Tomione: Forbidden Memories
44 Problemas.
Notas iniciais

– Hermione? Hermione acorda, já são quase 15h00min.
A garota se moveu preguiçosamente, bocejando. Espreguiçou-se e passou as mãos no rosto, tentando se livrar do sono. Abriu os olhos.
Tom estava em pé a sua frente, devidamente vestido e bem penteado, como sempre.
– Vamos, levante. Quer dormir a tarde inteira? Depois não vai ter sono à noite.
Hermione sentou-se. Apesar de ter dormido muito, ainda sentia-se cansada.
– Te deixei tão cansada assim? – Perguntou ele sorrindo malicioso.
– Ora, cale a boca Rid... – Bocejou novamente -...Dle.
Ele deu um pequeno sorriso de canto.
– Vá tomar um banho. Pedi para um elfo trazer algumas roupas para você.
Hermione assentiu, levantando-se completamente nua da cama, fazendo Tom olha-la de cima a baixo.
– Para alguém tão recatada você está muito ousada – Comentou, desviando o olhar.
– Que seja – Disse Hermione corando levemente e indo até o banheiro.
Tom olhou de esguelha, tendo uma visão do traseiro de Hermione, mas logo desviou o olhar ao perceber o que estava fazendo. “Maldição, por que ela não podia se cobrir com o lençol? Será que não vê o que faz comigo?”
Hermione estava incerta do que fazer. E agora? Era o que pensava. Sentia seu braço levemente dolorido por causa do que fizera e apesar de ter dormido muito ainda estava cansada. Não era normal, mesmo depois do que fizera com Tom. Esfregou o anel em sua mão. As coisas estavam piorando e ela não tinha ideia do que fazer. “O que eu faço? O quê?”
E ainda tinha Madeleine. Madeleine que morrera e não havia nada que Hermione poderia fazer sobre isso. E Ethan e Aidan? Eles deviam estar sofrendo e talvez preocupados pela ausência dela. “Droga”. Hermione esfregou a testa, sentindo dor de cabeça.
Ela não sabia o que fazer e odiava isso.
OoOoOoOoOoO
Hayden jogou o que restava do cigarro no chão e pisou em cima, esfregando. Estava ali há cerca de meia hora, fumando. Estava estressado por ter que aguentar as idiotices de Murray e ainda cumprir a missão dada pelo mestre.
Suspirou. E ainda tinha que se preocupar que o plano de Malfoy desse certo dali a alguns dias, pois de forma nenhuma deixaria que aqueles dois adolescentes levassem a melhor sobre ele. Seu orgulho estava em jogo.
Tinha observado o modo como aqueles dois duelavam. Na próxima vez em que se encontrassem, ele estaria preparado.
Ajeitou a gola do casaco e saiu do beco, seu cabelo loiro escurecendo em contato a chuva fina de inverno.
OoOoOoOoOoO
Hermione e Tom caminharam em silencio até a cozinha. Ela tinha perdido o café e o almoço e estava com muita fome.
Tom apreciava o silêncio do lugar. Naquela noite os outros estudantes chegariam e seria a mesma fuzarca de sempre. Porém, antes que chegassem lá encontraram Aidan Bell.
– Ah, então aí está você, Hermione. Ethan e eu estávamos preocupados e te procuramos pelo castelo todo. Mas parece que... – Passou os olhos por Tom, com certa desaprovação -... Você estava muito bem.
Hermione engoliu em seco, sentindo um nó na garganta.
– Aidan, eu...
– O funeral – interrompeu Aidan – Vai ser hoje à noite. Se quiser ir também esteja pronta às 17h00min.
E saiu, deixando uma Hermione culpada e um Tom indiferente.
OoOoOoOoOoO
Abraxas Malfoy estava inquieto. Depois de toda a confusão Tom estava bem assim como a sangue ruim. Não podia acreditar que Tom tinha salvado aquela garota. Não podia ser verdade.
Mas era. E sentia vontade de quebrar tudo a sua volta por isso.
E aparentemente a sangue ruim tinha descoberto seu feitiço rastreador por que quando tentou localiza-la não tinha funcionado e ele sabia que tinha feito o feitiço direito. Aquela garota era esperta. Fizera a cabeça de Tom e fazia tudo a sua volta virar a seu favor. Clearwater fora apenas uma consequência para algo que a própria sangue ruim fizera. Pois Abraxas tinha certeza que Granger tinha organizado toda aquela confusão para forçar Tom a entrar em desespero e agir.
Ele não tinha certeza dos motivos dela, mas para ele ela era apenas uma aproveitadora. E seu dever era acabar com ela e com Tom também por tê-lo feito se humilhar daquela maneira. Se ela não tinha mais o rastreador, ele ia fazer da maneira mais difícil.
“Eu vou acabar com aqueles dois. Custe o que custar.”
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