Traição
21 Capitulo 21
Notas iniciais
– Onde está a Maura? O que você fez com ela Casey? — Perguntou de uma vez sem nem parar pra respirar.
– Maura e eu estamos conversando Jane. Mas já que você não nos deixa conversar em paz porque não se junta a nós? — Disse indiferente. — Será muito bem recebida.
– Seu desgraçado! Cadê a Maura? Eu quero falar com ela agor...
– Não Jane pode parar por ai, quem dá as cartas sou eu, se você quer a doutora de volta venha aqui buscá-la e venha sozinha. Se minha casa ficar cheia de policiais eu vou matar ela, e você não terá nem a chance de se despedir.
– Se encostar nela eu mato você! — Gritou desesperada. — Eu quero falar com ela Casey, quero saber se ela está bem. Se quiser que eu vá até você vai me dar provas de que ela esta vive e bem.
– Esta certa Jane! Diga oi para a Jane Dra. Isles. Jane não v... Já ouviu agora é melhor vir rápido e não envolver mais ninguém nisso. — Desligou o telefone deixando a morena em estado de choque por alguns segundos.
Jane estava perdida não sabia o que fazer, era uma idiota mesmo falhava todas as vezes que Maura precisava dela, mas não iria falhar com a loira daquela vez. Ela ouviu a voz de Maura sabia que a loira estava viva, sabia onde eles estavam tinha que ir salva-la daquele desgraçado... Dessa vez Maura não estava sozinha e Jane faria tudo para que a loira não se machucasse. Pegou a arma as chaves do carro e saiu correndo batendo a porta, não conseguia pensar direito em nada, o único pensamento era tirar Maura das mãos de Casey e o prender para que ele pagasse por tudo que tinha feito. Dirigia feito louca, tentando chegar o mais rápido possível tentava pensar em um plano pra tirar a loira de lá sabia que Casey não se renderia com facilidade e tudo que importava pra ela naquele momento era Maura. Assim que chegou desceu do carro já com a arma na mão verificou a rua, a entrada do prédio e entrou, foi subindo as escadas com cautela poderia ter alguma armadilha. Quando chegou na porta de Casey parou pensando no que faria a seguir, mas esqueceu tudo quando ouviu um grito de Maura. Atirou na fechadura e chutou a porta com a arma apontada para dentro gritando.
– Acabou Casey!
Casey que havia se assustado com o tiro já estava de pé segurando Maura pelo pescoço com a arma na cabeça dela. — Seja bem vinda Jane. — Sorriu satisfeito. — Agora que vai começar. — Estava usando Maura como escudo para Jane não atirar.
Quando Jane viu o estado de Maura ficou enfurecida, a loira estava com o rosto inchado roxo, a boca e a cabeça sangrando, os braços cheios de hematomas. Maura chorava sem parar olhando para ela. — Solta ela Agora! — Gritou. — Eu vou matar você Casey, se não soltar ela agora.
– Você esta muito nervosa Jane. Porque não coloca a arma no chão e chuta pra cá? Não queremos que um acidente aconteça não é mesmo? alguém pode se machucar. — Afirmou com ironia.
– Não Casey eu estou bem com a minha arma aqui, mas porque você não faz isso?
– Você não entendeu mesmo não é Jane? Solta a arma agora! Ou vou atirar na cabeça da Dra. Isles. — Apertou mais a loira e encostou o cano da arma na cabeça dela. — Você decide Jane quer ver a Maura morrer ou prefere soltar a arma?
– Não faz isso Jane, por favor! — Maura disse chorando vendo a morena levantar as mãos se rendendo. — Não!
– Tudo bem Casey você venceu. — Se abaixou devagar colocando a arma no chão se levantando novamente. — Não precisa matar a Maura, ninguém precisa se machucar mais ok!?
– Isso! Muito bem Jane foi uma escolha inteligente a sua. Agora chuta a arma pra cá. — A morena chutou a arma na direção dele e continuou com as mãos levantadas.
– Pronto Casey! Não estou mais armada você conseguiu o que queria, agora chega disso solta a Maura e me deixa levar ela para o hospital. — Falou tentando parecer calma.
– Não! Jane você não entendeu que hoje é o dia do acerto de contas. — Sorriu. — A Maura já esta morta não existe nada que você possa fazer para mudar isso, se despeça dela agora.
– Casey... Por que está fazendo isso? — Seus olhos se encheram de lagrimas. — Eu fiz tudo que você queria, não tem que matar ninguém abaixa essa arma e solta ela.
– Por que!? Se eu não posso ficar com você Jane a Maura também não vai ficar. Você é minha! — Respondeu irritado. — E essa vadia te tirou de mim, mas isso acaba agora! Eu fiz tudo por você e ainda assim você a escolheu. Se despeça agora antes que seja tarde demais.
– Não! — Gritou.
– Ok Jane! Se é assim que prefere tudo bem por mim. — Se preparou para atirar e Maura fechou os olhos. — Adeus Dra. Isles.
– Espera! — Jane pediu já desesperada não sabia direito o que falar ou fazer, mas tinha que ganhar tempo. Tentar convencer Casey que matar Maura não ajudaria ou mudaria nada. — Casey antes eu preciso dizer... Preciso falar a verdade pra você antes que você tire a vida de uma pessoa inocente.
– Então fale Jane que verdade é essa? — Perguntou impaciente, e Maura encarou a morena confusa.
– Você precisa saber que a Maura não é o problema, o problema sou eu Casey... Sempre foi. Eu achei que te amava, mas nunca te amei de verdade. Eu estava querendo me enganar e sinto muito de verdade se te fiz sofrer, mas não tem que ser assim. Matar a Maura não vai me fazer te amar, eu me envolvi com ela não vou negar, porem o que tínhamos acabou e não tem volta, ela não tem culpa dos erros que cometi com você. — Jane agora chorava e Casey parecia em estado de choque ouvindo suas palavras. — Não tenho mais nada com ela então se você a matar não vai mudar nada, mas inevitavelmente haverá outras pessoas na minha vida... Você precisa entender Casey que o problema nessa historia não é a Maura, sou eu! Eu não te amo... Nunca te amei... E nunca vou amar... E não existe nada que você possa fazer para mudar isso, mesmo se tirar a vida dela ainda assim não vou querer estar ao seu lado. Sinto muito!
– Mentirosa! Pare de me confundir Jane. — Gritou atordoado. — Vamos ficar juntos assim que eu me livrar da Maura.
– Não, não vamos. Mesmo que você se livre dela como diz, Maura não é o problema, eu sou... — Jane sabia bem o que estava fazendo agora, Casey não iria parar e ela tinha que proteger Maura de qualquer jeito, ela queria virar o jogo, mudar o foco e estava conseguindo Casey estava confuso mais algumas palavras e Maura ficaria em segundo plano. — Se você tem mesmo a necessidade de matar alguém Casey então sou eu quem você deve matar... Porque nada que você faça ou diga vai mudar o que eu sinto e me manter com você.
– Jane! — Maura finalmente entendeu o que a morena queria, Jane queria morrer no lugar dela. — Não faz isso Jane... É loucura! — Implorou.
– Não Maura! É a verdade. Você não precisa morrer aqui... Não tem que morrer por minha culpa, ele precisa saber que nada vai me obrigar a estar com ele. — Jane agora chorava já sabendo o que estava por vir.
– Esta me dizendo que nada pode mudar isso Jane? — Casey parecia pensativo. — Pois bem talvez você tenha mesmo razão matar a Dra. Isles não resolve nada se não puder estar com você.
– Então a solte Casey e acabe com isso tudo de uma vez.
– Se a soltar ela terá você. — Afirmou nervoso. — E se eu não posso ter você vou garantir que ela também não poderá. — Esticou o braço e apontou a arma na direção de Jane. — Se você nunca será minha não será de mais ninguém Jane. — tudo aconteceu muito rápido no momento do disparo Maura gritou e bateu no braço de Casey tentando desviar o tiro, mas não foi rápido o suficiente, o tiro atingiu o peito de Jane e ela caiu no chão sangrando. Maura se debatia chorando tentando se soltar para correr até Jane, que parecia desacordada. Casey a soltou rindo. — Vá doutora não há mais nada a fazer, você não ficará com ela...
– Jane! Jane! Por favor, não morre Jane. — Maura chorava em cima de Jane fazendo pressão no ferimento. — Acorda!
– Jane é minha e sempre será! Agora nós ficaremos juntos... — Apontou a arma para a própria cabeça satisfeito, e então Maura ouviu outro disparo e agora era Casey quem estava caído no chão.
– Jane.. abra os olhos... — Falava em meio as lagrimas. — Por favor! Jane...
A morena abriu os olhos lentamente como se atendesse ao pedido da loira, estava pálida sem forças queria levantar a mão até o rosto de Maura para secar as lagrimas, mas mal conseguia se me mexer. Com a voz fraca começou a falar. — Maur... eu... eu sinto muito!
– Não! Não fale Jane... precisa poupar energia. Vai ficar tudo bem. — Disse sem conseguir controlar as lagrimas.
– Maur... me perdoe? Eu amo voc... Perdeu a consciência sem conseguir terminar a frase.
– Jane!? Jane... — Tentou acordar a morena em desespero. — Não! -Gritou. — Jane!
[***]
A ambulância abriu as portas e foi uma correria no hospital Jane foi levada na maca e logo sumiu nos corredores. Maura chorava abraçada a Korsak, e Frost não sabia o que fazer andava de um lado para o outro. Logo Ângela e Frankie chegaram preocupados sem saber direito o que realmente tinha acontecido, uma hora esperando e ainda não tinham nenhuma noticia da morena. Maura se negava a receber atendimento e Ângela conversava com a loira tentando convence-la que o melhor a fazer seria deixar alguém cuidar dela, como estavam cuidando de Jane.
Depois de muita conversa Maura concordou em ser atendida, foi levada para fazer exames e depois curativos. Apesar de estar bem machucada, seus ferimentos não eram graves.
Duas horas esperando e finalmente alguém veio dar noticias de Jane. Um dos médicos q estava cuidando de Jane se aproximou deles e seu rosto parecia preocupado.
– Tenho noticias de Jane Rizzoli. — Olhou para Ângela. — A senhora é a mãe dela? — Ângela afirmou com um gesto de cabeça chorando. — Infelizmente senhora não trago noticias muito boas, Jane esta em cirurgia nesse momento. Estamos fazendo tudo que podemos para salva-la senhora, mas ela perdeu muito sangue e o tiro mesmo não tendo atingido o coração passou muito perto e fez um grande estrago por onde passou. — Disse com pesar. — Nós faremos todo o possível para reverter o quadro dela, mas devo informar que é uma situação complicada, assim que possível voltarei para dar noticias. Agora devo voltar para ajuda-los. — Foi embora deixando todos mais preocupados ainda.
Depois de seis horas de espera finalmente eles viram o medico novamente acompanhando de outras duas pessoas, andando na direção deles todos com o rosto cansado, abatidos. Se aproximaram e então o medico começou a falar.
– Foi uma cirurgia complicada, o tiro causou muito dano na artéria pulmonar e aorta da Jane, fizemos todo o possível.
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