Traição
17 Capitulo 17
Notas iniciais
Pânico... Essa era a palavra que melhor traduzia o que se passava no interior de Maura, aquela voz a chamando só poderia ser de uma pessoa... Casey. O homem que a destruiu e a fez sofrer por tantos motivos diferentes queria se virar e confirmar o que já sabia, mas o choque de ouvir aquela voz novamente a fez esquecer como se locomover, tudo que conseguia pensar era em Jane.
O que Jane faria? Como conseguiria afastar a morena dele? Pensava em muitas coisas ao mesmo tempo quando sentiu que Jane soltou sua mão e se voltou para trás. Tudo aconteceu muito rápido, se virou em seguida e viu Jane e Casey se batendo, á morena acertou um soco ele caiu no chão ela se jogou em cima dele e começou a dar socos seguidos no rosto.
Casey queria se defender, mas Jane o pegou de surpresa, tentava se desvencilhar da morena e não conseguia, ela o mantinha no chão dando golpes e mais golpes, não tinha como se defender sem reagir. Então na primeira oportunidade ele devolveu um soco no rosto da morena e a jogou para o lado tentando se levantar, mas Jane voltou para cima dele com socos e chutes.
Estavam se socando na calçada da central. Casey estava todo machucado, no entanto agora Jane apanhava mais do que batia, mas ainda assim a morena não desistia avançava nele como um animal selvagem. Maura gritava, chorava, implorava por ajuda. Em um ato desesperado ao ver Casey batendo em Jane, Maura foi para cima dele, tentar afastá-lo da morena que estava tão machucada quanto ele, assim que sentiu as pancadas nas costas, Casey se virou e deu um soco na loira gritando:
– Sai daqui desgraçada. Isso é culpa sua!
Maura bateu no carro e caiu no chão com a violência do golpe, Jane que se aproveitou do momento de distração para se desvencilhar de Casey, enlouqueceu quando viu a loira no chão, avançou nele novamente cega pela fúria. Casey percebeu e em um movimento rápido pegou a arma que estava na cintura da morena. Apontou na direção dela e sorriu, Jane parou de súbito e o encarou.
– Parece que finalmente te fiz parar. — Sorriu irônico. — Então porque não me diz o que deu em você? — Se levantou do chão.
– O que você acha? — Se levantou e olhou para a loira. — Eu sei Casey... Como pôde fazer isso? — Viu Maura se aproximar e estendeu os braços para ela.
– Jane... não, por favor. — Viu a arma apontada pra morena, e se colocou na frente dela.
– Eu?! Não Jane a culpa disso é dela. — Apontou a arma na direção da loira. — E sua também, não importa o que eu fizesse por você, nada era suficiente... — olhou para loira com ódio. — Porque a Maura sempre fazia melhor... e agora olha que ironia você esta com ela e não comigo acho que esta na hora de tirar ela do meu caminho. — Apontou a arma na cabeça de Maura, mas foi impedido por Frost e Korsak que ouviram a confusão e desceram para ajudar.
– Abaixe a arma! — Korsak gritou com a arma apontada para Casey.
– Vamos cara não faça nada que possa se arrepender. Abaixa a arma! — Gritou Frost vendo Casey abaixar a arma e entregá-la.
– Ei! Pode ficar com a arma. — Entregou para Frost e levantou as mãos como se estivesse se rendendo. — Não quero problemas só estava me defendendo. — Apontou para a morena. — Jane me atacou.
– Como se eu não tivesse motivos para isso. — Avançou pra cima dele e foi impedida por Maura.
– Calma Jane, ele não vale apena... — Maura implorava chorando agarrada a morena.
Korsak e Frost estavam perdidos olhavam para Jane e Casey sangrando, tendo certeza que a briga havia sido violenta, e não sabiam como agir diante daquela situação. É claro que conheciam a morena e sabiam que Jane jamais perderia a cabeça daquele jeito por nada.
– Jane o que aconteceu aqui? Porque você atacou o Casey? — Frost perguntou confuso
– É Jane, porque não fala para eles? — Provocou, se Jane sabia e não tinha feito nada ainda é porque não podia e ele se aproveitaria disso. — Que motivos são esses? — Encarou a morena.
– Jane... vamos embora... Estou te pedindo... Você esta sangrando precisamos cuidar desses machucados. — Maura olhava Jane de maneira suplicante.
– Desculpe Frost não é nada que vocês possam resolver... é uma questão pessoal. — Respondeu com tristeza, sabia que a justiça poderia ser feita naquele momento.
– Bem nesse caso, se vocês não forem prestar queixa da agressão acho que o melhor a se fazer, é irem para casa esfriar a cabeça. — Afirmou Korsak.
– É melhor eu ir embora mesmo Jane só esta nervosa. — Afirmou olhando para a morena serio. — Não quero causar problemas para ela, só fiquem atentos para que ela não me ataque ou me siga. — Encarou os dois detetives. — Não quero mais problemas. — Se virou e saiu andando.
Korsak pegou a arma de Jane e mandou Frost voltar para dentro, encarava a morena recebendo os cuidados de Maura sem saber ao certo o que falar, quando viu Casey sumir na rua se aproximou das duas.
– Aqui Jane. — A morena pegou a arma e encarou o amigo. — Não sei o que aconteceu aqui hoje, mas eu sei quem é você... Mesmo que você não diga eu sei que tem algo errado, vá para casa esfrie a cabeça e cuide desses machucados. — Colocou a mão no ombro dela. — Se por acaso você mudar de ideia e quiser conversar eu estarei aqui. — Afirmou com carinho. — Dra. Isles leve ela pra casa.
Maura foi apoiando Jane até o carro, a morena andava com certa dificuldade estava com as mãos machucadas, o rosto cortado, a boca sangrando. Casey também saiu muito machucado, mas era inegável que de certa forma ela acabou levando a pior mesmo sendo treinada, Casey era homem e por isso mais forte que ela e com todo o treinamento do exército era quase impossível ela sair daquela briga sem se machucar também.
Assim que a loira abriu a porta do carro para Jane entrar ouviu Korsak falando.
– Jane... Lembre-se você é Jane Rizzoli e nada pode te vencer a menos que você deixe.
[***]
Fizeram todo o percurso em silencio, Jane parecia estar em outra dimensão, refletia sobre os últimos acontecimentos tentando entender o que estava se passando na própria cabeça. Toda aquela raiva e revolta com Casey, com Maura até mesmo com o trabalho estava á consumindo. Não queria aceitar, mas estava perdida não sabia lidar com a descoberta, e estava perdendo as pessoas que amava por isso.
Maura olhava para Jane preocupada e culpada pelo estado da morena, queria conversar, mas simplesmente não sabia o que falar por isso seguiu em silencio. Quando chegaram, Maura sentou a morena no sofá e foi até o quarto pegar sua mala. Voltou e a encontrou na mesma posição se sentou e foi cuidar dos machucados dela.
– Sinto muito Jane... Não queria que nada disso acontecesse. — Limpava o sangue e os machucados no rosto de Jane. — Esse corte foi profundo preciso dar pontos. — Apontou o corte no supercílio esquerdo, mas Jane não esboçou reação nenhuma.
E assim em silencio Maura cuidou de todos os ferimentos visíveis de Jane, deu três pontos no supercílio, fez curativos nas duas mãos, e pegou gelo para o inchaço.
Deitou Jane em seu colo e ficou fazendo carinho na cabeça da morena. O tempo passou e o silêncio que antes era incomodo se tornou acolhedor não havia nada para ser dito, nada poderia mudar ou concertar as coisas, palavras só iriam piorar.
E por mais egoísta que pudesse parecer estava aliviada por Jane a proteger mesmo com Casey a provocando, conhecia a morena e sabia o quanto aquilo foi difícil. E nunca poderia agradecer tudo que Jane fazia por ela. Olhou para morena e viu que ela estava dormindo parecia em paz, tão diferente da Jane que ela estava vendo há dias. Olhou os machucados e hematomas no rosto dela e não conseguiu evitar que as lagrimas caíssem, beijou cada machucado e hematoma no rosto da morena e por ultimo beijou os lábios.
– Me perdoe por te machucar... Se pudesse... Sinto muito por tudo isso eu amo você. — Sussurrou.
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