Traição

7 Capitulo 7


Notas iniciais
Desse jeito vocês acabam comigo duas recomendações na minha humilde fic é muita emoção, não tenho nem palavras para agradecer valeu mesmo LeitoraCompulsiva e Ana Paula Minikowski. Boa leitura.

– Fiz o que? Perguntou confusa.

– Maura não faz isso! Se aproximou da loira e a segurou pelos braços com força suficiente para mantê-la parada olhando em seus olhos sem machucá-la. Não finja que não sabe do que eu estou falando.

– Jane me solta! Você vai me machucar desse jeito. Estava assustada Jane nunca agiu daquela forma antes.

– Me responde é verdade o que Casey disse? Vocês dois dormiram juntos?

Maura empalideceu na hora e se Jane não a estivesse segurando com toda certeza teria caído no chão, Jane sabia e pela sua reação não iria escutar o que ela tinha a dizer muito menos perdoá-la. Jane eu... eu... Tentava falar e as palavras não saiam. Seus olhos a entregavam. Jane não é como você esta pensando. Lagrimas rolavam de seus olhos fazendo com que ela não pudesse ver Jane com clareza.

– Ah! Claro que não é como eu estou pensando Maura. Ironizou. A soltou e se afastou empurrando longe os instrumentos que Maura usava na autopsia. Porque agora você sabe como eu penso não é mesmo?

– Jane eu posso explicar, eu juro. chorava buscando forças para se defender. Aconteceu, mas eu juro que não queria nada disso. Jane eu não tive escolha você precisa me ouvir. Estava desesperada andando na direção da morena.

– Eu confiei em você! Se afastou vendo a proximidade com a loira estava tão nervosa que podia perder o controle e acabar machucando Maura. Como você pôde fazer isso comigo?

– Me Perdoe! Jane eu posso explicar. pegou no braço da morena e a abraçou queria prender a amiga ali para obrigá-la a ouvi-la. Eu queria te contar ontem, mas tive medo... eu...

– Por isso você estava estranha comigo, por que você não passa de uma traidora. afirmou com ódio na voz, e a puxou com força para afastá-la. E sabe o que é pior nisso tudo? A prensou na parede com força. É que eu esperava que o Casey não fosse fiel a mim porque ele nunca esta comigo, mas eu não esperava isso de você... eu faria tudo por você Maura, eu te amava e você me traiu...

– Rizzoli! O que esta acontecendo aqui? Susie que estava ouvindo toda a gritaria chamou Cavanaugh até o necrotério informando uma possível briga, mas o que ele encontrou foi muito pior, Jane mantinha a Dra. Isles presa contra a parede como se a qualquer momento fosse bater nela, e Maura chorava agarrada aos braços de Jane como se estivesse tentando se soltar. Isso sem contar as ferramentas e as outras coisas que estavam jogadas no chão mostrando sinais de luta. Assim que Jane ouviu a voz do chefe soltou Maura e olhou para ele assustada. Então Rizzoli eu estou esperando o que está acontecendo aqui? Explique-se!

– Chefe eu... Não estava acontecendo nada senhor, nós estávamos conversando.

– Sim eu pude notar que era uma conversa bem acalorada detetive. Disse ríspido e olhou para a loira. Dra. Isles você está bem? Perguntou com preocupação, era só o que faltava as duas amigas inseparáveis se pegarem no tapa dentro da central.

– Sim! afirmou limpando as lagrimas tentando se recompor.

– Detetive Jane Rizzoli. Espero que entenda a gravidade do que fez aqui? E mesmo que a doutora não te acuse você esta suspensa, vá agora até a minha sala e deixe o seu distintivo e sua arma.

– Sim Senhor. Olhou para Maura com os olhos marejados. Viu o que você me fez fazer? e saiu seguida de Cavanaugh.

Já no escritório passou pela mesa de Korsak e Frost, e foi direto para a sala de Cavanaugh esperou pelo chefe e assim que o viu entrar fechar a porta e as persianas, soube que a bronca seria a altura da cena que ela havia feito.

– Rizzoli será que você pode me explicar que diabos foi isso que eu acabei de ver no necrotério? Perguntou firme.

– Me desculpe senhor! Eu me excedi, estava conversando com a Maura e perdi o controle. Abaixou a cabeça se sentindo culpada. A verdade é que esses meses trabalhando disfarçada me deixaram com os nervos a flor da pele.

– Isso não é desculpa para agredir a legista do departamento detetive. Afirmou.

– Agredir? Não senhor, eu não agredi a Maura. Cavanaugh a encarou como se dissesse eu vi o contrario. Olha senhor não vou negar que estávamos brigando sim, mas eu não a machuquei, não bati nela senhor. Mesmo estando com raiva eu nunca levantaria a mão para ela posso garantir isso! Assumo a culpa pelo estado do necrotério as coisas todas quem jogou e quebrou fui eu, mas não fiz nada para ferir a Dra. Isles eu não poderia machucá-la senhor.

– Rizzoli não é segredo que você é a melhor detetive que eu tenho, e é por isso e por saber que você e a Dra. Isles possuem uma relação de amizade fora do departamento, que eu vou afastá-la do trabalho sem comunicar a corregedoria, entregue sua arma e distintivo, por favor. Estendeu a mão.

– Chefe! Isso não vai mais acontecer. Eu só estava nervosa com algumas coisas, não me afaste do trabalho. Cavanaugh a olhou decidido e ela se rendeu entregando sua arma e deixando o distintivo na mesa.

– Eu não sei o que aconteceu entre vocês, mas tire essa semana para colocar a cabeça em ordem Rizzoli, isso não pode se repetir você entendeu? Não quero ser obrigado a transferir uma das duas porque vocês não conseguem agir com profissionalismo. Vá para casa e esfrie a cabeça.

Jane saiu da sala de Cavanaugh mais irritada ainda, ficaria uma semana em casa curtindo o chifre que Maura e Casey haviam colocado nela. Mesmo sabendo que mereceu a suspensão e que poderia ser muito pior, ainda estava indignada, a verdade é que a traição de Maura doeu, e doeu muito, ainda estava doendo, talvez porque confiava mais em Maura do que em Casey. Passou por todos como uma bala não olhou para ninguém não via à hora de sair de lá. Não queria ter que se explicar, e no estado que estava só deus sabe como trataria Maura se a visse de novo. Agora tudo fazia sentido por isso a loira estava mal, quando ela voltou, por isso se fechou e não quis contar o problema para ela, por isso Maura fez silêncio quando ela perguntou o que tinha acontecido, ela não poderia mentir, não poderia dizer uma coisa qualquer.
Chegou em casa foi até a geladeira pegou uma cerveja e se jogou no sofá, só então se permitiu chorar, ali sozinha ela chorava desabafando toda a dor que estava sentindo, a dor de uma dupla traição, uma dor tão grande que parecia querer explodir dentro do peito e transbordar tomando conta de todo seu corpo, sentia uma dor tão profunda que chegava a se tornar física. Estava derrotada, e não havia nada capaz de mudar isso. Por mais que não quisesse pensar em nada, Casey e Maura não saiam do seu pensamento, pensava nos dois juntos na cama e se torturava. Não é que a traição de Casey não a feriu, mas no fundo ela sabia que ele não era fiel ficavam tanto tempo sem se verem, ela sabia que ele ficava com outras, porem nunca em sua vida imaginou que a sua amiga, sua confidente, sua companheira de todas as horas, sua Maura seria uma delas. Nunca imaginou que Maura a trairia, de uma forma tão baixa quanto aquela. Mesmo depois de todas as brigas que tiveram quando nem ela acreditava que seria possível, elas voltaram a ser amigas. Mas dessa vez não seria assim, o que Maura fez não tem perdão...