Traição
8 Capitulo 8
Notas iniciais
– Dra. Isles você esta bem? Perguntou Susie que entrou correndo assim que Jane e Cavanaugh saíram do necrotério. Ela te machucou?
– Não! A Jane nunca vai me perdoar Susie. Chorava jogada no chão.
– Ela te machucou? Perguntou abaixada examinando os braços da loira.
– Não! Ela não me machucou Susie. Jane só esta nervosa. Eu estou bem. Levantou se afastando de Susie. Quero ficar sozinha. foi para o escritório e se trancou lá. Queria sumir, desaparecer esquecer que tudo aquilo tinha acontecido, esquecer o olhar de decepção de Jane, a dor e a raiva nas palavras da morena. Ela estava certa desde o inicio, Jane nunca a perdoaria, nunca iria ouvir sua explicação, nunca saberia que ela também era uma vitima, que não teve escolha, que a amava e jamais a trairia de livre e espontânea vontade. Ela tinha perdido a pessoa mais importante da sua vida e não podia fazer nada. Olhou os papeis em cima da mesa e sorriu sem vontade, de que adiantaria provar tudo agora? Jane não acreditaria... Jane nem mesmo a ouviria. Tudo aquilo era inútil. Ouviu alguém bater na porta e sentiu o sangue subir novamente porque Susie não a deixava sozinha? Susie eu estou bem! Por favor! Me deixe sozinha. Disse tentando parecer calma.
– Dra. Isles sou eu Cavanaugh, temos que conversar abra a porta, por favor.
Rapidamente Maura se levantou arrumando a mesa colocando os exames na bolsa, tentando deixar as coisas um pouco arrumadas, olhou-se no espelho secou as lagrimas e abriu a porta. Claro pode entrar. O que o senhor quer conversar comigo?
– Acho que você já imagina o assunto, não? perguntou serio assim que entrou.
– Creio que sim, é sobre Jane?
– Sim! Dra. Isles eu não sei o que aconteceu aqui hoje, mas seja lá o que for, espero que vocês resolvam fora daqui. Já presenciei brigas de vocês e nunca vi a Rizzoli descontrolada desse jeito. A encarava serio. Sei que são amigas, mas preciso perguntar Jane a agrediu Dra. Isles?
– Não! É claro que não. Afirmou nervosa. Jane só agiu daquela maneira por impulso, mas em momento nenhum ela me feriu. Ela só perdeu o controle por minha culpa, então se tiver que punir alguém, eu assumo a culpa de tudo que aconteceu.
– As duas querem assumir a culpa pelo que aconteceu, ficam preocupadas em defenderem uma a outra, mas não pensaram nisso quando estavam quase se estapeando no necrotério. Afirmou ríspido. Na verdade vou punir as duas, vá para casa e só volte aqui quando conseguir resolver os seus problemas com a detetive Rizzoli ou agir com Profissionalismo. A cena que eu peguei aqui hoje não pode se repedir Dra. Isles, e será uma pena se o departamento perder uma das duas, porque sabemos como trabalham bem juntas, porem se vocês não conseguirem separar seus problemas pessoais terei que transferir uma das duas.
– Eu entendo senhor. Falou simplesmente e se retirou, não podia mais ficar ali.
Em casa Maura sentia-se perdida, impotente chorava de raiva, de medo, de desespero. Jane a odiava e ela não sabia o que fazer, estava destruída nada mais fazia sentido. Imaginava por que Casey tinha feito aquilo com ela, porque machucá-la daquele jeito e ferir Jane com uma traição assim, qual o propósito de tudo aquilo. E agora se contasse a Jane o que Casey havia feito à morena poderia não acreditar e se acreditasse se magoaria ainda mais. A verdade é que estava entregue... entregue a culpa, ao arrependimento e as conseqüências de sua ingenuidade. Quando entrou em seu quarto foi impossível não lembrar dos cuidados e preocupações de Jane com ela na noite anterior, sentou na cama e chorou lembrando das palavras de Jane, das acusações e da dor de ouvir tudo aquilo.
[***]
Na central não se falava em outra coisa, todos estavam comentando a briga e o afastamento de Jane e Maura do trabalho. Ângela acompanhava a fofoca de todos tentando descobrir o que realmente tinha acontecido com a filha, já que todos diziam que ela havia sido suspensa do trabalho por agredir Maura no necrotério. Não conseguia acreditar que a filha seria capaz de fazer algo assim, mas ela havia visto Jane bater em Casey lá mesmo na frente dela, e quando perguntou para ele porque a filha tinha feito aquilo, ele desconversou e foi embora, ligava para Jane e o celular estava desligado, ligava para Maura e era a mesma coisa. Precisava saber o que tinha acontecido com elas então foi até Cavanaugh pedir para ele contar porque havia afastado as duas do serviço.
– Ângela entenda, eu não posso falar sobre isso.
– Você não pode, mas todos estão falando. Eu preciso saber o que aconteceu com a minha filha. É verdade que você afastou as duas do trabalho?
– Sim Ângela é verdade. Afirmou cansado. Eu não tive escolha, não depois do que vi no necrotério.
– E o que você viu? Perguntou impaciente.
– Vi as duas quase saindo no tapa... Ângela, Jane estava mantendo a Dra. Isles presa na parede e se ela não a agrediu foi por muito pouco mesmo. Viu a surpresa e a confusão de Ângela. Eu não poderia agir de outro jeito.
– Não, minha Jane não faria isso. Dizia mais para si mesma do que para Cavanaugh. Porque elas brigaram?
– Eu realmente não sei.
– Isso não vai ficar assim! Jane me deve uma explicação. Saiu andando como louca, precisava descobrir o que tinha acontecido entre Jane e Maura.
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