Tomione: Forbidden Memories
19 A linha que separa o amor e o ódio é o desejo.
Notas iniciais
Rosto corado e suado. Olhos nublados de desejos. Com uma pulsação – incomoda – em sua intimidade. Era assim que Hermione estava. E Tom nem havia saído de sua cadeira ainda. Maldita poção!
Tom estava com um sorriso num misto de vitória e deboche. Seu plano dera mais certo do que havia imaginado.
– Você deve estar imaginando por que uma poção do desejo e não da verdade. – Começou Tom, levantando-se – Bem, segundo fontes você vem de uma escola em Salem. Não sei se isso é verdade, mas não posso arriscar. Então é provável que você saiba outra língua e Veritaserum só faz você dizer a verdade, não importando em que idioma esteja então é óbvio que eu não entenderia nada e isso me prejudicaria. – Explicou.
Hermione só ouviu metade do que ele disse. Prestava mais atenção em como aqueles lábios finos e – aparentemente – deliciosos se moviam sensualmente. Droga! Hermione fechou os olhos, não queria ver Tom, queria expulsar aquelas sensações estranhas de si. Mas aquela voz aveludada em seus ouvidos lhe causava arrepios.
Tom se divertia. Sabia o que sua aparência causava, ainda mais com a ajuda da poção. Era deliciosamente hilariante.
Tom aproximou-se de Hermione e com suas mãos frias recolocou uma mecha insistente do cabelo de Hermione atrás da orelha. Ela estremeceu apenas com o toque. A pele onde ele tocara formigava. Ela continuava de olhos fechados. Tom curvou-se próximo a Hermione e sussurrou-lhe no ouvido.
– Não se preocupe senhorita Granger. Será... Divertido. Você só precisa fazer o que eu pedir e poderá ir.
Com um gesto brusco, Tom puxou Hermione pelos braços e levantou da cadeira apenas para prensa-la na parede. Ele riu e colou seus lábios nos dela.
Hermione sentiu cada célula de seu corpo reagir a ele. Seu coração batia freneticamente. Gemeu baixinho e sentiu as pernas amolecerem. Tom, que segurava firmemente a cintura de Hermione, aprofundou o beijo e Hermione apesar de tentar resistir, cedeu passagem e logo suas línguas travavam uma batalha sensual. Hermione enlaçou o pescoço de Tom com seus braços.
Tom surpreendeu-se em como suas bocas se encaixavam, pareciam que tinham sido moldadas uma para a outra. Ele queria negar, mas também sentiu se corpo reagir a ela. Ele sentiu sua pele formigar com o contato, e queria segurar para sempre em seus braços aquele corpo pequeno.
Mas não podia. Tinha que lembrar para que estava ali.
Pararam o beijo, ofegantes, e Hermione que sentia a macies dos cabelos negros de Tom em seus dedos, sentiu-o beijar e mordiscar seu pescoço. Suspirou de desejo. Sua mente parecia parcialmente desligada. Mas mesmo assim tentava lembrar desesperadamente que não podia. Não queria. E enquanto lembrava o porquê, sentiu o nervosismo se aflorar em si.
– Não... – sussurrou baixinho.
Tom não pareceu ouvi-la. Mordeu o lóbulo da orelha dela, fazendo-a gemer. Hermione mordeu os lábios. Não, pensou. Sentiu aquela antiga dor voltar em si.
– Vamos senhorita Granger – Falou Tom com sua voz rouca e aveludada, prensando seu corpo nela, fazendo-a sentir sua excitação. – Diga o que eu quero saber e será recompensada.
Hermione gemeu e não respondeu.
Tom passeava suas mãos por Hermione. Passou a mãos pelas coxas dela indo para sua intimidade. Deu chupões no pescoço dela. Sua mão acariciou a intimidade dela por cima da calcinha. Hermione gemeu alto.
Tom sorriu ao notar como a calcinha dela estava molhada. Hermione afundou suas unhas nos ombros de Tom. Odiava-o. Odiava-o por fazer aquilo com ela. Odiava-o por ele ter induzido-a a tomar a poção. Odiava-o por ele ser tão sensual. Odiava-o por ele causar sensações estranhas nela, mesmo sem poção. Odiava-o por ele ter aqueles olhos sedutores e debochados. Odiava-o por ele ser tão ou mais inteligente que ela. Odiava-o por ele ser Tom Riddle. E odiava-o por ele saber que ela gostava.
Com uma mão Tom explorava os seios de Hermione por cima da roupa e com a outra afastava a calcinha de Hermione.
– Não... – Falou Hermione, mais alto, com uma voz rouca.
– Não? – perguntou Tom meio surpreso, meio debochado.
Ele parou e tentou olha-la nos olhos, mas esta estava de cabeça baixa.
– Eu sei que você gosta. – Falou ele, massageando o clitóris dela com o polegar.
Ela se arrepiou e gemeu. Ele riu e já ia continuar quando ela disse mais alto:
– Não.
E olhou para ele. Os lábios dela estavam inchados e vermelhos, suas bochechas coradas, seus olhos continham desejo, mas a dor presente neles era maior. Ela não queria fazer aquilo. Não queria ser forçada, ainda mais com uma poção.
Tom não sabia exatamente o porquê, mas aquela imagem remexeu algo dentro de si. Ele não queria vê-la daquele jeito. Sentiu-se estranho. Nunca havia se sentido daquele jeito antes. E não era só isso: A rejeição o acertou como um tapa. Nenhuma das garotas com quem ele quisera alguma coisa o rejeitara. Mesmo sem poção.
Ele sabia que mesmo se ela quisesse sair de lá, ela não poderia se ele não deixasse. Mas mesmo com o efeito da poção, em seu intimo, ela o rejeitara. Odiava-o.
E mesmo sem saber o porquê daquilo, isso o deixou com uma sensação de... Culpa? Sentiu-se mal.
Soltou-a devagar e a deixou escorada na parede, ofegante, assim como ele. Virou-se de costas para ela e encarou o chão. Mas que diabos ele estava fazendo? Ele tinha que continuar não tinha? Faze-la dizer. Mas por que não conseguia?
– Vá. – Falou Tom com uma voz neutra.
– Ahn? – Hermione estava confusa. Ele ia deixa-la ir?
– Ande. O efeito da poção vai acabar logo. Vá embora antes que eu me arrependa. – Falou ele sério, ainda de costas para ela.
Hermione não ia desperdiçar a oportunidade, apesar de seu corpo ainda querer sentir a toque dele contra sua pele. Encaminhou-se rapidamente para a passagem e saiu do quarto. Correu pelos corredores vazios e se enfiou no primeiro armário que viu, esperando aquelas sensações que percorriam o seu corpo passarem.
Sentia seu corpo ardendo por estar longe dele e de seus toques. Sua pele ainda formigava. Lembrava-se de seu beijo. Mas por quê? Por que ele a deixou ir? Ele a olhara de forma estranha naquele momento. Parecia quase culpado. Por quê? Os olhos dele naquele momento pareciam tão diferentes das vezes que ela o vira. Talvez ele não fosse tão sem sentimentos como ela pensava. Talvez Dumbledore estivesse certo, afinal.
E, sem perceber, um estranho sentimento começara a surgir dentro de Hermione.
Continua...
Notas finais
http://fanfiction.com.br/historia/339820/De_Repente_Em_House_Of_Night/
Valeu, pessoal e desculpe não terpostado antes, eu estava com dengue. Eu moro em cidade pequena, então aqui ta um epidemia de dengue. To me cuidando pq se eu pegar dengue 2 vezes eu morro! aqui ta dificil hein!
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