno de um conto de fadas, uma pena que foi apenas por pouco tempo, e logo a realidade bateu na nossa porta e junto com ela veio Elena, a falta de confiança e várias outras coisas. Apesar de tudo, não me arrependo de nada, pois cada ação e escolha que fiz me proporcionaram momentos e lembranças inesquecíveis, que vou guardar com muito amor e carinho em minha memória, mesmo com tudo que aconteceu e nos afastou.

Me levanto da cama sentindo meu corpo pesado, como chumbo. Seco algumas lágrimas que ainda caem do meu rosto, vou para o banheiro tomar um banho para relaxar o corpo, e vê se a água quente leva embora para o ralo essa minha tristeza, que se apoderou de mim. Depois de banho tomado coloco outro pijama e desço para a cozinha, onde encontro minha mãe preparando o almoço. Me sento no banco da bancada e coloco a cabeça sobre as mãos, vendo que nem banho e nem nada pode tirar essa tristeza e sofrimento de dentro do meu coração.

—Tudo bem Ana? -pergunta minha mãe quando nota a minha presença.

Não falo nada, apenas movo a cabeça dizendo que não. Minha garganta ficou entalada com o bolo de lágrimas que se formou, assim que ouvi a voz doce de minha mãe. Eu não estou bem, e por mais que diga a mim mesma que estou, sei que minto! Não vou mais chorar por Christian eu só me iludo. Por mais que Christian me esconda as coisas e, tenha praticamente uma vida secreta que faz questão de me deixar de fora, isso não me dói tanto quanto sua ausência. Ficar longe e brigada com ele é o pior dos sentimentos, pior até mesmo que aturar Elena e suas provações. Afundo mais minha cabeça nos meus braços e logo sinto os braços da minha mãe ao meu redor, levanto minha cabeça e a abraço pela cintura colocando minha cabeça em cima do seus seios. Ela me aperta em seu abraço e solto o choro que estava segurando, enquanto com uma mão fazia carinho no meu cabelo. Depois de um tempo molhando a camisa da Dona Carla, eu me soltei dela e sequei meu rosto, me preparando para enfrentar as perguntas que viriam.

— O que aconteceu para você ficar assim Ana? Você e o Christian brigaram? -diz se sentando no banco ao lado do meu. Segura minhas mãos e me olha com carinho. Respiro fundo e engulo minha vontade de chorar de novo.

—Ah mamãe aconteceu tanta coisa. Desde que nos conhecemos acontece algo e acabamos assim, e o pior é que dessa vez acho que não tem volta! -digo segurado as novas lágrimas que se formaram em meus olhos.

—Oh meu amor! Não diga isso, me conte o que aconteceu para sua velha mãe poder te ajudar, vai. Conte-me tudo. –diz passando as mãos no meu rosto secando algumas lágrimas que não consigo segurar.

Suspiro e logo começo a contar para a minha mãe o meu conto de fadas da vida real. Não escondo nada, falo tudo o que aconteceu sem tirar nada, nenhum fato, por mais que sejam tristes ou dolorosos. E conforme fui desabafando tudo o que me aconteceu desde o meu primeiro dia em Seattle, um peso foi sendo retirado dos meus ombros. Acho que era disso que eu estava precisando, desabafar com minha mãe e dos seus sábios concelhos. Quando terminei de contar tudo para minha mãe, que não me interrompeu nenhuma vez e ficou todo o tempo fazendo carinho em minhas mãos, sempre que algumas lágrimas caiam ela secava com carinho e voltava a pegar a minha mão, prestando atenção em tudo o que eu dizia. Soltei um suspiro e ela me abraçou apertado.

—Oh minha querida, eu sei que deve está sendo difícil para você e sei que para ele também, durante o tempo em que ele passou aqui, percebi o brilho nos olhos dele quando estava te olhando, e esse brilho nada mais era o amor que ele sente por você filha. Ele pode até não ter se tocado ainda, que te ama, mas os seus olhos não mentem! –diz ela levantando minha cabeça que estava baixa. Meus pensamentos ficaram confusos com o que acabei de ouvir. Ele me ama?

—Você acha mesmo que ele me ama? –pergunto incerta de tal fato. Ela sorri e coloca meu cabelo atrás da minha orelha.

—Amor, é quando você não vê aparência, não liga pra situação financeira, não liga pro que os outros vão falar, quando você perdoa até o que é imperdoável, quando você vê qualidades onde só se tem defeitos. Quem ama cuida, perdoa, continua lutando quando todos acham que você deveria desistir, quando todos já estão contra você, e você já não começa se ver sem aquela pessoa, quando começa a pensar ou falar de futuro, você sempre tem em mente aquela pessoa envolvida, você tá sempre pedindo pra Deus proteger aquela pessoa, porquê diferente do que muitas pessoas pensam, amar não é simplesmente estar ali na hora de prazer, e sim estar com a pessoa nas horas mas difícil, ajudando, dando forças. Amar é bem mas que gostar, é bem mas do que sentir saudade, é bem mas do que dizer que está amando, afinal além de dizer que ama, você tem que provar isso todos os dias! Ele pode não perceber o que sente, mas eu vejo como ele olha e cuida de você com amor, e também vejo isso nesses seus olhinhos que brilham quando fala nele. De tempo ao tempo e depois escute o seu coração, ele saberá te guiar! -diz colocando a mão sobre o meu peito, bem a onde fica o meu coração.

—Obrigado mamãe! -digo soltando algumas lágrimas e a abraço apertado.

Alguns dias depois...

—Me prometa que vai se cuidar papai? -perguntei segurando suas mãos entre as minhas.

—Prometo minha filha, pode ir tranquila. Eu te amo! -diz e eu pulo em seus braços o apertando em um abraço.

—Eu também amo o senhor! -digo em seu ouvido e me afasto um pouco para encher o seu rosto de beijos, o fazendo sorrir largamente. Me solto de seus braços e vou abraçar minha mãe, que está fazendo um rio no aeroporto, igual ao dia em que fui para Seattle.

—Eu te amo mamãe! Obrigado por tudo e cuide bem do nosso homem. -digo em seu ouvido e a escuto dar risada.

—Pode deixa que eu cuido sim. Eu também te amo muito, e não esqueça de nos ligar todos os dias.

—Pode deixar! Agora eu tenho que ir. -digo quando me solto dela. Dou um beijo em cada um e pego minhas malas. Vou para o portão de embarque e logo estou acomodada na poltrona do avião.

Esses dias em que fiquei só com os meus pais matei toda a saudade em que guardei deles, mas no lugar dela surgiu a saudade do meu menino perdido. Depois das palavras da minha mãe, decidi esquecer tudo o que aconteceu e ignorar toda a minha curiosidade sobre o passado de Christian, para poder viver o presente com ele, tranquila e feliz. Naquele mesmo dia fui ao centro e comprei um presente para ele, no começo foi muito difícil achar algo para dar para alguém que tem tudo, mas assim que passei por uma loja de brinquedos e bati meus olhos nele. Não deu outra, entrei na loja, comprei e mandei embrulhar para presente.

Estou com ele na minha bolsa, pretendo entrega-lo se possível ainda hoje, se conseguir achar ele já que nem sei onde ele mora. Depois do avião aterrissar na pista todos os passageiros são liberados, vou direto pegar minhas coisas e Thomas que foi em outro ala. Assim que peguei Thomas o soltei da casinha e coloquei sua coleira, apenas para saber onde ele estava, pois ele é muito calmo e companheiro, não ficava muito longe de mim. Ele foi um ótimo companheiro nesses dias e ficou dou meu lado sempre. Assim que peguei tudo fui á procura de um taxi.

—Para onde senhorita? —pergunta o taxista quando entramos no carro.

Falo o endereço do prédio onde moro com minha madrinha, e durante o percurso vou fazendo carinho na cabeça de Thomas que está no meu colo. Estou nervosa, muito nervosa! Bom eu acho que é nervosismo, pois desde hoje de manhã sinto algo dentro de mim, alguma coisa me avisando que tem algo errado acontecendo ou vai acontecer.

—Deve ser a saudade que está me afetando! –digo baixinho.

Estava morrendo de saudades da minha Dinda, e de Taylor também. Fiquei acostumada á ver eles todos os dias, admiro muito os dois e a forma como se amam. Um cuidando do outro, sempre trocando caricias e querendo saber como foi o dia do outro, o que eu acho engraçado, pois os dois trabalham para o mesmo patrão.

—Chegamos senhorita. –diz o homem me tirando dos meus pensamentos.

Olho para frente e vejo minha madrinha entrando no carro do patrão dela com Taylor. Não sei por que, mas pensei que era a oportunidade perfeita para conhecer o chefe deles, ainda não me esqueci do que vi naquele quarto. Pedi para o taxista seguir o carro. O caminho foi o mesmo de sempre, para o famoso edifício Escala, onde só moram pessoas com a conta bem gorda. Espero os dois entrarem e peço para o moço estacionar.

—Obrigado, senhor! Aqui está o dinheiro e poderia voltar para o último ponto e deixar minha bagagem na portaria? –pergunto para ele que assente.

Ligo para José e falo rapidamente que já cheguei, peço que pegue minhas coisas e cuide de Thomas, enquanto eu não volto. Sorte que ele não me perguntou nada, mas sei que quando chegar vou ter que me explicar, agradeço a ele e desligo o celular. Guardo o aparelho no bolso de traz da minha calça e entro no prédio. Algumas pessoas me olham, mas não falam nada, vou para o elevador e entro. Olho para o painel de números e forço minha memória para lembrar do dia em que vim aqui. Com muito custo vou digitando os números, que me lembro, e dou um gritinho de alegria quando o elevador começa a subir.

As portas se abre e entro no apartamento frio e sombrio como da primeira vez, olho tudo a minha volta e parece estar vazio, mas gritos do segundo andar quebram com o meu conceito. Subo as escadas e os gritos vão ficando mais alto, não consigo escutar direito o que falam, mas sei que é um homem e uma mulher. Ando no corredor e vejo a porta do quarto de tortura meio aberta e com luz ligada, vejo duas sombras que não param quietas. Me aproximo com cuidado, mas paro no meio do caminho quando escuto.

—CALA A BOCA ELENA, VOCÊ NÃO SABE O QUE DIZ! EU MUDEI, NÃO SOU MAIS O MESMO! –grita Christian.

—SEI SIM E VOCÊ SABE QUE ESTOU CERTA! VOCÊ NÃO É NENHUM PRINCIPE CHRISTIAN, VOCÊ NÃO BRINCA DE CASINHA COMO VEM TENTANDO SE PROVAR COM AQUELA MENINA! VOCÊ GOSTA DE FUDER, BATER E SENTE PRAZER QUANDO UNI OS DOIS NO NOSSO MUNDO! VOCÊ É UM DOMINADOR, POR MAIS QUE TENTE SE ENGANAR NUNCA VAI CONSEGUIR TIRAR ELE DE VOCÊ! –grita Elena.

Meu mundo parou assim que escutei isso.

Como assim o meu menino perdido é um dominador? Ele é dono desse apartamento e do quarto da tortura?

Como um tapa na cara as peças vão se encaixando na minha mente.

Christian Grey!

“-Taylor daqui a dez minutos estou saindo da GEH. - diz uma voz grave que sai do som do carro, enquanto Taylor estaciona o carro em frente ao prédio da minha Dinda.

—Certo Sr. Grey. -diz e desliga a ligação. Então esse é o senhor Grey?”

Christian é o patrão da minha madrinha e de Taylor, e não um senhor velho. A verdade é como uma surra em mim! Ele mentiu para mim e o pior minha madrinha e Taylor se juntaram a ele nisso, me fizeram de idiota esse tempo todo! Minha madrinha sempre soube como ele era, mesmo assim aceitou mentir para mim e me deixou me aproximar desse homem, que só Deus sabe o que faz com as pessoas nesse quarto.

Logo a raiva vai subindo pelo meu corpo, meu sangue começa a ferver, e meus olhos só vêm às coisas em vermelho. Continuo o caminho até o quarto a passos firmes, minha cara fechada e minhas mãos em punhos. Empurro a porta com força a fazendo bater com tudo na parede, chamando a atenção dos dois que ainda discutiam alto.

—Ana. –diz Christian num sussurro com os olhos arregalados. Olho para Elena. Está com a cara vermelha de tanto gritar, mas demonstra um sorriso, satisfeita com a minha presença.

—Agora você vai me contar tudo! Por que não sei se vou querer vê-lo outra vez!

Notas finais
Gente antes de ir eu TENHO que recomendar essas fic's para vocês. São top. A primeira e dos vingadores e quem escreve ela e~Blackhood- (Lipe). E eu estou amando mesmo ele demorando para postar as vezes. https://spiritfanfics.com/historia/passado-tocado-6528261 Essa e da ~Milla_Lima (Milla) e não tenho nem o que dizer dessa fic por que é maravilhosa, e original. Serio vocês tem que ler. Quase sempre tem capítulo novo nela. https://spiritfanfics.com/historia/nunca-diga-adeus-6349400 E essa ultima e sobre 50 tons e esta no começo, ela escrita por mim, pela Milla e Karol. https://spiritfanfics.com/historia/sorte-ou-maldicao-6685646 LEIAM, NÃO VÃO SE ARREPENDER. Agora eu vou indo pois tenho que escrever em outras fic's. Não se esqueçam de comentar, favoritar e recomendar que me ajuda muito e me deixam muitíssimo feliz. Ah e o próximo e pov do Christian, ele vai contar tudo o que aconteceu depois que chegou em Seattle. Super beijo e até o próximo capítulo amores