Tomione: Forbidden Memories

45 Os bons morrem jovens.


Notas iniciais
Inspiração zero ultimamente ¬¬ Mas, está um capítulo com um pouco de Madeleine, para quem gostava dela e não queria que ela morresse. Yeah, é isso. Comentem por favor :D

– Você vai? – Perguntou ele enquanto saiam da cozinha.

– No funeral?

Tom assentiu.

– Não. Eu não poderia.

Depois que Aidan saíra, Tom e Hermione foram comer alguma coisa. Ela acabara comendo duas vezes o que geralmente comia, se a culpa era de Tom ou do anel, ela não sabia. Só sabia que tinha que se apressar, não podia ficar ali por muito mais tempo. Mas o que fazer? Ser direta, por as cartas na mesa? Ou se demorar mais e tentar muda-lo por pequenos atos?

Também não ia ao funeral de Madeleine. Não por que não quisesse, queria sim ir, mas sentia que não podia. Ficaria se torturando mais e mais e não sabia o que faria depois. Hermione sabia o quanto se tornara instável, mas não podia mudar isso tão rapidamente. Preferia ir prestar sua própria homenagem depois, quando já não havia mais ninguém para lhe lançar olhares estranhos.

Tom não entendia como Hermione estava se sentindo. Como poderia, afinal? Nunca tivera realmente amigos, nem Abraxas poderia ser considerado um. Abraxas era só uma presença constante a quem havia se acostumado, como um animal de estimação que faz barulho a maior parte do tempo e que precisa ser punido para aprender o seu lugar.

– Então... E agora? – Perguntou ele.

Nem é preciso dizer que nenhum dos dois estava acostumado há passar tanto tempo na presença um do outro, ainda mais tentar conversar sem se comprometer com alguma frase indevida. Mas esse era o problema. Hermione já havia se entregado abertamente para ele, fora todos os insultos sobre saber muito da vida dele e tudo mais. Tinha que dizer a verdade, conversar abertamente. E era o que faria.

Só que não agora. Ela não queria estragar o momento de paz que estava passando com ele, não agora com a morte de Madeleine lhe doendo no peito.

– Biblioteca? – Sugeriu.

Tom deu de ombros e seguiram para o local que mais gostavam em Hogwarts.

OoOoOoOoOoOoO

Aidan olhou mais uma vez para o relógio de pulso que usava.

Eram 14h52min.

– Não podemos esperar mais – Disse.

Ethan franziu a testa, preocupado, mas assentiu.

– Ele provavelmente deve estar se divertindo por aí com o Riddle – Supôs com a cara amarrada.

– Ela também está sofrendo, Ethan. E se Riddle faz bem para ela, por que não deixar?

– Mas não aparecer no funeral... – Acusou, cerrando os olhos levemente vermelhos pelo choro recente.

– Acho que... Ela não conseguiria. Estou até mesmo surpreso por você ir.

Aidan bufou.

– Parece que Hermione já sofreu muito em sua vida. Você não vê? A maneira como ela age, e, mesmo depois de tanto tempo, ainda ser tão fechada. Perder Madeleine depois de finalmente começar a se abrir deve ser um golpe duro para ela – Disse Ethan, seu tom de voz calmo, porém sério, sem suas divagações normais.

Ethan também estava sofrendo. Madeleine foi a primeira pessoa a querer fazer amizade com ele quando chegou à Hogwarts. Sempre foi considerado um garoto estranho, muito magro e avoado demais, nunca tivera amigos ainda de começar a estudar. Doía pensar que Madeleine não estaria mais lá.

Lembrava-se da primeira vez em que haviam se falado. Era o primeiro ano, já haviam se passado três meses desde que estavam em Hogwarts e não tinha amigos. Os garotos mais velhos tinham zombado dele por ser como era e ele havia ganhado um olho roxo por responder. Estava chorando no Corujal, se sentindo sozinho demais e se perguntando se era mesmo tão esquisito quando Madeleine aparecera.

Ela o consolara, falando que não se importasse com o que os outros diziam, por que ele não tinha que mudar se estava feliz assim.

“Mas eu vou ficar sozinho, como sempre”, disse-lhe.

“Não se preocupe”, sorriu ela, “Serei sua amiga”.

Ela inclusive dissera também que seu olho não estava tão mal, por que roxo combinava com prata.

Ethan não tinha certeza se realmente combinava, mas não se importava. Lágrimas estavam querendo escapar de seus olhos, porém se segurou.

Aidan suspirou. Sim, Ethan tinha razão.

– Desculpe. Eu só estava sendo estúpido. É que eu estou com tanta raiva que... – Olhou para o chão, tentando encontrar as palavras certas, mas estava com um nó na garganta.

– Tudo bem. Só... Só fale com Hermione depois. Vamos.

Saíram do salão comunal da Corvinal e foram para as escadas, onde Amélia Dawlish, Gregory Spinnet e Marília Bobbin (que também podiam se considerar próximos de Madeleine) estavam esperando para ir ao funeral.

– Demoraram – Comentou Gregory, porém em sua voz não havia acusação.

– Desculpe – Falou Ethan.

– E a Granger? – Perguntou Marília.

– Ela não vem – Respondeu Ethan.

A garota arqueou as sobrancelhas, mas não falou nada.

Seguiram até a sala do diretor, onde o mesmo esperava. Um por um, usaram a rede de flú e foram prestar suas últimas homenagens a uma grande amiga, leal, inteligente e alegre, mas que se fora tão jovem.

A dor ficaria suportável com o tempo, talvez até um dia parasse de doer. Porém tinham certeza de que nunca esqueceriam Madeleine Clearwater.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.