Traição

12 Capitulo 12


Notas iniciais
Me desculpem pela demora. Boa leitura.

Assim que Jane ficou sozinha, seus pensamentos ficaram a mil, o que a mãe havia dito fazia sentido, talvez ela estivesse sendo dura demais com Maura, ela poderia ter uma explicação diferente porque toda historia tem dois lados. Porem ainda assim ela não iria correr atrás de Maura, foi ela quem errou quem traiu, mesmo reconhecendo que sentia falta da loira, que estava sofrendo pela distancia e pela traição, não daria o braço a torcer. Se Maura quisesse teria que correr atrás.

– Mas que droga Maura! Porque você fez isso? Falou sozinha no apartamento, e foi deitar estava exausta, mas não sabia se ficar de folga o dia todo seria muito bom, porque sem ter uma distração como manteria tudo aquilo fora de sua mente, o jeito era esperar pra ver. Deitou e depois de umas horas rolando na cama inquieta se levantou, mais uma vez não conseguiu dormir tudo aquilo estava tirando seu sono e como se não bastasse seus próprios pensamentos agora tinha as idéias da mãe em sua cabeça, todo aquele papo de que mesmo sem ser um casal funcionavam como um era estranho e verdadeiro. Ficou batendo no saco de areia colocando toda raiva e a magoa para fora até de madrugada, de manhã saiu para correr e sem perceber quase foi parar na casa de Maura, era força do habito sempre estavam juntas e estar sozinha em sua folga a fazia se sentir vazia, queria ter a loira de volta, mas bastava se lembrar do motivo de estarem separadas que mudava de ideia.

[...]

Ângela estava animada tinha dado tudo certo foi até o apartamento e deixou algumas roupas de Jane e Maura que havia encontrado na casa da loira, comida e um bilhete para as duas. Passou as recomendações para Frost e Korsak e foi para casa se chegasse tarde Maura poderia suspeitar de alguma coisa. Quando chegou viu luzes acesas e não resistiu deve que entrar para dar um oi e ver como Maura estava.

– Maura querida como você esta?

– Como sempre Ângela. Disse desanimada.

– Ainda é estranho passar a sua folga longe dela?

– Sim! Me sinto pela metade sem Jane comigo, acho que eu a perdi Ângela... já faz tanto tempo e ela continua na mesma, Jane nunca mais voltará a falar comigo. Seus olhos estavam marejados. É tão triste ficar nessa casa sem Jane me sinto tão sozinha sem ela aqui.

– Eu entendo, mas não fique assim. Abraçou a loira. Eu conversei com a Jane ontem e ela esta sofrendo com essa distância também, vocês só precisam conversar. Dizer tudo que é preciso, tudo que está machucando e então poderão voltar a ser o que eram.

– Jane não quer me ver, não atende o celular e não fala comigo nada que não seja sobre o trabalho. Como nós vamos conversar? Quando?

– Logo Maura. Não se preocupe só confie em mim. Olhou no relógio e viu que já estava tarde e logo eles ligariam para a loira. Já esta tarde é melhor eu ir dormir, mas não se preocupe Maura tudo vai ficar bem.

[***]

Korsak e Frost estavam com medo de toda aquela brincadeira que fariam com as duas, mas Ângela tinha sido tão convincente que eles acabaram topando, a verdade era que ninguém mais suportava o mau-humor da detetive, as conversas estranhas e cheias de indiretas e o fato de terem que ficar entre elas para evitar que as duas saíssem do profissional e fossem para o pessoal.

– Korsak como faremos para deixá-las sem celular?

– Já sei vou ligar para a Dra. Isles e você liga para Jane, passarei o nome da outra rua para doutora, quando Jane chegar diga aos policiais para não deixarem ela entrar sem a legista e você pega o celular dela para me ligar.

– Está bem gênio e como você pegara o celular da doutora?

– Horas do mesmo jeito.

E assim fizeram Korsak ligou para Maura e Frost para Jane e apesar da relutância da morena a convenceu a ir até a cena de crime que não ficava muito distante de sua casa. Assim que chegou Jane ficou enfurecida por não poder entrar e Frost para acalmá-la foi passando todos os dados.

– Jane infelizmente não temos muito sobre o crime, descobrimos o corpo por uma denuncia anônima, o prédio é comercial por isso não temos testemunhas, o crime aconteceu no ultimo andar o apartamento está no nome de David Smith fotografo e isso é tudo que tenho até agora.

– Sim! Teríamos mais se esses imbecis deixassem a gente fazer nosso trabalho. Estava quase empurrando os policiais e entrando no lugar a força. E onde a Maura esta? Será que demora tanto assim pra se arrumar?

– Korsak também não chegou ainda Jane será que você me empresta seu celular para ligar pro Korsak acabou a bateria do meu. Pediu receoso.

– Ta bom! Liga logo e apressa ele.

Korsak havia encontrado Maura na outra rua e quando estavam se aproximando do lugar pediu o celular da loira para falar com Frost, mas nem chegou a usar porque logo o viu com o celular na mão e gritou chamando a atenção deles. Viu Frost guardando o celular e fez o mesmo, assim que pararam na frente do prédio. Jane com sua cara de poucos amigos olhou para Maura e logo despejou sua raiva.

– Até que enfim Dra. Isles pensei que só apareceria amanhã para não perder seu sono de beleza. Afirmou irônica.

– Agora que a legista chegou creio que podemos subir até o apartamento? Frost perguntou e recebeu o afirmativo do policial. Jane será você pode ir lá com Korsak enquanto eu procuro por testemunhas aqui embaixo?

– Ok Frost não precisa subir. Procure mais dados sobre os apartamentos e sobre esse tal de Smith.

Subiram e assim que chegaram na frente do apartamento viram a fita de isolamento indicando que era ali Korsak rascou a fita e abriu passagem para Jane e Maura entrarem. Por favor! Jane, vou verificar se tem indícios de arrombamento por que você não vai com a Dra. Isles ver o corpo?

– Claro! Porque não? A minha noite já esta ótima mesmo. ironizou e seguiu maura até o outro cômodo.

Assim que viu as duas se virarem Korsak fechou a porta e trancou, saiu o mais rápido que pôde encontrou Frost na entrada e avisou que agora já estava feito e que era melhor aquilo dar certo porque se não Jane mataria todos eles. Foram embora preocupados, mas agora só o tempo diria se tinham feito a coisa certa.

[***]

– Korsak não tem nada aq... Parou de falar assim que viu a porta fechada se aproximou e viu o papel preso a porta puxou e assim que leu começou a gritar e xingar. Eu vou MATAR A MINHA MÃE! Não acredito nisso, só pode ser brincadeira. tentou abrir a porta e viu que estava trancada.

– O que está acontecendo Jane? Onde esta o Korsak? Estava confusa aquela com certeza não era uma cena de crime e ver Jane daquele jeito a deixou preocupada.

– Isso Está acontecendo Maura. Entregou o papel para a loira. Minha mãe é uma mulher morta só isso.

Maura pegou o papel e começou a ler. Jane me desculpe por estar fazendo isso, mas você não me deu outra opção, a verdade é que são orgulhosas demais para conversarem e eu já estou cansada de ver vocês duas sofrendo e não fazer nada, por isso vão ficar trancadas ai até fazerem as pazes e se isso não acontecer o que eu duvido em quatro dias voltarei para destrancar a porta, não se preocupe tem comida e roupas para as duas, por favor, não queira me matar eu amo vocês e sei que o melhor para as duas é se entenderem. Maura, sei que não era assim que você pretendia conversar com ela, mas foi o melhor que eu consegui. Ângela. Meu deus Jane o que vamos fazer agora? Ângela só pode estar louca pra fazer uma coisa dessas com a gente.

– Louca ou não ela vai me ouvir. Procurou o celular na cintura. Mas que droga! Frost ficou com meu celular. Maura me empresta o seu. Estava nervosa ficar trancada com Maura era demais tinha que dar um jeito de sair dali.

– Korsak? Jane Korsak pegou o meu celular. Também estava nervosa nunca se imaginou numa situação como aquela.

– Mas que maravilha Dra. Isles. Afirmou com sarcasmo. Estamos presas aqui sem celular ou telefone, não podemos falar com ninguém.

– O que vamos fazer?

– Você eu não sei, eu vou deitar e dormir pra esses dias passarem mais rápido, ou quem sabe não acordo na minha cama e descubro que isso tudo foi só um pesadelo. Foi em direção a sala e se deitou no sofá. O apartamento tinha três cômodos quarto, sala e cozinha, era pouco mobiliado no quarto só havia a cama e um pequeno guarda-roupa, na sala só tinha um jogo de sofá e na cozinha tinha a geladeira um pequeno armário e um fogão simples. Ótimo não tem televisão nem radio. Como ficar aqui presa com você será divertido. Ironizou.

– Jane... acho que precisamos conversar. Disse entrando na sala.

– Não! Não precisamos. O que eu preciso é dormir porque estou cansada. E você devia fazer o mesmo. Olha já vou dormir aqui pra você poder dormir na cama e não sentir tanta falta do seu luxo, então será que da pra você me deixar sozinha? Aqui não é tão grande e se você não ajudar será difícil.

Maura apenas se retirou e deixou Jane sozinha, ficar quatro dias com Jane naquele humor a atacando sempre que podia seria difícil, seria muito difícil, e mesmo que ela pudesse abrir a porta e se livrar daquilo ficaria ali essa era a única chance de Jane ouvir o que ela tinha a dizer.

A noite foi difícil para ambas a proximidade forçada deixou os medos, ressentimentos e a saudade que sentiam ainda mais fortes, dormir parecia ser um luxo naquela situação Jane se movia no sofá incomodada com a presença da loira tão perto e as perguntas que se formavam em sua mente gritavam dentro de sua cabeça implorando pelas respostas... as respostas que apenas Maura poderia dar. Queria fugir dali, do perigo que sentia estando tão perto da ex- melhor amiga, mas ao mesmo tempo estava cansada de ter perguntas sem respostas por diversas vezes durante a madrugada pensou em atirar na tranca da porta e fugir para sua casa se esconder de Maura, esconder como aquela traição havia a devastado, pensou na mãe e em tudo que ela disse talvez ficar presa com a loira fosse o único jeito de ouvi-la e de alguma maneira matar a saudade que sentia de Maura em sua vida. Sabia que já era madrugada, mas não tinha noção das horas ou do tempo em que estava ali pensando, o silencio havia tomado conta do lugar não havia indícios de que Maura ainda estava acordada então em um momento de coragem se levantou e foi até o quarto bateu na porta e quando não houve resposta a abriu vendo Maura dormindo, aproximou-se da cama com cuidado para não fazer barulho e acordá-la, se ajoelhou na beirada da cama de frente para a loira e viu que tanto o travesseiro quanto o rosto dela estavam molhados. Ela dormiu chorando pensou, Maura também estava sofrendo e se sentiu a pessoa mais idiota do mundo por se preocupar com o sofrimento da loira, quando se deu conta já estava secando as lagrimas do rosto de Maura com cuidado e carinho para não acordá-la sussurrando.

– Por que? Por que você não disse não? Maur... Por que você fez isso comigo? Sentiu lagrimas molhando seu próprio rosto. Você não podia ter se entregado pra ele... não podia permitir que ele... Encosta-se em você... Que te toca-se... Maura se mexeu na cama e agarrou seu braço. Maur você era tudo pra mim... Eu te amava. Soltou o braço devagar deu um beijo no rosto da loira e saiu do quarto.