Tomione: Forbidden Memories
26 De volta ao futuro. O segredo do anel.
Notas iniciais
Falou pelos 400 comentários e pela recomendação!
Já era final de novembro, a neve estava caindo por todos os lados e alunos corriam pra lá e pra cá em suas vestes de frio tentando se aquecer e sempre comentando em voz alta o quanto queriam férias.
Hermione já sabia que passaria as férias em Hogwarts e seus amigos também, afinal, tinham que ver a peça, se não era capaz de Madeleine arrancar suas cabeças se eles não comparecessem. Mas agora Hermione só vestia as roupas com que veio para aquela época. Era hora de voltar ao futuro para o anel recarregar.
Ela estava empolgada, depois de tanto tempo – pelo menos para ela – ela iria ver seus amigos. Hermione respirou fundo e olhou o anel que estivera usando por tanto tempo. Como um simples anel poderia ser tão poderoso? Ela iria ter sua resposta, Dumbledore tinha que dizer.
- Convertam Tempus - January I, MCMXCVII.
As safiras do anel brilharam em azul escuro e Hermione sentiu a família sensação de puxão no umbigo. Tudo aconteceu rapidamente, em um instante ela estava sozinha em seu dormitório e no outro ela já estava pé parada em frente à gárgula da sala do diretor. Hermione perguntou-se se o anel estava programado para sempre para ali ou se era só coincidência.
A gárgula de repente girou revelando as escadas e Snape desceu por ela.
- Ora, ora, se não a senhorita Granger sabe-tudo. O que faz aqui a essa hora da noite? – Perguntou em seu típico tom arrastado, olhando para ela friamente.
- Vim falar com o professor Dumbledore. É importante. Pode me dar licença, senhor? – Perguntou ela retribuindo o olhar gelado.
Ele saiu do caminho e a observou subir as escadas.
E Snape saiu pelos corredores a fora com suas vestes negras farfalhando por onde ele passava.
OoOoOoOo
- Professor Dumbledore? – Chamou Hermione batendo na porta três vezes.
- Entre — Falou uma voz rouca e fraca e Hermione quase pensou que não se fosse o próprio Dumbledore que respondera.
Hermione entrou e se deparou com Dumbledore sentado em sua cadeira, com uma aparentando estar muito frágil e cansado. Ela surpreendeu-se, nunca via o diretor daquela forma.
- Olá senhorita Granger. Então já se passou três meses? Lembro-me de dar aulas para você no passado. Ótima aluna. – Falou Dumbledore.
- Olá. E obrigado. Você está bem professor? – Perguntou Hermione sentando-se.
- Claro só um pouco cansado. Chá? – Ofereceu ele.
- Claro, obrigada. – Falou Hermione.
Beberam em silencio por um instante e Hermione pousou a xícara na mesa e olhou a caixa do anel que ainda estava ali desde que ela saíra. Ela retirou a anel e o colocou na caixa, fechando-a. Imediatamente sentiu-se mais leve, como se de repente um peso que ela nem sabia que carregava saísse de suas costas. Estranhamente ela também se sentiu vazia, como se precisasse colocar o anel de volta.
- Algo mudou enquanto eu estive fora? – Perguntou Hermione.
- Bem isso a senhorita vai ter que me dizer. – Falou Dumbledore a encarando por trás de seus óculos meia lua.
Hermione suspirou, sabendo que aquilo aconteceria. Mexer com o tempo é ruim, o único que volta no tempo tem suas memórias do futuro que ele conheceu. As memórias dos outros desaparecem e para saber se algo aconteceu naquele futuro para qual o viajante do tempo voltou então ele tem de perguntar para saber que realmente mudou.
- Acho que não tem muito o que perguntar sobre isso, não creio que fiz Tom Riddle mudar a forma como pensa, principalmente sendo que até agora... Não deu exatamente para conversar com ele sobre isso, senhor. – Falou Hermione.
- Talvez sim, talvez não. Pelo que eu observei naquele tempo, mesmo não tempo um grande conversa sem troca de fartas entre vocês dois – Dumbledore mandou um olhar meio risonho para Hermione – Creio que só a sua presença no passado já fez muito diferença, senhorita Granger.
Hermione sentiu-se envergonhada, mas não deixou transparecer.
- É...
- Não precisa envergonhar-se senhorita Granger, sei que está fazendo um bom trabalho, a sua maneira.
Ou pelo menos ela achou que não deixou transparecer.
- Professor, eu queria perguntar, sobre o senhor ter me mandado recolher informações ou até matar Riddle. No passado o senhor pediu para dar uma chance a ele. – Falou Hermione.
- Oh, sim. Fiz isso porque era necessário.
Hermione franziu o cenho. Vendo sua confusão Dumbledore disse:
- Confesso que mata-lo foi minha intenção inicial. Só que os observando no passado mudei minha decisão. Ainda há salvação para Tom Riddle.
- Há?
- Claro senhorita Granger, como a senhorita contou ao meu eu do passado sobre os motivos por você estar ali, ele, ou melhor, eu, observei o jeito como as coisas desandavam. Então pedi para a senhorita dar uma chance a Tom e vi o jeito como as coisas mudaram e decidi que aquele era o melhor jeito para Tom mudar. – Explicou Dumbledore.
- Não tenho muita certeza sobre isso, professor. Há mais outra coisa que eu quero lhe perguntar. O anel. – Começou Hermione.
- O anel é uma coisa muito poderosa senhorita Granger. – Interrompeu sabiamente – Creio que teria de lhe contar para que a senhorita possa entender, sei que esta curiosa.
Ela assentiu.
- O anel é um objeto de extremo poder. Pode permitir que se viaje através do tempo, mas tem um preço caro a se pagar. Um sacrifício magico.
- Sacrifício? – Perguntou Hermione.
- Bem creio que não me expressei direito. É mais como um sacrifício vivo. O anel precisa de muita magia para funcionar, magia de alguém vivo, que doe sua magia de puro bom grado, quando maior o espaço de tempo em que o anel está funcionando mais magia ele usará. Tanto que o sacrifício geralmente acaba ficando... – Dumbledore não terminou.
- Sem magia não é? Como um aborto, o sangue mágico corre por suas veias, mas eles simplesmente não são capazes de fazer magia. É o que vai acontecer com o senhor não é? Você é o sacrifício, é isso que esta o deixando tão fraco. O anel vai lhe sugar até que não reste mais nada. Pode até mata-lo! – Falou Hermione entendendo tudo. – Mas senhor, não pode continuar com isso! Se sabia que isso ia acontecer não devia ter me mandado ficar lá tanto tempo, eu devia ter matado Riddle logo...
- Calma senhorita Granger. – Interrompeu Dumbledore. – Eu fiz o que achei certo.
- Mas...
- Não se preocupe senhorita Granger. Sei o que estou fazendo. – Dumbledore a encarou profundamente com seus olhos azuis.
- Mas é sua magia, isso é...
- Loucura? – Terminou Dumbledore – Talvez, mas é um preço a pagar. E eu já estou velho. – E de repente olhou ao redor com um olhar triste, como se tivesse se lembrado de algo. Levantou-se e foi até a janela e pôs-se a observar lá fora.
E falou tão baixinho que Hermione quase não escutou.
- Ariana...
Suspirou.
Hermione ligou os pontos e criou uma hipótese em sua cabeça. Dumbledore não estava fazendo aquilo só para ajudar o mundo bruxo. Ele estava fazendo aquilo por seus irmãos, como uma forma de se redimir com Ariana e com Aberforth. Ariana ficara louca e não queria usar magia. Dumbledore, Aberforth e Grindelwald brigaram, ela tentou impedir e um dos três a matou. E agora Dumbledore estava se sacrificando por que queria se redimir e de certo forma se sentir como Ariana se sentiu sem poder usar magia, com a diferença de que ela não podia controlar a magia em si. E Alvo não a teria.
- Senhor. – Chamou Hermione. – E se eu... Voltasse um pouco mais no tempo?
Dumbledore voltou-se para ela. Com Legilimência ele entrou na mente dela (E ela permitiu) e viu o que ela pretendia.
- Nem pensar senhorita Granger.
- Mas professor...!
- Sem “mas”. Isso acabaria com todo o seu progresso com Tom.
- Mas eu posso salva-la! – Falou Hermione. Ela sabia o quanto doía perder alguém querido.
Os olhos de Dumbledore estavam cheios de lágrimas.
- Eu também gostaria de salva-la senhorita Granger. Mas por favor, não. Não piore as coisas.
Ela suspirou.
- Sim senhor.
- Agora vá. Vá ver seus amigos. – Falou Dumbledore voltando-se para a janela.
- Sim senhor. – Falou Hermione levantando-se e saindo porta a fora.
Continua...
Notas finais
Valeu, deixem comentários e recomendações, isso me faz muito feliz!
Até!
ANK.
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