Tomione: Forbidden Memories

25 Um pouco de whisky e uma trégua.


Notas iniciais
Oi gente. Ta aí um capitulo pra vcs.

Abraxas saiu praticamente correndo de cima de Hermione.

– T-tom? – Gaguejou Abraxas. – O que? O que você...

– O que pensa que está fazend0 Abraxas? – Interrompeu Tom, furioso.

– B-b-bem é que eu quis dar uma lição na Granger. – Falou vestindo suas calças tão rápido quanto podia.

– Lição? LIÇÃO? Com ordens de quem? – Perguntou com os olhos parecendo levemente... Vermelhos.

– De ninguém, é que eu tinha que tortura-la, a sangue-ruim maldita feriu meu orgulho! Desrespeitou-me! – Falou Abraxas já sem gaguejar, certo de que Tom não o puniria, mas no máximo o repreenderia.

Vermelhos, os olhos de Tom estavam cada vez mais vermelhos.

– Tortura-la?- O tom de voz de Riddle diminuiu gradativamente e ele franziu o cenho, como se de repente tivesse ouvido que Abraxas ia pular por vontade própria da torre de astronomia.

Então de repente Tom gritou:

– Crucio!

Abraxas caiu no chão tão rápido que parecia que tinha levado um balaço na cabeça e caído da vassoura. Começou a gritar e retorcer como um louco. Não conseguia pensar direito. Porque Tom o estava torturando? Ela era uma sangue-ruim, merecia ser punida.

Hermione estava no chão de boca aberta. Feliz por Tom tira-la das mãos de Abraxas, mas decerta forma surpresa, porque era Tom Riddle ali.

Tom parou por um momento apenas parar berrar com Abraxas.

– SÓ EU POSSO TORTURA-LA! ENTENDEU? SÓ EU!

O coração de Hermione falhou uma batida só para depois começar a bater com mais força. Era estranho, sabia que não devia se sentir assim, afinal ele só estava dizendo que ninguém podia tortura-la a não ser ele. Mas porque ele estava com tanta raiva? Ela era só uma nascida trouxa e ele a estava a defendendo. Por quê? Será que com isso Abraxas estava estragando algum plano de Tom? Não podia ser. Não fazia sentido, de forma nenhuma. E se fosse o contrário e tudo aquilo era um plano de Tom para se fazer de bom moço? Não, tanta raiva não podia ser forjada. Ele era um bom ator, mas não tanto.

Tom voltou a torturar Abraxas. Hermione, apesar de estar de certa forma bem por ele estar longe dela tinha que dizer para Tom parar. Podiam ser pegos a qualquer momento.

– Tom – chamou – Pare! Tom! – Ele não a ouvia – PARE!

Somente gritando fez com que a atenção de Tom se voltasse para ela e parasse de torturar Abraxas, que estava ofegando no chão, de olhos fechados.

– Pare de tortura-lo! – Falou Hermione.

Tom olhou para ela como se pensasse que ela era louca. Mas em seguida se irritou mais ainda.

– Por quê? Se eu não tivesse chegado você... Você queria que ele continuasse? QUERIA? – Perguntou aborrecido.

– Não seja idiota! – Falou Hermione – Os gritos dele podem ser ouvidos de longe e por mais que eu não ligue que ele seja torturado ainda podemos ser pegos!

Tom parou por um momento. Ela tinha razão. Ele libertou-a de suas amarras com um feitiço mudo e aproximou-se dela, puxando-a pelo braço para ajudá-la a levantar. Hermione sentiu-se estranha com o toque.

Tom abaixou-se e pegou a varinha dela e a de Abraxas, entregou a de Hermione e enfiou a sua própria e a de Abraxas nas vestes.

– Cuido de você mais tarde Abraxas. Não ouse sair daí ou será pior – Ameaçou Tom, vendo Abraxas abrir os olhos parecendo meio desnorteado.

Tom já ia sair porta afora quando teve uma ideia. Voltou-se novamente, lançou um Abaffiato e apontou a varinha para Abraxas.

- Seus ossos vão fazer um barulho interessante. – Falou Tom sorrindo maliciosamente.

Abraxas entendeu o que Tom iria fazer e começou a implorar, rouco.

- Não, milord, por favor, por favor, por quê? Achei que não se importaria com ela!

- Você não tem que achar nada Abraxas, você só tem fazer as coisas quando eu mandar entendeu? E para que aprenda isso será punido! – Falou Tom — Opprimendi Osse.

Um raio de luz branco saiu da varinha de Tom, atingindo Abraxas no peito. Primeiro Abraxas não sentiu nada, mas logo sua pele começou a ficar branca, dando para ver o caminho das veias que saltavam como galhos esverdeados. Os lábios escureceram, os olhos ficaram numa coloração amarelada.

Hermione e Tom observaram os ossos de Abraxas começaram a se quebrar, movendo-se numa posição estranha. Tom rapidamente puxou Hermione pelo braço para sair de lá, não ia assistir aquilo, não agora. Deixaria Abraxas sofrer, gritando sem que ninguém ouvisse. Pelo menos Abraxas ia ficar mudo por um bom tempo, sem ter que tagarelar no ouvido dele.

Tom trancou a porta com um feitiço forte. Se conseguissem achar Abraxas mesmo assim, não tinham como provar que era ele. Havia deixado sua varinha indetectável, não podiam rastrear nenhuma magia negra nela.

- Vai deixa-lo aí? – Perguntou Hermione.

- Vou. Venha. – Falou Tom.

Ambos estavam tensos e caminharam em silencio. Hermione sentia-se desconfortável. Onde Tom a estava levando?

Ele levou-a em direção a cozinha. Tom fez cócegas no quadro, fazendo que revelasse uma maçaneta de cor verde. Entraram e viram mais de cem elfos trabalhando. Hermione franziu o cenho. Ainda não gostava que eles trabalhassem daquele jeito. Mas finalmente aprendera que aquela fora a escolha deles. E ela, agora mais do que ninguém entendia de escolhas. Fáceis ou difíceis.

- O que estamos fazendo aqui? – Perguntou Hermione.

- Já vai ver. Hey! – Chamou Tom. Uma elfa apareceu com os olhos brilhando.

- Sim, meu senhor. – Falou ela curvando até que seu nariz quase batesse no chão.

Tom fez uma expressão mais leve.

- Pode trazer para mim e para minha amiga um pouco de whisky de fogo? – Perguntou, nem parecendo que tinha deixado Abraxas sendo torturado naquela sala.

Amiga? Whisky de fogo? Hermione estava confusa. Tom queria a embebedar?

- Mas senhor, não tenho certeza se... – Falou a elfa.

- Só busque. – Cortou Tom.

- Sim senhor. – Falou a elfa curvando-se novamente e saindo correndo.

- Isso não é proibido? – Perguntou Hermione.

- Pra mim não. – Falou Tom.

A elfa voltou com duas canecas de whisky e outros elfos ao redor deles já ofereciam biscoitos e outras coisas para eles.

- Por que me salvou? E porque está tentando me embebedar? – Perguntou Hermione.

Tom bebeu tudo com um gole só antes de responder.

- Não estou tentando te embebedar. É só um pouco, pra relaxar. E... – hesitou meio desnorteado – Eu te devia. Depois do que eu quase fiz com você.

Hermione soube do que ele falava e assentiu. Bebeu um gole do whisky e disse com um sorriso sacana:

- Então só você pode me torturar, ahm, milord?

Tom fez uma careta e ia abrir a boca para responder quando ela riu. Era uma risada curta, diferente do que ele havia visto nela até agora. Era uma risada verdadeira, não irônica ou sarcástica, como Tom estava acostumado a ouvir dela. Ele resolveu brincar também.

- Ora, mas é claro que sim Granger, eu sou o Lord por aqui. E como Lord só eu tenho certos direitos. – Sorriu zombeteiro.

Hermione de repente franziu o cenho.

- O que foi? – Perguntou Tom.

- Ah meu Merlin, estou tendo uma conversa normal com Tom Riddle. Isso é bizarro. – Falou Hermione.

Ele riu do tom surpreso na voz dela. Mas ela ainda tinha razão era bizarro.

- Tem razão. Mas então, temos uma trégua? – Perguntou Tom erguendo a mão, oferecendo-a para que Hermione a apertasse.

Hermione ficou em duvida por um momento. Ele podia estar sendo legal com ela agora, mas ele ainda era Tom Riddle, em breve Lord Voldemort, o assassino dos pais de Harry e muitos outros. Mas lembrou-se das palavras de Dumbledore. Ela tinha que dar uma chance a ele.

- Sim – Falou ela apertando a mão dele, sentindo um arrepio estranho percorrer seus dedos. Sentiu o frio das mãos dele. Soltou-o rapidamente e disse sorrindo levemente:

- Trégua.

CONTINUA...

Notas finais
Bem como eu estou querendo adiantar o relacionamento dos nossos gatíssimos personagens principais fiz esse cap com uma trégua deles. Espero que tenham gostado e não achado muito meloso.
E SUAS SAFADINHAS, FOI SÓ EU COMENTAR DO VOLUME DO ABRAXAS NO CAPITULO ANTERIOR QUE CHOVEU COMENTÁRIOS NÉ! SAFADAS! kkkkkkkkkkkk