Tomione: Forbidden Memories
18 Um almoço em companhia de Tom Riddle.
Notas iniciais
– Malfoy?
– Não, não, Salazar Slytherin – falou irônico – Esperava quem, Merlin em pessoa?
Hermione bufou.
– Grosso.
– Mil perdões madame – falou com a voz praticamente gotejando sarcasmo.
– O que quer Malfoy?
Abraxas Malfoy era um garoto alto de cabelos louro platinados – o que é de se esperar de todo Malfoy – e expressões finas. Em sua expressão era vista alguns traços de Draco Malfoy.
– Tom pediu para entregar-lhe isso. – falou ele entregando-a um pedaço de pergaminho.
– Ele pediu ou mandou? Aposto que mandou não é mesmo? Todos sabem como você é o capacho do Riddle. – Provocou Hermione sem ao menos ler o pergaminho.
Uma leve coloração avermelhada tomou conta das bochechas de Abraxas. Ele estava nervoso, acordara de mau humor e aquela era a segunda vez em um único dia que o chamavam de capacho.
– Eu não sou capacho de ninguém, Granger. – falou Abraxas lentamente tentando se controlar.
Hermione deu um sorriso debochado.
– É sim. Não faz nada sem autorização do Riddle. C-A-P-A-C-H-O. – soletrou ela – Capacho.
– Eu não sou capacho coisa nenhuma Granger! Eu sou melhor e muito mais rico do que ele jamais será! – Falou Abraxas com a voz subindo uma oitava.
Hermione se limitou a apenas rir pelo nariz, debochando de Abraxas.
– Sangue-ruim. – falou Abraxas com a boca crispada, para em seguida sair de perto dela.
Hermione olhou o pedaço de pergaminho em sua mão e se perguntou o que Riddle queria com ela. Só pode ser problema, pensou Hermione.
Hermione abriu e lá estava escrito:
Granger,
Gostaria que a senhorita viesse hoje para um almoço em meu quarto de monitor chefe da Sonserina. Responda a este bilhete se estiver interessada e mandarei a localização do quarto e a senha para entrar.
T.M.R.
Almoço? No quarto dele? No quarto? Mas que diabos era aquilo? Riddle enlouqueceu de vez, pensou Hermione.
Depois de tudo que passou ele era louco o suficiente para mudar de “Torture-a até falar” para “Conquiste-a até ela falar”? Ele confiava mesmo em seus métodos de conquista, ahn? Então ele achava que ela iria cair de amores por ele e falar? Não, aquilo era muito estupido, ele não iria fazer isso, ele sabia da inteligência dela. Ele estava armando algo. E isso não seria nem um pouco bom.
Suspirou. Preferia o método de tortura. E Riddle talvez soubesse disso tão bem quanto ela.
Crispou a boca. Ela iria introduzir um terceiro método naquilo, afinal, Dumbledore fora claro.
OoOoOo
Às onze horas Tom estava em seu quarto de monitor chefe encarando a resposta de Hermione Granger com um sorriso debochado.
Riddle,
Terei o maior prazer em acompanha-lo para o almoço.
H. J.G.
Tom sorria, pois sabia que aquelas palavras estavam praticamente mergulhadas em ironia. Além de é claro saber que parte do seu plano já ocorria bem.
OoOoOo
Era onze e meia quando Hermione saia de sua aula acompanhada de seus amigos. Aidan fizera as pazes com Madeleine e Ethan. Estava tudo bem.
Uma primeiranista de expressões sérias vinha na direção de Hermione decidida.
– Você é Hermione Granger? – perguntou ela.
– Sim.
– O monitor chefe da Sonserina pediu para lhe entregar isso – falou ela entregando um pedaço de pergaminho para Hermione.
Madeleine, Ethan e Aidan prestavam atenção. O que Tom Riddle queria com Hermione? Sem ler o papel, Hermione virou para a garota e perguntou:
– Qual é seu nome?
– Minerva McGonagall.
Hermione a olhou surpresa, mas logo em seguida a olhou com um meio sorriso de canto e se abaixou para ficar na altura da garota.
– Sabe... – começou Hermione – Eu já conheci uma pessoa com esse nome.
– Já? – perguntou a garota curiosa.
– Sim ela era minha professora.
– Professora? Eu sempre quis ser professora – falou Minerva sorrindo timidamente.
– Sim – concordou Hermione – E ela era e ainda é uma das pessoas que eu mais admiro no mundo bruxo.
– Sério? Então quero ser como ela! – falou Minerva.
– Não se preocupe. – E começou a falar num tom quase carinhoso – Eu tenho certeza que será.
– Obrigada. – falou a garota e saiu para encontrar os amigos que a esperavam.
Hermione gostara de encontrar Minerva apesar de ela ser uma primeiranista. Ela lhe lembrava seus amigos e por isso o tom carinhoso. E ela falara a verdade. Sempre admirou Minerva.
Seus amigos a olhavam surpresos. Era a primeira vez que falava daquele jeito e ainda mais falar de seu passado.
– Ahn... Você esta bem Hermione? – Perguntou Madeleine hesitante.
– Claro. Tenho que ir agora. – falou Hermione saindo em seguida rumando pelos corredores.
– Essa aí é doida! – falou Aidan.
– O que será que Riddle quer com ela? – perguntou Madeleine.
– Talvez eles estejam tendo alguma coisa. – falou Ethan – Eu já notei os olhares.
– Que olhares? – perguntou Aidan.
– Eles sempre parecem estar observando um ao outro. Como se temessem algo. É estranho.
– Hm. Vamos estou com fome. – falou Aidan.
– Quando você não esta? – zombou Madeleine.
OoOoOo
Hermione estava sozinha nos corredores de Hogwarts já que todos estavam no almoço. Reli-a o bilhete de Riddle:
Granger,
A localização do meu dormitório é nas masmorras, perto da sala de Slughorn, atrás de uma tapeçaria com o brasão da Sonserina. A senha é Audaz como uma cobra.
T. M. R.
Suspirou. E lá vamos nós, pensou Hermione.
OoOoOo
Hermione não teve dificuldade em encontrar a tal tapeçaria, foi relativamente fácil.
– Audaz como uma cobra – falou Hermione.
A parede se mexeu, revelando o dormitório do garoto. Hermione entrou e analisou o quarto. As paredes eram pintadas num tom verde claro – sem nenhum pôster de banda ou algo parecido — o chão era de mogno polido. Havia uma cama grande de casal com lençóis com o brasão da Sonserina, uma cômoda ao lado da cama e uma mesa pequena no qual Riddle estava sentado a olhando com um sorriso de canto. Havia também uma porta no qual Hermione imaginou ser o banheiro.
A mesa, assim como a cômoda, era feita de madeira antiga e bem polida. Havia somente duas cadeiras. A mesa estava farta de comida que cheirava deliciosamente bem.
Tom levantou-se.
– Granger. – cumprimentou Riddle – Fico feliz que tenha aceitado o almoçar comigo.
– Isso se a comida não estiver envenenada. – Falou Hermione ácida.
Tom deu um sorriso debochado, mas ignorou seu comentário.
– Sente-se.
Tom puxou uma cadeira para Hermione sentar-se, igualzinho como nos homens de filmes antigos faziam. Hermione riu pelo nariz ao lembrar que realmente estava numa época de filmes antigos.
– O que foi? – perguntou Riddle escutando-a rir.
– Nada. – falou e voltou a olha-lo séria. – Vá direto ao ponto Riddle. O que quer?
– Assim você me magoa Granger. – Falou Tom irônico – Um cavalheiro como eu não posso convidar uma garota para almoçar comigo?
Hermione riu debochadamente.
– Você? Não seja arrogante Riddle, sabe tão bem quanto eu que tudo isso é ridículo. Vá direto ao ponto.
Tom ignorou-a e começou a servir-se enquanto Hermione o encarava.
– Não vai se servir? – perguntou ele.
Não ouve resposta. Tom deu um suspiro irritado. Levantou-se e começou a servir Hermione.
– Coma. – falou sentando e começando a comer.
Não tendo escolha Hermione começou a comer e ele deu um pequeno sorriso de canto.
– Sabe Granger... – começou Tom quando terminou de mastigar. – Estive pensando e acho que tudo isso que está acontecendo é ridículo.
– O que é ridículo? Você me torturando? – perguntou ela.
– Na primeira vez você me atingiu com magia negra antes de eu atingi-la. Você mereceu.
Hermione bufou.
– Na segunda você se referiu aos meus parentes sanguíneos. – falou Tom com um brilho avermelhado no olhar. – Você mereceu.
Hermione crispou a boca.
– Você já estava torturando Lestrange antes! E torturaria Elizabeth também! Se eu quisesse você já teria sido expulso!
– E por que ainda não me dedurou? – provocou Riddle. –E por que não parece surpresa por eu usar maldições imperdoáveis? Está escondendo alguma coisa Granger... E eu vou descobrir o que é.
– Ah é? E como pretende fazer isso? – Falou Hermione tomando um gole de seu suco de abóbora, o que foi seu grande erro.
– Você já fez isso por mim Granger. E garanto que será divertido para nós dois. – Falou Riddle com um sorriso malicioso.
No inicio Hermione não entendeu o que ele disse. Só conseguia encarar os olhos verdes, quase castanhos daquele garoto. Garoto não, homem. Mas em seguida Hermione sentiu. Seu corpo começou a formigar, seu sangue pulsar rapidamente em suas veias, um arrepio percorreu seu corpo, sua intimidade começou a ficar molhada. Aquilo só podia ser uma coisa: Desejo.
Continua...
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