Tomione: Forbidden Memories

12 Lembranças: A sanidade se esvaía.


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários, mais um capitulo para vocês

Surpresa. Choque. Incredulidade.

Era isso que se via nos olhos de Tom Riddle.

- O... O que disse?– Gaguejou Tom, distraído, soltando a mão que prendia a garganta de Elizabeth, que deslizou encostando-se à parede, ofegante.

- Eu gaguejei? Ou está surdo? – zombou Hermione.

A surpresa nos olhos de Tom foi substituída por raiva. Em suas expressões finas a raiva o deixava bestial, e as sobrancelhas juntas e a boca crispada de ódio contribuíam consideravelmente para isso.

- ME DIGA COMO SABE SOBRE ISSO SUA SANGUE-RUIM IMUNDA! — Berrou ele ferozmente, se aproximando dela com a varinha em punho, e consequentemente, saindo da torre, fazendo com que o Abaffiato perdesse o efeito.

(Lembrando que já que Tom saiu da torre e foi atrás de Hermione, agora ele está perto das escadas em caracol, e Elizabeth um pouco mais para trás perto da porta da entrada da torre.)

Hermione sabia que nunca deveria telo provocado, pois aquilo faria com que seu plano fosse por água a baixo, mas agora não havia mais jeito, ela já havia o provocado e era tarde demais para voltar atrás. Ele apontava a varinha para ela, mas ela não podia e não iria demonstrar medo, ela tinha que ser forte e corajosa, afinal, antes de tudo sua primeira casa foi Gryffindor. Mas se continuasse daquele jeito ela, infelizmente, se sentiria mais e mais ameaçada, e se ela se sentisse ameaçada era capaz de perder o controle e mandar sua pouca sanidade que lhe restava para o espaço. E ela prometeu que tentaria não perder o controle.

Vendo que ela não respondia ele gritou:

- Crucio!

Os joelhos dela cederam e ela foi ao chão, mordendo ferozmente os lábios para não gritar, mas não adiantou. A dor era horrível. Elizabeth que assistia tudo com os olhos arregalados de horror e com o rosto coberto de lágrimas estava quase paralisada de terror, mas ela tinha em mente que precisava ajudar sua colega de casaantes que Tom enlouquecesse-a.

Minha varinha, pensou Elizabeth. Tateou os bolsos, mas não a encontrou. Elizabeth só tinha uma chance de parar aquilo, mas teria que ser com seu próprio corpo. Numa tentativa desesperada, correu até Tom, empurrando-o, fazendo perder sua concentração e parando o crucio. Tom cambaleou para trás quase caindo nas escadas, mas recuperou-se, e com um brilho vermelho-sangue em seus olhos repletos de fúria, avançou contra Elizabeth e a pegou pela garganta e a jogou brutalmente na parede.

Elizabeth caiu no chão, zonza e com a cabeça cheia de sangue. Tom voltou a apontar sua varinha contra Hermione, que ofegava.

- Legilimens!

Tom entrou na mente dela e viu uma Hermione diferente. Que parecia estranhamente normal. Tinha olhos castanho-dourado brilhantes e pele corada. Ela estava sentada em uma poltrona vermelha, perto do fogo, ao lado de dois garotos, um moreno e outro ruivo.

- Eu não conseguiria sentir tudo isso. – reclamou o ruivo.

- Claro, porque você tem o emocional de uma pedra. – Zombou ela.

Os três se encararam simultaneamente e começaram a rir. Tom tentou ir mais afundo, em memórias que realmente importavam a ele, e viu um bairro de aparência suja, úmida e cinzenta. A pobreza era visível ali. Era o pôr-do-sol e som de armas de fogo trouxa começaram a ser ouvidos.

Hermione que estava, aparentemente analisando as casas em volta, ao ouvir o som, saiu correndo em direção a ele (ao som) com uma expressão preocupada. Ao vê-la correr, Tom percebeu: Ela estava de calças. Desde quando mulheres usavam calças? Hermione correu varias quadras, ofegante, até chegar em uma esquina e se escondendo, olhando disfarçadamente uma casinha de madeira, de aparência uma antiga. A porta estava arrombada, e havia pelo menos quatro homens de aparência grotesca portando armas trouxas, aparentemente guardando a entrada da casa.

Hermione, com dificuldade, o expulsou de sua mente antes que ele visse mais alguma coisa. E Tom, confuso mais ainda irritado, puxou-a pelas vestes jogou na parede e colocou sua varinha na garganta dela. Hermione tentava se apoiar na parede para ficar de pé. Seu rosto não era totalmente visível na escuridão.

- Sangue-ruim maldita, ousa me desafiar? Pois saiba que sempre que tentar me expulsar da sua mente eu irei cada vez com mais força até ver cada cantinho dessa sua cabeça. – disse ele, com os olhos brilhando vermelho-sangue cada vez mais, num tom de voz agudo e frio, que parecia não combinar com ele.

As mãos de Hermione tremiam. Lembranças apareciam em sua mente.

Ela estava prensada na parede. Aquele trouxa apertava sua garganta e rasgava suas...

Aquele mesmo sentimento que sentira daquela vez voltara com força total. O sentimento que a fizera se levantar e viver daquela vez. O sentimento que queimava dentro dela e que a fazia gostar de fazer os outros sofrerem como ela sofria.

Hermione fechou os olhos. Sua sanidade agora desaparecia.

Hermione simplesmente começou a rir. Uma gargalhada alta, fria e aguda, doente. Ela abriu os olhos, que estranhamente pareciam mais escuros, que continham um desejo de fazê-lo sofrer.

- Ah é? Então tente! – gritou ela, num voz num misto de persuasão, deboche e sadismo.

Tom franziu o cenho, irritado. Ela parecia...

- Mas o que é que está acontecendo? – Tom foi tirado de seus pensamentos por uma voz alta que parecia vir do fim da escada. Era o zelador, Apollyon Pringle.

Apollyon era considerado burro pelos alunos, pois sempre gritava anunciando sua chegada, dando tempo para os alunos fugirem, além de ser manco, o que era ótimo, pois assim demoraria a subir as escadas. Mesmo contra sua vontade, Tom tirou a varinha do pescoço de Hermione e correu até a porta da Torre. Ele foi até Lestrange que ainda estava sob o efeito de seu feitiço.

- Convenite ossa!

Os ossos de Lestrange estavam sendo colocados e sua aparência estava voltando ao normal, ele estava finalmente parando de berrar. Tom foi até Elizabeth que tentava se levantar e murmurou um Obliviate e a arrastou até dentro da torre, junto com Lestrange. Apollyon já estava quase chegando, então Tom colocou um feitiço da desilusão sobre si mesmo e Hermione que tentava se acalmar, também fez o feitiço sobre si, mesmo que aquele estranho sentimento ainda a corroesse por dentro.

continua...



Notas finais
A Hermione é loquinha né? Psico-doida! rsrsrs não vou aprofundar muito nesse assunto, mas vou dizer o que causou essa mudança e o principal desse estado psico-doido dela ok? Mas voces vao ter que esperar alguns cap. pra ver.

comentários? recomendações? até!