Traição
13 Capitulo 13
Notas iniciais
Silencio... Ele era o companheiro das duas naquele apartamento, o silencio que parecia gritar dentro de suas cabeças que já estava na hora das palavras serem ditas, não poderiam agüentar por mais tempo queriam respostas que só conseguiriam quando as perguntas fossem feitas. Estavam se ignorando há quase dois dias e mesmo que ter visto Maura dormindo chorando tivesse amolecido o coração de Jane, ela ainda se recusava a conversar com a loira, mas já não podia mais ficar parada vendo tudo aquilo estava irritada, preocupada, com raiva de si mesmo por se sentir daquele jeito, desde a primeira noite Maura não parava de chorar, havia tentando se explicar algumas vezes, mas acabou desistindo e se rendendo ao choro e a dor de ter Jane tão perto se mantendo tão distante.
Maura não tentava esconder como tudo aquilo estava sendo doloroso para ela também, e por mais irônico e sem sentido que pareça Ângela não havia trazido as comidas que a morena gostava e sim coisas mais naturais e saudáveis, Maura sabia que Jane odiava aquelas comidas e por algum motivo que ela não sabia explicar sempre comia mesmo que fosse reclamando quando ela fazia comida pra elas em casa, então nesses dias ela fazia comida para Jane e arrumava suas roupas sem dizer uma palavra com a morena.
Já passava do meio dia Jane tinha acabado de sair do banho e estava no sofá tentando relaxar sabendo que seria impossível, como poderia relaxar vendo Maura acabada daquele jeito? e ainda assim cuidando dela, viu a loira se aproximar com um prato nas mãos, os olhos inchados de tanto chorar, se levantou e ficou encarando Maura que se simplesmente estendeu o prato para que Jane segurasse e voltou a se afastar. Aquilo foi demais, Jane não agüentava mais ver Maura naquele estado ela queria respostas e as queria agora.
– Por deus! Maura porque você não para de chorar? Foi atrás da loira na cozinha colocou o prato em cima do balcão e ficou observando a loira do outro lado que não teve reação nenhuma. Ei! Estou falando com você. Maura acorda! O que você tem?
– Nada! Disse simplesmente se virando para a morena.
– Qual é Maura depois de tudo você ainda está mentindo pra mim? Prefere ter uma crise de urticária a me dizer a verdade. É bom saber. Afirmou com tristeza na voz.
– Não estou mentindo Jane, você sabe que não posso e mesmo que pudesse nunca mentiria para você. Mas estou cansada há meses tento me explicar e você não deixa. Lagrimas voltaram a rolar de seus olhos. Se digo que não tenho nada e porque não tenho absolutamente nada Jane, quando você foi embora levou tudo com você.
– Quando eu fui embora? Serio?! Sorriu nervosa. Esqueceu porque eu fui embora Maura? Esqueceu que você transou com o meu namorado?
– Não Jane! Gritou e socou o balcão. Eu nunca vou esquecer o quanto te magoei e me magoei com isso, mas você não quer ouvir minha explicação, então o que você espera que eu faça? Me diz Jane o que você espera que eu faça pra você ser feliz? Me diz que eu faço! Porque eu não posso mais Jane, eu não posso conviver com a culpa e a dor que sinto, não consigo viver sabendo que você me amava, confiava em mim e nós te traímos me torturo diariamente sabendo que você me odeia pelo que fiz eu perdi tudo que era importante pra mim por um único erro, eu cometi UM erro. Sinalizou o numero com a mão. E te perdi pra sempre. Então não tem nada que pode mudar como me sinto, mas se algo puder mudar o que você sente fale Jane.
– É isso que quer não é mesmo? Quer se explicar Maura. Ótimo! Fale o que aconteceu naquela noite. Me explique como você decidiu que fazer aquilo era certo.
– Jane isso só aconteceu porque eu estava pensando em você em te ajudar naqu...
– Me ajudar? Como você queria me ajudar Maura queria ver se ele era bom de cama? Estava impaciente.
– Não! Claro que não. Jane me escute, eu jamais faria algo para te magoar, você é tudo pra mim. Você estava fora há quase quatro meses naquela noite sai do trabalho mais tarde, porque estava tão preocupada que não vi as horas passarem, eu estava mal Jane sentia sua falta e Korsak nunca me dizia nada, não faz idéia de como foi difícil ficar sem você, me preocupava se você estava se alimentando se estava bem... O fato é que assim que cheguei ao estacionamento o encontrei parado ao lado do meu carro. a encarava seria mostrando que não aceitaria interrupções. Ele me disse que estava procurando por você e quando não encontrou no escritório achou que estávamos juntas e decidiu esperar ali por que não viu seu carro... então contei a ele que você estava trabalhando disfarçada e que não teria como ele falar com você e já estava indo embora quando ele me chamou para conversar, mas eu estava muito cansada e me recusei... Mas estão ele me disse que queria conversar sobre você, porque estava com medo de te perder, que nos últimos encontros você parecia distante que talvez eu pudesse ajudar ele a entender o que estava acontecendo com você... Disse que não iria demorar muito, fomos no Dirty Robber e eu tomei uma taça de vinho enquanto conversávamos me senti mal e decidi ir embora... Achei que o cansaço e o vinho não tinham sido uma combinação muito boa, ele se ofereceu para me levar em casa alegando que você não gostaria nada de saber que ele havia me deixado ir para casa naquelas condições sozinha... E eu não estava bem, mal conseguia dar um passo... Jane eu juro que se soubesse o que aconteceria nunca teria aceitado que ele me levasse... Chorava tanto que estava perdendo fôlego. — A ultima coisa que lembro foi entrar no meu carro. Acordei no outro dia, nua, zonza com o Casey na minha cama... Jane meu mundo acabou ali. Você não sabe como me senti... Como ainda me sinto... Quando vi o que tinha acontecido soube que tinha perdido você.
– Casey me contou outra historia. Falou simplesmente parecia sem reação.
– Não sei o que ele disse, mas eu não posso mentir Jane então podemos sentar e esperar para ver se aparece alguma urticária em mim.
– Esta dizendo que ele mentiu para mim. Se irritou.
– Não! Estou dizendo que eu não posso mentir. Olha Jane sei que você ama o Casey e me odeia por ter feito ele te trair.
– Eu achei que amava, mas eu estava errada não consigo perdoar o que ele fez, sinto nojo só te pensar em vocês.
– Jane... Não posso pedir que me perdoe não depois do que fiz, mas eu quero que você saiba que não tive escolha. tentou pegar na mão da morena, mas ela se afastou.
– Você queria falar e eu deixei Maura. Você disse tudo o que queria, mas agora é minha vez. Se exaltou. Não sabe como foi descobrir que você tinha se entregado para ele, quando fiquei sabendo não pude acreditar por que confiava em você e sempre achei que você nunca me trairia desse jeito, eu senti raiva dele por falar de você e dei o ele que merecia, senti raiva de mim por acreditar que você seria fiel porque eu sabia que o Casey nunca foi... Eu não consigo lidar com isso... falava desesperada em uma mistura de raiva e ressentimento. Quando foi interrompida por uma Maura confusa.
– Espera se você não o ama, sabia que ele era infiel, não quer perdoá-lo ou me perdoar. Se não estamos esclarecendo a traição do Casey comigo. O que nós estamos debatendo aqui? Disse confusa. Quer dizer estamos falando sobre o que?
– Ah! Sim claro, você não sabe porque estamos discutindo? Estamos discutindo porque você é uma traidora desgraçada Maura. Gritou. Porque você entre todas as pessoas que eu conheço era a única que eu tinha certeza que sempre poderia contar. Estamos brigando porque apesar de você me ferir mais do que julguei ser possível eu continuo te amando. Não consigo entender porque você fez isso comigo Maur?
– Eu não tive escolha. Jane eu... eu juro nunca faria nada que te magoasse. Você sabe disso sempre te coloquei em primeiro lugar em tudo.
– Não Maura. Não me importa eu não quero mais saber de nada disso. Estava com os olhos marejados. Você não vê o que fez? Não foi o Casey foi você quem me traiu você me destruiu e continua me destruindo Maura, e eu não posso mais eu estou ficando louca só de pensar em vocês juntos. Foi para sala e deixou a loira sozinha. E sinto ódio de mim todas as vezes que sinto sua falta, que te quero comigo, me odeio por querer te perdoar... te odeio porque ainda assim você me faz te amar, te fazer sofrer me faz sofrer mais, e não posso te perdoar porque você deixou ele te tocar eu simplesmente não consigo, me desculpe Maura. Se virou para a loira com a arma na mão.
– Jane? O que você esta fazendo? Olhou a arma na mão da morena preocupada.
– Eu não posso Maura... não posso continuar assim... não posso te olhar sem ver as mãos de Casey sobre você e não consigo suportar a dor que estou sentindo... eu não agüento mais. Conferiu as balas e destravou a arma. Não posso te fazer sofrer assim por um único erro já estou cansada de me machucar e te machucar...
– Não faz isso. deu um passo em direção a morena, mas ela se afastou. Jane guarda a arma isso não faz sentido, você esta me assustando vamos conversar com calma. Se aproximou e segurou o cano da arma.
– Solta Maura isso não é com você. Disse irritada. isso é comigo eu não posso mais te fazer sofrer.
– Qual o seu problema Jane? O que você quer fazer? Me odeia tanto assim? encarava a morena chorando. Você esta me castigando há meses ainda não foi suficiente? Me entregue essa arma.
– Não Maura isso vai acabar hoje.
– Pelo amor de deus! Você quer me destruir como eu destruí você? Pare de me torturar. Olhe para mim Jane, olhe nos meus olhos. a morena levantou o olhar que estava na arma e a encarou. Se você quer fazer alguma coisa Jane... se quer atirar então atire em mim, eu sou a culpada eu trai você, me entreguei pra ele você esta sofrendo por minha culpa e eu estou sofrendo por minha culpa também. Se você quer acabar com isso então é em mim que tem que atirar. Levantou o cano da arma e encostou em seu corpo na altura do coração. Pare de me torturar Jane eu não posso mais se quer acabar com isso vai em frente, atire em mim atire porque se não fizer eu mesma farei. Gritou desesperada. Atire. Acabe com tudo agora Jane pare de me torturar eu não suporto a culpa pelo que fiz eu não agüento viver com a dor de saber que te perdi, não posso estar em um mundo em que você não exista, então vamos lá termine com tudo, faça agora Jane atire. Ordenou vendo Jane hesitar tendo certeza de que a morena não poderia machucá-la, bateu no braço de Jane que estava com a arma a envolveu pelo pescoço e lhe deu um beijo. Jane não ofereceu resistência nenhuma, mas parecia em choque aos poucos Maura abaixou a mão fazendo carinho no braço de Jane até chegar a mão da morena retirando a arma jogando no sofá e colocando a mão de Jane em volta de sua cintura o incentivo fez a morena agir puxando Maura pela cintura colando seus corpos, aprofundando ainda mais o beijo que seria o mais doce do mundo se não estivesse com o gosto das lagrimas das duas quando o beijo foi interrompido.
Jane se deitou no ombro de Maura encostando o nariz em seu pescoço respirando profundamente sentindo o perfume delicioso que emanava da loira, ainda sem abrir os olhos perguntou com a voz rouca. O que estamos fazendo Maur?
– Parando de nos machucar. colocou as mãos no rosto da morena e o levantou levemente para que ela pudesse olhar em seus olhos. Não precisa ser assim Jane não temos que nos machucar mais. Eu só quero esse momento.
– Eu também. Maur eu só quero você. Senti tanto a sua falta seu cheiro seu toque, você não podia ter se entregado ao Casey, porque você é minha. A beijou novamente.
– Eu sempre serei sua Jane, nada nunca mudará isso. A beijou de novo e foram abraçadas para o quarto.
Jane tirou a blusa de seda que cobria o corpo de Maura e beijou cada centímetro do corpo da loira fazendo carinho nos braços, barriga e no rosto de Maura quando chegou às costas fez o mesmo processo não tinha pressa, retirou o sutiã da loira e a abraçou acariciando os seios agora expostos. Maura que estava entregue aos toques e beijos de Jane, gemeu em reposta aos estímulos da morena. Maura sentia o coração acelerar nunca ninguém a tocou daquela forma com tanto carinho e amor. Jane a virou de frente novamente e lhe deu um beijo tão cheio de sentimento que sentiu o corpo amolecer e se deixou levar para a cama Jane tirou a saia de Maura e a deixou só com a calcinha em seguida retirou suas próprias roupas e se deitou por cima da loira colocando a coxa entre as pernas dela pressionando seu sexo a fazendo soltar um gemido alto. Eu quero que você sinta meu corpo no seu Maur, quero que você sinta o quanto te amo.
Horas depois Jane se jogou na cama exausta com Maura entrelaçada em seu corpo não conseguia parar de sorrir ao olhar para a loira não havia sentido nada parecido com aquilo antes, os toques de Maura em seu corpo as sensações que causavam eram únicas se sentiu desfalecer nos braços da loira e ao mesmo tempo cheia de vida. E o prazer que sentiu em possuir Maura pela primeira vez, conhecer cada detalhe do corpo da loira tomá-la pra si e fazer tudo que seu desejo mandava ouvi-la gemer seu nome. Estar com Maura era simplesmente perfeito, olhá-la agora com um sorriso no rosto parecia apagar todo sofrimento dos últimos meses. Pegaram no sono ainda agarradas pareciam sentir medo de se perderem novamente, mas se amavam e se pertenciam e agora mais nada poderia ser capaz de mudar isso.
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