Traga-me Para A Vida
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Bem... vamos à leitura do novo capítulo. Espero vocês lá embaixo, para os comentários finais.
Grande beijo e... não me canso de agradecer. Obrigado por seguirem.
Fênix
As persianas começaram a levantar na mansão, o último raio de sol sumia no horizonte. No escritório do Rei os Irmãos ocupavam suas posições como de costume. Z. ficava em frente da lareira com um dos pés apoiados, Phury e Raghe sentados no sofá de dois lugares, V. e Butch no outro sofá do lado esquerdo e Thor estava recostado na poltrona velha, aquela toda reforçada. Lassiter não estava presente, não era costume deixarem o anjo participar das reuniões, principalmente aquela que trataria de um tema muito incômodo.
Escutaram o som de passos fortes no corredor e todos os Irmãos ficaram em silêncio. Alguns segundos depois ele adentrava ao escritório. Sua presença era imponente, suprema. Sempre trajando muito couro, com seus cabelos negros longos, óculos escuros e fisionomia cruel. Ele nascera para ser Rei com toda certeza, mas também era um Guerreiro forte e mortal. Sentou-se no trono, saudou os Irmãos e foi direto ao assunto.
- Fale V. o que descobriu?
- Meu Rei a história é longa, então tentarei ser objetivo, depois se quiser ler o dossiê que montei com todas as informações mais detalhadas poderá fazê-lo. No momento apresentarei as mais importantes, preciso mostrar algumas imagens, então vou acessar a Internet.
V. havia levado seu Ipad, seria mais fácil. O aparelho poderia circular por toda a sala e os Irmãos não precisariam ficar todos espremidos para visualizar as imagens e documentos que ele queria mostrar. Começou a descrever minuciosamente os fatos mais relevantes que tinha encontrado. Comentou o incidente de Chicago e então mostrou a primeira evidência.
A frase “Trevas, a maligna vive”, escrita no idioma antigo.
Conforme Vishous explicava formava-se uma inquietação poderosa no escritório. Os Guerreiros ali presentes ouviam, mas não acreditavam que uma humana abstente do mundo deles soubesse tanto. O relatório continuava e a comoção crescia, até que ele mostrou fotos dos desenhos da mãe de Lisa sobre um guerreiro tatuado que tinha ao seu lado um dragão e o caderno com a frase inconclusiva.
O Guerreiro da Luz hesitará e a maligna revelará as trevas na era 28. O Guerreiro da Luz hesitará e a maligna revelará as trevas na era 28. O Guerreiro da Luz hesitará e a maligna revelará as trevas na era 28. O Guerreiro da Luz hesitará e a maligna revelará as trevas na era 28. O Guerreiro da Luz hesitará e a maligna revelará as trevas na era 28. O Guerreiro da Luz hesitará e a maligna revelará as trevas na era 28. O Guerreiro da Luz hesitará e a maligna revelará as trevas na era 28.
- Pela Virgem Escriba, o que... Phury não teve tempo para concluir a pergunta.
Wrath deu um murro na mesa que fez todo o ambiente tremer, o escritório mergulhou em um inverno profundo, o frio era cortante. O rosto do Rei era puro terror, ele tirou os óculos e seus olhos cintilavam ódio e profunda repulsa.
- Vá atrás dela V., leve Butch. Arranque tudo que puder dessa vagabunda e se em algum momento sentir que ela está mentindo, traga-a para mim, eu mesmo a matarei.
No exclusivo clube Double Seven no bairro de Meatpacking em Nova York, os mais de 800 convidados se divertiam ao som do DJ David Guetta, tudo estava primorosamente organizado, nenhum erro, nenhuma falha. No momento que as portas se abriram e Lisa pisou na boate, os três grandes telões começaram a exibir o seu clipe. Todos aplaudiam freneticamente. Mas ficava a dúvida se os aplausos eram para o videoclipe ou para a anfitriã que encontrava-se deslumbrante em um vestido preto, sem alças que marcava seu corpo perfeito e irradiava sua beleza exuberante. Ela era o exemplo da perfeição no corpo de uma mulher.
- Lisa, venha. Por aqui, nossa mesa está ali.
Bob, seu empresário estava realizando um evento grandioso. A melhor champagne, o melhor uísque. Não havia limites. Caminhou ao seu lado até a mesa marcada. Todos a olhavam, todos queriam se aproximar e falar com ela. Não importava se eram conhecidos ou totalmente anônimos. Uma única foto com Lisa naquela noite poderia transformar uma garota comum em uma renomada modelo pela manhã, e isso era algo que estava na mente de Bob, afinal coladas nele serpenteavam duas “garotas”, uma loira e outra nem tanto. Se ele pudesse lucrar algo mais com elas do que apenas sexo, porque não?
- Então como se sente?
-Bem, porque a pergunta Bob?
- Estou me dando conta de que talvez eu estivesse errado sobre como interpretei essa sua loucura com o homem dos sonhos.
- Bob, por favor, pare! Isso não é mais da sua conta, aliás, nunca foi. Vamos continuar no profissional, senão nem isso sobrará entre nós. Faça o seu trabalho e ponto. Agora se me der licença vou cumprimentar alguns amigos e sentar com Anne na outra mesa, logo ali. Fique com suas “meninas” elas precisam de você, eu não.
Virou-se e caminhou altiva e segura. Por onde passava via rostos conhecidos e alguns, podia dizer que eram amigáveis. Apesar de ser “A NOITE” ela não era especial pelo seu sucesso pessoal e sim pelo que aconteceria depois. Lisa tinha a convicção de que o Guerreiro viria ao seu encontro e assim como um dia nasce após o outro, ela também possuía a clareza de que talvez não pudesse ver o amanhã. Talvez morresse naquela noite.
Butch estacionou o Escalade quase em frente ao portão da casa, V. soltou o mhis. O plano traçado seria executado perfeitamente. Assim que qualquer carro adentrasse pelo portão eles o seguiriam, precisavam do carro para retirá-la de sua casa. A dúvida era se a levariam para o Rei ou se sumiriam com seu corpo, mas isso não cabia a eles resolver.
- Quanto tempo mais essa mulher vai demorar? Deus, não aguento mais ficar sentado apenas esperando.
- Calma V. agora falta pouco. Afinal estamos há quase 5 horas.
- Chega, vou entrar. Você fica aqui e segue o combinado.
- Wrath disse para não deixar você sozinho, cara.
- Mas que droga Butch, só vou entrar na casa e ver se encontro alguma coisa, não sou sair por aí.
- Ok, vou confiar em você, portanto não me meta em confusão com o Rei.
V. se desmaterializou e em um segundo estava na sala. Tudo muito arrumado, tudo muito bege. Não parecia realmente um lar, era impessoal demais. Olhou para a grande escadaria e resolveu procurar pelo quarto dela. Logo percebeu que não havia ninguém dentro da casa.
Vozes do lado de fora desviaram a sua atenção, mas eram apenas dois seguranças e o porteiro que conversavam enquanto tomavam um café rápido. Voltou ao seu objetivo e começou a subir as escadas. Bingo, sete quartos. Instantaneamente farejou por um odor ou perfume mais acentuado e então foi direto para a última porta do lado esquerdo.
Entrou. O quarto era amplo, mas tinha muitos móveis. Cama, sofá, poltronas, mesinhas, criados mudos com muitas gavetas, enfim, começou a procurar por alguma pista, nada! Resolveu olhar no “closet”. Aquilo foi uma surpresa, era imenso. Roupas das melhores grifes amontoavam-se por todos os espaços. Vestidos e saias de todas as cores e estampas, camisas e camisetas coloridas e lisas, calças jeans... quarenta, até chapéus não faltavam. Os sapatos ocupavam uma boa parte das prateleiras do teto ao chão e alguns ficavam sobre o carpete, por não haver mais lugar onde guardá-los. Uma fileira de gavetas do lado esquerdo chamou sua atenção. Foi abrindo e descobrindo acessórios de todos os tipos e tamanhos. Depois revelaram-se as lingeries. Uma gaveta apenas com peças cor da pele, outra totalmente em branco, outra em tons de vermelho, mais uma só com preto e a última com estampas e coloridos de todos os tons.
Mas pra quê essa humana precisa de tudo isso? – pensou ele, já com a paciência por um fio. Aquilo não estava ajudando era só tempo perdido. Solitária em uma prateleira jazia um baú antigo em mogno, tinha detalhes em prata de lei e um curioso entalhe em sua tampa, o desenho de um dragão e ao seu lado um homem olhando para a besta. V. pegou a caixa, mas não teve tempo de abrir. Seu celular vibrou anunciando o que ele já sabia. Ela havia chegado.
Já passavam das 4:00h da manhã quando Lisa chegou em casa acompanhada por Nick e Anne. Ela estava radiante por seu sucesso e reconhecimento profissional e frustrada porque seu homem continuava um “desconhecido”. Não tinha aparecido na festa, não fora procurá-la.
Ela caminhou pelo jardim e olhou para a piscina, pensando com seria bom nadar um pouco. Poderia pensar com calma na situação e amenizar suas expectativas sobre um encontro relâmpago, como se ele pudesse encontrá-la do dia pra noite? Talvez não estivesse nem no país, poderia estar em qualquer lugar do mundo. Como ficou parada no mesmo lugar, Anne veio ao seu encontro.
- Lisa... o que foi?
A pergunta puxou-lhe para a realidade.
- Nada. Só estava olhando a piscina, mas vou deixar o mergulho para mais tarde.
- Acho uma boa escolha.
- O que eu preciso mesmo é de um banho e algumas boas horas de sono.
- Todos nós.
- Anne, fique aqui esta noite. Durma em um dos quartos de hóspedes. Deve estar tão cansada quanto eu.
- Não quero abusar. Nick vai me levar pra casa.
- Deixa disso garota, tenho um monte de quartos sobrando, escolha um e tenha bons sonhos junto com seu namorado. Boa noite.
Lisa atravessou a sala e curiosamente seus olhos caíram sobre a parede onde faltava o espelho que havia se quebrado, balançou a cabeça pelo sentimento de perda do objeto, mas não parou. Subiu as escadas e foi direto para o seu quarto.
Abriu a porta, entrou e esticou os braços para cima com as mãos trançadas procurando relaxamento, em seguida moveu a cabeça de um lado para o outro e escutou seu pescoço estalar. Desceu do salto alto e quando pegou os sapatos para levar ao “closet”, sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Estancou. Seu cérebro enviou a ordem imediatamente.
Vire-se. Ele está atrás de você.
Virou devagar, seu corpo tremia e então... Ali estava ele, parado só esperando. O Guerreiro forte, atraente, e mortal. Totalmente vestido em couro negro. Seus olhares se encontraram e assim permaneceram por alguns segundos. Um pequeno sorriso apareceu no rosto de Lisa.
- Oi V.
Oi V.? Era isso que aquela vadia tinha lhe dito? Era dessa forma que ela achava que tudo ia transcorrer? Apenas uma conversa casual entre velhos amigos que não se viam há muito tempo? Os pensamentos fervilhavam em sua mente. Indignado avançou sobre ela, agarrou sua garganta e prensou-a contra a parede, batendo a cabeça de Lisa com força. Pelo momento de dor suas pernas falharam, mas V. não a soltou, suas presas estavam longas e bem à mostra.
- Como sabe sobre mim?
- Deus... você... é um... Vampiro! A frase saiu entrecortada devido à pressão que a mão dele exercia sobre sua garganta. O ar ficava cada vez mais escasso.
- Como sabe sobre mim? Sua voz era grave e exigente.
- Sonhos... eu tenho... sonhos.
Ele aproximou mais o seu rosto do dela enquanto apoiava a mão com a luva na parede. Estava tão louco que achou melhor escorar o corpo, senão lhe quebraria o pescoço agora mesmo.
- Responda a maldita pergunta.
Ela estava condenada, morreria naquela noite, portanto não tinha mais nada a perder. Levantou um dos braços guiando-o até a nuca dele, emaranhou seus dedos pelos cabelos e o empurrou para frente em direção a sua boca. Quando a distância diminuiu entre eles e finalmente os lábios se tocaram, ela sentiu como eram macios. Sua língua saiu e raspou naquela boca perfeita.
V. foi pego de surpresa. Estava perplexo. Quando tentou se afastar. Ela fechou a mão em seus cabelos e os puxou tentando manter o contato. Aquela ínfima pontada de dor mexeu com ele e foi notado por Lisa instantaneamente, afinal ele afrouxou levemente a mão que estava em sua garganta.
Tomada por uma descarga elétrica poderosa, ela não perdeu o momento.
- Deixe-me entrar.
Quando V. abriu a boca para lhe negar, ela entrou. Sua língua deslizou para dentro. Beijou-o profundamente procurando desesperadamente por sua língua. Quando a encontrou sugou-a eroticamente. Tomou para si todos os cantos daquela boca, todo o gosto daquele homem. Quando chegou às pressas, seu corpo já queimava. A sensação foi tão estarrecedora que ela emitiu um profundo gemido.
Então... ele respondeu ao beijo, soltou sua garganta e a trouxe para mais perto do seu corpo. Desceu a mão com a luva preta até o traseiro dela, apertando-o e o puxou de encontro ao seu corpo, enquanto penetrava sua língua com um movimento rítmico de ir e vir que simulava sexo. Ele podia sentir todo o desejo, podia farejar sua excitação.
Lisa encontrava-se totalmente perdida, atordoada. Deus... Precisava tocá-lo. Seus dedos começaram a descer pela gola da jaqueta de couro. Enfim tinha soltado seus cabelos, afinal ele estava respondendo. Continuou deslizando para baixo, procurando pelo zíper. Quando finalmente abriu o “fecho eclair” a jaqueta tombou ao chão fazendo um barulho seco e ele se afastou.
- O quê? Perguntou ela respirando com dificuldade.
- Não estou aqui pra isso, não gosto de humanas.
O corpo de Lisa estremeceu com a resposta, ele estava a dispensado e ainda por cima com um ar de superioridade insuportável. De repente ficou furiosa.
- Parou por não gostar de humanas ou por medo de gostar de mim? A pergunta saiu áspera e seu olhar brilhava desafiador.
-Cuidado vadia! Não sabe com quem está falando.
- Sei que é um Guerreiro e como tal não posso acreditar que seja fraco ao ponto de se afastar porque não consegue conter o desejo que sente por mim.
As mãos deles se fecharam ao lado de seu corpo acusando um movimento letal, tinha chegado ao seu limite. Sinistro e mortífero caminhou até ela e a agarrou pelo braço.
- Não sinto nada por você além de repulsa. Queria ver até onde chegaria com esse teatro. Não pense que está me seduzindo, apenas lembre-se que eu sou o cara mau que vai te matar.
O coração de Lisa disparou. Aterrorizada sua respiração se tornou tão difícil que foi obrigada a puxar o ar, não sentia seu corpo. Com um movimento desesperado ela o empurrou para trás. V. se desequilibrou no momento que pisou numa das pistolas Glock que estavam em sua jaqueta jogada ao chão e caiu sentado sobre o sofá.
No mesmo instante ela o montou. Posicionou uma perna de cada lado em seu colo. Colocou as mãos sobre seus ombros e notou uma espécie de colete a prova de balas, só que naquele tinham adagas, talvez ele a matasse com elas. Mesmo tendo tal pensamento e supondo que estaria certa começou a remexer o quadril. O vestido preto justo que estava usando foi forçado a subir de qualquer jeito e só parou quando chegou a sua cintura, revelando uma calcinha de renda minúscula.
- Sei que vai me matar.
- Sim, eu vou.
- Mas também sei que está excitado. Então encare isso como o último pedido de um condenado. Preciso de você... tenho que terminar.
Suas mãos foram descendo até encontrarem o botão da calça de couro. Abriu, desceu o zíper e sentiu a dura e grossa ereção. Ela ofegou e suspendeu seu corpo, atirando a cabeça para trás. Naquele momento V. olhava para ela completamente assombrado. Como aquela humana que estava prestes a morrer continuava a querer sexo? E porque estava tão dividido entre o parar e a aceitação dos toques dela? Sim, poderia deixar rolar e esquecer toda aquela porcaria sobre Butchpelo menos naquele momento. No final ela seria apenas mais uma com quem ele havia trepado. Pensando dessa maneira permitiu “sentir”. Inclinou-se sobre ela buscando seus seios. Mas antes que pudesse alcançá-los ou lhe tirar o vestido ela baixou o corpo e suas mãos chegaram a sua ereção agarrando-o fortemente.
V. só entendeu o que ela faria, quando ficou ajoelhada entre suas pernas e baixando o rosto tomou seu membro na boca. A primeira reação dele foi se afastar, nunca permitia tal aproximação, era muita intimidade e ele não era íntimo de ninguém. Mas então ficou chocado com o ato que se seguiu. Procurando uma posição mais cômoda entre suas coxas Lisa pegou a jaqueta dele sob a qual estava ajoelhada e onde uma das pistolas automáticas incomodava seu joelho e jogou-a para o lado.
O quê? Aquela arma poderia salvar sua vida, mas ela nem sequer pensou em pegá-la, muito menos usá-la. Afinal o que aquela humana pretendia. Irritado consigo mesmo V. respirou fundo e pela primeira vez sentiu o cheiro que exalava da mulher.
Ajoelhada entre suas coxas e com suas mãos masturbando-o com firmeza, Lisa só pensava em lhe proporcionar prazer, ele era tão macio, sem pelo algum. Encontra-se insana e maravilhada pela oportunidade que se criou, esperou pelo olhar dele calmamente. Respondendo ao seu chamado Vishous encarou-a.
E, então, ela introduziu novamente o membro em sua boca. Ele apertou o braço do sofá como se fosse esmagá-lo, um calor escaldante tomava conta de todo o seu corpo, sem nenhuma repressão permitiu que ela continuasse, mas não permitiu que a calça baixasse mais do que já estava. Não queria que ela soubesse que era parcialmente castrado.
Lisa não parou. Movia sua boca em um ritmo avassalador descendo até a base consumindo-o por inteiro. A sucção e as lambidas tornaram-se compassadas e ela assumiu o controle sentindo o prazer dele cada vez mais perto, cada vez mais urgente. Acelerava quase o levando a loucura e depois diminuía o ritmo como se quisesse prolongar ao máximo tal momento. Instintivamente V. segurou-lhe a cabeça com as mãos apertando-a contra ele sentindo seu membro mais fundo na boca dela. Ele estava quase lá, não aguentaria por muito tempo. Tentou tirá-la de onde estava para poder penetrá-la fundo, mas ela resistiu e sem nenhum pudor ainda acelerou o ritmo descaradamente.
- Pare... – ele gemeu. — Vou gozar... – jogou a cabeça para trás e puxou o ar profundamente.
Ela não se permitiu parar e as ondas de prazer chegaram poderosas e intensas. Seu clímax estava carregado de uma energia devastadora que fazia seu corpo convulsionar enquanto seus fluídos se despejavam e inundavam aquela boca quente. Suas contrações pareciam não ter fim, Uma, duas, três... com a respiração descompassada ele ronronava como um animal, puro êxtase.
Lisa levantou a cabeça procurando pelo rosto do Guerreiro. Seus olhos brilhavam como diamantes, suas presas estavam alongadas. Ele era espetacular, ele era puro tesão.
Então acabou. Ela sentiu uma pontada em seu peito e pensou que o tempo com ele havia findado. Levantou-se e puxou seu vestido para baixo de maneira a esconder sua calcinha, seu corpo, ajeitou o cabelo. Com o silêncio Lisa começou a se sentir pequena, precisava ficar sozinha, mas esperou que ele lhe dissesse algo. Ele não pronunciou uma única palavra, sequer permitiu-se olhar para ela, só erguia a calça de couro.
- Não quero conversar. Não temos nada para falar.
Ao ouvir o que ele disse, ficou incrédula e confusa. Como sabia o que ela estava sentindo ou pensando naquele momento, a não ser que...
- Você pode ler meus pensamentos?
Antes que pudesse responder seu celular vibrou, enquanto atendia V. se refazia do sexo. Terminou de puxar a calça para cima e fechou o zíper. Abaixou, pegou sua jaqueta que estava no chão e a vestiu, conferiu as armas e quando desligou, seu rosto tinha voltado a ser de um matador cruel e implacável.
- Você vem comigo.
- Para onde vai me levar?
- Não precisa saber.
- De jeito nenhum. Não irei com você ao menos que me diga para onde vamos.
- Eu vou para casa e você para o inferno.
Butch apareceu perto da janela e olhou direto para V.
- Ei, meu camarada. Podemos ir?
- Sim, já.
- Espere, posso deixar um bilhete para que meus amigos não fiquem preocupados?
V. levantou a mão aproximando-se dela, agarrando-a sem dó.
- Claro. O que mais quer fazer? Uma mala? Escute aqui vadia, não vai para uma viagem de férias. Não haverá volta pra você. Será que é tão burra que ainda não entendeu?
Droga estava aterrorizada, ia desmoronar a qualquer minuto. Lisa levou as mãos ao rosto tentando conter suas lágrimas. Com a cena passando diante de seus olhos Butch interviu.
- Hei... V. vai com calma.
Butch olhou para Lisa com um semblante enigmático e voz austera.
- Escreva o bilhete e faça que a desculpa por sua ausência seja convincente.
- Já está escrito. Eu já sabia que viriam Butch.
Eles se olharam, enquanto Lisa pegava o bilhete na gaveta do criado mudo e o colocava sobre sua cama.
- Ainda não – disse V. – preciso ler.
- Como sabe o meu nome? Não me apresentei.
- Sonhos... e sei da Luz que os envolve, ela emana de V. e também que ele está cego, ou seja, sem suas visões.
V. olhou para Lisa e ela olhava para Butch, não se atreveria a encará-lo. Aquilo era muito revelador. Assustadoramente mais íntimo do que o sexo oral que tinham compartilhado há poucos minutos.
- Merda V., quem ou o que ela é?
- Tenho algumas suposições, mas... ainda não sei.
Quando acabou de ler o bilhete e constatar que estava tudo mais que certo. Lembrou-se de pegar o antigo baú de madeira. Lisa ficou branca, todo o seu sangue sumiu, com olhos arregalados partiu pra cima dele, tentando tirar a preciosa caixa das mãos de V..
- O que vai fazer com isso? Devolva é muito valioso para mim. Por favor...
- Não é mais... e cale-se, ninguém quer ouvir a sua voz.
Com um movimento rápido virou-a de costas e puxou um de seus braços para trás, torcendo-o. Estava imobilizada. Lisa gemeu de dor, mas ele não cedeu o aperto.
- Butch veja o entalhe na tampa dessa caixa, curioso não acha?
Ao pegar o baú, Butch se surpreendeu...
- Mas o que está acontecendo aqui? O que tem dentro?
- Ainda não abri. É melhor irmos andando só temos uma hora antes do amanhecer tira. Ela vai comigo, vou pegar um dos carros. Assim tudo se encaixará.
Butch balançou a cabeça afirmativamente e se desmaterializou.
- Como ele faz isso?
V. soltou o braço dela, empurrando-a para frente com força e não respondeu. Ela quase caiu desequilibrando-se, mas então olhou para seus sapatos de salto e começou a calçá-los. Sem se conter ele pronunciou mais uma frase venenosa em meio a um sorriso de desprezo.
- Sabe é surpreendente. Está indo em direção ao fim e se preocupando em colocar seus sapatos. Você é patética.
Foi à vez dela não lhe responder, seu ego estava destruído. Se arrependeu de ter lhe proporcionado prazer e de ter fantasiado sentimentos. Atirou-lhe a chave do carro. Ele pegou o objeto no ar. Saíram do quarto e andaram até a garagem sem nenhum problema.
Quando acionou o alarme as portas da Mercedes SLR MacLaren Roadstar prata, destravaram-se.
- Você só pode estar brincando? Que tal um carro menos chamativo, cretina.
Então chegou a hora dela responder-lhe.
- Estou indo em direção ao fim, como você mesmo disse. Portanto vou bem vestida e no meu carro particular, aquele que eu tive que trabalhar muito pra conseguir. Se não gostou da minha escolha... vá até a cozinha e pegue qualquer outra chave, tem mais cinco carros nessa garagem.
Ela avançou até alcançar a porta do motorista. Quando ia entrar no carro, parou, virou-se para ele e terminou dizendo.
- Mais uma coisa, faça um favor a nós dois. Pare de me dar ordens não está falando com uma de suas fêmeas submissas, você não é meu dhono. Isso não funciona comigo.
Entraram no carro, passaram pelo portão e depois de aproximadamente 1 km, V. assumiu o volante e colocou Lisa em sono profundo. Butch estava bem atrás dele.
Seus pensamentos desorganizados se misturavam com sentimentos de ódio, desprezo, antipatia e assombramento. Mas que... droga. Ela sabia tanto sobre ele. Como era possível? As visões, a luz no momento de comunhão entre Butch e até suas preferências sexuais. Por isso ela foi até o Commodoro. Sonhos? Não... não poderia ser. Havia algo mais, mais profundo. Algo que precisava decifrar. Virou-se para ela e pousou o olhar sobre sua boca. Ah... aquela boca...
A boca que o levou ao delírio, a boca que lhe ofereceu apenas prazer e que não dispensou o consumo de nenhuma gota de seu gozo.
V. balançou a cabeça teimosamente de um lado para o outro até a imagem sumir de seu cérebro. Confuso, acelerou o poderoso carro e concentrou-se na estrada. Para a mulher ao seu lado o destino estava traçado. Ela estava à mercê do Rei da raça, a mercê de Wrath. Ele decidiria vida ou morte.
Dhono: Termo de respeito usado por uma fêmea submissa sexualmente ao se referir a seu dominador.
Mhis: Disfarce de um determinado ambiente físico, campo de ilusão.
Notas finais
E então... estão gostando?
O que acharam de Lisa e V.?
Será que tem química suficiente entre eles para superarem tudo que está por vir????
Deixem suas opiniões.
Bjs
Fênix
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