Notas iniciais
Olá minhas queridas!
Como estão? Como passaram o feriado?
Estou atrasada na postagem... me desculpem!!!
Então a gravidez de Lisa foi recebida como uma bomba atômica. É eu sei... as coisas estão realmente complicadas e difíceis para ela.
Mas vamos ao capítulo!
Sei que estão ansiosas para ver o que aconteceu.
Nos encontraremos lá embaixo!
bjs.
Fênix

O desespero tomou conta de Lisa e ela implorou...

– Não conte! Não conte para Paul... não conte.

– Qual é? Pare de chorar, lágrimas não me cativam. Pelo contrário, chorar não vai mudar a sua situação. – ela olhava para Lisa com puro desprezo – Seu homem está morto e você sem os seus poderes... os seus poderes era o que me interessava.

Évora começou a se afastar, caminhar na direção da porta.

– Espere. Vai falar para Paul que...

– Não. – ela parou e olhou sobre seus ombros – Não falarei nada por enquanto. Mas não pense que é por você ou por essa criança. É porque assim que você der a luz, seus poderes voltarão e eu enfim poderei tirá-los de você. Até lá reze para que o psicopata apaixonado não surta ao descobrir que você está gerando um maldito vampiro. Já que não poderá guardar esse segredinho por muito tempo.

– Porque você os odeia tanto? O que aconteceu?

– Não passam de assassinos... quer saber? Se Paul matar seu filho logo depois de seu nascimento eu serei uma mulher muito, muito feliz. Porque foi exatamente isso que os vampiros fizeram comigo. Eles o mataram e depois queimaram para que não sobrasse nada. Você vai sentir a mesma dor que eu senti e aí entenderá que essa raça não merece existir.

Lisa se contorceu na mesa tentando em vão se soltar.

– E tem mais... ninguém jamais conseguirá encontrá-la aqui. Este lugar sumiu do mundo graças a mim e você... você deveria ser grata. Não me tenha como sua maior preocupação, Ômega é sua maior preocupação. Ele quer ter um filho e sabe quem é que ele deseja que seja a mãe?

Os olhares se encontraram e a dedução lógica ficou estampada nas feições de ambas.

– Por isso, por enquanto, se eu fosse você... agradaria Paul. Porque você só não está nas mãos de Ômega porque ele te ama. O que acabou sendo uma escolha perfeita para os meus planos, eu só não contava com essa gravidez abominável, mas a vida é assim... cheia de surpresas. – Évora abriu um grande sorriso – Você ganhou tempo e eu... perdi. Agora se me dá licença vou sair e matar a primeira mulher que aparecer na minha frente. Preciso consertar essa queimadura.

No exato momento que terminou a frase, Paul apareceu descendo as escadas. Nas mãos trazia uma bolsa de gelo.

– Olha só... seu príncipe encantado retornou e pelo jeito já está arrependido de ter esmurrado a sua cara.

– Porra. Não vai dar certo, Évora. – As palavras saíram duramente – Não vou tolerar seu sarcasmo, sua prepotência.

– Me agradeça, eu conversei com sua Lisa e talvez ela enxergue você com outros olhos... agora vou deixar os pombinhos a sós. Tenho certeza que tem muito a conversar. – ela começou a subir os degraus – Me empresta seu carro?

– Merda... esqueci por completo. Tem uma coisa que preciso resolver. Seja lá o que for que você vai fazer Évora, irei com você. Tenho que desovar uma coisa que está no porta-malas.

Ele olhou para Lisa com fascinação.

– Voltarei logo, meu amor. E então cuidarei desse machucado que você me forçou a fazer, descanse. Se for boazinha comigo... eu a soltarei dessa mesa.

Então se virou e subiu a escadaria correndo atrás de Évora.




– Wrath, já vai amanhecer. Pode ir, eu fico aqui. – disse Butch.

Estavam na sala de espera, esperando uma cirurgia que já durava cerca de seis horas. Lassiter sentado em uma poltrona com a cabeça baixa e com os cotovelos apoiados nos joelhos. O tira estava sentado no chão, deixou o corpo deslizar pela parede no meio de uma conversa sobre o grande risco de morte que Vishous se encontrava.

Santo Deus, aquela situação não podia ser real. V. em estado crítico, Lisa desaparecida, Raghe queimado... o que mais faltava acontecer?

– Ficarei até que a cirurgia termine e que eu possa vê-lo.

– Não é seguro...

– Chega Butch, não vou discutir. Vivi muita coisa ao lado de V. para simplesmente ir para casa. – Wrath arrumou os óculos sobre uma testa franzida – Ficarei aqui o tempo que for necessário. Mas que merda... está demorando demais.

Profundo silêncio.

Ninguém queria admitir, porém nada corria bem. Vishous estava totalmente instável quando chegou à clínica. Duas enfermeiras se prontificaram e cortaram imediatamente os pulsos para que o sangue pelo menos escorresse por sua garganta já que V. encontrava-se praticamente em coma. Uma após a outra saiu da sala cirúrgica visivelmente esgotada. Pálidas como se não tivessem quase sangue em suas veias.

A demora, a espera eram asfixiantes, torturantes. Aqueles três machos tinham suas teorias de como as coisas deveriam estar dentro da sala esterilizada, mas não falavam sobre isso. Cada um entendia minuciosamente o que o outro sentia. A porta se abriu e Havers apareceu com fisionomia cansada ele respirou fundo antes de começar a explicar o que aconteceu naquelas seis horas.

– Foi forte e lutou bastante para sobreviver à cirurgia. Agora o que nos resta é esperar. O pulmão foi perfurado, então está ligado a um respirador artificial para não sobrecarregar suas funções.

– Mas ele vai viver não é Doutor? – ao mesmo tempo era uma pergunta e um pedido de Butch.

– Espero que sim, fiz tudo que estava ao meu alcance. Vamos ter essa resposta dentro de dois ou três dias se... se ele acordar.

– Quero vê-lo.

– Claro meu Senhor. Por aqui.

Havers mostrou o caminho para Wrath. Enquanto andava o próprio Rei reconheceu aquelas paredes totalmente brancas e o cheiro de álcool e iodo de quando esteve ali, também lutando por sua vida no incidente em que Beth fora sequestrada e ele seriamente ferido quando a resgatou.

Guardadas as devidas proporções a vida parecia querer repetir a história só que com outros personagens e no caso a mocinha estava desaparecida.

Ligado a várias máquinas e com um monte de tubos saindo e entrando em seu corpo Vishous estava lá... imóvel em sono profundo.

– Pode sair Havers.

– Sim, meu Senhor.

O pequeno clique que se ouviu indicava que a porta tinha sido fechada. Wrath se aproximou da cama hospitalar, tirou seus óculos e segurou fortemente na mão de V. que não carregava a maldição. Abaixou seu tronco, curvando-se sobre o guerreiro incapacitado.

– Seja forte. Eu e você ainda temos muita coisa para viver, meu Irmão. – a voz do Rei era gutural, cheia de emoção – Aguente firme e continue vivo... issoé uma ordem. Entendeu? Uma ordem. Continue vivo... continue vivo Trahyner.




– Como estou?

– Para mim tanto faz. Queimada ou não, você não me diz nada.

– Nossa, a cada hora que passa seu humor está pior. Pensei que capturando a “popstar” você encontraria a felicidade.

– Faça um favor a nós dois Évora. Cale a maldita boca, você me irrita.

Estavam em baixo da ponte de Caldwell, perto do rio Hudson. Um lugar mal frequentado, onde prostitutas baratas, viciados e mendigos habitavam sem serem notados pelo mundo ao seu redor, afinal o que a sociedade queria mesmo é que todas essas pessoas começassem a se matar mutuamente até que se extinguissem por completo.

Infelizmente para Paul o corpo do vampiro que ele mutilou pacientemente em questão de segundos estaria incinerado e não chegaria a Irmandade, já que o sol tinha acabado de raiar. Mas que porra! Pensou ele... porém não se podia ganhar todas e naquela noite Paul havia ganhado o maior presentes de todos: a mulher que amava.

Já no caso de Évora o sol não podia fazer nada. A mulher que a feiticeira tinha estripado e que teve a pele retirada jazia morta e irreconhecível no chão imundo.

Escolheu taticamente uma garota que encontrava-se completamente drogada e que dormia na sarjeta. Afinal quem sentiria falta de um tipo como aquelazinha?

Não que ela se importasse em matar pessoas que chamassem a atenção. Os noticiários não falavam de outra coisa que não fosse o desaparecimento de quatro meninas do Colégio Sagrado Coração. Escola destinada a filhos de ricos e milionários, conceituada por seu conteúdo, currículo e celebridades. Era tida como um lugar seguro, até agora!

Toda a polícia de Manhattan estava à procura dessas garotinhas. Os pais de maneira geral estavam com medo. Afinal se isso podia acontecer dentro da classe alta, o que não aconteceria como os filhos dos menos privilegiados? Era questão de honra a resolução e um desfecho feliz para o caso... e claro que esse último desejo seria impossível de acontecer.

– Agora que já estou linda novamente... – Évora sorriu maliciosamente – Pode me levar até o meu hotel?

– Voltar lá não é uma boa idéia, você sumiu depois do sequestro das meninas.

– Mesmo assim, preciso pegar uma “coisa” que me pertence e vou precisar de um quarto em sua casa para mantê-la presa.

– Uma coisa ou alguém?

Para Paul tanto fazia. O fato era que estava no seu limite e contando ansiosamente os minutos e as horas que se passavam à espera de uma oportunidade para matar Évora. Isso sim era prioridade em sua vida.

– É alguém. – dizendo isso Évora se aproximou dele.

– E porque acha que continuarei a ser seu motorista ou emprestar minha casa para um assunto que não me diz respeito? O trato era que você, só você poderia ficar por um tempo.

– Primeiro eu não pedi para que você fosse meu motorista. Eu pedi seu carro. Veio até aqui por causa do seu “probleminha” do porta-malas.

Ela se aproximou ainda mais de Paul colando seus corpos. Suas bocas ficaram a milímetros uma da outra.

– Segundo – Évora baixou suas mãos pelo corpo de Paul, até agarrar seu pênis flácido e sem vida, ele ficou estarrecido – Se me ajudar... faço seu amiguinho molenga despertar e ficar tão duro que você vai poder fuder a Lisa de todas as maneiras que imaginar e quiser. E como sou muuuuuitogenerosa... vou lhe dar uma pequena prova.

Ela começou a mover as mãos para cima e para baixo, enquanto pronunciava palavras em uma língua que ele jamais escutara. Um forte calor, uma queimação percorreu o corpo de Paul, parecia que seu coração estava bombeando novamente, podia senti-lo dentro do peito, ouvia as batidas.

Estava vivo, sentia-se vivo. Seu corpo aquecido e agora, seu pau estava completamente duro. Ereto. Pronto para o sexo.

Em meio à revelação mais bombástica da sua vida desde que tinha se tornado um redutor impotente e sem um coração batendo no peito, Paul acreditou que havia chegado sua hora de ser finalmente feliz.

Ele sorriu maleficamente para Évora, mas não se afastou das mãos delas. O que sentia era bom demais e queria mais, queria terminar. Sem perceber já estava movendo os quadris no ritmo de sua urgência.

– Quer me comer, Paul?

A resposta não precisou ser pronunciada. Ele a empurrou até deitá-la de costas sobre o capô da BMW. Abaixou suas calças, enquanto Évora também tirava as suas. Ficou maravilhado ao ver seu membro comprido, firme e pronto.

A brutalidade instintiva e sagaz explodiu em Paul. Agarrou as pernas de Évora dobrando-as e puxando-as para cima e se enterrou nela em uma única estocada. Ele gemeu e ela gritou. Estava sedento por prazer, fora de controle. Seu desespero pelo orgasmo mesclava-se com a fantasia de possessão, submissão e violação do corpo delicioso de Lisa. Não importava se estava montado e penetrado em Évora, o que importava era o momento e a certeza.

A volúpia e a agressividade transformaram Paul em um predador impiedoso e cruel. Devorava as entranhas da feiticeira com uma sagacidade insana, louco de tesão mordeu-lhe os seios e de um dos mamilos arrancou sangue, mas Évora demonstrava em seu olhar desvairado um prazer expressivo, um prazer doentio.

Quanto mais dor Paul infringia a sua parceira, mais ela se contorcia. Sua boca salivava e tinha a pele arrepiada. Ela queria marcas do abuso e do sexo voraz espalhado por todo o seu corpo e não conseguia conter seus gritos delirantes.

Ele era perfeito. Sim, perfeito para o temperamento duro, insensível e auto-suficiente de Évora. Não havia limites, moralidade ou regras para aquele tipo de ato sexual. Quando Paul começou a movimentar-se mais rápido, mais rápido... tudo beirava a loucura indigna e hedionda. O gozo liberado por ambos foi enlouquecedor, selvagem e urros dantescos de um prazer terrificante ecoaram pelas vielas daquele lugar sinistro e assustador.

Pobre Lisa... seu destino tinha sido traçado naquele agourento momento.




Raghe estava deitado de bruços em sua cama, com as costas cobertas de sorvete de creme, que por sinal desempenhava seu papel divinamente. As bolhas já haviam desaparecido e a pele começava a adquirir sua cor rosada natural.

Mary em nenhum momento se afastou de seu amado e cuidou dele tanto fisicamente como emocionalmente, afinal a batalha tinha sido árdua e a sombra do desaparecimento de Lisa junto com a possível morte de V. deixava o passar do tempo um fardo pesado demais para se carregar sozinho.

Beth entrou no quarto carregando uma bandeja com frutas cortadas juntamente com Z. que trazia outro pote de sorvete.

– Mais uma vez obrigada, aos dois. Eu não posso...

– Não precisa agradecer. – Disse Zsadisth – Meu Irmão está melhor?

– Sim. As queimaduras estão sumindo e a dor também diminuiu.

– Graças a Deus – Falou Beth – Agora só falta Wrath...

– Estou aqui shellan.

Wrath adentrou e foi até Beth beijando-a de um lado e depois do outro do pescoço, cumprimentou Z. e Mary com um olhar e dirigiu-se até Raghe. O loiro esboçou um sorriso ansioso.

– Como V. está meu Senhor?

Sentou-se numa poltrona que foi colocada ao lado da cama do casal e balançou a cabeça.

– Droga Raghe, ele não está bem. Nada bem.

A Rainha levou as mãos ao coração como se estivesse sentindo dor. Wrath identificou imediatamente seus sentimentos e esticando os braços chamou-a para si, aconchegando-a junto ao corpo.

– Havers foi direto ao dizer que não sabe se Vishous vai acordar e que tudo é uma questão de tempo.

Como o silêncio começou a se estender mais do que devia e a tristeza também, Wrath acrescentou.

– Fico feliz em ver que pelo menos você está se recuperando rapidamente. Isso é uma boa notícia.

O olhar de Hollywood caiu em cima do Rei totalmente branco e uma voz grossa e gutural soou pelo quarto.

– Se Vishous morrer, não descansarei até que o último maldito e imundo redutor pare de respirar.

Ninguém até aquele momento tinha reparado na presença de Lassiter. Encontrava-se encostado na porta de entrada e todos olharam para ele quando balbuciou as seguintes palavras.

– Juro por Deus Pai Todo Poderoso que sua causa é minha causa. Se V. morrer eu pessoalmente arrasarei cidades inteiras se for preciso para vingá-lo. Ele salvou minha vida.



Quando chegaram à porta do The New York Palace, a confusão estava formada. Carros de polícia e uma ambulância proporcionavam um show à parte para os curiosos e paparazzis que perambulavam pela cidade, ávidos por escândalos e notícias trágicas.


– Mas que merda. Demorei demais para voltar.


– Do que se trata dessa vez?


– Deixei uma garota em coma. Para que não me causasse problemas, mas parece que alguém do Hotel a encontrou e...


– E porque faria isso? – ele a olhou com um brilho diferente no olhar – Pelo pouco que lhe conheço, eu arriscaria dizer que você não deixa sobreviventes para trás. Então, porque a garota é tão importante?


– Preciso saber para onde a estão levando.


– Ela é uma feiticeira, como você e Lisa, não é?


Évora estava perplexa. Tinha que admitir, Paul era inteligente e astuto. Deduzia as coisas rapidamente e essa conclusão deveria inspirar nela cuidados extremos, deveria ficar em alerta. Só que não pôde deixar de admirá-lo por um breve segundo.


Porra, o que estava fazendo? Permitindo-se envolver? Por causa do sexo à pouco? Não... claro que não!


– Sim, ela é uma de nós e eu tenho que colocar as mãos nela outra vez. Essa garota é o meu futuro.


– Mas não será agora. – Paul deu partida no carro – Vamos para casa.


Não falaram muita coisa no caminho de volta. Somente o bastante para esclarecer alguns pontos sobre Julia, porém nada de muito revelador ou importante.


Era visível a empolgação e ansiedade em Paul. Parecia uma criança que sabia que o presente sonhado por muito tempo enfim estava chegando. Não podia se conter e trazia nos lábios um sorriso no mínimo idiota.


Quando o portão da garagem finalmente baixou, ele já havia saltado do carro e entrado pelo corredor rumo a seu antigo quarto. Aquele que usava habitualmente quando sua família ainda estava viva.


Évora só ouviu o barulho do chuveiro. Ele estava tomando banho. Ele estava tirando o cheiro dela e os resquícios do sexo que haviam compartilhado antes de ir até Lisa. Antes de tomá-la para si.


Merda... que merda! Pensou confusa e desesperada.


– Estou pronto.


Com uma toalha envolta na cintura e os cabelos pingando ele surgiu na frente de Évora e claro que queria sexo, muito sexo... e não com ela.


– Agora, sou eu que vou lhe fazer um pedido.


– Já sei, quer que eu faça a mágica do “pau duro” – ela balançou a cabeça desgostosamente – Não é?


– Depois. Quero que vá até Lisa e a prepare para mim. Mande que tome um banho, que se lave adequadamente e quando estiver pronta, me avise.


– Ok.


Virou-se e foi logo para o alçapão e para a escadaria. Porque aquilo lhe irritava tanto?


– Ainda está chorando? – sua voz apresentava uma irritação ácida – Chorar não vai trazer seu vampiro dos mortos.


Aproximou-se da mesa de tortura e começou a soltar as tiras de couro que prendiam o corpo de Lisa.


– O que está fazendo? Porque está me soltando? Você vai...


– Não... não vou ajudar você a fugir. Só pensei que gostaria de tomar um banho.


– Sim... obrigado.


– Você é mesmo uma estúpida, não é?


– O quê? – Perguntou Lisa olhando as marcas roxas em seus tornozelos e pulsos deixados pelas amarras.


– Cale a porra da boca e venha comigo.


– E essa coleira?


Puxava duramente com os dedos envoltos na tira de couro e procurando o fecho, mas não conseguia abrir. Parecia que aquele adorno tinha sido costurado para permanecer em volta do pescoço que estava... e para todo o sempre.


– Isso fica onde está. E a argola pendurada serve para prender esta corrente.


Quando conectou a corrente que media aproximadamente uns três metros ao elo, Lisa transformou-se em um animal, um escravo, um objeto... só que não fazia ideia para que seria usada. Um puxão violento a fez caminhar rumo ao banheiro.


Foi Évora quem baixou o zíper do vestido abrindo-o ao meio. Sem demonstrar e escondendo o olhar, examinou-lhe o corpo perfeito procurando por imperfeições que não existiam.


– Entre no Box e banhe-se.


Ficou claro que não ia ter direito a nenhuma privacidade. Mas obedeceu e quando a água quente tocou seu corpo, Lisa se deu conta de que não esperava por mais nada. Tanto fazia a água estar quente ou fria, que o dia fosse ensolarado ou chuvoso e que as estações do ano fossem verão ou inverno. Perder Vishous havia lhe tirado... tudo. Não conseguia sentir absolutamente nada senão um luto pungente e lancinante.


Pouco tempo depois fechou o chuveiro, secando-se com uma toalha branca. Lisa ainda tentou enrolar a toalha em seu corpo, mas Évora que assistia a tudo encostada na parede azulejada perto da pia não permitiu.


– Assim já está bom.


Arrastando a ponta da corrente pelo chão, ela nem precisou puxar sua prisioneira. Voltou para o porão enquanto fazia uma ligação em seu celular. Só foi preciso o soar de um toque. Em questão de segundos os passos de Paul foram ouvidos descendo os degraus.


– O show vai começar Lisa Hendrix! Boa sorte, vai precisar.


Paul estava completamente nu e flácido também. Ele tomou a corrente das mãos de Évora.


Não... ele era impotente. Não era o que aparentava ser... de jeito nenhum. Pensou Lisa incrédula.


– Faça Évora – Seu olhar queimava, não conseguia desviá-lo de sua amada que totalmente nua esperava por ele. – Agora!


– Só se eu puder olhar.


O pedido, ou melhor, a condição foi uma bomba. Aquelas que explodem porque terroristas sem coração acham que matando inocentes podem consertar o mundo impondo seus ideais religiosos.


– O quê foi que disse?


– Você entendeu muito bem. – E ela se sentou na poltrona de veludo vermelho – Quero assistir, caso contrário...


Somente... faça – gritou insandecido — Não tenho tempo para discutir sobre isso... Somente faça e que seja agora.


– Venha até mim, Paul – ela sussurrou.


A mesma sensação sentida na beira do Rio Hudson sob a ponte, apoderava-se novamente de seu corpo e as mesmas palavras foram pronunciadas pela maldita feiticeira.


– Ah... sim. – Ela esfregava as mãos em seu pênis para cima e para baixo – Isso Évora... é exatamente disso que preciso.


Em segundos estava completamente duro. Afastou-se de Évora e foi em direção a mulher que realmente lhe interessava.


– Não se aproxime de mim...


– Sei que me deseja, você me disse. Falou na boate, não se lembra Lisa?


– Prefiro morrer. Por que não me mata?


Lisa tentou se afastar, mas Paul segurou a corrente fortemente e a trouxe para perto. Quando seus corpos se aproximaram ela deferiu um tapa forte que explodiu no rosto dele.


– Eu gosto disso — Falou baixo com voz rouca — Gosto de mulheres selvagens e você... gosta?


Paul nao deu nenhuma chance quando lhe devolveu o tapa. Enquanto caía sobre a mesa com o rosto ardendo e atordoada, sentiu que seu braços estavam sendo presos novamente.


– Só vou prender os braços... quero suas pernas soltas. Preciso de espaço, aqui em baixo.


Então ele lhe tocou o sexo. A desesperança e o terror tomaram o corpo de Lisa, começou a se debater.


– Não... seu monstro. Me solta... não.


– O verdadeiro monstro está morto — ele montou em cima dela e posicionou seu pênis — Você ainda não sabe... mas é minha, somente minha. E depois que eu tiver feito tudo o que eu quero fazer com você... vai entender que me pertence.



Notas finais
Então? Parece que as coisas estão ficando cada vez mais terríveis.
Um túnel sem fim e sem luz.
Não há saída para Lisa? E Vishous e Julia?
Contem-me tudo o que estão pensando.
bjs.
Fênix