Tomione: Forbidden Memories
11 Tortura.
Notas iniciais
Tom Riddle aguardava na Torre de Astronomia, era noite e ele esperava Lestrange, que estava atrasado. E ele não tolerava atrasos.
– Milorde. – falou Lestrange chegando.
– Espero que tenha um bom motivo para seu atraso Lestrange. – bradou friamente.
– Desculpe Milorde. Tive que tomar cuidado com o zelador. – falou Lestrange, com uma nota de medo em sua voz.
– Espero que isso não se repita Lestrange, ou eu vou ser obrigado a lhe punir. Agora me diga: O que descobriu? – perguntou Tom.
– Bem, eu descobri uma coisa – começou, encarando o chão — Ela veio do Instituto das Bruxas de Salem.
– Hm. Só isso? Você é mesmo inútil Lestrange. Eu te mando procurar alguma coisa sobre o passado de Granger e você só descobre isso? Aliás, onde conseguiu isso? Com fofocas? – falou Tom irritado.
Lestrange ficou de cabeça baixa, o que só confirmava o que Tom dissera.
– Bem, parece que terá de ser punido Lestrange – falou Tom com um pequeno sorrisinho de canto.
Lestrange caiu de joelhos.
– Por favor, Milorde. Perdão! – pediu ele desesperado.
Tom riu friamente.
– Ah Lestrange. Não encare isso como punição. Eu vou apenas testar um novo feitiço em você. – Falou Tom.
Tom passara meses aperfeiçoando aquele feitiço, visto que fora ele que o criou, mas ainda não tinha total certeza de que funcionaria. Ele então testaria contra Lestrange para depois usa-lo contra Granger. Seria uma punição leve na opinião dele, visto que ele achava que a morte era melhor para ela.
(...)
Elizabeth observava Lestrange e Riddle. Ela estava voltando da cozinha quando vira Lestrange andando por aí, olhando para os lados para ver se não estava sendo seguindo, o que não adiantou muito, visto que Elizabeth estava curiosa e segui-lo seria fácil para ela.
E agora ela não sabia o que pensar sobre aquilo. Estava com raiva de Tom, pois ele estava interessado naquela novata, mas estava confusa por causa daqueles “Milorde”. E que negócio era aquele de punição? Seria alguma espécie de culto?
(...)
Hermione caminhava com cuidado até a Torre de Astronomia, ela sabia que Riddle estava lá por causa do mapa do maroto. E estava intrigada também. Então quer dizer que Edgecombe estava lá também? Das duas uma: Ou Edgecombe era Comensal e estava guardando a porta, ou ela estava espionando.
Hermione riu friamente. Aquilo seria interessante.
(...)
– Novo feitiço? – perguntou Lestrange temeroso.
Tom apenas apontou a varinha para Lestrange e disse:
– Opprimendi Osse.
Um raio de luz branco saiu da varinha de Tom, atingindo diretamente Lestrange, que caiu no chão. Primeiramente, Lestrange não sentiu nada, mas logo em seguida sua pele começou a ficar completamente branca, dando para ver o caminho das veias que saltavam como galhos esverdeados. Os lábios estavam escurecendo, os olhos estavam ficando numa coloração amarelada, assustadora.
Mas o pior estava por vir e Tom sabia disso então disse um Abaffiato e assistiu o que viria a seguir. Sons de estalos estavam ecoando e Lestrange sentiu. Seus ossos estavam começando a quebrar. Seus ossos das mãos, braços, pernas e dedos começaram a se quebrar, se retorcendo e ficando numa posição estranha.
A cena ao todo era completamente bizarra. Lestrange gritava tanto quanto suas cordas vocais aguentavam e Tom observava tudo com uma expressão indecifrável.
(...)
Elizabeth que observava tudo estava banhada em lágrimas. Aquilo não era só cruel era doentio. Apesar de não poder escutar o que se passava lá, ela ainda assistia e viu a cabeça de Lestrange girar e dar uma volta completa ao redor do seu próprio corpo. Elizabeth arfou.
(...)
Tom caminhava em volta de Lestrange, o ouvindo gritar, provavelmente ficaria sem voz uma semana. Tom viu como Lestrange começara a babar quando sua mandíbula quebrara num estalo.
– Hm. Você não deveria babar Lestrange. É nojento. – falou Tom com uma voz sádica e expressão de deboche, como se Lestrange nem estivesse tendo os ossos quebrados em sua frente.
Riddle tinha a sensação de que estava sendo observado, e virou a cabeça para o lado, olhando direto para a porta, onde Elizabeth observava tudo. Paralisada de medo e incapaz de correr, Elizabeth viu Tom se aproximando, abrindo a porta totalmente e a pegando pelo pescoço, prensando-a na parede.
– Ainda atrás de mim, Edgecombe? – falou Tom debochado.
Elizabeth ainda chorava, ficando incapaz de responder.
– Tsc, tsc. Você sabe Edgecombe. Eu nunca vou olhar para você! – disse ele, sabendo da estranha obsessão que Elizabeth nutria por ele – Sabe, seriam necessários litros de poção do amor para tal proeza acontecer.
Hermione chegava à Torre de Astronomia a tempo de escutar esta ultima frase de Riddle, e apesar de não querer defender Elizabeth, não pode conter o comentário venenoso:
– Ela não é a sua querida mamãezinha para fazer algo assim, Riddle.
Sinceramente, Hermione já esperava o que aconteceu a seguir.
continua...
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