Torre
8 Ato III:Torre dos Magos Capítulo 7
Quatro anos de volta ao passado, era o começo do ano e das aulas na Torre dos Magos. Gahel, com seus dez anos de idade, dormia tranquilo em sua pequena cama de madeira. Mas seus sonhos foram interrompidos com a vinda de uma das supervisoras da Torre dos Magos.
—Acorde, sua aula começa agora! —dizia ela chacoalhando o garoto —Não demore em se trocar!
Foi em seguida que a supervisora se virou e partiu para outros quartos acordando os outros alunos da Torre.
Gahel se levantou ainda com muito sono. Ele esfregou seus olhos com força e se trocou rapidamente. Era o primeiro dia de aula no ensino fundamental dele, atrasos não seriam perdoados.
Sendo assim ele saiu de seu quarto e, ao sair, ele deu de encontro com uma imensa fila formada pelos alunos do ensino fundamental. O garoto andou até o final dela e lá esperou.
O menino observava enquanto os outros alunos saiam de seus quartos ou voltavam do banheiro para se juntar a ele. Somente quando todos estivessem na fila eles partiriam para a sala de aula.
Formar uma fila para ir à aula não era um procedimento padrão da Torre dos Magos. Apenas os novos alunos deveriam formar a fila, pode se dizer que essa era a maneira em que a Torre apresentava as aulas do ensino fundamental e ensina aos alunos como chegar a suas salas.
Depois de algum tempo todas as crianças já estavam na fila, todas com exceção de uma, essa criança morava a dois quartos do de Gahel. E ele sabia disso porque vários supervisores se reuniam na frente da porta para bater e gritar o nome do aluno. Todos que estavam na fila observaram os supervisores ficarem furiosos.
Foi quando um dos supervisores abriu a porta e entrou no quarto. Os alunos esticaram os pescoços para ver o que se passava lá dentro, Gahel seguiu o exemplo dos amigos e se esticou para enxergar dentro do quarto, mas antes que ele ou os outros alunos pudessem ver algo a supervisora saiu e, segurando na mão dela, estava uma menina magra de cabelo curto e negro com uma franja branca. A menina estava com olhos vermelhos e inchados, Gahel preferiu não pensar no que havia acontecido com ela. Assim a menina seguiu para a fila ficando atrás de Gahel.
A fila finalmente começou a andar. O menino apenas observou enquanto a fila passava pelos vários pontos do andar, eles atravessaram juntos salas, corredores e escadas. Gahel, que foi criado na Torre dos Magos, nunca tinha visto essa parte da Torre, isso porque assim como os outros alunos Gahel não tinha permissão para conhecer nada além do seu quarto, somente agora o menino estava conhecendo o resto do andar da Torre. Assim o menino olhava para os lados entusiasmado, a Torre para ele acaba de triplicar de tamanho.
Em um certo ponto a fila entrou dentro de uma enorme sala oval, a sala não tinha uma única janela, a iluminação vinha das tochas penduradas nas paredes. Gahel focou sua atenção para o teto onde uma enorme pintura era iluminada pelas tochas. Por algum motivo a iluminação da sala por baixo era horrível, mas a iluminação do teto era ótima. A pintura no teto era de três homens — ou três mulheres — dois deles estavam embaixo, um marrom, quase bronze, e outro cinza, quase prata, e encima deles um dourado estendia os braços.
Enquanto Gahel apreciava a obra que era a pintura ele pode ouvir alguns soluços vindo de perto. A verdade é que esses soluços vinham desde o começo da viajem, mas o menino não os ouviu pois ele estava ocupado demais para prestar atenção em outra coisa. Assim, incomodado com o barulho, Gahel deixou de olhar a pintura para procurar pela fonte do soluço, e não demorou para ele juntar os pontos, os soluços vinha de trás o que significa que eles vinham da menina. Gahel juntou sua coragem e se virou, e lá ele viu a garota soluçando e chorando.
—Vocês está bem? —perguntou ele de forma ingênua.
Foi quando a fila começou a andar. As duas crianças seguiram os passou sem parar a conversa.
—Eu quero meus pais! —reclamou a garota ignorando a pergunta que a foi feita.
Gahel ficou surpreso. Ele se questionou se aquele era o motivo pelo qual a menina se trancou no quarto antes.
—Você tem pais? — Perguntou ele.
—É claro que eu tenho! Todo mundo tem pais! —respondeu ela surpresa com a pergunta tonta do garoto.
—Não é verdade! Eu não tenho pais, os magos da Torre é quem me criaram e me cuidaram desde bebê. Assim como todas as outras crianças daqui!
A menina ficou espantada, ela nem soluçou nesse tempo.
—Mas, eu tenho pais! —disse ela confiante —Eles me deixaram aqui para treinar, mas prometeram me buscar quando eu me tornasse uma maga!
—Então você só precisa esperar para encontrar seus pais! —disse Gahel que ao perceber que a menina parou de soluçar virou-se para frente com um sentimento de dever cumprido — pelo menos você tem alguém para te buscar.
A menina ouviu essas palavras com um tom diferente do que Gahel deu. Sendo assim ela limpou suas lagrimas e segurou na mão do garoto, forçando ele a se virar para trás outra vez.
—Eu busco você! —disse ela.
Foi quando de repente a fila parou.
—E esse é o fim de nossa excursão... —disse um dos supervisores. —Por favor, meninos para direita e meninas a esquerda.
Gahel nada pode fazer além de seguir para sua sala.
Horas se passaram e a tão aguardada hora do intervalo finalmente chegou. Gahel e os outros alunos foram levados para o refeitório pelos supervisores.
O refeitório era uma sala retangular enorme. Quando Gahel pós seus pés no refeitório sua primeira visão foi da imensa fila que vinha dos fundos até a entrada e ainda dava a volta. Gahel, ao invés de entrar na fila junto com os outros alunos, se virou e foi atrás de sua colega.
O resto do refeitório era mobilhado por largas mesas retangulares de pedra e algumas poucas pequenas mesas de madeira, os quadros cantos da sala eram preenchidos por uma estátua de cobre de uma mulher segurando uma arma, as quatro estatuas eram iguais, mas as armas eram sempre diferentes. Essas estatuas não eram únicas do refeitório, no passeio que Gahel fez pelo andar várias dessas estatuas se repetiam segurando armas diferentes. Gahel não sabia quem era ela, mas ela deveria ser importante para ter tantas estatuas espalhadas pela Torre. No teto um enorme e belo lustre de cristal refletia a luz que vinha das janelas para cima, dando um lindo efeito ao teto.
Gahel passou por todas as mesas até chegar na última mesa a esquerda, aonde ele encontrou a menina sentada sozinha em uma mesa de madeira de quatro lugares. Gahel se aproximou de mãos vazias.
—Oi! — disse ele enquanto se sentava a frente dela.
—Olá! — respondeu ela sorrindo.
E assim os dois continuaram a conversar, eles conversaram tanto que Gahel se esqueceu de comer, mas na realidade ele não se importou, pois essa conversa foi o que deu início a uma grande amizade.
Foi quando a corneta voltou a tocar. O garoto se levantou para ir embora, mas a menina o gritou antes que ele partisse.
—Espere, —disse ela. — Eu me esqueci de perguntar o seu nome.
—Meu nome é Gahel, — respondeu ele envergonhado pela falta de educação — e qual o seu?
—Irhis. — Respondeu ela.
Era fim de tarde. Gahel, após o termino da aula seguiu direto para seu quarto. Nenhum aluno tinha permissão para sair de seus aposentos depois da aula.
O quarto de Gahel era um cubo apertado. À direita, encostado na parede, estava um beliche e encostado na parede da esquerda ficava o armário, era difícil para o garoto se trocar já que o espaço era tão pequeno que quase não dava para abrir a porta do armário. No centro do quarto encostado na parede do fundo estava uma pequena escrivaninha. Gahel passou seu tempo preso em seu quarto estudando nessa escrivaninha.
Foi quando um supervisor da Torre entro no quarto de Gahel sem dar aviso. O supervisor segurava em sua mão o braço de um garoto alto, moreno de cabelo preto espetado e olhos escuros. Ao ver o menino Gahel não teve dúvidas do que se tratava.
—Garoto, este é o seu colega de quarto, Bako —disse o supervisor soltando o menino.
Gahel não gostava da ideia de ter um colega de quarto, mas todos os estudantes da Torre dos Magos ao atingirem dez anos eram obrigados a morar em um quarto separado com no mínimo um colega de quarto. Contudo Gahel ainda se sentia com sorte já que ele tinha apenas um colega de quarto e não vários como os outros garotos.
O supervisor, após apresentar os dois, foi embora deixando eles a sós.
Gahel ficou sem palavras, para ele tudo aquilo ainda era muito estranho. O menino cresceu dormindo em um quarto enorme com várias outras crianças, foi difícil para ele mudar para um quarto minúsculo sabendo que teria que dividi-lo com uma criança estranha. Gahel queria poder voltar ao antigo quarto e os amigos mais novos que ele deixou para trás, mas os magos não permitiam um garoto de dez anos viver com outros garotos mais novos.
—O que está fazendo? —perguntou Bako quebrando o silencio que se formou.
—Eu estava estudando. —respondeu ele apontando para os livros jogados no chão.
—Talvez eu possa ajudar...
Mesmo sendo jovem Gahel era obrigado a aprender as mais complexas formulas e as mais difíceis palavras, era entendido que aos dez anos a criança se tornava madura o bastante para aprender os diversos conteúdos da Torre, além do mais, os magos precisavam de prodígios e não de crianças burras. E não importava se a criança tinha dificuldade, como era o caso de Gahel, ele teria que aprender querendo ou não. E já que Bako era um ano mais velho que Gahel ele poderia ajudá-lo a entender toda a matéria que o menino não conseguia aprender.
No dia seguinte os dois garotos foram acordados pelo supervisor, eles se trocaram rapidamente e saíram de seu quarto para seguirem sozinhos até a sala de aula.
Gahel saiu no corredor para esperar por Irhis. Quando ele a viu sair de seu quarto ele não se aguentou e acenou para que ela pudesse o ver.
—Quem é ela? —perguntou Bako estranhando o gesto de seu colega de quarto.
—Ela se chama Irhis. É uma amiga minha.
A menina se aproximou dos dois e cumprimentando Bako.
Gahel estava para apresentar o amigo mas um supervisor o interrompeu e mandou os três para suas salas de aula. Como Bako era mais velho ele estudava em uma sala diferente da de Gahel.
Ao passar do tempo era o horário de almoço. Como de costume Gahel saiu de sua sala e procurou pela mesa em que Irhis sentava, só que dessa vez ela não estava sozinha, Bako estava sentado do lado dela.
—Oi. —Cumprimentou Gahel enquanto se sentava.
—Gahel, —disse Irhis feliz em vê-lo — você não me contou como você conheceu Bako.
Gahel ficou surpreso, ele tinha a intenção de apresentar o colega de quarto para a menina, mas parece que Bako se adiantou e fez isso para ele.
—Eu não o conhecia antes de ontem quando um dos supervisores o deixou como meu colega de quarto.
—Colega de quarto! —disse ela surpresa —Vocês são colegas de quarto?
—Sim, você não tem um? —perguntou Bako — Todos na Torre devem ter pelo menos um colega de quarto.
—Não, por enquanto... —Irhis se virou para Bako como se estivesse fugindo do assunto — Onde você dormia antes?
—Eu?... —Disse ele apontando para seu peito —Bem... Eu morava em um quarto com mais três garotos. Eu não gostava muito deles, nós sempre brigávamos e discutíamos. Um dia um dos professores veio conversar comigo, ele me deixou trocar de quarto e... bem, aqui estou.
—Os garotos eram da sua sala? —perguntou Gahel.
—Não, todos eles eram mais velhos do que eu... —Bako volto o olhar para Irhis —E você, mora sozinha?
—Moro... —respondeu ela — Mas os magos vão transferir a minha irmã do quarto dela para o meu.
—Você tem uma irmã! — Gahel fez uma cara de surpresa.
—Tenho, ela é um ano mais velha do que eu. E ela é irritante! Todos a vem como a senhora certinha, mas no fundo ela é maligna!
—Ela é tão ruim assim? —duvidou Bako esbugalhando os olhos.
—A pior. —Confirmou ela — Vocês vão conhecê-la, amanhã vão transferi-la e eu vou apresentá-la para vocês.
—Pelo menos ela é bonita? —perguntou novamente Bako fingindo ser o garanhão que ele não era.
Irhis só conseguiu fazer uma cara de nojo antes de Gahel começar a se engasgar de tanto rir.
—O que? Eu falei algo errado?
Os dias seguintes eram finais de semana, isso significava que não havia aula e os estudantes tinham permissão para saírem de seus quartos e fazerem o que bem quisessem, contanto que não desobedecessem às regras da Torre. Sendo assim Gahel e Bako decidiram dar uma volta pela cidade.
Por mais vazia que a cidade fosse durante a semana, quando chegava o final de semana ela ficava bem mais movimentada, talvez por causa dos estudantes que causavam grande volume na cidade, ou talvez, o povo se sentisse seguro para sair de suas casas quando os estudantes da Torre estavam por perto.
Ao termino de toda semana os membros da Torre dos Magos ganhavam algumas moedas para gastarem, e com Bako e Gahel não era diferente. Assim os dois garotos decidiram comprar alguns enfeites para o seu quarto nas barracas de mercadores.
—O que acha desse? —perguntou Bako erguendo um vaso de argila com vários símbolos pintados à mão.
—Muito chato... —respondeu Gahel.
—Se não se decidir logo nós vamos voltar para o nosso quarto sem comprar nada.
—Eu já me decidi, eu quero comprar uma espada!
—UMA ESPADA! —Bako respirou fundo antes de continuar a falar — Nós não temos permissão para carregar armas, se os magos descobrirem que compramos uma espada... Eu não quero nem pensar na consequência.
—Eu sei! Mas e se comprarmos uma espada de enfeite? Uma espada que não esteja afiada.
—Por que você quer tanto uma espada?
—Porque uma espada é bem melhor do que um vaso feio!
—Não! —disse Bako bufando, mas que apesar de tudo concordava secretamente com o amigo — Deve ter alguma coisa aqui que o agrade e não seja contra as regras da Torre.
Gahel virou os olhos, discutir com o amigo era inútil, foi então que os dois garotos passaram de barraca em barraca procurando por um enfeite que atingisse suas expectativas. De repente Gahel conseguiu ver a metros de distância o enfeite perfeito refletindo a luz do sol.
—Bako eu encontrei! —gritou ele pegando na mão do amigo e o arrasando até a barraca.
O enfeite que estava na mesa da barraca encantou os olhos dos dois garotos assim que visto de perto.
O enfeite era formado por um grande escudo prata com borda dourada, o escudo brilhava tanto que se colocado no sol poderia cegar. E fincado no escudo estava uma espada com cabo preto e dourado, sua lamina era prata do mesmo material do escudo.
Bako não resistiu, e mesmo sendo uma espada de enfeite, ele logo se apaixonou pela arma.
—Quanto custa? —perguntou Bako para a dona da barraca.
A dona parecia ser uma velha simpática. Ela era baixinha, corcunda, e seus cabelos brancos ficavam presos em um coque. A velha carregava um sorriso simples em seu rosto enrugado.
—100 moedas. —disse ela ainda sorrindo.
Por mais belo que o enfeite fosse, Bako e Gahel não poderiam comprá-lo, cada um ganhou apenas 40 moedas da Torre. Matematicamente era impossível para eles comprarem.
Bako se virou de costa para a moça e sussurrou no ouvido do amigo.
—Certo, eu acho que consigo negociar com ela.
Ele então se virou novamente para a velha dona da barraca. Dessa vez ele estava cheio de si.
—100 moedas?! —disse ele forçando uma cara de espantado —Isso é muito caro para um enfeite velho! Se essa espada ao menos fosse de verdade valeria esse preso, eu não dou mais do que 70 moedas.
A velha olhou fixamente para Bako. O seu sorriso simpático sumiu em um piscar de olhos.
—Está me dizendo que se essa espada fosse de verdade você pagaria mais caro?
—Com certeza! —confirmou ele confiante.
—Está bem! —respondeu ela — Eu vou vender para você por 120 moedas, já que a espada e o escudo são verdadeiras armas.
Bako e Gahel fizeram a mesma cara de espanto, se eles tinham alguma chance de levar esse enfeite essa chance já não existia mais graças a Bako.
—A espada e o escudo servem tanto para enfeite como para armas! Até porque a espada já está afiada. —Continuou a velha.
—Droga, ela é boa. —Sussurrou Bako no ouvido de seu colega de quarto. —Mas eu não desisto fácil!
Bako continuou a barganhar com a velha enquanto Gahel se via sem esperança.
De repente um grito.
—Gahel!
O garoto olhou para os lados procurando por alguém. Ele viu a metros de distância Irhis correndo e acenando para ele. Irhis segurava um vaso e ao lado dela estava uma garota de cabelos longos e escuros com uma grande mecha branca.
—Gahel, —disse Irhis ofegante —essa é a minha irmã Pearl.
—Olá. —disse Pearl sendo simpática.
Gahel apenas acenou de uma forma tímida. Pearl tinha olhos verdes claros, olhos que fizeram Gahel ficar sem nenhuma reação.
—O que Bako está fazendo? —perguntou Irhis curiosa.
—Nós encontramos o enfeite perfeito para o nosso quarto, Bako está tentando negociar o preço.
Pearl e Irhis se aproximaram da cabana para ver o enfeite e ao vê-lo a reação foi à mesma de Bako e Gahel.
—Ele é lindo! —afirmou Pearl.
—E caro. —Retrucou Bako.
—Quanto custo? —perguntou Irhis.
—120 moedas. —respondeu à velha.
—Eu os ajudaria a pagar, mas eu gastei todo o meu dinheiro nesse vaso. —O vaso que Irhis segurava era o mesmo que Bako queria comprar.
—Aqui usem as minhas moedas. —disse Pearl dando o saco de 40 moedas dela para Gahel.
—Mas...Você não vai precisar? —perguntou Gahel sem reação.
—Eu ia guardar esse dinheiro, mas vocês podem usar, eu não ligo.
—Eu... Eu não posso... —gaguejou Gahel.
—Obrigado. —disse Bako passando na frente de Gahel e pegando a sacola de Pearl. — Pronto, 120 moedas, feliz?
A velha, voltando a sorrir, pegou as moedas e entregou o enfeite para Bako.
Bako se virou para Gahel com um sorriso bobo.
—Viu, eu disse que conseguiria!
Contente o menino mais velho carregou o escuto e a espada sozinho. E junto dele os outros três o seguiam para seu quarto, todos estavam curiosos para ver como o enfeite iria ficar.
—Uau! — Disse Irhis ainda admirando a peça — Esse escudo vai ficar lindo de frente a sua janela!
—Está louca! — Retrucou Bako — Vamos ficar cego todas as manhas quando o sol bater, o melhor lugar para colocar é encima da escrivaninha!
Gahel forçou as sobrancelhas.
—Não colocaríamos nem se quiséssemos, nosso quarto não tem janela!
—Nem o nosso! — Comento Pearl — De qualquer jeito, esse enfeito ficara lindo em qualquer lugar do seu quarto!
E foi enquanto os quatro caminhavam dentro da Torre que um dos supervisores apareceu de repente.
—O QUE É ISSO? — perguntou ele já colocando sua mão sobre o cabo da espada e puxando a para fora do escudo.
Os quatro garotos travaram em suas posições assustados.
A espada saiu brilhando, o prata de sua lamina refletia a pouca iluminação que entrava fazendo um espetáculo de luzes.
—Uma espada? —disse o supervisor fingindo estar surpreso —Crianças como vocês estão proibidas de usar armas! Eu terei que castigá-los!
A expressão de espanto surgiu nos quatro.
—Espere! —disse Pearl se atirando na frente —Essa espada é minha, eles me avisar de que armas eram proibidas, mesmo assim eu comprei a espada e estava levando para o meu quarto. Eu é quem devo ser castigada e não eles.
O homem erguendo a sobrancelha sem dizer nada.
Apesar de tudo o supervisor estava atrasado para uma importante reunião e não tinha tempo para perder castigando as crianças.
—Eu não deveria, mas vou deixar essa passar! —Um alivio pousou nas quatro crianças ao mesmo tempo — Mas se eu os vir quebrando as regras da escola novamente a penalidade que eu os aplicarei será duas vezes pior do que o comum!
O supervisor então agarrou o escudo. E com a espada e o escudo ele partiu.
—Lá se foi 120 moedas. —disse Bako chateado.
—Você nós salvou! —falou Gahel impressionado.
—Não há de quê. —respondeu Pearl.
—Eu disse que ela era maligna. —sussurrou Irhis.
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