O RED ia se preparando para a batalha. Engineer pega uma das caixas de ferramentas e vai saindo da sala do spawn.

– Pyro, você me dá uma cobertura se vier um Spy do BLU? — perguntou Engineer.

Pyro: Deixa comigo!

– Você é o melhor! — disse Engineer — E leva o Quebra-Casas.

Ele vai indo para a sala da inteligência. Spy recarrega o revólver, enquanto deixa o cigarro cair no chão.

– Maldição — disse Spy — Só espero que eu não tenha que ficar dando apoio para quem está fugindo com a inteligência.

– Se eu pegar, você pode até mergulhar na água, se afogar e até ser atropelado pelo trem porque eu não vou estar nem ai — disse Scout — Eu nem olho para trás.

– Porque será que eu não me impressionei com isso? — perguntou Spy.

Soldier pega a shotgun e aponta para Medic.

– Ei! — disse Medic — Cuidado com isso!

– Eu estou pronto! — disse Soldier.

– Então vá vigiar a inteligência, companheiro — disse Sniper.

– Sim senhor! — disse Soldier, batendo continência.

Soldier sai correndo do lugar. Spy tira outro cigarro do kit de disfarce e Demoman bate com a garrafa na parede, a quebrando.

– Perfeito — disse Demoman — Eu estou pronto.

– Não deveria estar carregando a arma? — perguntou Medic.

– Faço no caminho — disse Demoman.

– A missão começa em trinta segundos — disse a Administradora, pelos autofalantes.

A equipe foi saindo do lugar, deixando Scout sentado no banco. Ele tira o colar com o diamante do bolso e o olha por um bom tempo.

– Me dê sorte — disse Scout.

Ele se levanta e coloca o colar no pescoço. Após colocar dentro da camisa, ele percebe que Pyro estava na porta.

– Pyro? — perguntou Scout — Eu... Aquilo...

Pyro: Tudo bem. Eu também sinto falta dela.

Scout sorri e os dois vão juntos a porta inicial. Alguns haviam se dividido, enquanto Soldier, carregando o lança-foguetes, pula na escotilha. A equipe se olha.

– Ele sabe que tem uma grade fechando a saída e que ele não pode voltar? — perguntou Heavy.

– Talvez nós encontremos o corpo dele boiando no fosso — disse Medic.

– A missão começa em dez segundos — disse a Administradora, pelos autofalantes.

Eles vão se preparando e Soldier segura mais o fôlego.

– Cinco — disse a Administradora, pelos autofalantes — Quatro, três, dois, um...

O som do alarme disparou e a equipe saiu correndo, sendo liderados por Soldier, que pula do fosso.

– O último vivo, tranque a porta! — gritou Soldier.

– Em frente! — gritou Medic.

– Corram, covardes! — gritou Heavy.

– Liberdade! — gritou Demoman.

No meio do caminho, o trem passou, impedindo que o RED lutasse com o BLU. Eles pararam e esperaram. Enquanto isso, ficaram olhando para os outros do grupo. Passado alguns minutos, o trem ainda não acabava.

– Eu não lembrava de isso ser tão demorado — disse Demoman.

– E não era — disse Heavy.

O trem foi embora e a equipe começou a se atacar. Alguns se dividiram e deixaram a equipe adversária ocupada enquanto outros iam atrás da inteligência. Scout se desvia das flechas atiradas pelo Sniper do BLU e vai entrando na base do BLU. Chegando perto da porta do spawn do BLU, ele corre para o segundo andar, se esconde e vê um Heavy e um Pyro saírem. Depois que eles passam, ele vai para a sala da inteligência. Não sendo burro, Scout ouve o som da sentinela e pelo canto da parede, olha a sentinela ao lado da mesa da maleta, com o Engineer do BLU.

– Porque eu não desconfiei disso? — perguntou Scout.

O mercenário carrega a espingarda, percebe que alguém sai da sala do spawn e se esconde na parede ao lado. Um Sniper e um Medic saíam.

– Podemos tentar atrair o Heavy deles para os trilhos do trem — disse o Medic do BLU — Ele é lento como o nosso.

– Ele não deve ser tão burro — disse o Sniper do BLU — Mas vale a pena tentar.

O Sniper observa cápsulas de balas no chão, onde Scout estava antes.

– Vá indo, companheiro — disse o Sniper do BLU — Tenho que conferir uma coisa antes.

O Medic sai da base e o Sniper vai indo para a porta da sala da inteligência. Scout, continua sem se mover, sem saber que o Sniper tira o facão das costas e vai indo até ele. Do nada, Scout ouve o grito do Sniper e percebe que há alguém ao seu lado.

– Precisa de ajuda?

Era Spy.

– Maldição Spy! — disse Scout — Queria que eu te matasse?

– Se eu fosse você, falava mais baixo — sussurrou Spy.

Ele apontou o Engineer do BLU, que ainda não havia notado a presença do dois.

– Como pretende pegar a inteligência? — perguntou Spy.

– Antes de você chegar, eu ia correr e pegar antes que a sentinela pudesse me perceber — disse Scout.

– Você percebeu que a sentinela está no nível 3? — perguntou Spy.

Scout olhou novamente. Ele percebeu a avançada sentinela e o fornecedor que havia ao lado do Engineer do BLU, que estava de costas.

– Ok, qual é o seu plano, amigo? — perguntou Scout.

– Suba no terceiro andar — disse Spy — Tem uma porta no segundo andar que dá para a sala de comando do BLU e há uma janela que dá a visão que estamos vendo agora. Vê aquela mesa lá em cima?

Scout olha pelo canto da parede e vê uma mesa no terceiro andar, cheia de coisas em cima.

– Fique atrás dela, de um jeito que o Engineer do BLU não consiga te ver — disse Spy — E então você espere pelo meu sinal.

– Como você sabe disso? — perguntou Scout.

– Essa base é igual a nossa, então é só montar um plano — disse Spy — Só precisava de alguém para pegar a inteligência.

– Talvez você não seja tão idiota quanto eu pensei — disse Scout.

– Apenas vá, Scout — disse Spy — E espere meu sinal.

Scout sai correndo, enquanto Spy pega o kit de disfarce e se transforma em um Scout do BLU. O Engineer ouve algo e pega a shotgun ao lado do fornecedor. Ele se vira e vê Spy disfarçado de Scout.

– Ei! Calma! — disse o Scout do BLU.

– Ah — disse o Engineer do BLU — É você. Pensei ter ouvido um Spy.

– Bom, se você ouviu, é melhor ficar em alerta — disse o Scout do BLU — Só vim falar o pedido do Heavy.

– O que ele quer? — perguntou o Engineer do BLU — Já não basta ele quase me derrubado da escada hoje mais cedo?

– Ele pediu que você colocasse um teleportador ao lado da escotilha — disse o Scout do BLU — Ele disse que cansou de andar.

– E porque eu faria isso? — perguntou o Engineer do BLU.

– Porque ele é nosso colega? — perguntou o Scout do BLU.

– E se vier um Spy do RED para cá? — perguntou o Engineer do BLU.

– Se você for fazer o que o Heavy pediu, eu fico aqui olhando a sentinela — disse o Scout do BLU.

– Cadê o Pyro? — perguntou o Engineer do BLU — Ele me prometeu que ia vir aqui!

– Então vá o procurar! — disse o Scout do BLU — Aproveita e coloca o teleportador no lado da escotilha!

O Engineer do BLU pega a caixa de ferramentas e sai da sala. Spy percebe que Scout já estava ao lado da mesa e coloca o sabotador na sentinela.

– Spy sabotando minha sentinela! — disse o Engineer do BLU.

– Agora! — disse o Scout do BLU.

Scout desce até a inteligência e o Engineer do BLU volta a sala, percebendo Spy, que havia tirado o disfarce, e Scout. O Engineer do BLU sai correndo e a sentinela e o fornecedor explodem.

– Sentinela destruída! — gritou o Engineer do BLU.

Spy pegou a inteligência e Scout saiu correndo para ver se não havia ninguém na porta.

– Tudo em um dia de trabalho — disse Spy.

E... A Administradora conecta um cabo a uma das entradas do painel que estava escrito “BLU”.

– Alerta! — disse a Administradora — O inimigo pegou nossa inteligência!

Enquanto ela observa o campo de batalha, Miss Pauling entra na sala, carregando vários pacotes.

– Esse é o correio? — perguntou a Administradora.

– Pelo o que o carteiro disse, sim — disse Pauling.

Ela coloca tudo em cima da mesa.

– Parece que ficamos sem olhar o correio por uma semana — disse Pauling — A senhora quer abrir agora?

– Acho que eles não vão precisar de mim tão cedo — disse a Administradora.

A Administradora se levantou e foi até a mesa, onde Miss Pauling olhava o que estava escrito nos pacotes.

– Londres, Teufort, Dustbowl, Rio de Janeiro, Gravel Pit, Badwater Basin, Thunder Mountain, Pipeline, Washington, Coldfront, Coal Town, Decoy — disse Pauling, lendo alguns pacotes. Ela parou e pensou — Decoy virou uma cidade depois que a guerra dos robôs acabou?

– Decoy era uma cidade antes da guerra de robôs — disse a Administradora — Saxton a comprou e a deu o apelido de Vale dos Cactos, já que estava abandonada fazia alguns anos. Agora a Mann Co. a usa para retirar carvão de uma mina que há do lado.

Miss Pauling deixa cair um pequeno pacote no chão. Quando ela o pega, percebe que é um CD

– Isso me parece ser um CD, mas é bem difícil de ler o remetente — disse Pauling — Só sei que é de Coal Town.

– Bom, já vamos descobrir — disse a Administradora.

Ela tira o CD do pequeno pacote e o coloca no computador. Após ele entrar, do nada, as telas piscam e as luzes se apagam. Até mesmo tudo se apaga no campo de batalha. Spy e Scout se escondem após perceberem que tudo havia se apagado e eles ainda estavam no campo inimigo.

– O que diabos houve? — perguntou Spy.

Lentamente, as telas vão se ligando e formando a imagem de uma pessoa.

– Gray? — perguntou a Administradora.

Gray Mann, em companhia de seu pequeno robô, aparece nos monitores da Administradora.

– Mas olha quem temos aqui — disse Gray, pelo computador — Olá Helen, Miss Pauling, sentiram minha falta?

– Quer que eu responda? — perguntou Pauling.

– Silêncio, sua empregadinha — disse Gray, pelo computador.

– O que você quer, Gray? — perguntou a Administradora — Você foi derrotado e expulso de Badlands.

– Você quer dizer, vocês me deixaram as traças! — disse Gray, pelo computador — E falando nisso, olá time RED. Meu vírus faz todo o seu sistema em minhas mãos e isso quer dizer que todos estão ouvindo. Ouviram irmãos! Eu ainda não estou morto! Podem acreditar!

– Vá direto ao ponto, Gray — disse a Administradora.

– Graças ao time RED, eu fui deixado as traças, ficando naquele fim de mundo que agora voltou a ser uma cidade, Coal Town — disse Gray, pelo computador — E também não foi só graças ao RED... Sim, graças ao meu robô que se voltou contra mim. Eu juro, se algum de vocês estiver escondendo ela...

– Anya foi embora! — disse Pauling — Ninguém mais a viu depois daquele dia!

– Então acho melhor vocês a encontrarem novamente, pois a Guerra dos Cascalhos vai ser interrompida por um tempo novamente — disse Gray, pelo computador.

– Porque? — perguntou a Administradora.

– Olhe pela sua janela — disse Gray, pelo computador.

A Administradora e Miss Pauling foram até a janela, onde haviam vários tanques no horizonte, antes do rio. Vários sinais foram disparados pela sala, onde cada tela que monitorava cada cidade, aparecia vários tanques no horizonte.

– Senhora, pelo o que estamos vendo, toda Badlands está cercada — disse Pauling, olhando pelas telas — Pelo menos as cidades principais, mas pelas câmeras, tudo está cercado. E esses tanques são maiores do que os antigos.

Robôs começam a sair de um dos tanques, indo para a cidade. A Administradora suspirou e jogou o cigarro no chão, sem o apagar.

– O que você quer agora? — perguntou a Administradora — Liberte Badlands e te damos o que quer.

– Ah, agora vocês entenderam a gravidade do problema — disse Gray, pelo computador — Bom, eu quero apenas uma coisa, mas não é Mann Co., mas vocês vão saber no tempo certo. Não irei contar agora.

– Então, como vamos saber o que é? — perguntou Pauling.

– Não se preocupe, queridinha — disse Gray, pelos computadores — Vocês vão saber, porque eu preciso que essa coisa seja devolvida é melhor não fazerem nenhuma bobagem ou vou começar a limpar as cidades de Badlands e vou começar por Teufort!

As telas se desligaram sozinhas. Depois de alguns segundos, tudo se ligou novamente, com as imagens do campo de batalha. Os mercenários, de ambos os times se olhavam, tentando imaginar o que havia acontecido. E... As inteligências foram recolhidas por Miss Pauling, enquanto RED e BLU foram para o prédio central de Well, que ficava no meio dos prédios dos dois grupos. Os dois grupos entraram em uma sala que havia só sofás, cadeiras e poltronas, incluindo uma caixa de revistas em Espanhol e uma mesa com garrafas térmicas. Os grupos se separaram, indo BLU para um lado e RED para o outro. Enquanto isso, a Administradora e Saxton conversavam em uma sala, cheia de monitores para as cidades e mapas de Badlands pelas paredes.

– Ele conseguiu mais poder de fogo do que antes — disse a Administradora — Toda Badlands está cercada.

– Como ele conseguiu tudo isso? — perguntou Saxton — Faz um ano que o RED derrotou ele! Ele não pode ter conseguido tudo isso em apenas um ano!

– Parece que ele conseguiu — disse a Administradora — Thunder Mountain, Gravel Pit, Coal Town, Dustbowl, Badwater Basin, Pipeline, inclusive outras cidades que nem estão em nosso poder, eu apenas vigio só por segurança.

– Espera, e Teufort? — perguntou Saxton.

– Eu já ia falar sobre Teufort — disse a Administradora. Ela coloca a cidade de Teufort em uma das telas, mostrando uma grande estrutura ao lado dos tanques — Isso é diferente de todos.

– Eles montaram um acampamento? — perguntou Saxton.

– Esse prédio parece ser um tanque mais desenvolvido, mas é o único — disse a Administradora — Eu pensei que fosse a base principal. Preciso de um veículo que tenha espaço para mais de nove pessoas, mais as armas.

– Você quer mandar o RED para Teufort? — perguntou Saxton — Helen, Teufort é do outro lado de Badlands. Demoraria uma semana para eles chegarem lá.

– Se eles começarem a viajar desde já e sem parar, apenas alterando o motorista, tenho certeza que poderão chegar em menos tempo — disse a Administradora.

Miss Pauling entra no lugar.

– Os grupos estão na sala de espera? — perguntou a Administradora.

– Sim e eu recebi várias mensagens de Redmond e Blutarch, que queriam saber o que aconteceu — disse Pauling.

– Eles já vão saber — disse a Administradora. Ela suspira — Nós estamos de mãos atadas. O que fazemos?

– Talvez nós precisemos enviar alguém que conheça Gray para ele libertar Badlands — disse Pauling.

– Miss Pauling, eu sei o que você quer fazer, mas isso está fora de cogitação — disse a Administradora.

– Mas senhora, nós temos outra opção? — perguntou Pauling — Anya é a única que conhece Gray melhor do que nós!

– Você quer trocar Anya por Badlands? — perguntou a Administradora.

– Claro que não! — disse Pauling — Ela poderia... Não sei! A questão é que precisamos dela, já que Gray a criou! Badlands depende dela agora!

A Administradora suspirou e olhou para Saxton.

– O que? — perguntou Saxton.

A Administradora, Miss Pauling e Saxton foram até a sala de espera, fazendo ambos os grupos se levantaram.

– BLU está dispensado — disse a Administradora.

A equipe BLU vai indo embora do lugar. Então, só havia sobrado o RED.

– Vocês sabem o que aconteceu — disse a Administradora — Estamos cercados por Gray Mann. Ele está de volta e quer algo.

– E o que é? — perguntou Spy — Ele mesmo disse que iriamos saber no tempo.

– Ainda não sabemos — disse Pauling — Mas temos uma missão para vocês.

Todos se olharam.

– Vocês vão para Teufort, mas antes, queremos que passem na estrada e encontrem alguém — disse a Administradora.

Scout levantou o olhar, olhando para Miss Pauling que sorria.

Continua...