Notas iniciais
Então né, eu atrasei. Foi Mal. Eu tava relendo aqui esse fanfic e reparei que eu fui retardada o suficiente para não colocar o motivo pelo qual Tom pode lançar maldições imperdoáveis no castelo. Como diabos eu fui esquecer uma coisa dessas, eu não sei. Então nesse capitulo terá alguma coisinha relacionada a isso.

E, ah, Obrigado pela recomendação Ann Grigori.


Hermione realmente não podia acreditar que estava naquela situação. Maldito Abraxas Malfoy.

– Então sangue-ruim? Não vai dizer nada? – Perguntou ele rindo.

– O que pensa que está fazendo? – Perguntou irritada, sentando-se direito.

– Ora que acha que eu estou fazendo? Vingando-me por ter me desacordado na biblioteca e me zombado de mim. – Falou.

– E vai fazer o que me torturar? – Perguntou Hermione, então sorriu irônica.

– Por que é que esta sorrindo? Posso muito bem tortura-la. – Falou Abraxas a encarando firmemente com seus olhos azuis-acinzentados.

– Não pode não. – Blefou Hermione.

– Não é? E por quê?

O sorriso irônico de Hermione se alargou ainda mais.

– É óbvio. Você não pode executar maldições imperdoáveis dentro do castelo sem ser pego. Tom não é idiota o suficiente para lhe ensinar o feitiço para ser indetectável. – Falou Hermione.

Ela notou que as bochechas pálidas de Abraxas ficaram levemente rosadas de raiva.

– E pela sua expressão eu acertei em cheio. – Zombou Hermione.

– CALE SUA MALDITA BOCA SANGUE-RUIM! – Esbravejou Abraxas.

Hermione segurou um risinho. Sabia que provocá-lo não era bom, principalmente estando sem sua varinha, mas não podia evitar. Ela se tornara uma pessoa que gostava de jogar sal nas feridas dos outros. Principalmente quando os outros eram arrogantes e tinham um ego imensamente grande como Abraxas Malfoy.

Abraxas respirou fundo e de repente sorriu como se tivesse tido uma ideia.

– Incarcerous – Falou Abraxas.

Cordas aparecem magicamente e prenderam os braços e pernas de Hermione, apertado o suficiente para deixar marcas. Irritada ela tentou se concentrar e usar o pouco que aprendeu de magia sem varinha. Respirou fundo duas vezes e olhou a sala em volta tentando achar ao pequeno suficiente para levitar. Ao fundo havia uma espécie de estante cheia de vidros sujos com substancias estranhas, tentou levitar o menor pode de vidro, que era também o que estava mais perto. Concentrou-se e fez como se lembrava que estava escrito no livro.

“A varinha é só um meio de transmitir a magia. É proibido aprender a controlar magia sem varinha, pois assim o ministério acha que tem poder sobre o bruxo. Dessa forma assim que você fizer algo errado eles quebrarão sua varinha e você se sentirá impossibilitado de magia. Um dos primeiros passos para fazer magia sem varinha é se concentrar e tentar deixar na mente o sentimento que você acha que lhe dá mais poder. Pode ser felicidade, raiva, ódio, qualquer coisa. É bom praticar tentar levitar objetos pequenos e aumentar gradativamente.”

Hermione concentrou-se na raiva e sentiu seu corpo formigar, como sempre que tentava fazer magia sem varinha. O pote de vidro levantou-se uns vinte centímetros. Hermione sentiu que o pote ia cair e baixou-o de volta ao seu lugar com o máximo de cuidado que conseguiu para que ele não fizesse barulho.

Abraxas largou as duas varinhas no chão, longe o suficiente para que ela não pudesse alcança-las, e começou o desabotoar o cinto de sua calça.

– Isso pode ser considerado até um privilégio para você, mas sabe isso vai ser muito nojento para mim. Tocar em uma sangue-ruim e poluir o meu lindo corpo. – Falou Abraxas como se não estivesse fazendo nada de mais.

Hermione entendeu o que ele ia fazer e concentrou o máximo que pode em um sentimento diferente daquela vez. Ódio. Sentiu o ódio contra ele criar raízes em seu coração, raízes espinhosas, venenosas, e aquilo queimou com a ajuda de sua magia. Era muito mais poderoso daquela vez, ela tinha certeza.

Abraxas se aproximou dela só de cueca e camisa. Com uma rapidez surpreendente o pote de vidro voou em direção a ele com força. Infelizmente Hermione não estava controlando muito bem sua mira e em vez de acertá-lo na cabeça, acabou acertando-o um pouco mais abaixo, nas costas.

Assim que fez contato o vidro se despedaçou em pedacinhos. Abraxas gritou num misto de dor e surpresa. Ia deixar um hematoma feio, ela tinha certeza.

Ele virou para trás, mas não havia ninguém lá. Hermione notou sangue escorrendo da blusa branca de Abraxas. Um dos cacos tinha se fincado nas costas dele, abrindo um corte grande.

Abraxas soltou uma exclamação de ódio. Virou-se volta para ela, não deixando oportunidade para ela rastejar até a varinha. Colocou a mão nas costas e arrancou o caco de vidro.

– Maldição. – Falou ele.

Pegou sua varinha e a de Hermione e olhou o redor com desconfiança.

Hermione riu.

– Foi você não foi sangue-ruim? – Ele voltou para ela aproximando-se o bastante e a empurrando com violência para que ela deitasse no chão.

Ele ficou por cima dela, a prendendo com os joelhos e os braços.

– Vou te ensinar que não deve fazer esse tipo de coisa com seus superiores! – Exclamou.

Hermione começou a desesperar-se. Não de novo não, pensou ela.

– TIRE AS MÃOS DE CIMA DE MIM! – Berrou ela.

Ele gargalhou cinicamente.

– E porque eu faria o que a sangue-ruinzinha está pedindo? – Perguntou cínico.

– Porque eu estou mandando. – Falou uma voz séria, alta, imponente.

Abraxas ficou ainda mais pálido do que já era. Não precisava virar-se para saber quem era que estava na porta, mas mesmo assim virou-se.

Tom Riddle estava de pé apontando sua varinha para Abraxas. Seu rosto era puro ódio. Aquilo era bestial em suas expressões finas. Seus olhos tinham tomado uma coloração avermelhada. Era o olhar de um doente. De um psicopata.

Era o olhar de alguém que estava ali pronto para matar.

Notas finais
E para as safadinhas de plantão que adoraram o Abraxas desfilando de cueca, sabiam que a resposta é sim. Ele tem um belo volume. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Brink's. Comentem!