Traição
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Estavam chegando a central e Maura ainda não havia dito nenhuma palavra sobre o motivo de estar daquele jeito, e mesmo entendendo que a amiga talvez não estivesse pronta para falar ou simplesmente não queria contar nada, Jane estava incomodada com o silencio de Maura, e pensava em muitas possibilidades. Ian poderia ter parecido, Hope e Cailin poderiam ter aprontado, ou talvez fosse outra coisa, ficou tanto tempo fora sem poder ajudar a amiga e agora que ela estava ali, Maura havia se fechado e parecia não querer a ajuda dela.
– Oi ma! Tentou parecer animada ao reencontrar a mãe, mas qualquer um podia ver que tinha alguma coisa errada com elas.
– Jane? se virou assim que ouviu a voz da morena. Filha você voltou. correu para perto de Jane e a abraçou sem dar chance para a morena correr. quando você chegou? Veio hoje? Por que não me avisou antes? fez uma pergunta atrás da outra empolgada, mas quando viu o rosto de Maura soltou Jane e ficou alternando o olhar de uma para a outra.
– Cheguei ontem ma. Passei na casa da Maura e acabei ficando lá mesmo. Respondeu com rapidez tentando se livrar das perguntas da mãe.
– Entendi. E você Maura como está? Não parece muito bem, aconteceu alguma coisa? Perguntou preocupada.
– Não estava muito bem ontem, mas não precisa se preocupar. respondeu se virando para Jane como se pedisse ajuda. Me desculpem tenho que terminar uns relatórios. Saiu sem dar chance para Jane a acompanhar.
Ângela ficou olhando a loira partir assim como Jane, sabia que tinha acontecido algo, Maura com certeza havia chorado, aquilo estava muito estranho, a loira devia estar contente com a volta de Jane assim como ela estava com a volta da filha, afinal conversaram sobre a saudade que sentiam da morena por meses.
– Jane... o que você fez? olhou irritada para a filha.
– Eu não fiz nada ma. Pode parar de me olhar assim. Se quer saber quando cheguei a casa dela ontem, encontrei Frankie no quarto conversando com ela sentado na cama. Porque você não pergunta pra ele o que aconteceu? Olhou a mãe com impaciência.
– Agora eu entendi porque as duas estão assim. Voltou para trás do balcão. Você brigou com ela por causa do Frankie?
– Não ma! Mas que ideia eu não fiz nada ela já estava assim quando cheguei e Frankie disse que ela desma... Viu que estava falando demais e parou. Quer saber não importa ela não falou nada para mim mesmo, mas se ela esta assim a culpa não é minha. Saiu nervosa deixando Ângela sozinha. Chegou ao escritório sentou em sua mesa e ficou calada fazendo o relatório sobre a prisão de Frederik Osbourne. Tentava se concentrar no trabalho e não conseguia, estava preocupada com Maura. E ver a amiga fechada daquele jeito só a preocupava mais, afinal o que tinha acontecido enquanto ela esteve fora?
Estava tão distraída que nem se deu conta que Frost e Korsak haviam chegado e estavam a encarando como se esperassem por uma resposta.
– Porque estão me olhando assim? Perguntou sem paciência.
– Na verdade estávamos esperando que você nos dissesse como se sente voltando ao trabalho normal, mas já vimos que não acordou de bom humor hoje então deixa pra lá. Frost respondeu um pouco assustado com o humor da parceira, Korsak apenas observava tudo em silencio.
– Desculpe-me rapazes! Não tive a intenção, é que não descansei muito bem essa noite, mas vocês não têm nada a ver com isso. Sentia-se culpada, por tratar os amigos mal, mas a verdade era que não tinha cabeça pra nada.
– Esquece Jane não tem problema, porque você não desce na cantina tem uma surpresa lá embaixo esperando por você, e eu acho que vai melhorar bastante esse seu mau — humor. Afirmou Korsak sorrindo.
– Ah! Serio? O que a dona Ângela aprontou dessa vez? Saiu sem paciência odiava surpresas. Assim que chegou a cantina olhou para mãe com aquele olhar acusador. Ma! O que a senhora esta aprontando? Se assustou ao ver Casey se virando sorrindo.
– Nada Jane. Respondeu inocente. Mas ele eu já não garanto. Apontou Casey.
– Jane! Acho que precisamos conversar. Apontou uma mesa afastada de todos. Sente-se. A morena se sentou sem dizer nada. Sua mãe me contou que você e a Maura estão brigadas então eu suponho que ela contou a você o que aconteceu. — Parecia meio hesitante em contar.
– Bem... minha mãe fala demais as vezes. Pensou em dizer que Maura não havia contato nada, mas a curiosidade a venceu e acabou fingido que sabia de tudo. É muito Complicado Casey, e Maura e eu não estamos muito bem por isso. Afirmou com tristeza de certa forma aquilo era verdade.
– Eu entendo Jane, mas queria que você ouvisse a minha versão da historia, por favor? implorou e Jane fez um positivo para que ele continuasse, mas algo dizia que aquilo não era bom. Olha Jane eu não sei o que Maura disse a você, mas naquela noite estávamos bêbados e aconteceu, e eu juro me arrependo de ter chamado ela pra conversar. pegou na mão da morena que parecia em choque. Jane se eu soubesse que a Maura se jogaria em cima de mim daquele jeito nem teria me oferecido para levá-la até em casa. Me perdoe por favor! Eu amo você mais que tudo. Maura foi só um erro... Jane eu faço o que você quiser se for para ter o seu perdão.
Jane não acreditava no que estava ouvindo. Casey e Maura juntos, não podia ser verdade. Puxou as mãos com força para se soltar de Casey e se levantou batendo as mãos na mesa com força. Você e a Maura? Isso é mentira!
– Jane eu pensei que soubesse, achei que ela tinha contando, foi só uma vez eu juro e estávamos bêbados. Tentou se explicar.
– Você está me dizendo que dormiu com a Maura, como se fosse algo normal. Estava furiosa sentiu que o chão estava fugindo debaixo dos seus pés. Você esta dizendo que me traiu com a minha melhor amiga? Estava incrédula. O ódio já tomando conta de si. Você é um mentiroso Casey! — Gritou chamando a atenção das pessoas para eles.
– Jane fica calma! Se aproximou da morena e foi empurrado para longe.
– Tira a mão de mim! Eu estou super calma Casey. Deu um soco no rosto e uma joelhada no meio das pernas de Casey o deixando caído no chão. A Maura não faria isso comigo. Foi embora sem se importar com os olhares de todos incluindo Ângela que não entendeu nada.
[***]
Maura foi direto para o laboratório não aguentava mais, aquela espera estava a matando, ainda mais agora com a volta de Jane. Como iria explicar para a morena o que aconteceu com Casey, precisava saber se estava drogada naquela noite o mais rápido possível.
– E então Susie o resultado do exame toxicológico saiu? Perguntou aflita.
– Sim Dra. Isles! Foram encontrados Lorax, Rohypnol, Lexotam, GHB (ácido gama-hidroxibutírico) e Ketamina (Special K). Usados no boa noite cinderela. Você foi drogada Dra. Isles.
– Sim eu fui Susie. Estava em choque como iria contar para Jane que Casey a drogou e abusou dela, parecia que tudo só piorava.
– E o que vai fazer agora? Posso levar esses exames lá para cima e registrar a denuncia? perguntou preocupada com a situação de Maura.
– Não Susie pode deixar esses exames comigo. Estendeu as mãos para pegar os envelopes. Não vou denunciar nada disso não quero me expor. Por favor, esqueça o que viu nesses papeis. Pegou os exames e se virou para ir ao seu escritório.
– Mas Dra... as palavras morreram quando Maura deu as costas para ela, no fundo ela entendia porque a loira não queria se expor daquele jeito, ela também não iria querer, mas talvez aquilo fosse necessário.
Foi até o escritório e os papeis em suas mãos pareciam estar pegando fogo, sentia as mãos queimarem só por segurar aqueles envelopes. Já tinha conferido, re-conferido e ainda não conseguia acreditar que Casey a drogou, como aquilo era possível, e como iria explicar para a morena que o homem que ela amava não prestava. Tentou deixar tudo aquilo de lado e ir trabalhar, precisava se distrair então começou a fazer a autopsia no corpo de um homem encontrado morto na piscina. Estava examinando o coração do homem quando ouviu portas batendo, e uma Jane enfurecida entrando no necrotério.
– Me diz que você não fez isso?
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