Traição
20 Capitulo 20
Notas iniciais
– Mas olha que sorte a minha encontrar você! — Encarou Maura sorrindo segurando seu braço com força, vendo a loira ficar pálida.
– Casey! — Tentou soltar o braço. — Me solta! Você esta me machucando.
– Ainda não Maura, mas eu vou te machucar se não ficar quieta e vir comigo, precisamos conversar. — A loira assustada parou de resistir e o acompanhou.
Casey andava meio sem destino não sabia para onde levar à loira, imaginou tantas vezes encontrar Maura longe de Jane e ter essa conversa, nunca pensou que isso aconteceria naquela noite. Decidiu levar a médica até sua casa afinal quem iria procurar por Maura lá, nem mesmo Jane o faria, foi conduzindo a loira pelas ruas sem chamar atenção de ninguém, mas Maura começou a se agitar querendo escapar então ele usou mais força para dominá-la.
– Acho melhor você parar e me seguir quieta, ou mudo de idéia e ao invés de conversar em um lugar calmo te mato aqui mesmo.
– Eu poderia gritar. — Afirmou tentando disfarçar o medo que a dominava.
– Pode gritar. Mas grite bem alto Maura, porque você terá tempo de dar um grito antes de ter uma bala na sua cabeça. — Olhou para a loira com ódio.
Assustada Maura decidiu que era melhor seguir Casey e tentar descobrir um jeito de deixá-lo calmo e se livrar o mais rápido possível. Quando entraram no apartamento Casey a jogou com força no sofá e trancou a porta, com a arma na mão encarou a loira e foi caminhando lentamente em sua direção.
– Finalmente estamos a sós. — Sentou no sofá ao lado da loira brincando com a arma. — Você não sabe há quanto tempo espero por essa conversa, Maura. — Encostou a arma no rosto de Maura e sentiu a loira tremer. — Agora, somos só nós dois, e a Jane não esta aqui para te salvar.
– O que você quer comigo Casey? — Tentava controlar a voz. — Não temos nada para conversar, mas você me queria eu estou aqui! O que pretende fazer comigo? — Perguntou querendo esconder o medo da resposta.
– Não se faça de idiota Maura! Você sabe muito bem o que eu quero conversar. — Encarou à loira, enfurecido. — Jane! Esse é o assunto que temos em comum. Eu quero você longe da Jane!
– Você está louco Casey! Me trouxe aqui para isso!? — Encarou-o indignada. — O que nós temos para falar sobre Jane? — Tentou se levantar, mas foi impedida por ele.
– Muitas coisas. A primeira delas é que quero você longe dela. A Jane é minha! — Gritou. — Você entendeu Maura? A Jane é e será sempre minha!
– Do que você esta falando!? Jane e eu não estamos mais juntas.
Enfurecido, Casey deu um tapa no rosto de Maura com tanta força que ela se virou e colocou a mão no rosto sentindo a pele queimar. — Pensa que sou idiota Maura! — Gritou. — É melhor parar de mentir, ou posso fazer coisas piores. Acha que sentirão sua falta assim tão cedo, ou melhor, que virão te procurar aqui? Está sozinha agora. É Melhor começar a falar toda a verdade para mim, ou será uma conversa difícil, e esse tapa será o menor de seus problemas. — Encarou a loira esperando uma confirmação de que ela havia entendido o recado.
– Ok! Que verdade quer saber Casey? Que tipo de conversa quer ter comigo?
– Faremos um trato então. Eu pergunto e você responde, cada vez que mentir ou tentar mentir, eu farei com que se arrependa, por isso, acho melhor que não minta se pretende sair daqui viva. — Olhava fixamente nos olhos de Maura. — Ser for boazinha, quem sabe eu posso ser legal também. Agora comece a falar Maura!
– O que você quer saber? — Decidiu que o melhor a fazer no momento era colaborar com Casey, ele estava certo. Agora ela estava sozinha não tinha muitas opções.
– O que Jane viu em você? Estava com ela enquanto nós estávamos juntos?
– Você está louco!? Nós éramos amigas e apenas isso! Quase perdi a amizade da Jane quando ela voltou, e você sabe muito bem por que.
– Acho que você gosta de apanhar não é mesmo Maura? Pare de enrolar e responda logo! Antes que eu me arrependa de te dar essa chance de falar. — Apertou com força o pescoço da loira.
– Depois do que você fez, achei que Jane nunca me perdoaria que tinha perdido minha melhor amiga por algo que não tive culpa. Pensei em contar a ela, mas desisti Jane gostava de você e não queria magoá-la ainda mais com toda essa historia. — Encarava Casey agora, sentindo toda a raiva que estava oculta dentro dela por tanto tempo. A necessidade de falar só aumentava, era a hora do confronto. — Éramos amigas! Jane era tudo pra mim... sem motivos, você fez o que fez. Nunca pensei que depois de tudo o que aconteceu voltaria a ter Jane em minha vida, muito menos que seria algo assim que mudaria minha vida para sempre. Então Casey o que você quer saber afinal!? Quer saber se tivemos um relacionamento amoroso? — Encarou-o de maneira firme sem medo algum. — Tivemos! Na realidade tivemos muito mais que isso. Jane sempre foi meu porto seguro não importava o que acontecesse eu sabia que podia contar sempre com ela, éramos mais que amigas ou irmãs. Eu não sabia ou tinha dimensão do que sentíamos de verdade porque tudo sempre foi natural, então quando Jane soube senti que tínhamos perdido tudo! Mas eu estava errada, tudo que sentíamos ficou ainda mais forte, intenso e logo não podíamos mais esconder de ninguém nem de nós mesmas que estávamos muito mais que apaixonadas. Está feliz agora?
– Está brincando comigo doutora!? — Encarou a loira serio. — Quer que eu acredite que fui eu quem uniu vocês duas?
– Não digo que você nos uniu, na verdade nem eu mesmo sei o que nos uniu, mas talvez nunca tivéssemos nada alem de amizade se isso não acontecesse. Não sei como expli... — Foi interrompida com um golpe de Casey. Novamente sentiu o rosto arder e levou as mãos cobrindo a região do golpe, mas agora além da dor sentiu o gosto de sangue. Afastou as mãos do rosto chorando vendo o sangue.
– Vadia! Acha que sou algum palhaço? — Gritou. — Esta brincando comigo Maura? Eu mato você! E ainda diz que não estão juntas doutora, Não minta para mim! — Estava descontrolado. — Onde nessa sua historia de conto de fadas vocês estão separadas?
– Você! — Gritou. — Saber de tudo acabou com a Jane e comigo Casey... e ver você aquele dia nos destruiu... Não tenho por que mentir. — O encarou chorando. — O que quer com tudo isso Casey? Quer me matar? Então me mata logo, vamos! Me mata Casey! Quer me torturar? Me punir? Ainda não foi suficiente tudo que já fez? Então vamos lá! Termine o que começou porque nada vai mudar o que eu sinto pela Jane. — Encarou Casey agora descontrolada numa mistura de raiva, tristeza e revolta.
– Sua puta! Cale-se agora. — Gritou batendo a arma na cabeça de Maura com força a fazendo desmaiar com o golpe.
Desgraçada! — Olhava Maura desmaiada no sofá pensando no que faria a seguir. A conversa saiu do controle, mas isso não seria um problema examinou a loira confirmando que ela ainda estava viva. — Foi você quem pediu isso doutora, mas isso não acaba aqui estarei esperando quando acordar e vamos terminar o que começamos. — Disse com desprezo.
[***]
E assim Casey viu as horas passarem um novo dia começar e nada de Maura acordar. Já estava ficando impaciente com a demora, sacudia a loira, gritava, dava tapas em seus braços tentando fazê-la acordar e nada até que desistiu... Casey sabia que Maura ainda estava viva verificava de hora em hora, mas nada dela acordar. Quando passou das duas da tarde, ele perdeu a paciência. — Vamos lá Dra. Isles esta na hora de acordar temos assuntos inacabados e já estou entediado aqui sozinho. — Falava com ironia enquanto pegava Maura pelos cabelos e a mergulhava numa bacia com água tentando acordá-la.
Depois de ser mergulha muitas e muitas vezes Maura finalmente acordou e Casey sorriu. — Finalmente doutora já estava ficando cansando, creio que já descansou bastante e podemos terminar o que começamos.
– Você é louco! — Disse ainda sem fôlego. O que ainda quer comigo Casey? Me mata logo e acaba com isso de uma vez, eu não agüento mais, vamos parar de fingir que não é isso que você realmente quer.
– Está errada Dra. Isles não quero te matar. Tudo que eu quero é você longe da minha Jane, E para conseguir isso farei tudo que for necessário. — A encarou serio. — Jane é minha e você se recusa e deixá-la livre para mim então me diz como vai ser Maura?
– Já disse que Jane e eu não temos mais nada Casey o que mais quer que eu faça!? — O celular de Maura tocou e Casey o tirou do bolso.
– É muito difícil acreditar em você Maura quando a Ângela não para de te ligar a horas. — Virou o visor para que a loira pudesse ver quem estava ligando. — Então... Já que você e Jane terminaram não tem motivos para Ângela te ligar, a menos é claro, que ela esteja preocupada. — Afirmou pensativo. — Por isso vou deixar que fale com ela bem rápido e me livre desse problema. — Entregou o celular a Maura e ficou encarando com a arma na mão em silencio enquanto ela falava com Ângela de maneira natural afirmando estar tudo bem que estava resolvendo uns problemas e depois elas conversavam.
E assim as horas foram passando Casey tinha momentos calmos e outros de total descontrole e Maura tentava com toda paciência possível convencê-lo de que aquilo era uma loucura. Estava quase o convencendo a libertá-la quando Jane ligou a primeira vez, e tudo foi por água abaixo, Casey se descontrolou totalmente e voltou a agredi-la dizendo que era uma mentirosa e que só sairia de lá morta, depois de muitas ligações perdidas de Jane Casey decidiu que era hora de acabar com tudo aquilo se Jane queria Maura iria vê-la morrer na sua frente sem poder fazer nada, era isso que merecia depois de ter o traído com a loira.
– Esta na hora de convidar Jane para nossa conversa não é mesmo Dra. Isles? — Encarou a loira e ligou para Jane.
– Que diabos! Maura onde você se meteu? Nós precisamos conversar.
– Sim meu amor, nós precisamos sugiro que venha me encontrar sozinha. — Afirmou com ironia.
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