Transformada A Saga Carmim 1°Livro

9 Capítulo 9 - "Amizade é a coisa mais importante!"


Notas iniciais
Chegueii!! Quem está ansioso para outro Capitulo? Boa leitura meus Vamp Leitores.

Estamos em uma loja de vestidos nesse exato momento provando e vendo qual vamos levar. Ela já experimentou quatro vestido, um longo, um curto de manguinha, um curto que a manga pega até no cotovelo e um curto tomara que caia, um mais lindo que o outro. Eu invés já experimentei três, dois longos de manga até o cotovelo e um curto rodado sem mangas, tomara que caia. Fomos para o caixa e compramos os vestidos, saímos da loja e fomos para outra, só que de sandálias da Melissa. Agora vamos ficar pobres de tanto gastar em sandálias da Melissa, mas não estou nem aí, eu sou milionária e se ela não conseguir pagar as sandálias, eu pago para ela, não tem problema afinal somos amigas desde crianças e sempre nos apoiamos, mesmo na questão dinheiro.

Eu achei umas lindas e claro que pedi para a vendedora me trazer os números trinta e seis e trinta e sete para nós. A Mar está amando o nosso dia no Shopping, parecia fazia séculos que não torrávamos o nosso dinheiro com roupas, e eu não sou de ficar para trás não viu, eu vou chegar chegando no Colégio amanhã com a Mar.

—Mary onde você arrumou tanto dinheiro assim? Ela me perguntou amando tudo e pegando vários sapatos da Melissa, rasteirinha, botas, sapatilhas e sandálias.
—Você se lembra no dia do meu aniversário que eu te falei que tinha me lembrado do meu passado e quem era a minha mãe? — Ela confirmou – A minha família na verdade era milionária, e como os dois morreram, o dinheiro todo veio para mim Mar.
—Então quer dizer que eu tenho uma Best Milionária? – Ela perguntou feliz por eu ter me lembrado de tudo e que agora podemos fazer compras sem se preocupar com o preço.
—Sim. Agora vamos logo – Digo olhando para a vendedora sorrindo –, que a vendedora está com os braços cheios de caixas da Melissa.
—Verdade.

Provamos todas as sandálias e no final levamos três rasteirinhas, duas sapatilhas, uma bota e três sandálias de salto alto, pagamos tudo e depois fomos para a praça de alimentação.
No caminho para a praça de alimentação, nos encontramos com a Aurora e eu gelei, com medo da minha reação e da dela, mas estava mais preocupada com a minha reação já que eu estava a ponto de esganá-la desde o meu aniversário. Ela veio até nós com um sorriso esnobe e vi a Mar dando um passo para trás, eu estranhei aquele movimento dela e encaro a Aurora já a ponto de explodir.

—Olá meninas. – Ela perguntou na maior cara de pau – Tudo bem com vocês?
—Estávamos ótimas até você chegar. – Digo irritada mas com a voz calma e serena – Quer alguma coisa ou só veio mesmo para saber se estávamos bem, Aurora?

Ela me encarou e pude ver o porque de Mar ter ficado daquele jeito, tinha algo diferente nela, algo mais selvagem. Bom eu também posso ser bem assustadora quando quero e esse é um dos momentos que quero arrancar o seu coração fora.

—Pelo visto a desengonçada voltou de sei lá onde. – Ela disse me olhando – Por que você não ficou onde estava, o Colégio fica bem melhor sem você.
—Que peninha né Aurora. – Digo fazendo beicinho, mas logo volto ao normal – Você quis dizer que o Colégio fica bem melhor comigo e sem você, porque você não passa de uma idiota que não pode ver um garoto que já vai para cima dele.
—Pelo menos eu tenho garoto, e você que nem tem?!
—E quem disse que eu não tenho?

As duas me olharam pasmas e eu me senti vitoriosa com isso, mas me mantive serena e com um olhar ameaçador para Aurora.

—Hahaha, até parece que alguém iria querer ficar com você. – Além de me criticar se esnobou. Que raiva dela!! – Querida, você não tem nem uma mosca atrás de você e tá achando que tem um namorado? Coitada. Hahaha... Todos os garotos me querem, porque eu sou linda e rica e você é horrorosa e pobre, ainda tá achando que alguém te quer?

Eu estou me corroendo por dentro para não fazer uma burrada, mas mesmo assim dou um passo na direção dela e a Marissa me segura pelo braço, me impedindo de continuar.

—Mary vamos embora. – Ela disse me segurando e séria – Não temos mais nada para fazer aqui, já que já fizemos as nossas compras. Vamos para outro lugar.
—E vocês compraram onde? – Aurora disse rindo – Na pechincha?
—Não querida.– Digo praticamente cuspindo as palavras "Eu sou milionária e você não!" – Foi roupa de grife mesmo, quer ver?

Ela deu um passo para trás incomodada com o que falei e me virei para a Mar e com um sorriso confirmei o que ela falou.

—Vamos, sim. – Digo sorrindo – Vamos para casa e lá decidimos aonde ir, pode ser Mar?
—Claro, Mary. – Ela disse contente e sorrindo vitoriosa. – Vamos de táxi ou com o seu motorista particular?

Ela tinha que alfinetar a Aurora. Que orgulho dessa minha amiga!

—De motorista né, baby.

Saímos de lá com as sacolas e deixando a Aurora estática e perplexa com o que tinha acabado de ouvir. Eu e a Mar não parávamos de rir da cara que ela fez, foi hilária. No caminho para fora do Shopping, mandei uma mensagem para o Jonas pedindo para vir nos buscar e entre uns vinte minutos ele estava na frente do Shopping, esperando com a porta aberta para nós duas. Entramos e ele guardou as sacolas no porta mala e depois entrou e deu partida ao carro e fomos para casa.

O Jonas ficava me olhando pelo retrovisor, mas não falava nada pois a Marissa estava ali e seria muito estranho um empregado falando com a patroa sem ser chamado. A Mar não parava de falar e me fazer perguntas sobre o meu namorado e eu não estava nem um pouco de falar que eu o conheci no dia do meu aniversário só porque ele me mordeu para eu despertar, então fico sem falar mesmo.

Ele parou o carro e eu dei graças a Deus por não precisar mais escutar o interrogatório dela, ele desceu e deu a volta e abriu a porta para nós. Descemos e entramos, assim que eu entrei fui recepcionada por um "Bem Vinda de volta, Senhorita" e um abraço que quase me jogou no chão por causa da surpresa, assim que Jonas ouviu o meu gritinho de surpresa ele veio com umas três sacolas na mão e me perguntando o que houve, o porque do meu grito.

—O que houve, senhorita? Está machucada? Alguém te agrediu de novo?
—Quem te agrediu miga?
—No quarto eu te falo. – Digo abraçada ao Giulio e respondo ele – Não, eu estou bem. E ninguém me agrediu, só foi a surpresa de um abraço que me assustou, nada de mais. Pode ficar tranquilo, Jonas.
—Sim, senhora.

Ele voltou para o carro e pegou o resto das sacolas e nós duas entramos, fechando a porta logo em seguida. Marissa foi para a cozinha e eu fiquei na sala olhando para as escadas e deixei a minha audição ir até o Antony, mas não escutei nada vindo de lá. Olhei ao redor e me vi indo escada a cima, quando escuto a Mar me chamando.

—Mary, onde você vai?
—Eu vou no banheiro e já volto, Mar.

Ela confirmou e eu consegui ver a cara de espanto da minha mãe e da July, mas nem liguei e subi as escadas na velocidade da luz, assim que a Marissa se virou. Parei na frente do banheiro e não escutei ninguém lá dentro e nem senti cheiro de sangue.

O que está acontecendo aqui? Onde ele está?

Abri a porta devagar e não encontrei ninguém ali dentro, olhei no banheiro todo mas nada. Sai do mesmo e falei com a July que estava lá em baixo, indo para o meu quarto.

—Venha para o meu quarto agora e traga minha mãe!

Ela me respondeu alguns segundos depois repreensiva, com medo do que eu iria falar e por causa do meu tom nada adorável.

—Já estou indo, Senhorita.
—Ótimo!

Entrei no meu quarto e fui ao guarda roupa e me troquei, coloquei um short jeans preto e um cropped índigo, e me sentei na cama as esperando. Dois minutos depois alguém bate na porta pedindo permissão para entrar, eu a concedi e as duas entraram com uma cara de preocupadas e de medo a minha mãe. Eu fui direto assunto, pois não tinha tempo para perder com esse assunto.

—Onde está Antony?

Elas se entre olharam e minha mãe baixou a cabeça e a July me olhou com pena e medo de minha reação. Eu massageei a têmpora esquerda e perguntei de novo para elas.

—Onde ele está?
—Ele... Ele foi... – Minha mãe disse com a voz manhosa e quase inaudível – Foi embora...

Suspirei e me levantei da cama e as olhando e July já foi falando para amenizar as coisas, mas pedi para parar.

—Senhorita, a sua mãe não...
—Tudo bem July. – Digo a interrompendo – Só fiquei brava, porque ele não estava mais aqui. Mas se ele foi embora é bem melhor. Agora eu tenho que ir, a Mar está me esperando. – Fui até a porta – Tchau, até depois.
—Tchau filha.
—Até depois, Senhorita.

Nas escadas eu escutei a Marissa falando com alguém, só que eu não conhecia essa voz então fiquei a escutando por um tempo, até que me lembrei dela.

Não pode ser ela, pode?

Desci o resto das escadas e vi ela, a minha tia Giovanna. Fui até elas e a abracei e lhe perguntei o motivo dela estar aqui em casa, e a Marissa ficou sem entender a minha pergunta, pois ela não sabe que eu vim de um lugar onde ela estava comigo.

— Mary, qual a lógica dessa sua pergunta? – Marissa disse me questionando – Você é sobrinha dela e ainda pergunta o que ela está fazendo aqui?
—Sim. – Falei o óbvio – Pois eu estava com ela até umas horas atrás.
—Não é nada Juh. – Minha tia falou e vi a cara de chocada da Mar –Só vim saber se a Jenny pode vir para estudar com você no Colégio de Moda. Então pode?
—Sim – Perguntei chocada e me recompondo ainda com aquela pergunta –, mas porque ela não veio?
—Ocupada.
—Ata.

Me soltei dela e me dirigi até a Mar e falei lhe segurando as mãos, para a levantar.

—Vamos Mar, ainda temos tempo e eu quero te contar quem foi que me agrediu primeiro. – Falei a última parte fervendo de raiva. – Se não fosse pela July e pelo Jonas ele estaria morto. Agora vamos.
—Tchau queridas – minha tia disse e eu tive certeza que a última parte foi para eu não fazer nenhuma besteira –, tomem cuidado e juízo.
—Pode deixar. – A Mar disse e me puxou porta a fora.

Do lado de fora, além do Jonas estava a Aurora e as suas seguidoras dando em cima dele, que ótimo. O meu sangue ferveu com aquela cena, mas me forcei a ficar calma e fui até o carro com a Marissa e falei.
—Licença Aurora. – Eu vi que o Jonas estava tentando abrir a porta, mas as lacraias não deixavam.
—Licença senhoritas. – Jonas disse tentando abrir a porta – Devo fazer o meu trabalho agora.
—Não precisa não. – Aurora disse me alfinetando – Deixa ela aí e vamos para um lugar longe dela.

Eu realmente me estressei agora, mas não podia fazer nada, pois estava na frente de cada com dentro duas vampiras prontas para me segurarem caso eu tente algo e um do lado de fora. Então resolvi a afastar dele, de um modo que eu não precise arrancar duas cabeça fora e nem machuca-la.
—Jonas, você já sabe que minha tia está aqui em casa? – Pergunto calmamente e pacífica – Se não, pode ir lá vê-la. A gente te espera aqui, não é Mar?
—Pode ir tranquilo. – Marissa disse sorrindo. Eu sei que no fim de cobra ela quer é dar uns tapas na Aurora e essa vai ser a chance dela – Nós vamos te esperar aqui.

Ele desistiu de tentar abrir a porta do carro e me olhando, disse aliviado por se desvencilhar das lagartixas velhas e por poder ir ver minha tia.
—Já estou indo, Senhorita – Ele saiu do meio delas e foi para a porta de casa.

Assim que ele entrou pela porta de casa, a Marissa foi até elas e deu um empurrão nela, na Júlia, já que ela estava encostada no carro e um pisão no pé da Jovana e deu um sorriso vitorioso para elas. Quando elas foram para cima dela, eu ne enfiei entre elas e disse irritada.

—Vê se fica longe da Mar e da minha família e principalmente dos meus empregados. – Digo irritada as encarando, uma de cada vez – Estamos entendidas?!
—Quem você pensa que é? – Aurora disse me alfinetando e me provocando aí mesmo tempo – Você não passa de uma garota irritante, pobre, feia, sem estilo e sem namorado. E eu dou em cima de quem eu bem entender, você não manda em mim e outra, você nem tem dinheiro para ficar se achando tanto assim. E você ter empregados? Me poupe!

Eu realmente estou a ponto de esganar ela. Mas me seguro e apenas me deixou levar pela raiva em minhas palavras, Marissa está sempre atrás de mim, caso eu queira fazer algo ela me detém.

—Aurora, você não sabe nada sobre mim e muito menos a minha família. – Digo com os olhos levemente vermelhos que quase não dá para perceber – Então eu te aconselho a ficar longe do que é importante para mim ou que trabalha para mim. Se não eu boto um fim nessa sua carreira de meia tigela de cachorra.
—Você não pode fazer nada disso, pois ninguém irá acreditar em você. – Ela disse me abraçando e foi a gota d'água, mas quando ouvi o resto nem liguei mais – Vê sê se põe em seu lugar e não se meta com a gente, se não quiser que o Colégio inteiro fique contra você Maryanne.
—Ainda bem que não preciso disso, pois daqui uns dias já não vou ver essas suas caras horríveis de lagartixas velhas. – Digo sendo vitoriosa – E sabe porque não vou ver essas suas caras? Simples, porque daqui a alguns dias eu vou me transferir para outro Colégio. Agora beijos e some.

Ela ficou sem palavras e eu abri a porta do carro e entrei com a Mar logo atrás de mim. Assim que ela bateu a porta eu travei a porta, já que as lagartixas velhas tentariam abrir a porta e me tirar de lá pelo cabelo, então me precavi para não ocorrer suicídio e vuolá, todo mundo sã e salvo.
A porta de casa se abriu e de lá saiu um Jonas feliz, veio até o carro abrindo passagem pelas três e entrou no mesmo sem dar atenção para elas, o que fez nós duas rir delas. Só faltou a Aurora espumar a boca de tanta raiva e constrangimento que ela passou.

—Para onde vamos – Ele me perguntou feliz –, Senhorita?
—Para onde você desejar, Jonas. – Disse feliz por ele. – Onde você quiser ir, pode nos levar. Certo Mar?
—Certo Mary. – Ela disse sorrindo. Um sorriso verdadeiro – Você merece, Jonas.
—Obrigada Senhoritas. – Ele deu partida ao carro e nos guiou até um parque.

Assim que descemos, eu puxei ele pelo braço antes que ele voltasse para o carro e Mar me ajudou a arrasta-lo para perto de uma árvore. Ele tentou voltar para o carro, mas nós duas não deixamos e alegamos que se ele voltasse para o carro, nunca mais ouviria uma sequer palavra minha, e assim conseguimos fazer ele ficar.
Passamos o resto da tarde fofocando, fazendo perguntas sobre a família do Jonas e sobre ele e a Marissa me perguntando sobre a minha família, ele perguntando para ela, dando novos apelidos "carinhosos" para as "lagartixas sem rabo" e sobre o Colégio de Moda e o Thiago.
Quando voltamos para casa, eu estava realmente exausta e faminta. A Marissa jantou aqui em casa e depois fomos dormir. Depois que ela dormiu, escutei alguém me chamando de lá de baixo, me levantei devagar para não acorda-la e fui para a sala, onde a July estava me esperando com uma garrafinha térmica nas mãos.
Fui até ela sorrindo a agradecendo, peguei a garrafinha de sua mão, tirei a tampa dela e bebi um pouco do sangue que tinha nela e a entreguei de volta para ela a agradecendo, lhe dei um beijo de boa noite e voltei para o quarto. Assim que eu me deitei eu apaguei geral, não escutei mais nada.

Notas finais
Mais um cap postado! Quem gostou da reação da Aurora e das lagartixas velhas? Eu particularmente amei. Até a próxima meus Vamp Leitores.