Traição

16 Capitulo 16


Notas iniciais
Não tem desculpas pela demora. Mas fiquei sem tempo e quando tinha tempo as ideias sumiam, tentei fazer um capitulo grandinho pra compensar. Boa leitura.

– Foi ele? — Perguntou vendo Maura empalidecer. — Não foi?

– Jane...

– Não Maura! Porque você não me contou? — Ajoelhou nas pernas da loira buscando seu olhar.

– Como eu poderia? — Soluçava de cabeça baixa. Tudo aconteceu tão rápido... Não fazia idéia de como te contar, e quando vi você estava lá me acusando e me odiando... — Cobriu o rosto com as mãos. — Eu não sabia o que pensar nem o que fazer... Estava perdida e com medo... Não queria te machucar mais do que você já estava.

– Maura a decisão não era sua. — Afirmou com os olhos marejados. — Olha tudo que aconteceu por que você me tirou o direito de saber a verdade. — Pegou os braços da loira afastando-os do rosto. — Olha para mim. — Maura levantou o rosto. — Me perdoa... Isso é culpa minha... Não devia ter me afastado, Sinto muito... Maur me perdoa por não ter sido capaz de te proteger. — Chorava se sentindo culpada e impotente.

– Não há o que perdoar... Jane eu só quero esquecer que isso aconteceu, quero esquecer o Casey e tudo que sofremos.

– Eu prometo Maura, isso não vai ficar assim eu vou buscar o Casey no inferno, mas ele vai pagar pelo que fez com você. — Afirmou com ódio na voz. — Nunca mais vou me afastar de você não importa o que aconteça, não deixarei que alguém te machuque de novo. — Deu um abraço apertado na loira.

– Por favor! Jane esquece isso vamos viver nossas vidas. Se vingar não vai mudar o que ele fez e tudo que passamos.

– Vingança? — Se afastou e ficou de pé encarando a loira. — Não, Maura isso é justiça, ele não vai sair impune depois do que fez, será que você não entende? Maura ele dopou e estuprou você, como vamos fingir que não aconteceu nada? — Gritou. — Eu o quero preso, e você devia querer também. Já pensou que ele pode ter feito isso com outras mulheres?

– É claro que pensei. — Levantou e encarou a morena. — Mas não quero que as pessoas saibam disso, Jane pense nisso, nós estávamos tão bem por que deixar o orgulho ferido e a vontade de se vingar atrapalhar nossa felicidade?

– Maura! Escute o que você esta dizendo... Você só pode estar louca! — Gritou. Pode falar e pensar no que quiser, mas eu quero aquele desgraçado na cadeia e não vou parar até conseguir. Eu quero que a justiça seja feita e se não conseguir você estará certa porque a minha vingança será. — Saiu deixando a loira paralisada.

[***]

Porque ela não me contou? perguntou a si mesmo acabada com a descoberta. Estava sendo consumida pelos próprios pensamentos. Foi um preço muito alto... Eu não preciso ser protegida. Sentiu a raiva surgir novamente. Maura não tinha o direito de me esconder uma coisa dessas, ela não podia fazer isso comigo... Olha quanta coisa ela teve que enfrentar sozinha, eu a desprezei por meses e ela não tinha culpa. Nada pode apagar o que aquele desgraçado do Casey fez. A cada dia que passa, vejo como me enganei com ele. Não consigo aceitar... por que ele fez isso? Nunca achei que Casey seria capaz de fazer uma coisa dessas. Mas se ele pensa que vai ficar por isso mesmo está muito enganado, eu vou atrás dele até no inferno e quando o encontrar ele vai pagar pelo que fez a ela. estava sentada no sofá, mas sua mente parecia vagar por outro mundo, estava tão distante que não viu Maura entrar e se aproximar. Só se deu conta da presença da loira quando ela a tocou.

– Jane... — Colocou a mão no braço da morena. — Nós podemos conversar? — Perguntou com receio.

– Pode falar Maura. — Respondeu de maneira fria, ainda estava irritada com a loira.

– Não faz assim Jane... — Deixou uma lagrima rolar. — Eu não vou suportar te perder de novo.

– Maura... Você não vai me perder. Ok? — encarou a loira. — Só que essa descoberta foi demais pra mim. Eu preciso de um tempo sozinha, preciso digerir essa historia toda. — segurou na mão da loira e a puxou para o sofá. — Me perdoa por ter sido um monstro com você, eu não fazia idéia...

– Esquece isso Jane... não vale apena...

– Não Maura! — Interrompeu a loira. — Não posso esquecer, mas preciso me controlar porque você sabe quem eu sou, sabe o que eu quero e sabe que eu estragaria minha vida e minha carreira por você. — fechou as mãos e se levantou do sofá. — Maura você entende isso? Você entende que tudo que eu quero é matar o Casey? — recebeu um aceno afirmativo da loira. — Mas eu não posso fazer isso, eu não posso denunciar o que ele fez, não posso falar sobre isso com ninguém, não posso prendê-lo e fazer justiça. Você não quer se expor, e eu não poderia te expor contra sua vontade... depois de tudo que fiz você passar. Não posso te fazer sofrer. — Olhou para a loira com os olhos marejados. — Então eu estou perdida, me diz o que eu faço agora?

– Me perdoe... e fica comigo... Jane nada disso importa, eu e você juntas é o que realmente importa... vale apena lutar pelo nosso amor não por vingança. — Abraçou a morena e lhe deu um selinho. — Sei que é difícil pra você, assim como é para mim... mas não vamos nos machucar mais, por favor, não vamos repetir os mesmos erros...

– Por que você faz isso comigo Maura? Por que me mantêm presa as suas vontades? — Olhou para a loira se rendendo. — Por que me faz te amar mais do que a mim mesma?

– Porque eu te amo! Jane eu te amo tanto e não existe nada nesse mundo capaz de medir o tamanho do meu amor por você... — Se aproximou da morena a abraçando forte. — Me perdoe por não contar antes, eu só queria te proteger... te manter longe dessa historia que só traria sofrimento pra nós duas...

– Ainda assim Maura você não tinha o direito de fazer isso...

[***]

Dias se passaram Jane foi morar com Maura como haviam planejado, mas todos sabiam que algo estava errado na verdade sentiam isso, não era como as brigas anteriores quando ficavam jogando indiretas se provocando, e quando o humor das duas entregava que algo não estava certo.
Dessa vez era diferente, conversavam tinham o humor como de costume, mas estavam distantes pareciam vagar por lugares desconhecidos. A verdade era que ambas estavam magoadas, tristes... Se mantinham juntas, mas sem a felicidade de antes. Jane manteve sua promessa não abandonou Maura em momento nenhum, porem saber o que tinha acontecido com sua loira e não poder fazer nada a destruía cada dia mais, olhar Maura e pensar que alguém a tocou... a possuiu contra sua vontade era mais do que ela podia aguentar, estava magoada sentia-se impotente e mais do que tudo se culpava, mesmo com as afirmações de Maura que não haviam culpados. Ela se culpava por não ter protegido Maura antes e por não poder fazer nada agora.

– Jane?! Ei, Jane acorda! — Ângela falou enquanto movimentava as mãos próximas ao rosto da filha.

– Quê... — Disse meio perdida olhando para a mãe.

– Acorda Jane! Eu estou falando sozinha há quase dez minutos. O que esta acontecendo com você? — Perguntou preocupada.

– Nada! — Respondeu indiferente. — Desculpe acabei me distraindo pensando em algumas coisas.

– Que tipo de coisas?

– Serio? — Olhou incrédula. — Muitas coisas ma! Tenho muitos casos para investigar.

– Jane... — Lhe deu um olhar de reprovação. — Sei que tem alguma coisa errada, vocês não me enganam não é de hoje que você e Maura andam estranhas, eu conheço vocês e sei que tem alguma coisa acontecendo. Vocês brigaram é isso?

– Ok! Você venceu. — Afirmou se rendendo. — De certa brigamos sim e as coisas estão meio complicadas desde então.

– Vocês vão se separar é isso? — Perguntou em uma mistura de tristeza e preocupação.

– Não ma! Por deus não diga isso nem de brincadeira. — Repreendeu a mãe.

– Mas se não é isso então o que é? Me conta Jane quem sabe eu posso ajudar, vocês parecem tão pensativas, tristes.

– Eu já disse ma, é complicado. — Seu celular tocou. — Nada que eu possa ou queira te contar. Tenho que ir trabalhar. — Saiu deixando a mãe mais confusa do que estava antes.

O dia parecia estar se arrastando, as horas demoravam a passar talvez porque Jane não conseguia se focar em nada. Agia de maneira automática nos interrogatórios, era profissional como sempre, mas não conseguia se entregar ao trabalho como fazia antes.
Sabia que não podia continuar assim se torturando, mas não conseguia parar sempre que olhava para Maura sentia ódio de si mesma por ter colocado Casey na vida delas e mais que isso por não ter protegido a loira quando ela mais precisou.
E foi assim horas se culpando, horas trabalhando que Jane viu o dia acabar e a hora de ir embora chegar, Maura entrou no escritório como sempre a chamando para ir embora.

– Vamos amor?

– Vamos Maura. — Respondeu se levantando da cadeira. — Tchau rapazes, tenham uma boa noite. — Se despediu de Korsak e Frost, segurou na mão da loira entrelaçou os dedos e foram para o elevador.

Assim que entraram e ficaram sozinhas, Maura olhou para a morena com tristeza parecia pensar se iniciava uma conversa, durante alguns segundos a loira ficou encarando Jane como se esperasse alguma reação, vendo que não conseguiria nada se não falasse tomou coragem falando finalmente o que a estava incomodando e entristecendo.

– Maura? Jane até quando você vai me chamar assim? — Perguntou ainda encarando a morena.

– Como assim? — Se fez de desentendida. — Esse é o seu nome Maura.

– Você sabe o que estou querendo dizer. — Repreendeu a morena. — Eu sei que é meu nome, mas você só me chama assim quando esta brava comigo.

– É esse o ponto, Maura. Eu estou brava com você. — Respondeu encarando a loira.

– Eu sei disso! Mas até quando você vai ficar brava comigo? — Perguntou suplicando com o olhar. — Sinto falta de te ouvir me chamar de Maur, ouvir você dizer que me ama. — A porta do elevador abriu e elas foram caminhando lentamente a saída da central.

– Eu não sei. Ok? Você sabe que não aprovo nada do que você fez, e com toda certeza aprovo menos ainda a sua decisão de não fazer nada a respeito. — Saíram da central e estavam descendo as escadas. — O que você esta fazendo é covardia Maur... — Suspirou e olhou para a loira com carinho. — Você sabe que nem estando brava com você consigo deixar de te amar. — Sorriu.

– Maura! — Alguém chamou.

Estavam indo em direção ao carro ainda conversando, quando ouviram o chamado, ambas ficaram paralisadas ao ouvirem a voz, mas Jane sabia de quem era aquela voz. Na verdade ela conhecia muito bem o dono dela, ansiava por esse encontro e nunca pensou que seria tão fácil assim, se virou confirmando o que já sabia sorriu com o canto da boca e soltou a mão de Maura fechando as mãos em seguida com raiva, Casey estava ali na sua frente.

Notas finais
E agora o que a Jane vai fazer???